{"id":142378,"date":"2019-12-23T07:26:22","date_gmt":"2019-12-23T10:26:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=142378"},"modified":"2019-12-23T07:26:22","modified_gmt":"2019-12-23T10:26:22","slug":"litoral-do-nordeste-enfrenta-dupla-poluicao-esgoto-e-oleo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/12\/23\/litoral-do-nordeste-enfrenta-dupla-poluicao-esgoto-e-oleo\/","title":{"rendered":"Litoral do Nordeste enfrenta dupla polui\u00e7\u00e3o: esgoto e \u00f3leo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quatro meses ap\u00f3s o registro das primeiras manchas de \u00f3leo nas praias da regi\u00e3o, o Nordeste enfrenta uma situa\u00e7\u00e3o de dupla polui\u00e7\u00e3o em parte do seu litoral com a presen\u00e7a de microrganismos e subst\u00e2ncias qu\u00edmicas consideradas prejudiciais \u00e0 sa\u00fade humana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De um lado, a baixa cobertura de saneamento e o descarte irregular de esgoto faz com que um ter\u00e7o das praias da regi\u00e3o sejam consideradas ruins ou p\u00e9ssimas em balneabilidade, an\u00e1lise que leva em conta a presen\u00e7a de bact\u00e9rias presentes nas fezes humanas e de animais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De outro, mesmo ap\u00f3s a estabiliza\u00e7\u00e3o da chegada de novas manchas no litoral, praias da regi\u00e3o ainda convivem com o \u00f3leo que ficou incrustado na areia, nas pedras e nos recifes de coral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um grupo formado pela Marinha, pela ANP (Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo) e pelo Ibama informa que o cen\u00e1rio \u00e9 est\u00e1vel, mas ainda h\u00e1 vest\u00edgios esparsos de manchas nos estados de Alagoas, Sergipe e Bahia. Ao todo, j\u00e1 foram retiradas de cerca de 5.000 toneladas de \u00f3leo dos 11 estados atingidos (todos os nove do Nordeste mais Esp\u00edrito Santo e Rio de Janeiro).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Bahia, por exemplo, ainda h\u00e1 \u00f3leo em praias de Cumuruxatiba, no extremo sul do estado, e em Suba\u00fama, balne\u00e1rio do litoral norte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na paradis\u00edaca Japaratinga, uma das praias mais visitadas de Alagoas, homens d a Marinha ainda limpam a fina areia branca para retirar fragmentos de petr\u00f3leo. A praia est\u00e1 localizada na APA (\u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental) Costa dos Corais, a maior unidade de conserva\u00e7\u00e3o federal costeira do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O desastre ambiental do derramamento de \u00f3leo n\u00e3o mudou a din\u00e2mica de monitoramento das praias. Em geral, os \u00f3rg\u00e3os ambientais de governos e prefeituras fazem apenas uma an\u00e1lise biol\u00f3gica das \u00e1guas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00d3rg\u00e3os ambientais como os da Bahia e de Pernambuco realizaram an\u00e1lises qu\u00edmicas pontuais para verificar o teor de subst\u00e2ncias derivadas do petr\u00f3leo como benzeno, tolueno e xileno, consideradas prejudiciais \u00e0 sa\u00fade humana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Testes laboratoriais encomendados pelo governo de Pernambuco mostraram que n\u00e3o havia compostos org\u00e2nicos do petr\u00f3leo nas 16 praias que foram atingidas com maior intensidade pelas manchas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Inema, \u00f3rg\u00e3o ambiental da Bahia, constatou aus\u00eancia de subst\u00e2ncias t\u00f3xicas na \u00e1gua. Ainda assim, o \u00f3rg\u00e3o recomendou aos banhistas que evitem o banho de mar ao observarem presen\u00e7a de \u00f3leo nas praias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diretor do Instituto de Biologia da UFBA (Universidade Federal da