{"id":143688,"date":"2019-12-30T09:15:32","date_gmt":"2019-12-30T12:15:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=143688"},"modified":"2019-12-30T09:15:32","modified_gmt":"2019-12-30T12:15:32","slug":"em-cinco-anos-86-casos-foram-tipificados-como-feminicidio-na-paraiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/12\/30\/em-cinco-anos-86-casos-foram-tipificados-como-feminicidio-na-paraiba\/","title":{"rendered":"Em cinco anos, 86 casos foram tipificados como feminic\u00eddio na Para\u00edba"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Levantamento realizado pelo Tribunal de Justi\u00e7a da Para\u00edba apontou que, no per\u00edodo de 2015 a 2019, 86 processos relativos a assassinatos de mulheres foram tipificados como feminic\u00eddio no Estado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Deste total, 39 casos foram a julgamento, resultando em 33 condena\u00e7\u00f5es, seis extin\u00e7\u00f5es e uma absolvi\u00e7\u00e3o. Desde 2015, o feminic\u00eddio \u00e9 qualificado como crime hediondo no Brasil, o que ocorreu ap\u00f3s a altera\u00e7\u00e3o do artigo 121 do C\u00f3digo Penal pela Lei n\u00ba 13.104\/2015. Configura-se como feminic\u00eddio o assassinato praticado contra mulheres em raz\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o de ser do sexo feminino.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com os dados do TJPB, em 2015, quatro a\u00e7\u00f5es foram consideradas feminic\u00eddio, sendo que nenhuma foi a J\u00fari; em 2016, o total de processos assim tipificados aumentou para 14, com seis julgamentos, sendo tr\u00eas condena\u00e7\u00f5es e tr\u00eas extin\u00e7\u00f5es; no ano seguinte, foram contabilizados 17 feminic\u00eddios, com quatro condena\u00e7\u00f5es; em 2018, dos 13 feitos tipificados, houve cinco condena\u00e7\u00f5es e uma absolvi\u00e7\u00e3o; e, neste ano, foram 21 julgamentos e duas extin\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, desde 2017, est\u00e3o pendentes 25 inqu\u00e9ritos e 56 a\u00e7\u00f5es penais em 38 unidades judici\u00e1rias no \u00e2mbito do TJPB, segundo registro da Diretoria de Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica do Tribunal de Justi\u00e7a. Diante dos n\u00fameros alarmantes relacionados \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher, mais um instrumento para disseminar informa\u00e7\u00e3o e qualificar dados para combater tal viol\u00eancia, mais especificamente o feminic\u00eddio, foi criado na Para\u00edba: o Observat\u00f3rio do Feminic\u00eddio da Para\u00edba \u2013 Professora Br\u00edggida Rosely de Azev\u00eado Louren\u00e7o. O nome homenageia a v\u00edtima, que foi assassinada pelo ex-companheiro dentro de casa, em Jo\u00e3o Pessoa. O caso ocorreu em 2012.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ferramenta come\u00e7ou a funcionar no dia 11 deste m\u00eas e tem como fomentadores o Tribunal de Justi\u00e7a da Para\u00edba, a Universidade Estadual da Para\u00edba (UEPB), a Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana (Semdh), a Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica e Defesa Social (Seds), o Governo do Estado, o Minist\u00e9rio P\u00fablico da Para\u00edba (MPPB) e a Ordem dos Advogados do Brasil \u2013 Seccional Para\u00edba (OAB\/PB).