{"id":150227,"date":"2020-01-30T08:04:40","date_gmt":"2020-01-30T11:04:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=150227"},"modified":"2020-01-30T08:04:42","modified_gmt":"2020-01-30T11:04:42","slug":"carros-autonomos-deverao-estar-no-mercado-ate-2025-diz-pesquisador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2020\/01\/30\/carros-autonomos-deverao-estar-no-mercado-ate-2025-diz-pesquisador\/","title":{"rendered":"Carros aut\u00f4nomos dever\u00e3o estar no mercado at\u00e9 2025, diz pesquisador"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 2025, ve\u00edculos capazes de ir de um ponto a outro sem serem conduzidos por motoristas dever\u00e3o estar dispon\u00edveis no mercado, o que dever\u00e1 marcar o in\u00edcio das mudan\u00e7as nos meios de transporte e na organiza\u00e7\u00e3o das cidades. No Reino Unido, Kevin Vincent \u00e9 um dos nomes por tr\u00e1s das pesquisas que possibilitar\u00e3o o funcionamento desses carros. Ele \u00e9 o diretor do Centro de Pesquisa de Autom\u00f3veis Aut\u00f4nomos e Conectados, da Universidade de Coventry.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No&nbsp;<em>campus<\/em>&nbsp;da universidade, ele conversou com a&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;sobre a rela\u00e7\u00e3o entre academia e ind\u00fastria e sobre as habilidades que esse tipo de parceria desenvolve nos pesquisadores. A Universidade de Coventry, tradicionalmente, tem forte atua\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria. \u00c9 parceira de companhias como Siemens, Toyota, Ford e at\u00e9 mesmo da Empresa Brasileira de Aeron\u00e1utica (Embraer). Na universidade, por exemplo, foi desenvolvida a bicicleta como conhecemos hoje. O projeto dos ve\u00edculos \u00e9 desenvolvido em parceria com a Horiba Mira, entre outras empresas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cOs pesquisadores rapidamente desenvolvem um foco comercial, um foco nos neg\u00f3cios. Ao mesmo tempo, mantemos o rigor cient\u00edfico. Estamos criando um pesquisador acad\u00eamico, que est\u00e1 confort\u00e1vel em operar nos neg\u00f3cios\u201d, diz. De acordo com dados apresentados pela universidade, 97% dos estudantes, est\u00e3o empregados seis meses ap\u00f3s deixar a institui\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele conta tamb\u00e9m que trabalhar com inova\u00e7\u00e3o requer um planejamento futuro, uma vis\u00e3o de 20, 30 anos \u00e0 frente e, o mais dif\u00edcil, \u00e9 entender melhor o mercado, ou seja, as pessoas que ir\u00e3o consumir essas tecnologias. \u201cTemos que desenvolver sistemas que considerem n\u00e3o apenas o ve\u00edculo, mas os processos que far\u00e3o as pessoas, no futuro, adotar a nova tecnologia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja abaixo os principais trechos da entrevista:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>: A Universidade de Coventry tem fortes parcerias com a ind\u00fastria. Como funcionam essas parcerias? Geralmente, as empresas levam demandas para a academia? A universidade tem tamb\u00e9m liberdade para propor determinados produtos?&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Kevin Vincent<\/strong>: Historicamente somos uma universidade que olha para os neg\u00f3cios. A nossa pesquisa \u00e9 muito aplicada e muito pr\u00f3xima do mercado. Isso nos possibilita trabalhar com troca de conhecimento com a ind\u00fastria de forma muito pr\u00f3xima. Para determinados problemas, n\u00f3s introduzimos conhecimentos que s\u00e3o novos para determinada ind\u00fastria, mas que n\u00e3o necessariamente s\u00e3o novos conhecimentos, inova\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos \u00faltimos cinco anos, mudamos um pouco a nossa estrat\u00e9gia, para