{"id":150501,"date":"2020-01-31T07:32:20","date_gmt":"2020-01-31T10:32:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=150501"},"modified":"2020-01-31T07:32:22","modified_gmt":"2020-01-31T10:32:22","slug":"pesquisadores-mostram-desafios-no-ensino-de-ingles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2020\/01\/31\/pesquisadores-mostram-desafios-no-ensino-de-ingles\/","title":{"rendered":"Pesquisadores mostram desafios no ensino de ingl\u00eas"},"content":{"rendered":"\n<p>Formar melhor os professores e definir formas de ensinar que sejam mais atraentes aos estudantes s\u00e3o alguns dos principais desafios que o Brasil deve enfrentar para de fato aprender ingl\u00eas. A partir deste ano, o pa\u00eds come\u00e7a a implementar, no ensino fundamental, a Base Nacional Comum Curricular, um documento que define o m\u00ednimo que todos os estudantes no pa\u00eds t\u00eam direito de aprender, e o ingl\u00eas est\u00e1 previsto nesse documento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Aulas de ingl\u00eas n\u00e3o s\u00e3o novidade nem em escolas p\u00fablicas, nem em particulares, uma vez que a maioria oferece o idioma, mas um&nbsp;<a href=\"https:\/\/englishagenda.britishcouncil.org\/sites\/default\/files\/attachments\/estudov13_englishinbrazil.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">estudo do British Council<\/a>&nbsp;mostra que apenas 10,3% dos jovens, de 18 a 24 anos, dizem saber ingl\u00eas. O percentual \u00e9 menor se consideradas as pessoas mais velhas, com mais de 16 anos, chega a 5,1%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"http:\/\/imagens.ebc.com.br\/cLiqTJ-u8fIU4CL3NpGlYT3fHLU=\/754x0\/smart\/http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/sao_paulo_curso_de_ingles_2.jpg?itok=zHWObwmd\" alt=\" aulas de ingl\u00eas idioma\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>aulas de ingl\u00eas idioma &#8211;&nbsp;<strong>Wilson Dias\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente n\u00e3o p\u00e1ra pra pensar por que n\u00e3o est\u00e1 aprendendo ingl\u00eas. Ent\u00e3o, se a gente quer mudar esse cen\u00e1rio, [precisa se perguntar] o que precisa mudar na maneira como se tem aprendido ingl\u00eas porque provavelmente nao est\u00e1 funcionando\u201d, diz a gerente s\u00eanior de Ingl\u00eas do British Council Brasil, C\u00edntia Gon\u00e7alves.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As respostas v\u00eam de v\u00e1rios eixos, de acordo com o estudo do conselho, um deles a forma\u00e7\u00e3o de professores. \u201cO Brasil tem em torno de 62 mil professores de ingl\u00eas no ensino fundamental e m\u00e9dio e h\u00e1 grande contingente de professores que n\u00e3o est\u00e3o habilitados em l\u00edngua estrangeira ou inglesa\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, aulas muito voltadas para a gram\u00e1tica e aspectos pouco pr\u00e1ticos tendem a n\u00e3o ser t\u00e3o atraentes aos estudantes. \u201cBuscamos nos curr\u00edculos qual a vis\u00e3o que os estados t\u00eam de ingl\u00eas e l\u00edngua estrangeira porque isso vai orientar a sala de aula. Vimos que a maior parte dos estados t\u00eam uma vis\u00e3o predominantemente ou totalmente voltado para gram\u00e1tica\u201d. H\u00e1 bons exemplos em todo o pa\u00eds, mas, de acordo com Cintia, ainda \u00e9 preciso definir um objetivo claro de onde queremos chegar como na\u00e7\u00e3o, para que as boas pr\u00e1ticas cheguem a todas as escolas. \u201cAntes de falar que precisa melhorar o ensino de ingl\u00eas, [tem que se definir] onde quer chegar. A partir desses objetivos, tra\u00e7ar metas e ter plano de a\u00e7\u00e3o. Isso que o Brasil precisa definir como na\u00e7\u00e3o. O que a gente quer com os alunos aprendendo ingl\u00eas? Para que? Porque \u00e9 isso que vai pautar o ensino e aprendizado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">No ensino superior<\/h2>\n\n\n\n<p>Ter um boa base de ingl\u00eas \u00e9 o que far\u00e1 com que os brasileiros possam ter maior internacionaliza\u00e7\u00e3o do ensino superior, fazendo com que as pesquisas desenvolvidas no pa\u00eds ganhem uma dimens\u00e3o global. \u201cHoje em dia, a informa\u00e7\u00e3o que circula no mundo acad\u00eamico \u00e9 produ\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas. H\u00e1 demanda por ter acesso \u00e0 produ\u00e7\u00e3o corrente, \u00e0 troca. Entrar no circuito de discuss\u00e3o sobre pesquisa a aprendizagem de