{"id":142860,"date":"2019-12-25T15:07:26","date_gmt":"2019-12-25T18:07:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=142860"},"modified":"2019-12-25T15:07:26","modified_gmt":"2019-12-25T18:07:26","slug":"pesquisa-para-nao-provocar-brigas-51-desistiram-de-comentario-no-whatsapp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/12\/25\/pesquisa-para-nao-provocar-brigas-51-desistiram-de-comentario-no-whatsapp\/","title":{"rendered":"Pesquisa: Para n\u00e3o provocar brigas, 51% desistiram de coment\u00e1rio no WhatsApp"},"content":{"rendered":"\n<p>O ano de 2019 n\u00e3o foi f\u00e1cil para falar de pol\u00edtica nos grupos de WhatsApp.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Datafolha, 51% dos brasileiros que usam a rede social desistiram de fazer um coment\u00e1rio ou compartilhar algum conte\u00fado sobre pol\u00edtica para evitar brigas com a fam\u00edlia ou com os amigos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em tempos de polariza\u00e7\u00e3o, a autocensura \u00e9 maior entre funcion\u00e1rios p\u00fablicos (61%) e pessoas com ensino superior (59%). As donas de casa, por sua vez, se importam menos: 60% n\u00e3o deixaram de falar por medo de desentendimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>No geral, uma em cada quatro (27%) pessoas saiu de algum grupo para n\u00e3o discutir, e 19% deixaram de seguir ou bloquearam o perfil de um amigo, familiar ou mesmo de uma empresa por discordar de suas posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Datafolha entrevistou 2.948 pessoas nos \u00faltimos dias 5 e 6, em 176 cidades de todo o pa\u00eds. A margem de erro \u00e9 de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. As respostas citadas acima se referem a comportamentos adotados nos \u00faltimos 12 meses, ou seja, de dezembro de 2018 a dezembro de 2019, entre quem tem conta em redes sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 fun\u00e7\u00e3o das redes sociais, 77% do total de entrevistados acreditam que elas ajudam a dar voz a grupos normalmente preteridos pela sociedade. Essa percep\u00e7\u00e3o \u00e9 maior entre os mais ricos (80% entre quem ganha mais de dez sal\u00e1rios m\u00ednimos), os mais jovens (86% entre quem tem de 16 a 24 anos) e os que t\u00eam ensino superior (90%).<\/p>\n\n\n\n<p>Outros grupos s\u00e3o um pouco menos otimistas: o percentual cai para 64% entre quem s\u00f3 cursou o ensino fundamental e para 62% entre os que t\u00eam 60 anos ou mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para metade dos brasileiros, as novas m\u00eddias t\u00eam papel relevante no cen\u00e1rio pol\u00edtico: 54% acham que s\u00e3o importantes meios para fazer com que os pol\u00edticos estejam atentos \u00e0s discuss\u00f5es sociais, e 48% acreditam que s\u00e3o importantes para criar movimentos que podem agir diretamente na sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Para 43%, elas ajudam a influenciar a decis\u00e3o de pol\u00edticos. Esse \u00edndice sobre para 53% entre quem tem o PSL como partido de prefer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A legenda pela qual o presidente Jair Bolsonaro foi eleito \u00e9 c\u00e9lebre pela atua\u00e7\u00e3o de seus membros nas redes. Na C\u00e2mara, deputados do PSL ficaram conhecidos como \u201cbancada da selfie\u201d por fazerem v\u00eddeos para seus seguidores durante as vota\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 alguns meses, a sigla vive um racha interno: de um lado, aliados ao presidente do PSL, Luciano Bivar (deputado por Pernambuco), e, de outro, apoiadores de Bolsonaro, que deixou a legenda e pretende criar a Alian\u00e7a pelo Brasil.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/paraibaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/whatsapp1012-567x378.jpg\" alt=\"Marcello Casal Jr.\/Ag\u00eancia Brasil\" class=\"wp-image-824331 lazyload\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 567px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 567\/378;\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Foto: Marcello Casal Jr.\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio, figuras como os deputados Eduardo Bolsonaro e Joice Hasselmann, ambos eleitos por S\u00e3o Paulo, protagonizaram trocas de insultos no Twitter e no Facebook.<\/p>\n\n\n\n<p>Para 69% dos brasileiros, as redes distraem as pessoas daquilo que realmente importa.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros 59% dizem que elas n\u00e3o s\u00e3o boas fontes de not\u00edcia: acham que servem mais para divulgar not\u00edcias falsas do que para informar.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa opini\u00e3o \u00e9 mais frequente entre quem votou no petista Fernando Haddad (62%) ou branco\/nulo (64%) do que entre quem votou em Bolsonaro (57%) no segundo turno de 2018.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BOLSONARO NAS REDES<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dezoito por cento dos entrevistados afirmaram que seguem a conta do presidente Jair Bolsonaro em alguma rede social. O percentual cresce para 27% entre quem tem prefer\u00eancia pelo PSL e para 31% entre quem ganha mais de dez sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 tamb\u00e9m o perfil de quem mais aprova o governo. A gest\u00e3o \u00e9 avaliada como \u00f3tima ou boa por 30%, mas o \u00edndice ultrapassa os 40% nos setores citados.<\/p>\n\n\n\n<p>Bolsonaro \u00e9 mais popular no Facebook, onde tem mais de 11 milh\u00f5es de seguidores. \u00c9 nessa rede que o presidente faz suas lives semanais, sempre \u00e0s quintas-feiras. Em 2019, foram mais de 12 horas dessas transmiss\u00f5es, que t\u00eam dura\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima a 20 minutos cada.<\/p>\n\n\n\n<p>No Instagram, Bolsonaro tem 14,6 milh\u00f5es de seguidores; no Twitter, 5,6 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o Datafolha, a rede social mais popular no pa\u00eds \u00e9 o WhatsApp, onde 71% t\u00eam conta. Em seguida v\u00eam Facebook (60%), Instagram (42%) e Twitter (14%).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano de 2019 n\u00e3o foi f\u00e1cil para falar de pol\u00edtica nos grupos de WhatsApp. Segundo o Datafolha, 51% dos brasileiros que usam a rede&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":142862,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[50,2],"tags":[],"class_list":["post-142860","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142860","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=142860"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142860\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":142863,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142860\/revisions\/142863"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/142862"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=142860"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=142860"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=142860"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}