{"id":147047,"date":"2020-01-17T08:34:58","date_gmt":"2020-01-17T11:34:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=147047"},"modified":"2020-01-17T08:34:58","modified_gmt":"2020-01-17T11:34:58","slug":"brasil-registra-mais-de-200-ataques-contra-jornalistas-em-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2020\/01\/17\/brasil-registra-mais-de-200-ataques-contra-jornalistas-em-2019\/","title":{"rendered":"Brasil registra mais de 200 ataques contra jornalistas em 2019"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2019, foram registrados 208 ataques&nbsp;a ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o e a jornalistas, um aumento de 54,07% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, quando foram registradas 135 ocorr\u00eancias, de acordo com o relat\u00f3rio&nbsp;<em>Viol\u00eancia contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil<\/em>, divulgado nesta&nbsp;quinta-feira (16) pela Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jornalistas (Fenaj).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dados do relat\u00f3rio mostram que, em 2019, houve dois assassinatos, 28 casos de amea\u00e7as ou intimida\u00e7\u00f5es, 20 agress\u00f5es verbais, 15 agress\u00f5es f\u00edsicas, dez casos de censura e outros de impedimentos ao exerc\u00edcio profissional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O relat\u00f3rio destacou o assassinato dos jornalistas Robson Giorno e Rom\u00e1rio da Silva Barros, ambos com atua\u00e7\u00e3o em Maric\u00e1 (RJ). Ainda foi assassinado outro membro da \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o, o radialista Claudemir Nunes, que atuava numa r\u00e1dio comunit\u00e1ria em Santa Cruz de Capiberibe (PE). Em 2018, foram quatro radialistas mortos em raz\u00e3o de suas atividades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A federa\u00e7\u00e3o informa&nbsp;ainda que diminuiu o n\u00famero de casos de agress\u00f5es f\u00edsicas, tipo de viol\u00eancia mais comum at\u00e9 2018. Em 2019, foram 15 casos&nbsp;que vitimaram 20 profissionais, segundo o relat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a Fenaj, os pol\u00edticos foram os principais autores de ataques a ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o e jornalistas. O relat\u00f3rio registra 144 ocorr\u00eancias (69,23% do total), a maioria delas tentativas de descredibiliza\u00e7\u00e3o da imprensa (114). Segundo o levantamento, o&nbsp;presidente Jair Bolsonaro foi o autor de 121 ataques em 2019,&nbsp;o equivalente a 58,17% do total de casos registrados no ano (208).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Regi\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Sudeste \u00e9 a regi\u00e3o brasileira em que mais ocorreram casos de viol\u00eancia direta contra jornalistas, seguindo tend\u00eancia registrada nos \u00faltimos seis anos. Em 2019, foram 44 ocorr\u00eancias na regi\u00e3o, representando 46,81% do total de 94 agress\u00f5es, de acordo com o relat\u00f3rio.&nbsp;O estado de S\u00e3o Paulo foi o mais violento com 19 casos (20,21% do total), seguido do&nbsp;Rio&nbsp;de Janeiro&nbsp;(12), Esp\u00edrito Santo (sete) e de Minas Gerais (seis).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A&nbsp;Regi\u00e3o&nbsp;Centro-Oeste&nbsp;passou&nbsp;\u00e0&nbsp;condi\u00e7\u00e3o&nbsp;de&nbsp;segunda&nbsp;mais&nbsp;violenta, com 18 casos, a maioria no Distrito Federal (13), seguido de&nbsp;Mato Grosso (quatro) e Mato Grosso do Sul (um).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Sul do pa\u00eds, foram 15 casos de agress\u00f5es.&nbsp;O Paran\u00e1 foi o estado com maior n\u00famero&nbsp;(oito), seguido do Rio Grande do Sul (cinco) e Santa Catarina (dois).