{"id":152458,"date":"2020-02-09T10:38:11","date_gmt":"2020-02-09T13:38:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=152458"},"modified":"2020-02-09T10:38:14","modified_gmt":"2020-02-09T13:38:14","slug":"jovem-paraibana-cata-latinhas-para-pagar-tratamento-da-mae-unica-forma-que-eu-achei","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2020\/02\/09\/jovem-paraibana-cata-latinhas-para-pagar-tratamento-da-mae-unica-forma-que-eu-achei\/","title":{"rendered":"Jovem paraibana cata latinhas para pagar tratamento da m\u00e3e: \u2018\u00fanica forma que eu achei\u2019"},"content":{"rendered":"\n<p>Com apenas 18 anos de idade, Gabriela Paola Santos Cunha n\u00e3o vive uma realidade f\u00e1cil. Mas as dificuldades n\u00e3o a impedem de sonhar alto. A garota, que mora em Picu\u00ed, no Serid\u00f3 da Para\u00edba, cata latinhas para sustentar o sonho de se tornar empres\u00e1ria e pagar um tratamento para a doen\u00e7a da m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00e3e de Gabriela, Edneide Cristine Dantas Santos, de 56 anos, \u00e9 auxiliar de enfermagem e foi diagnosticada com colite cr\u00f4nica. A doen\u00e7a intestinal impede que o organismo dela absorva os nutrientes dos alimentos que come. Ela chegou a pesar 36 kg.<\/p>\n\n\n\n<p>Edneide est\u00e1 afastada do emprego por causa da doen\u00e7a. Ela recebe um benef\u00edcio pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mas o dinheiro s\u00f3 \u00e9 suficiente para bancar as despesas b\u00e1sicas da casa e comprar parte dos rem\u00e9dios que precisa tomar. O tratamento nunca foi feito integralmente.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright\"><img decoding=\"async\" data-src=\"http:\/\/deolhonocariri.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/latinhas-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-77697 lazyload\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Desde que soube da doen\u00e7a, Gabriela tenta ajudar nas despesas da casa. Catar latinhas n\u00e3o foi a primeira op\u00e7\u00e3o da garota, que \u00e9 filha \u00fanica de pais divorciados. Ela procurou emprego em muitos estabelecimentos da cidade. Mas, sem perspectiva de contrata\u00e7\u00e3o, viu que trabalhar com a reciclagem seria a \u00fanica alternativa.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 cerca de um ano, uma empresa de reciclagem foi aberta no munic\u00edpio em que ela mora.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstavam pegando papel\u00e3o, garrafa descart\u00e1vel e latinha. Eu vi que o que daria uma renda&nbsp;<em>melhorzinha<\/em>&nbsp;seria a latinha\u201d, explicou Gabi.<\/p>\n\n\n\n<p>A jovem coleta o material em bares, espetinhos e festas privadas. Na maioria das vezes, ela trabalha \u00e0 noite, mas n\u00e3o reclama. O faturamento dela \u00e9 de, no m\u00e1ximo, R$ 120 por m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabi, como gosta de ser chamada, tamb\u00e9m n\u00e3o reclama do preconceito, mesmo sendo magoada por quem discrimina o trabalho que ela desempenha com a reciclagem.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTinha mais no come\u00e7o. Um dia fui pra uma vaquejada com amigos e peguei uma sacola. Um menino olhou e perguntou se eu tava morrendo de fome. Eu olhei e fiquei calada, fui catar o resto das latinhas. Fiquei chateada. N\u00e3o fazia porque eu&nbsp;<em>tava<\/em>&nbsp;morrendo de fome, mas eu precisava ajudar em casa\u201d, desabafou.<\/p>\n\n\n\n<p>A dedica\u00e7\u00e3o de Gabriela \u00e9 conhecida pela regi\u00e3o. Comerciantes e pessoas que fazem festas em casa costumam reservar o material de entregar nas m\u00e3os dela. Alguns deixam at\u00e9 na casa onde ela mora.<\/p>\n\n\n\n<p>As inten\u00e7\u00f5es de Gabriela refor\u00e7am que h\u00e1 um amor t\u00e3o forte quanto o de uma m\u00e3e para um filho: o de um filho para a m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p><em>G1 PB<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com apenas 18 anos de idade, Gabriela Paola Santos Cunha n\u00e3o vive uma realidade f\u00e1cil. Mas as dificuldades n\u00e3o a impedem de sonhar alto. 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