{"id":172269,"date":"2020-06-01T07:18:33","date_gmt":"2020-06-01T10:18:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=172269"},"modified":"2020-06-01T07:18:33","modified_gmt":"2020-06-01T10:18:33","slug":"estudo-da-fgv-avalia-preparo-dos-profissionais-de-saude-para-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2020\/06\/01\/estudo-da-fgv-avalia-preparo-dos-profissionais-de-saude-para-pandemia\/","title":{"rendered":"Estudo da FGV avalia preparo dos profissionais de sa\u00fade para pandemia"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><\/h1>\n\n\n\n<p>Um estudo elaborado pelo N\u00facleo de Estudos da Burocracia (NEB), da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), que reuniu impress\u00f5es de 1.456 profissionais de sa\u00fade de todo o pa\u00eds sobre a pandemia de covid-19, apurou que somente 14,29% deles se sentem preparados para atuar no novo contexto. No total, 64,97% responderam que n\u00e3o sabem lidar adequadamente com a crise sanit\u00e1ria e os demais optaram por n\u00e3o avaliar a quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Descobriu-se que o tempo de servi\u00e7o acaba n\u00e3o sendo um fator gerador de maior confian\u00e7a para saber como agir durante a pandemia, considerando-se que 64,84% dos respondentes exercem suas atividades h\u00e1 mais&nbsp;de dez&nbsp;anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m atrav\u00e9s das entrevistas, feitas em ambiente&nbsp;<em>online<\/em>, no per\u00edodo de&nbsp;15 de abril&nbsp;a 1\u00ba de maio, os pesquisadores constataram que a percep\u00e7\u00e3o muda conforme a regi\u00e3o em que os profissionais se encontram. Em estados do Norte e do Nordeste, h\u00e1 um n\u00famero maior de profissionais que declaram inseguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo tamb\u00e9m revela que os agentes comunit\u00e1rios de sa\u00fade (ACS) e agentes de combate \u00e0 endemia (ACE) s\u00e3o os que se sentem menos capazes de enfrentar a atual conjuntura. Apenas 7,61% desse grupo julgam estar prontos para encarar os desafios impostos pela crise. J\u00e1 entre os profissionais de enfermagem, a propor\u00e7\u00e3o dos que se acham preparados \u00e9 de 20,09%.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos contrastes verificados com a regionaliza\u00e7\u00e3o e recorte de categoria profissional, h\u00e1 um elemento que todos compartilham: o medo. O grau mais elevado, de 91,25%, foi registrado entre os ACS e os ACE, seguido por 88,24% de profissionais das equipes ampliadas da sa\u00fade, 84,31% dos trabalhadores da \u00e1rea de enfermagem e 77,68% dos m\u00e9dicos. Mais da metade (55%) disse conhecer algu\u00e9m que foi infectado pelo novo coronav\u00edrus ou teve suspeita da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa mostra 32% dos profissionais receberam&nbsp;itens de equipamento de prote\u00e7\u00e3o individual (EPIs),&nbsp;caindo para 19,65% nas categorias de ACS e ACE. Na capital paulista, por exemplo, s\u00e3o os ACS que saem \u00e0s ruas para levar orienta\u00e7\u00f5es sobre medidas preventivas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, ou seja, t\u00eam contato direto com outras pessoas, regularmente, tanto como m\u00e9dicos e enfermeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>No question\u00e1rio&nbsp;<em>online<\/em>, os entrevistados opinaram, ainda, sobre as solu\u00e7\u00f5es oferecidas pelo poder p\u00fablico, no \u00e2mbito da pandemia. Os resultados mostram que mais da metade acredita que o governo tem deixado de prestar a devida aten\u00e7\u00e3o aos profissionais de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao apoio institucional por parte de governos estaduais, o \u00edndice de desaprova\u00e7\u00e3o \u00e9 de 51%. J\u00e1 quando se trata do governo federal, o n\u00edvel atinge 67%. A falta de suporte de chefias diretas se sobrep\u00f5e \u00e0s demais, sendo apontada por 71,82% dos entrevistados.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra queixa diz respeito a orienta\u00e7\u00f5es sobre procedimentos.