{"id":150904,"date":"2020-02-01T14:30:53","date_gmt":"2020-02-01T17:30:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=150904"},"modified":"2020-02-01T14:30:55","modified_gmt":"2020-02-01T17:30:55","slug":"trabalho-autonomo-e-responsavel-pelo-avanco-das-vagas-de-trabalho-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2020\/02\/01\/trabalho-autonomo-e-responsavel-pelo-avanco-das-vagas-de-trabalho-no-brasil\/","title":{"rendered":"Trabalho aut\u00f4nomo \u00e9 respons\u00e1vel pelo avan\u00e7o das vagas de trabalho no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>A redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de trabalhadores desocupados no Brasil em 2019 ocorreu principalmente pelo avan\u00e7o de uma categoria que vem crescendo nos \u00faltimos anos e que, segundo especialistas, pode indicar uma mudan\u00e7a no mercado de trabalho: o trabalhador por conta pr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos oito anos em que o IBGE faz a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios), 3,9 milh\u00f5es de pessoas passaram a trabalhar de forma aut\u00f4noma.<\/p>\n\n\n\n<p>Percentualmente, o aumento \u00e9 de 19% desde 2012 e s\u00f3 fica atr\u00e1s dos empregadores (alta de 24,5% para 4,4 milh\u00f5es).<\/p>\n\n\n\n<p>O avan\u00e7o pode sinalizar uma quest\u00e3o conjuntural -sempre que h\u00e1 menos emprego formal, mais pessoas v\u00e3o para a informalidade ou se tornaram prestadores de servi\u00e7o pessoa jur\u00eddica- e outra estrutural, ou seja, mais profunda no mundo do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>A crise que elevou o desemprego nos \u00faltimos anos empurrou o trabalhador para a informalidade. Uma vez que o trabalhador se adapta a essa nova condi\u00e7\u00e3o, aponta o pesquisador Miguel Foguel, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada), o que era tempor\u00e1rio passa a ser a nova realidade do trabalhador.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, o que era uma situa\u00e7\u00e3o conjuntural -a falta de vagas formais- acaba alterando de forma estrutural o mercado de trabalho. Em outras palavras, o provis\u00f3rio torna-se permanente.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso pode ser notado pelo aumento da formalidade entre os aut\u00f4nomos. O ano passado terminou com 19,4 milh\u00f5es trabalhadores por conta pr\u00f3pria na informalidade, um avan\u00e7o de menos de 2% sobre 2018. J\u00e1 o n\u00famero de aut\u00f4nomos formais, com CNPJ -como \u00e9 o caso do MEI (Microempreendedor Individual)- , cresceu quase 9%, para 5,1 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor da Fipecafi Samuel Oliveira Durso considera que as atividades por conta pr\u00f3pria ganham for\u00e7a com novas tecnologias, como \u00e9 o caso de motoristas e entregadores de aplicativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2012, os setores que mais ganharam trabalhadores foram nos segmentos de alojamento e alimenta\u00e7\u00e3o -alta de 43,60%-, onde est\u00e3o, por exemplo, aqueles que vendem comida na rua, e de transporte, armazenagem e correio (18,41%), categoria em que se encaixam motoristas de apps.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esse tipo de trabalho torna-se mais atrativo em per\u00edodos de crise. Mas \u00e9 mais inseguro, com menos direitos&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas estimam que trabalho por conta pr\u00f3pria deve continuar crescendo, assim como a formalidade no setor, por op\u00e7\u00e3o de trabalhadores que decidem deixar a rotina de um emprego formal, seja para atuar como prestador de servi\u00e7os ou criar seu pr\u00f3prio neg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o caso da cozinheira Isis Talita Marimon, 33 anos, que deixou o emprego em um restaurante em 2017 para se dedicar ao buffet que havia montado em paralelo um ano antes.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de dois anos e meio como MEI, mudou de categoria e tornou-se microempres\u00e1ria e contrata m\u00e3o de obra, geralmente tempor\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;De outubro para c\u00e1 foi uma grande mudan\u00e7a. Tem m\u00eas que eu tenho at\u00e9 folha de pagamento&#8221;, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Nem todos, por\u00e9m, est\u00e3o satisfeitos com o trabalho aut\u00f4nomo e querem uma vaga de emprego com carteira assinada.<\/p>\n\n\n\n<p>A artes\u00e3 Vanessa Selivon, 42, chegou a trabalhar em banco, mas acumulou experi\u00eancia no setor de produ\u00e7\u00e3o de eventos. Em 2016, quando perdeu o \u00faltimo emprego com carteira assinada, come\u00e7ou a produzir bolsas e n\u00e9cessaires.<\/p>\n\n\n\n<p>A costura, que at\u00e9 ent\u00e3o era um hobby, assumiu papel de renda principal. &#8220;Quando a tal crise apareceu, as coisas ficaram mais devagar. Reduziram as equipes nas ag\u00eancias e eu parti para os frilas&#8221;, diz. &#8220;Como n\u00e3o conseguia nada fixo, decidi investir na costura criativa, intercalando com os eventos frilas que fazia.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Vanessa \u00e9 MEI e, com isso, \u00e9 segurada da Previd\u00eancia Social e garante tempo para a aposentadoria. Mesmo assim, segue procurando trabalho -na semana passada, passou por duas entrevistas de emprego.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Daniel Duque, pesquisador do Ibre\/FGV, a melhora no emprego ainda \u00e9 lenta. A for\u00e7a de trabalho (os que trabalham ou buscam emprego) vem crescendo de modo devagar. A renda m\u00e9dia dos trabalhadores, est\u00e1 est\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>A publicit\u00e1ria Eliane Aparecida de Souza, 40, passou 2019 entre aulas de estilismo de moda, pequenos trabalhos informais e envio de curr\u00edculos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estou sem trabalho formal desde 2016. Fiz revis\u00e3o de texto e umas coisinhas s\u00f3 para preencher mesmo&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, segue rotina que inclui checar ofertas na internet. Todos os dias, envia ao menos tr\u00eas curr\u00edculos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de trabalhadores desocupados no Brasil em 2019 ocorreu principalmente pelo avan\u00e7o de uma categoria que vem crescendo nos \u00faltimos anos e&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":39402,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-150904","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150904","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=150904"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150904\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":150909,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150904\/revisions\/150909"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39402"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=150904"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=150904"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=150904"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}