focar um pouco mais na pesquisa fundamental [pesquisa voltada para a melhoria de teorias cient\u00edficas]. Nosso financiamento \u00e9 baseados em recursos de fundos europeus e do Reino Unido, nacionais e internacionais, al\u00e9m de muita colabora\u00e7\u00e3o com a ind\u00fastria. O que estamos tentando fazer agora \u00e9 ampliar as pesquisas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Parte da raz\u00e3o disso \u00e9 que podemos come\u00e7ar a introduzir novas tecnologias nas companhias. A pesquisa fundamental \u00e9 menos explor\u00e1vel [comercialmente] imediatamente. Por exemplo,no caso dos PhDs [doutorados] que estamos fazendo com a Mira [Horiba Mira], a empresa tem os direitos de explora\u00e7\u00e3o para criar impacto com os PhDs. Uma vez que eles s\u00e3o finalizados, determinado o que deve ser protegido ou n\u00e3o, ela incorpora nos neg\u00f3cios e nos diz o impacto que isso tem. N\u00f3s reportamos esse resultado para o governo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 um ciclo de monitoramento do governo a cada seis anos. Os projetos bem-sucedidos recebem mais financiamento do governo e a ind\u00fastria ganha mais confian\u00e7a no trabalho da universidade. Nossa flexibilidade, nossa capacidade de agir r\u00e1pido e nossa adaptabilidade \u00e9 valorizada. Isso n\u00e3o \u00e9 caracter\u00edstico da universidade, que \u00e9 conhecida por se mover devagar. Estamos tentando trabalhar com a ind\u00fastria r\u00e1pidamente, na velocidade que ela acha necess\u00e1ria para os neg\u00f3cios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>: Que tipo de habilidade \u00e9 esperada de estudantes e pesquisadores que trabalham em projetos como este?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Kevin Vincent<\/strong>: Os trabalhadores t\u00eam que se inserir na empresa. S\u00e3o pesquisadores que passam muito tempo com a ind\u00fastria. Eles recebem um escrit\u00f3rio para trabalhar na empresa e n\u00f3s fazemos quest\u00e3o que tenham tamb\u00e9m um supervisor que seja da equipe da empresa. Os pesquisadores aprendem o que \u00e9 uma ind\u00fastria e isso afeta o comportamento deles. Eles rapidamente desenvolvem um foco comercial, nos neg\u00f3cios. Ao mesmo tempo, mantemos o rigor cient\u00edfico. Estamos criando um pesquisador acad\u00eamico, que est\u00e1 confort\u00e1vel em operar nos neg\u00f3cios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>: O projeto de carros aut\u00f4nomos \u00e9 de longo prazo. Como articular os interesses da ind\u00fastria e da academia nesse per\u00edodo? Que instrumentos voc\u00eas t\u00eam para isso?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Kevin Vincent<\/strong>: N\u00f3s temos esp\u00e9cies de grupos de trabalho que criam estrat\u00e9gias para uma vis\u00e3o de futuro [na universidade]. Uma vis\u00e3o total. A empresa tem tamb\u00e9m um setor que determina o que ela deve estar fazendo nos pr\u00f3ximos 10, 20, 30 anos, que tecnologias v\u00e3o desaparecer e quais ser\u00e3o importantes para os neg\u00f3cios. Se n\u00f3s divergimos, ok, n\u00e3o levamos adiante. Se h\u00e1 converg\u00eancia, criamos um projeto de pesquisa para esse t\u00f3pico. Estamos caminhando com a ind\u00fastria, levamos a nossa vis\u00e3o e colaboramos com a vis\u00e3o deles para o que o futuro est\u00e1 aguardando.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>: Que desafios esse trabalhar para o futuro traz?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Kevin Vincent<\/strong>: Precisamos entender melhor a experi\u00eancia do usu\u00e1rio. Porque todo o esfor\u00e7o do momento vai para o desenvolvimento de uma tecnologia, mas o mercado \u00e9 menos compreendido. Temos que desenvolver sistemas que considerem n\u00e3o apenas o ve\u00edculo, mas os processos que far\u00e3o as pessoas, no futuro, adotar a nova tecnologia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>: Quando esse tipo de ve\u00edculo aut\u00f4nomo estar\u00e1 dispon\u00edvel para a popula\u00e7\u00e3o em geral?