Bahia), o professor Francisco Kelmo, considera que os resultados das an\u00e1lises s\u00e3o insuficientes para garantir que as praias estejam pr\u00f3prias para banho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele lembra que, mesmo em menor quantidade, as manchas t\u00eam voltado a aparecer em algumas praias. Em outras, pode haver ainda pelotas de \u00f3leo enterradas sob a areia ou grudadas nas pedras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEssa novela n\u00e3o acabou. A situa\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 preocupante e o mais seguro \u00e9 aguardar alguns meses at\u00e9 que seja feita a remo\u00e7\u00e3o completa do \u00f3leo nas praias\u201d, afirma o professor, lembrando que o contato do \u00f3leo com a pele pode gerar dermatites, enjoos e v\u00f4mitos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>BALNEABILIDADE<\/strong><br>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 an\u00e1lise biol\u00f3gica das \u00e1guas, levantamento do jornal Folha de S.Paulo revela que, dos 435 praias em que houve an\u00e1lise de balneabilidade no Nordeste, 35,4% foram consideradas boas por estarem pr\u00f3prias durante todo o ano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outros 28,3% das praias estavam regulares, 12,4% ruins e 23,9% p\u00e9ssimas. A maior parte das praias ruins e p\u00e9ssimas est\u00e1 concentrada em capitais como Salvador, Recife, Fortaleza e S\u00e3o Lu\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Cear\u00e1, praias tur\u00edsticas como Jericoacoara e Canoa Quebrada conseguiram manter-se como boas. Do total de 66 praias monitoradas, apenas 13,5% das s\u00e3o enquadradas como p\u00e9ssimas \u2013todas est\u00e3o em Fortaleza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No litoral baiano, as praias consideradas boas est\u00e3o concentradas no norte e no sul do estado. Cerca de 35% s\u00e3o consideradas p\u00e9ssimas, com destaque para Salvador e Ilh\u00e9us.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em Alagoas, na badalada praia de Maragogi, a polui\u00e7\u00e3o de alguns trechos se junta \u00e0s consequ\u00eancias do derramamento de \u00f3leo, que tamb\u00e9m atingiu a regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os efeitos do \u00f3leo s\u00e3o sentidos no baixo movimento de restaurantes na beira da praia e na reclama\u00e7\u00e3o de pescadores e jangadeiros que levam turistas para as piscinas naturais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA praia est\u00e1 limpa, mas o povo ficou com muito medo. Um sol bonito, o mar lindo, com um verde impressionante, e o movimento n\u00e3o \u00e9 nem a metade para esta \u00e9poca do ano\u201d, reclama Renato Maciel, agente de passeios tur\u00edsticos em Maragogi.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dos dez pontos com an\u00e1lise de balneabilidade, h\u00e1 dois locais classificados como p\u00e9ssimos que ficam na foz dos rios Salgado e Persinunga.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em Pernambuco, a tur\u00edstica praia de Carneiros, no litoral sul, \u00e9 classificada como ruim. O mesmo ocorreu com a praia de Porto de Galinhas, uma das mais famosas de Pernambuco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cSempre falam sobre esse problema do esgoto, mas tomo banho aqui faz muito tempo. O sal daqui cura tudo\u201d, brinca o ambulante Jos\u00e9 Farias Santos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Das 50 praias monitoradas em Pernambuco, n\u00e3o existe uma sequer que atingiu a classifica\u00e7\u00e3o boa. Do total, 58% das praias s\u00e3o classificadas como p\u00e9ssimas, o que significa que elas estiveram impr\u00f3prias em mais da metade do ano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O bi\u00f3logo da UPE (Universidade