{"id":158117,"date":"2020-03-16T07:22:30","date_gmt":"2020-03-16T10:22:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=158117"},"modified":"2020-03-16T07:22:33","modified_gmt":"2020-03-16T10:22:33","slug":"pesquisa-diz-que-pessoa-com-deficiencia-sofre-preconceito-no-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2020\/03\/16\/pesquisa-diz-que-pessoa-com-deficiencia-sofre-preconceito-no-trabalho\/","title":{"rendered":"Pesquisa diz que pessoa com defici\u00eancia sofre preconceito no trabalho"},"content":{"rendered":"\n<p> Uma pesquisa encomendada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho em S\u00e3o Paulo e realizada pelo Ibope, revelou que a pessoa com defici\u00eancia que vive na capital paulista ou na regi\u00e3o metropolitana ainda sofre preconceito no trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a pesquisa, 69% dos entrevistados informaram que j\u00e1 vivenciaram ou presenciaram algum tipo de discrimina\u00e7\u00e3o, bullying, rejei\u00e7\u00e3o, ass\u00e9dio moral e sexual, isolamento ou at\u00e9 viol\u00eancia f\u00edsica no ambiente de trabalho. A maior parte dos casos se refere a epis\u00f3dios envolvendo discrimina\u00e7\u00e3o, bullying e rejei\u00e7\u00e3o, apontada por mais de 38% em cada um desses casos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs pessoas que foram entrevistadas ou j\u00e1 sofreram ou presenciaram viol\u00eancias diversas dentro do ambiente de trabalho, que v\u00e3o desde o ass\u00e9dio moral ao bullying ou isolamento ou at\u00e9 mesmo viol\u00eancia f\u00edsica, que foi citada na pesquisa. Esse \u00e9 um dado que impressiona, \u00e9 um percentual alto e s\u00e3o situa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o deveriam acontecer no ambiente de trabalho\u201d, disse Elisiane Santos, procuradora do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho, em entrevista \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 importante n\u00e3o s\u00f3 fazer a empregabilidade e a inclus\u00e3o [da pessoa com defici\u00eancia], mas que essa inclus\u00e3o seja efetiva, que o acesso ao trabalho se d\u00ea de forma digna e n\u00e3o exista essa discrimina\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o ao trabalhador com defici\u00eancia\u201d, alertou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Elisiane, o resultado da pesquisa \u00e9 confirmado com as den\u00fancias que s\u00e3o recebidas constantemente pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho, a maioria relacionada a ass\u00e9dio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuitas vezes a gente n\u00e3o recebe a den\u00fancia dessa forma. A gente recebe outras den\u00fancias, sobre diferentes irregularidades e, em depoimentos para entender aquela situa\u00e7\u00e3o que ocorre na empresa, recebemos relatos de um trabalhador que menciona uma discrimina\u00e7\u00e3o que ocorre no trabalho em face do trabalhador ter algum tipo de defici\u00eancia\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/paraibaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/pessoa_com_deficiencia-567x339.jpg\" alt=\"Foto: ABr\" class=\"wp-image-843597 lazyload\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 567px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 567\/339;\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Foto: ABr<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sem promo\u00e7\u00e3o e sem aumento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A maioria dos entrevistados da pesquisa tamb\u00e9m aponta que nunca foram promovidos (77%), nem receberam aumento em seus sal\u00e1rios por seu desempenho (70%) e sequer fizeram cursos de qualifica\u00e7\u00e3o oferecidos pela empresa (68%).<\/p>\n\n\n\n<p>Duas em cada tr\u00eas pessoas com defici\u00eancia em S\u00e3o Paulo disseram ainda que nenhuma adapta\u00e7\u00e3o foi feita em seus locais de trabalho para que elas possam trabalhar com melhor qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Para essas pessoas, a maior dificuldade enfrentada no mercado de trabalho atualmente \u00e9 o baixo sal\u00e1rio (15%), seguido pela dificuldade de comunica\u00e7\u00e3o (11%), falta de um plano de carreira (9%) e aus\u00eancia de promo\u00e7\u00e3o ou aumento de sal\u00e1rio (9%).