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Kevin Vincent<\/strong>: Estamos trabalhando com a meta de termos os primeiros ve\u00edculos dispon\u00edveis em 2025 e, os mais avan\u00e7ados, em 2030. Em 2025 esperamos ter um cen\u00e1rio em que o carro possa levar passageiros de um ponto a outro, em uma trajet\u00f3ria pr\u00e9-determinada, sem intera\u00e7\u00e3o com o motorista. Isso \u00e9 tecnicamente poss\u00edvel inclusive agora, mas precisamos ter certeza de que a infraestrutura \u00e9 adequada e que podemos repetir o trajeto v\u00e1rias vezes de forma segura. Para ir al\u00e9m de um ponto A a um ponto B, isso ser\u00e1 ap\u00f3s 2030.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja mais na&nbsp;<strong>TV Brasil<\/strong>:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure><iframe allowfullscreen=\"\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8PrKoF7dkrs\"><\/iframe><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At\u00e9 2025, ve\u00edculos capazes de ir de um ponto a outro sem serem conduzidos por motoristas dever\u00e3o estar dispon\u00edveis no mercado, o que dever\u00e1 marcar o in\u00edcio das mudan\u00e7as nos meios de transporte e na organiza\u00e7\u00e3o das cidades. No Reino Unido, Kevin Vincent \u00e9 um dos nomes por tr\u00e1s das pesquisas que possibilitar\u00e3o o funcionamento desses carros. 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Estamos criando um pesquisador acad\u00eamico, que est\u00e1 confort\u00e1vel em operar nos neg\u00f3cios\u201d, diz. De acordo com dados apresentados pela universidade, 97% dos estudantes, est\u00e3o empregados seis meses ap\u00f3s deixar a institui\u00e7\u00e3o.&nbsp; Ele conta tamb\u00e9m que trabalhar com inova\u00e7\u00e3o requer um planejamento futuro, uma vis\u00e3o de 20, 30 anos \u00e0 frente e, o mais dif\u00edcil, \u00e9 entender melhor o mercado, ou seja, as pessoas que ir\u00e3o consumir essas tecnologias. \u201cTemos que desenvolver sistemas que considerem n\u00e3o apenas o ve\u00edculo, mas os processos que far\u00e3o as pessoas, no futuro, adotar a nova tecnologia\u201d. Veja abaixo os principais trechos da entrevista:&nbsp; Ag\u00eancia Brasil: A Universidade de Coventry tem fortes parcerias com a ind\u00fastria. Como funcionam essas parcerias? Geralmente, as empresas levam demandas para a academia? A universidade tem tamb\u00e9m liberdade para propor determinados produtos?&nbsp;&nbsp; Kevin Vincent: Historicamente somos uma universidade que olha para os neg\u00f3cios. A nossa pesquisa \u00e9 muito aplicada e muito pr\u00f3xima do mercado. Isso nos possibilita trabalhar com troca de conhecimento com a ind\u00fastria de forma muito pr\u00f3xima. Para determinados problemas, n\u00f3s introduzimos conhecimentos que s\u00e3o novos para determinada ind\u00fastria, mas que n\u00e3o necessariamente s\u00e3o novos conhecimentos, inova\u00e7\u00f5es. Nos \u00faltimos cinco anos, mudamos um pouco a nossa estrat\u00e9gia, para focar um pouco mais na pesquisa fundamental [pesquisa voltada para a melhoria de teorias cient\u00edficas]. Nosso financiamento \u00e9 baseados em recursos de fundos europeus e do Reino Unido, nacionais e internacionais, al\u00e9m de muita colabora\u00e7\u00e3o com a ind\u00fastria. O que estamos tentando fazer agora \u00e9 ampliar as pesquisas.