de Pernambuco) Clemente Coelho Junior diz que o resultado n\u00e3o \u00e9 surpresa e que o saldo ruim \u00e9 resultado da falta de tratamento de esgoto por v\u00e1rias d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele afirma que grande parte dos efluentes dom\u00e9sticos \u00e9 lan\u00e7ada nos rios e, consequentemente, atinge v\u00e1rios canais que os ligam \u00e0s praias: \u201cComparado a pa\u00edses europeus, temos saneamento b\u00e1sico do s\u00e9culo 19\u201d, afirma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quatro meses ap\u00f3s o registro das primeiras manchas de \u00f3leo nas praias da regi\u00e3o, o Nordeste enfrenta uma situa\u00e7\u00e3o de dupla polui\u00e7\u00e3o em parte do seu litoral com a presen\u00e7a de microrganismos e subst\u00e2ncias qu\u00edmicas consideradas prejudiciais \u00e0 sa\u00fade humana. De um lado, a baixa cobertura de saneamento e o descarte irregular de esgoto faz com que um ter\u00e7o das praias da regi\u00e3o sejam consideradas ruins ou p\u00e9ssimas em balneabilidade, an\u00e1lise que leva em conta a presen\u00e7a de bact\u00e9rias presentes nas fezes humanas e de animais. De outro, mesmo ap\u00f3s a estabiliza\u00e7\u00e3o da chegada de novas manchas no litoral, praias da regi\u00e3o ainda convivem com o \u00f3leo que ficou incrustado na areia, nas pedras e nos recifes de coral. Um grupo formado pela Marinha, pela ANP (Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo) e pelo Ibama informa que o cen\u00e1rio \u00e9 est\u00e1vel, mas ainda h\u00e1 vest\u00edgios esparsos de manchas nos estados de Alagoas, Sergipe e Bahia. Ao todo, j\u00e1 foram retiradas de cerca de 5.000 toneladas de \u00f3leo dos 11 estados atingidos (todos os nove do Nordeste mais Esp\u00edrito Santo e Rio de Janeiro). Na Bahia, por exemplo, ainda h\u00e1 \u00f3leo em praias de Cumuruxatiba, no extremo sul do estado, e em Suba\u00fama, balne\u00e1rio do litoral norte. Na paradis\u00edaca Japaratinga, uma das praias mais visitadas de Alagoas, homens d a Marinha ainda limpam a fina areia branca para retirar fragmentos de petr\u00f3leo. A praia est\u00e1 localizada na APA (\u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental) Costa dos Corais, a maior unidade de conserva\u00e7\u00e3o federal costeira do Brasil. O desastre ambiental do derramamento de \u00f3leo n\u00e3o mudou a din\u00e2mica de monitoramento das praias. Em geral, os \u00f3rg\u00e3os ambientais de governos e prefeituras fazem apenas uma an\u00e1lise biol\u00f3gica das \u00e1guas. \u00d3rg\u00e3os ambientais como os da Bahia e de Pernambuco realizaram an\u00e1lises qu\u00edmicas pontuais para verificar o teor de subst\u00e2ncias derivadas do petr\u00f3leo como benzeno, tolueno e xileno, consideradas prejudiciais \u00e0 sa\u00fade humana. Testes laboratoriais encomendados pelo governo de Pernambuco mostraram que n\u00e3o havia compostos org\u00e2nicos do petr\u00f3leo nas 16 praias que foram atingidas com maior intensidade pelas manchas. O Inema, \u00f3rg\u00e3o ambiental da Bahia, constatou aus\u00eancia de subst\u00e2ncias t\u00f3xicas na \u00e1gua. Ainda assim, o \u00f3rg\u00e3o recomendou aos banhistas que evitem o banho de mar ao observarem presen\u00e7a de \u00f3leo nas praias. Diretor do Instituto de Biologia da UFBA (Universidade Federal da Bahia), o professor Francisco Kelmo, considera que os resultados das an\u00e1lises s\u00e3o insuficientes para garantir que as praias estejam pr\u00f3prias para banho. Ele lembra que, mesmo em menor quantidade, as manchas t\u00eam voltado a aparecer em algumas praias. Em outras, pode haver ainda pelotas de \u00f3leo enterradas sob a areia ou grudadas nas pedras. \u201cEssa novela n\u00e3o acabou. A situa\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 preocupante e o mais seguro \u00e9 