{"id":174195,"date":"2020-06-15T03:13:36","date_gmt":"2020-06-15T06:13:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=174195"},"modified":"2020-06-15T03:13:36","modified_gmt":"2020-06-15T06:13:36","slug":"mastruz-e-estudado-como-medicamento-para-uso-contra-a-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2020\/06\/15\/mastruz-e-estudado-como-medicamento-para-uso-contra-a-covid-19\/","title":{"rendered":"Mastruz \u00e9 estudado como medicamento para uso contra a Covid-19"},"content":{"rendered":"\n<p>Os pesquisadores Felipe Moura da Silva, Emmanoel Costa, Maria L\u00facia Pinheiro, Antonia de Souza e Afonso de Souza e o p\u00f3s-graduando Luiz Paulo de Oliveira, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em parceria com o pesquisador Hector Koolen da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e a pesquisadora Katia Pacheco da Silva, da Secretaria Municipal de Sa\u00fade da Prefeitura de Itabirito (MG), em maio, publicaram no fast track da Revista Internacional Mem\u00f3rias do Instituto Oswaldo Cruz estudo referente ao potencial do mastruz (Dysphania ambrosioides) como fitomedicamento para uso contra Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>Intitulada \u2018Flavonoid glycosides and their putative human metabolites as potential inhibitors of the SARS-CoV-2 main protease (Mpro) and RNA-dependent RNA polymerase (RdRp)\u2019, a publica\u00e7\u00e3o apresenta, por meio de uma abordagem computacional, o potencial de compostos presentes no mastruz como inibidores de enzimas envolvidas na replica\u00e7\u00e3o do v\u00edrus SARS-CoV-2, respons\u00e1vel por provocar a covid-19. A decis\u00e3o de investigar o mastruz partiu de relatos, mundialmente conhecidos, de que a planta tem efeitos ben\u00e9ficos contra doen\u00e7as respirat\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores explicaram que os flavon\u00f3ides presentes no mastruz e seus derivados, que ocorrem no organismo humano ap\u00f3s a ingest\u00e3o, apresentaram boa capacidade de ancoragem a enzimas do v\u00edrus, inibindo-as e indicando, preliminarmente, o seu potencial contra a covid-19. \u201cO mastruz (Dysphania ambrosioides, syn. Chenopodium ambrosioides) tem origem na Am\u00e9rica Latina e est\u00e1 presente no Brasil e em v\u00e1rias partes do mundo. Esta planta \u00e9 relatada por muitos povos no tratamento de doen\u00e7as respirat\u00f3rias e a ela s\u00e3o atribu\u00eddas propriedades expectorante, cicatrizante, anti-inflamat\u00f3ria e antiviral, entre outras. A motiva\u00e7\u00e3o do in\u00edcio das pesquisas do mastruz foram, portanto, as propriedades a ela atribu\u00eddas, hipoteticamente \u00fateis para o combate a covid-19\u201d, contaram.<\/p>\n\n\n\n<p>abordagem computacional, usada pelo estudo, \u00e9 te\u00f3rica (in silico) e simula processos naturais em um ambiente virtual. No caso espec\u00edfico, a abordagem utilizada (ancoragem molecular) permitiu simular as intera\u00e7\u00f5es de subst\u00e2ncias conhecidas (ligantes) com enzimas espec\u00edficas do coronav\u00edrus. O resultado sugere as subst\u00e2ncias rutina e nicotiflorina, dois dos principais flavon\u00f3ides do mastruz, como poss\u00edveis alternativas no combate ao v\u00edrus da covid-19. O estudo aponta a rutina como uma poss\u00edvel alternativa \u00e0 heparina de baixo peso molecular (HBPM), devido aos seus efeitos anticoagulantes e anti-inflamat\u00f3rios e sua prote\u00e7\u00e3o potencial contra les\u00f5es agudas do pulm\u00e3o (LAP).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO estudo computacional \u00e9 um primeiro passo e tem, por natureza, diversas limita\u00e7\u00f5es. Somente estudos mais aprofundados, in vitro, in vivo e cl\u00ednicos, poder\u00e3o nos conduzir a um porto seguro sobre o uso da planta e dos seus flavon\u00f3ides ou outras subst\u00e2ncias que sejam detectadas, como medicamento \u2013 h\u00e1 um caminho longo at\u00e9 l\u00e1. Obviamente, s\u00e3o necess\u00e1rias mais pesquisas para atestar os resultados relatados no paper. No entanto, nos parece evidente, a necessidade de investigar o potencial de D. ambrosioides como fitomedicamento para uso contra Covid-19\u201d, explicaram.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores esclareceram tamb\u00e9m que n\u00e3o h\u00e1 comprova\u00e7\u00e3o de que a planta seja um rem\u00e9dio caseiro para preven\u00e7\u00e3o ou tratamento da covid-19. \u201cN\u00e3o podemos indicar o uso da planta como rem\u00e9dio caseiro. As pessoas t\u00eam tomado o ch\u00e1, tendo ou n\u00e3o a covid-19, como algumas t\u00eam relatado, inclusive porque a planta tem sido utilizada para diversos fins em todo o mundo. \u00c9 evidente que mesmo um ch\u00e1 utilizado por pessoas em diversos pa\u00edses, como \u00e9 o caso, pode ser prejudicial se for utilizado de forma errada e abusiva. \u00c9 importante pontuar que havendo a covid-19, o uso da planta n\u00e3o dispensa os cuidados m\u00e9dicos, pois n\u00e3o existe, at\u00e9 onde temos conhecimento, estudos conclusivos que garantam que esta planta \u00e9 rem\u00e9dio contra essa pandemia\u201d, elucidaram.<\/p>\n\n\n\n<p>Fica claro, no pr\u00f3prio manuscrito, que esse estudo n\u00e3o \u00e9 conclusivo e precisa ser confirmado ou desmentido por estudos mais aprofundados. \u201cAqui, vale alertar \u00e0s pessoas que consomem o mastruz por algum motivo, que as sementes e as flores, bem como a planta crua, podem causar intoxica\u00e7\u00e3o, conforme descri\u00e7\u00e3o na literatura cient\u00edfica. Destaque-se tamb\u00e9m que o mastruz \u00e9 relatado como abortivo, n\u00e3o devendo ser consumido por mulheres gr\u00e1vidas\u201d, finalizaram os pesquisadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pr\u00f3ximos passos s\u00e3o os estudos in vitro, in vivo e cl\u00ednicos. H\u00e1 uma parceria entre a Ufam e a Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) para seguir com ensaios de c\u00e9lulas infectadas com o Coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p>Serid\u00f3 360<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os pesquisadores Felipe Moura da Silva, Emmanoel Costa, Maria L\u00facia Pinheiro, Antonia de Souza e Afonso de Souza e o p\u00f3s-graduando Luiz Paulo de Oliveira,&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":174196,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-174195","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/174195","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=174195"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/174195\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":174197,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/174195\/revisions\/174197"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/174196"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=174195"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=174195"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=174195"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}