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, mais da metade delas (52%) n\u00e3o est\u00e1 trabalhando no momento e apenas 31% s\u00e3o assalariadas com carteira assinada. Entre as que est\u00e3o trabalhando, 62% ocupam cargos operacionais, enquanto 14% t\u00eam um cargo gerencial. Mais da metade dos que trabalham ocupam fun\u00e7\u00f5es no setor de com\u00e9rcio (54%), seguido por atividade social (19%) e presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os (15%).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMais da metade das pessoas que n\u00f3s entrevistamos est\u00e3o fora do mercado de trabalho. Dois em cada dez nunca trabalharam, o que \u00e9 um percentual relevante tamb\u00e9m. No geral, n\u00e3o h\u00e1 falta de pessoas com defici\u00eancia querendo trabalhar. Mas precisamos aprender a valorizar as qualidades. O fato da pessoa ter uma defici\u00eancia n\u00e3o significa que ela n\u00e3o consegue atuar\u201d, disse Patricia Pavanelli, diretora de Contas da \u00c1rea de Opini\u00e3o P\u00fablica, Pol\u00edtica e Comunica\u00e7\u00e3o do Ibope Intelig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro aspecto apontado pela pesquisa \u00e9 que os entrevistados avaliam que o mais importante quando se fala em oportunidade de emprego \u00e9 o plano de carreiras (18%), seguido pela vaga compat\u00edvel com o perfil (14%), o sal\u00e1rio (13%) e a acessibilidade dentro da empresa (12%). \u201cO trabalho para essas pessoas significa dignidade, autonomia financeira e possibilidade de uma vida melhor\u201d, disse Patricia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lei de Cotas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa Pessoas com Defici\u00eancia e o Mercado de Trabalhou apontou ainda que nove em cada dez entrevistados (89%) apontaram a&nbsp;Lei de Cotas&nbsp;(lei de contrata\u00e7\u00e3o de deficientes nas empresas) como importante para o ingresso das pessoas com defici\u00eancia no mercado de trabalho. E para 82%, a Lei de Cotas ainda contribuiu para aumentar o poder aquisitivo das pessoas com defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Lei de Cotas \u00e9 fundamental na vida dessas pessoas. A pesquisa demonstra o quanto ela ajuda a dar visibilidade \u00e0s pessoas com defici\u00eancia, a luta pela igualdade e a promo\u00e7\u00e3o dessas pessoas no mercado de trabalho\u201d, disse Patr\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Deslocamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para se deslocar para o seu local de trabalho, as pessoas com defici\u00eancia gastam, em m\u00e9dia, cerca de 2 horas e 38 minutos por dia, considerando ida e volta. Quase a totalidade dessas pessoas utiliza o transporte p\u00fablico (93%).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa \u00e9 uma pesquisa de percep\u00e7\u00e3o. Mas pesquisas com a popula\u00e7\u00e3o em geral mostram que vem diminuindo um pouco o tempo de deslocamento na cidade de S\u00e3o Paulo, que gira em torno de duas horas. E com essa popula\u00e7\u00e3o [de pessoas com defici\u00eancia] estamos falando em quase duas horas e quarenta minutos. A maior parte dos entrevistados mora nas zonas leste e sul da capital paulista, que s\u00e3o as zonas mais populosas da cidade. Mas os trabalhos est\u00e3o localizados na zona central. Isso demonstra que, assim como a popula\u00e7\u00e3o em geral, a pessoa com defici\u00eancia tem mais dificuldade na quest\u00e3o da locomo\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa ouviu 510 pessoas da cidade de S\u00e3o Paulo e regi\u00e3o metropolitana, entre julho e setembro do ano passado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa encomendada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho em S\u00e3o Paulo e realizada pelo Ibope, revelou que a pessoa com defici\u00eancia que vive na capital&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":158118,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-158117","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/158117","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=158117"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/158117\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":158119,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/158117\/revisions\/158119"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/158118"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=158117"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=158117"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=158117"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}