aguardar alguns meses at\u00e9 que seja feita a remo\u00e7\u00e3o completa do \u00f3leo nas praias\u201d, afirma o professor, lembrando que o contato do \u00f3leo com a pele pode gerar dermatites, enjoos e v\u00f4mitos. BALNEABILIDADEEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 an\u00e1lise biol\u00f3gica das \u00e1guas, levantamento do jornal Folha de S.Paulo revela que, dos 435 praias em que houve an\u00e1lise de balneabilidade no Nordeste, 35,4% foram consideradas boas por estarem pr\u00f3prias durante todo o ano. Outros 28,3% das praias estavam regulares, 12,4% ruins e 23,9% p\u00e9ssimas. A maior parte das praias ruins e p\u00e9ssimas est\u00e1 concentrada em capitais como Salvador, Recife, Fortaleza e S\u00e3o Lu\u00eds. No Cear\u00e1, praias tur\u00edsticas como Jericoacoara e Canoa Quebrada conseguiram manter-se como boas. Do total de 66 praias monitoradas, apenas 13,5% das s\u00e3o enquadradas como p\u00e9ssimas \u2013todas est\u00e3o em Fortaleza. No litoral baiano, as praias consideradas boas est\u00e3o concentradas no norte e no sul do estado. Cerca de 35% s\u00e3o consideradas p\u00e9ssimas, com destaque para Salvador e Ilh\u00e9us. Em Alagoas, na badalada praia de Maragogi, a polui\u00e7\u00e3o de alguns trechos se junta \u00e0s consequ\u00eancias do derramamento de \u00f3leo, que tamb\u00e9m atingiu a regi\u00e3o. Os efeitos do \u00f3leo s\u00e3o sentidos no baixo movimento de restaurantes na beira da praia e na reclama\u00e7\u00e3o de pescadores e jangadeiros que levam turistas para as piscinas naturais. \u201cA praia est\u00e1 limpa, mas o povo ficou com muito medo. Um sol bonito, o mar lindo, com um verde impressionante, e o movimento n\u00e3o \u00e9 nem a metade para esta \u00e9poca do ano\u201d, reclama Renato Maciel, agente de passeios tur\u00edsticos em Maragogi. Dos dez pontos com an\u00e1lise de balneabilidade, h\u00e1 dois locais classificados como p\u00e9ssimos que ficam na foz dos rios Salgado e Persinunga. Em Pernambuco, a tur\u00edstica praia de Carneiros, no litoral sul, \u00e9 classificada como ruim. O mesmo ocorreu com a praia de Porto de Galinhas, uma das mais famosas de Pernambuco. \u201cSempre falam sobre esse problema do esgoto, mas tomo banho aqui faz muito tempo. O sal daqui cura tudo\u201d, brinca o ambulante Jos\u00e9 Farias Santos. Das 50 praias monitoradas em Pernambuco, n\u00e3o existe uma sequer que atingiu a classifica\u00e7\u00e3o boa. Do total, 58% das praias s\u00e3o classificadas como p\u00e9ssimas, o que significa que elas estiveram impr\u00f3prias em mais da metade do ano. O bi\u00f3logo da UPE (Universidade de Pernambuco) Clemente Coelho Junior diz que o resultado n\u00e3o \u00e9 surpresa e que o saldo ruim \u00e9 resultado da falta de tratamento de esgoto por v\u00e1rias d\u00e9cadas. Ele afirma que grande parte dos efluentes dom\u00e9sticos \u00e9 lan\u00e7ada nos rios e, consequentemente, atinge v\u00e1rios canais que os ligam \u00e0s praias: \u201cComparado a pa\u00edses europeus, temos saneamento b\u00e1sico do s\u00e9culo 19\u201d, afirma.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":142379,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-142378","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142378","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=142378"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142378\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":142380,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142378\/revisions\/142380"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/142379"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=142378"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=142378"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=142378"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}