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Nordeste, foram 11 casos de agress\u00f5es, sendo o Cear\u00e1 o mais violento para a categoria, com sete ocorr\u00eancias, seguido de Alagoas (dois),&nbsp;Bahia e Pernambuco, com um caso cada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Regi\u00e3o Norte teve o menor n\u00famero de casos de viol\u00eancia. Em 2019, foram seis ocorr\u00eancias. No Amazonas e em Rond\u00f4nia, foram dois casos em cada, e, no Par\u00e1 e no Tocantins, um caso em cada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2019, foram registrados 208 ataques&nbsp;a ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o e a jornalistas, um aumento de 54,07% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, quando foram registradas 135 ocorr\u00eancias, de acordo com o relat\u00f3rio&nbsp;Viol\u00eancia contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil, divulgado nesta&nbsp;quinta-feira (16) pela Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Dados do relat\u00f3rio mostram que, em 2019, houve dois assassinatos, 28 casos de amea\u00e7as ou intimida\u00e7\u00f5es, 20 agress\u00f5es verbais, 15 agress\u00f5es f\u00edsicas, dez casos de censura e outros de impedimentos ao exerc\u00edcio profissional. O relat\u00f3rio destacou o assassinato dos jornalistas Robson Giorno e Rom\u00e1rio da Silva Barros, ambos com atua\u00e7\u00e3o em Maric\u00e1 (RJ). Ainda foi assassinado outro membro da \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o, o radialista Claudemir Nunes, que atuava numa r\u00e1dio comunit\u00e1ria em Santa Cruz de Capiberibe (PE). Em 2018, foram quatro radialistas mortos em raz\u00e3o de suas atividades. A federa\u00e7\u00e3o informa&nbsp;ainda que diminuiu o n\u00famero de casos de agress\u00f5es f\u00edsicas, tipo de viol\u00eancia mais comum at\u00e9 2018. Em 2019, foram 15 casos&nbsp;que vitimaram 20 profissionais, segundo o relat\u00f3rio. De acordo com a Fenaj, os pol\u00edticos foram os principais autores de ataques a ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o e jornalistas. O relat\u00f3rio registra 144 ocorr\u00eancias (69,23% do total), a maioria delas tentativas de descredibiliza\u00e7\u00e3o da imprensa (114). Segundo o levantamento, o&nbsp;presidente Jair Bolsonaro foi o autor de 121 ataques em 2019,&nbsp;o equivalente a 58,17% do total de casos registrados no ano (208). Regi\u00f5es O Sudeste \u00e9 a regi\u00e3o brasileira em que mais ocorreram casos de viol\u00eancia direta contra jornalistas, seguindo tend\u00eancia registrada nos \u00faltimos seis anos. Em 2019, foram 44 ocorr\u00eancias na regi\u00e3o, representando 46,81% do total de 94 agress\u00f5es, de acordo com o relat\u00f3rio.&nbsp;O estado de S\u00e3o Paulo foi o mais violento com 19 casos (20,21% do total), seguido do&nbsp;Rio&nbsp;de Janeiro&nbsp;(12), Esp\u00edrito Santo (sete) e de Minas Gerais (seis). A&nbsp;Regi\u00e3o&nbsp;Centro-Oeste&nbsp;passou&nbsp;\u00e0&nbsp;condi\u00e7\u00e3o&nbsp;de&nbsp;segunda&nbsp;mais&nbsp;violenta, com 18 casos, a maioria no Distrito Federal (13), seguido de&nbsp;Mato Grosso (quatro) e Mato Grosso do Sul (um). No Sul do pa\u00eds, foram 15 casos de agress\u00f5es.&nbsp;O Paran\u00e1 foi o estado com maior n\u00famero&nbsp;(oito), seguido do Rio Grande do Sul (cinco) e Santa Catarina (dois). No Nordeste, foram 11 casos de agress\u00f5es, sendo o Cear\u00e1 o mais violento para a categoria, com sete ocorr\u00eancias, seguido de Alagoas (dois),&nbsp;Bahia e Pernambuco, com um caso cada. A Regi\u00e3o Norte teve o menor n\u00famero de casos de viol\u00eancia. Em 2019, foram seis ocorr\u00eancias. 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