ingl\u00eas \u00e9 fundamental\u201d, diz a professora da Universidade Federal de Minas Gerais, Maria Lucia Castanheira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Lucia \u00e9 uma das respons\u00e1veis pelo estudo Paisagens de l\u00edngua e letramento em mudan\u00e7a nas universidades brasileiras: o Ingl\u00eas no desenvolvimento da pol\u00edtica e da pr\u00e1tica lingu\u00edstica, desenvolvido em parceria com a Universidade de Bras\u00edlia e a Universidade de Birmingham, no Reino Unido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo mostrou que as formas como cada institui\u00e7\u00e3o trabalha com o uso de outros idiomas al\u00e9m do portugu\u00eas varia. H\u00e1 disciplinas inteiramente ministradas em outros idiomas, h\u00e1 disciplinas nas quais os estudantes leem textos em idiomas estrangeiros, mas as discuss\u00f5es s\u00e3o feitas em portugu\u00eas, entre outras.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como na fase escolar, quando as pol\u00edticas p\u00fablicas t\u00eam papel fundamental, os pesquisadores mostram que tamb\u00e9m as universidades sofrem influ\u00eancia das decis\u00f5es pol\u00edticas e dependem de recursos. \u201cAcho que uma das conclus\u00f5es a que a gente chega, muito clara, \u00e9 que qualquer coisa que se fa\u00e7a nessa dire\u00e7\u00e3o de implementar uma pol\u00edtica lingu\u00edstica vai requerer recursos, que t\u00eam que estar na universidade para fomentar condi\u00e7\u00f5es de trabalho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Universidades estrangeiras<\/h2>\n\n\n\n<p>O ensino e a aprendizagem de ingl\u00eas em diversos pa\u00edses s\u00e3o feitos nas principais universidades do mundo. Uma das formas de ensinar \u00e9 o chamado ingl\u00eas como meio de instru\u00e7\u00e3o, cuja sigla em ingl\u00eas \u00e9 EMI. Trata-se de ensinar n\u00e3o apenas o ingl\u00eas, mas determinada disciplina ou conte\u00fado em ingl\u00eas, como \u00e9 feito, por exemplo, em escolas bil\u00edngues.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo passado, as pessoas colocavam muita \u00eanfase em ensinar a l\u00edngua, ensinar o ingl\u00eas e assumiam que o conte\u00fado viria depois, que uma vez que soubessem a l\u00edngua, seriam capazes de estudar geografia, matem\u00e1tica, o que fosse, em ingl\u00eas. Na verdade, esse pode n\u00e3o ser o jeito mais eficiente de olhar para isso. Acho que muitos estudantes, pais e governos perceberam que \u00e9 mais eficiente e pr\u00e1tico ensinar a mat\u00e9ria no ingl\u00eas. Assim, o estudante ganha o aprendizado, ganha o conte\u00fado e aprende ingl\u00eas\u201d, diz o professor associado em Educa\u00e7\u00e3o de L\u00edngua Internacional da Universidade de Bath, no Reino Unido, Trevor Grimshaw.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Estudos mostram, no entanto, que nem sempre os estudantes conseguem, sem uma base forte na l\u00edngua estrangeira, absorver todo o conte\u00fado ensinado.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cObservamos que os alunos [de universidades de outros pa\u00edses] que t\u00eam acesso a aulas de apoio de ingl\u00eas com prop\u00f3sitos acad\u00eamicos [ou seja, com os jarg\u00f5es de cada \u00e1rea] t\u00eam mais sucesso do que aqueles que t\u00eam acesso apenas ao conte\u00fado ensinado em ingl\u00eas\u201d, diz o \u00a0 professor associado em lingu\u00edstica aplicada da Universidade de Oxford, Heath Rose.<\/p>\n\n\n\n<p>Ag\u00eancia Brasil <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Formar melhor os professores e definir formas de ensinar que sejam mais atraentes aos estudantes s\u00e3o alguns dos principais desafios que o Brasil deve enfrentar&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":150502,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"class_list":["post-150501","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150501","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=150501"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150501\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":150503,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150501\/revisions\/150503"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/150502"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=150501"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=150501"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=150501"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}