&nbsp;&nbsp; Parte da raz\u00e3o disso \u00e9 que podemos come\u00e7ar a introduzir novas tecnologias nas companhias. A pesquisa fundamental \u00e9 menos explor\u00e1vel [comercialmente] imediatamente. Por exemplo,no caso dos PhDs [doutorados] que estamos fazendo com a Mira [Horiba Mira], a empresa tem os direitos de explora\u00e7\u00e3o para criar impacto com os PhDs. Uma vez que eles s\u00e3o finalizados, determinado o que deve ser protegido ou n\u00e3o, ela incorpora nos neg\u00f3cios e nos diz o impacto que isso tem. N\u00f3s reportamos esse resultado para o governo.&nbsp; H\u00e1 um ciclo de monitoramento do governo a cada seis anos. Os projetos bem-sucedidos recebem mais financiamento do governo e a ind\u00fastria ganha mais confian\u00e7a no trabalho da universidade. Nossa flexibilidade, nossa capacidade de agir r\u00e1pido e nossa adaptabilidade \u00e9 valorizada. Isso n\u00e3o \u00e9 caracter\u00edstico da universidade, que \u00e9 conhecida por se mover devagar. Estamos tentando trabalhar com a ind\u00fastria r\u00e1pidamente, na velocidade que ela acha necess\u00e1ria para os neg\u00f3cios.&nbsp; Ag\u00eancia Brasil: Que tipo de habilidade \u00e9 esperada de estudantes e pesquisadores que trabalham em projetos como este?&nbsp; Kevin Vincent: Os trabalhadores t\u00eam que se inserir na empresa. S\u00e3o pesquisadores que passam muito tempo com a ind\u00fastria. Eles recebem um escrit\u00f3rio para trabalhar na empresa e n\u00f3s fazemos quest\u00e3o que tenham tamb\u00e9m um supervisor que seja da equipe da empresa. Os pesquisadores aprendem o que \u00e9 uma ind\u00fastria e isso afeta o comportamento deles. Eles rapidamente desenvolvem um foco comercial, nos neg\u00f3cios. Ao mesmo tempo, mantemos o rigor cient\u00edfico. Estamos criando um pesquisador acad\u00eamico, que est\u00e1 confort\u00e1vel em operar nos neg\u00f3cios.&nbsp; Ag\u00eancia Brasil: O projeto de carros aut\u00f4nomos \u00e9 de longo prazo. Como articular os interesses da ind\u00fastria e da academia nesse per\u00edodo? Que instrumentos voc\u00eas t\u00eam para isso?&nbsp; Kevin Vincent: N\u00f3s temos esp\u00e9cies de grupos de trabalho que criam estrat\u00e9gias para uma vis\u00e3o de futuro [na universidade]. Uma vis\u00e3o total. A empresa tem tamb\u00e9m um setor que determina o que ela deve estar fazendo nos pr\u00f3ximos 10, 20, 30 anos, que tecnologias v\u00e3o desaparecer e quais ser\u00e3o importantes para os neg\u00f3cios. Se n\u00f3s divergimos, ok, n\u00e3o levamos adiante. Se h\u00e1 converg\u00eancia, criamos um projeto de pesquisa para esse t\u00f3pico. Estamos caminhando com a ind\u00fastria, levamos a nossa vis\u00e3o e colaboramos com a vis\u00e3o deles para o que o futuro est\u00e1 aguardando.&nbsp; Ag\u00eancia Brasil: Que desafios esse trabalhar para o futuro traz?&nbsp; Kevin Vincent: Precisamos entender melhor a experi\u00eancia do usu\u00e1rio. Porque todo o esfor\u00e7o do momento vai para o desenvolvimento de uma tecnologia, mas o mercado \u00e9 menos compreendido. Temos que desenvolver sistemas que considerem n\u00e3o apenas o ve\u00edculo, mas os processos que far\u00e3o as pessoas, no futuro, adotar a nova tecnologia.&nbsp; Ag\u00eancia Brasil: Quando esse tipo de ve\u00edculo aut\u00f4nomo estar\u00e1 dispon\u00edvel para a popula\u00e7\u00e3o em geral?&nbsp; Kevin Vincent: Estamos trabalhando com a meta de termos os primeiros ve\u00edculos dispon\u00edveis em 2025 e, os mais avan\u00e7ados, em 2030. Em 2025 esperamos ter um cen\u00e1rio em que o carro possa levar passageiros de um ponto a outro, em uma trajet\u00f3ria pr\u00e9-determinada, sem intera\u00e7\u00e3o com o motorista. Isso \u00e9 tecnicamente poss\u00edvel inclusive agora, mas precisamos ter certeza de que a infraestrutura \u00e9 adequada e que podemos repetir o trajeto v\u00e1rias vezes de forma segura. 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