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a coordenadora da Mulher em Situa\u00e7\u00e3o de Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar do TJPB, ju\u00edza Graziela Queiroga, o Observat\u00f3rio \u00e9 um espa\u00e7o que poder\u00e1 ser utilizado por toda a sociedade, desde os \u00f3rg\u00e3os que integram a rede de apoio \u00e0 mulher em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia, at\u00e9 estudantes, acad\u00eamicos e profissionais interessados na tem\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPrecisamos difundir desde a mais tenra idade esse trabalho. O feminic\u00eddio \u00e9 uma quest\u00e3o que precisa de mais espa\u00e7o para debate, informa\u00e7\u00e3o e sensibiliza\u00e7\u00e3o, especialmente por ser o \u00e1pice da viol\u00eancia contra a mulher, j\u00e1 que ela tende a ir se agravando com o tempo\u201d, afirmou a magistrada, enfatizando que a ferramenta tamb\u00e9m foi criada para desnaturalizar determinados comportamentos machistas, reproduzidos por homens e mulheres. O Portal do Observat\u00f3rio do Feminic\u00eddio da Para\u00edba est\u00e1 hospedado na plataforma da UEPB.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MaisPB<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento realizado pelo Tribunal de Justi\u00e7a da Para\u00edba apontou que, no per\u00edodo de 2015 a 2019, 86 processos relativos a assassinatos de mulheres foram tipificados como feminic\u00eddio no Estado. Deste total, 39 casos foram a julgamento, resultando em 33 condena\u00e7\u00f5es, seis extin\u00e7\u00f5es e uma absolvi\u00e7\u00e3o. Desde 2015, o feminic\u00eddio \u00e9 qualificado como crime hediondo no Brasil, o que ocorreu ap\u00f3s a altera\u00e7\u00e3o do artigo 121 do C\u00f3digo Penal pela Lei n\u00ba 13.104\/2015. Configura-se como feminic\u00eddio o assassinato praticado contra mulheres em raz\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o de ser do sexo feminino. De acordo com os dados do TJPB, em 2015, quatro a\u00e7\u00f5es foram consideradas feminic\u00eddio, sendo que nenhuma foi a J\u00fari; em 2016, o total de processos assim tipificados aumentou para 14, com seis julgamentos, sendo tr\u00eas condena\u00e7\u00f5es e tr\u00eas extin\u00e7\u00f5es; no ano seguinte, foram contabilizados 17 feminic\u00eddios, com quatro condena\u00e7\u00f5es; em 2018, dos 13 feitos tipificados, houve cinco condena\u00e7\u00f5es e uma absolvi\u00e7\u00e3o; e, neste ano, foram 21 julgamentos e duas extin\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, desde 2017, est\u00e3o pendentes 25 inqu\u00e9ritos e 56 a\u00e7\u00f5es penais em 38 unidades judici\u00e1rias no \u00e2mbito do TJPB, segundo registro da Diretoria de Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica do Tribunal de Justi\u00e7a. Diante dos n\u00fameros alarmantes relacionados \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher, mais um instrumento para disseminar informa\u00e7\u00e3o e qualificar dados para combater tal viol\u00eancia, mais especificamente o feminic\u00eddio, foi criado na Para\u00edba: o Observat\u00f3rio do Feminic\u00eddio da Para\u00edba \u2013 Professora Br\u00edggida Rosely de Azev\u00eado Louren\u00e7o. O nome homenageia a v\u00edtima, que foi assassinada pelo ex-companheiro dentro de casa, em Jo\u00e3o Pessoa. O caso ocorreu em 2012. A ferramenta come\u00e7ou a funcionar no dia 11 deste m\u00eas e tem como fomentadores o Tribunal de Justi\u00e7a da Para\u00edba, a Universidade Estadual da Para\u00edba (UEPB), a Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana (Semdh), a Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica e Defesa Social (Seds), o Governo do Estado, o Minist\u00e9rio P\u00fablico da Para\u00edba (MPPB) e a Ordem dos Advogados do Brasil \u2013 Seccional Para\u00edba (OAB\/PB). De acordo com a coordenadora da Mulher em Situa\u00e7\u00e3o de Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar do TJPB, ju\u00edza Graziela Queiroga, o Observat\u00f3rio \u00e9 um espa\u00e7o que poder\u00e1 ser utilizado por toda a sociedade, desde os \u00f3rg\u00e3os que integram a rede de apoio \u00e0 mulher em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia, at\u00e9 estudantes, acad\u00eamicos e profissionais interessados na tem\u00e1tica. \u201cPrecisamos difundir desde a mais tenra idade esse trabalho. 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