&nbsp;A maioria deles, por\u00e9m, afirma n\u00e3o&nbsp;ter&nbsp;recebido nenhuma instru\u00e7\u00e3o. Segundo a pesquisa, 21,91% relata&nbsp;ter&nbsp;recebido treinamento espec\u00edfico sobre a pandemia, sendo que a maioria \u00e9 de m\u00e9dicos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTamb\u00e9m tem uma diferen\u00e7a importante entre a aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria e a aten\u00e7\u00e3o terci\u00e1ria. Na aten\u00e7\u00e3o terci\u00e1ria, em que est\u00e3o os profissionais da \u00e1rea hospitalar, embora n\u00e3o estejam se sentindo preparados, est\u00e3o se sentindo mais preparados que na aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria. E a mesma coisa com rela\u00e7\u00e3o a EPIs\u201d, complementa a coordenadora do NEB, Gabriela Lotta.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa suplementa as informa\u00e7\u00f5es indicativas de vulnerabilidade dos profissionais, abordando aspectos sobre a rela\u00e7\u00e3o que t\u00eam mantido com pacientes. Nessa dimens\u00e3o, observou-se que a pandemia tem provocado mudan\u00e7as, como o distanciamento f\u00edsico, citado por 88% dos entrevistados.&nbsp;Outro ponto, tomado como relevante por Gabriela, \u00e9 o abalo ao alcance de recomenda\u00e7\u00f5es que fazem aos pacientes e \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/paraibaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/saude1505-567x379.jpg\" alt=\"Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\" data-srcset=\"https:\/\/paraibaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/saude1505-567x379.jpg 567w, https:\/\/paraibaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/saude1505.jpg 680w\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 567px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 567\/379;\"><\/p>\n\n\n\n<p>A cientista pol\u00edtica comenta que, em raz\u00e3o da disputa de discursos que o mundo vivencia e que divide a popula\u00e7\u00e3o entre aqueles que levam a situa\u00e7\u00e3o com seriedade e outros que a minimizam, os profissionais de sa\u00fade tornaram-se alvo de hostiliza\u00e7\u00e3o. Muitas vezes, os gestos assumem a forma de agress\u00f5es f\u00edsicas, conforme apurou a&nbsp;Ag\u00eancia Brasil, em&nbsp;reportagem sobre viol\u00eancias cometidas contra funcion\u00e1rios de enfermagem, no estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs profissionais est\u00e3o sendo hostilizados na rua e, inclusive, por pacientes com quem tinham v\u00ednculos hist\u00f3ricos. Isso apareceu demais nos relatos de profissionais de aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, enfermeiras e agentes comunit\u00e1rios. Tanto porque as pessoas t\u00eam medo de eles contagiarem e falam \u2018n\u00e3o chegue perto de mim, porque voc\u00ea pode estar doente\u2019, ou o contr\u00e1rio, pessoas que negam a doen\u00e7a e dizem \u2018voc\u00eas est\u00e3o querendo me doutrinar, querem que eu fique em casa\u2019. Est\u00e1 um clima muito dif\u00edcil para esses profissionais, porque, ao mesmo tempo em que est\u00e3o com uma sobrecarga de trabalho, lidam com a hostiliza\u00e7\u00e3o, especialmente no caso brasileiro\u201d, destaca Gabriela.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 as 19h de&nbsp;s\u00e1bado&nbsp;(30), o Brasil havia contabilizado 498.440 casos confirmados de covid-19, 268.714 casos em acompanhamento e 28.834 \u00f3bitos decorrentes da doen\u00e7a. Os dados constam de balan\u00e7o divulgado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo elaborado pelo N\u00facleo de Estudos da Burocracia (NEB), da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), que reuniu impress\u00f5es de 1.456 profissionais de sa\u00fade de todo&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":170821,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-172269","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/172269","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=172269"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/172269\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":172271,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/172269\/revisions\/172271"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/170821"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=172269"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=172269"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=172269"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}