{"id":175642,"date":"2020-06-23T15:17:49","date_gmt":"2020-06-23T18:17:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=175642"},"modified":"2020-06-23T15:17:49","modified_gmt":"2020-06-23T18:17:49","slug":"acesso-a-internet-aumenta-entre-criancas-e-adolescentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2020\/06\/23\/acesso-a-internet-aumenta-entre-criancas-e-adolescentes\/","title":{"rendered":"Acesso \u00e0 internet aumenta entre crian\u00e7as e adolescentes"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><\/h2>\n\n\n\n<p>Em todo o pa\u00eds, a porcentagem de crian\u00e7as e adolescentes que n\u00e3o acessam a internet caiu de 14%, em 2018 para 11% em 2019, de acordo com a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2019, divulgada hoje (23). Isso significa que s\u00e3o 3 milh\u00f5es, com idade entre 9 e 17 anos que n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 rede, sendo que 1,4 milh\u00f5es nunca acessaram a internet.<img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1310099&amp;o=node\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\"><\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa considera como n\u00e3o usu\u00e1rios aqueles que n\u00e3o acessaram a internet nos \u00faltimos tr\u00eas meses. Apesar ter aumentado o acesso, no entanto, os dados mostram que ele \u00e9 ainda bastante desigual dependendo da regi\u00e3o do pa\u00eds e tamb\u00e9m da renda das fam\u00edlias. Com as aulas suspensas nas escolas de todo o pa\u00eds, devido \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus, e com as atividades sendo realizadas de forma remota, n\u00e3o ter acesso \u00e0 internet faz diferen\u00e7a, de acordo com a coordenadora da pesquisa, Luisa Adib.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuitas atividades de educa\u00e7\u00e3o e de comunica\u00e7\u00e3o acabam n\u00e3o sendo realizadas da mesma forma ou mesmo n\u00e3o sendo realizadas dependendo da conex\u00e3o e do acesso \u00e0 internet e isso tem impacto muito grande\u201d, diz, ressaltando que isso leva ao descumprimento de direitos de crian\u00e7as e adolescentes na era digital.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo mostra que, entre aqueles que t\u00eam acesso \u00e0 rede, a pr\u00f3pria casa \u00e9 apontada com o local de acesso por 92%. No entanto, enquanto nas classes A e B apenas 1% n\u00e3o acessa a internet em casa, esse percentual sobe para 17% entre as classes D e E. O acesso \u00e9 desigual tamb\u00e9m entre as regi\u00f5es do pa\u00eds. Na regi\u00e3o Centro-Oeste, 98% t\u00eam acesso, 96% na regi\u00e3o Sudeste e 95% na regi\u00e3o Sul. J\u00e1 nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, esse percentual cai para 79%.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a pesquisa, no total, 4,8 milh\u00f5es de&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2020-05\/brasil-tem-48-milhoes-de-criancas-e-adolescentes-sem-internet-em-casa]\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">crian\u00e7as e adolescentes&nbsp;<\/a>de 9 a 17 anos vivem em domic\u00edlios sem acesso \u00e0 internet no Brasil, o que equivale a 18% dessa popula\u00e7\u00e3o.&nbsp; N\u00e3o ter internet em casa \u00e9 apontado como motivo para n\u00e3o acessar a rede por 1,6 milh\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes e, n\u00e3o ter internet em nenhum lugar que costumam ir, por 900 mil.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uso da internet<\/h2>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos dispositivos usados para o acesso, o celular \u00e9 o principal. Mais da metade, 58%, acessam a internet exclusivamente pelo celular. Entre as classes D e E, essa porcentagem chega a 73%, enquanto nas classes A e B, a 25%. Em todo o pa\u00eds, pouco mais de um ter\u00e7o, 37%, usa o celular e o computador para acessar a rede.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s atividades realizadas na internet, 76% das crian\u00e7as e adolescentes dizem ter feito pesquisas para trabalhos escolares; 64% que pesquisaram por curiosidade ou vontade pr\u00f3pria; 55% que leram ou assistiram a not\u00edcias na internet; e, 31% que procuraram informa\u00e7\u00f5es sobre sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>As v\u00eddeo chamadas, que se tornaram populares em meio \u00e0s medidas de distanciamento social adotadas para conter a propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o familiares para todas as crian\u00e7as e adolescentes. Nas classes A e B, 56% conversaram por v\u00eddeo chamada. J\u00e1 nas classes D e E, 27%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Perigos na internet<\/h2>\n\n\n\n<p>A pesquisa aponta tamb\u00e9m riscos e danos do acesso \u00e0 internet. De acordo com o levantamento, 15% das crian\u00e7as e adolescentes de 9 a 17 anos viram na Internet imagens ou v\u00eddeos de conte\u00fado sexual; 18% de 11 a 17 anos receberam mensagens de conte\u00fado sexual; e, 11% dessa faixa et\u00e1ria dizem que j\u00e1 pediram para eles, na internet, uma foto ou v\u00eddeo em que apareciam pelados.<\/p>\n\n\n\n<p>Quase um ter\u00e7o das meninas (31%) e um quarto dos meninos (24%) foram tratados de forma ofensiva na internet. Dentre eles, 12% tinham entre 9 e 10 anos e 37% entre 15 e 17 anos. Um a cada dez diz que contou para um amigo ou amiga da mesma idade e 9%, para os pais ou respons\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo mostra ainda que 43% das crian\u00e7as e dos adolescentes de 9 a 17 anos viram algu\u00e9m ser discriminado na Internet, enquanto 7% reportaram terem se sentido discriminados. Em 33% dos casos que ocorreram com meninas, essa discrimina\u00e7\u00e3o foi pela cor ou ra\u00e7a e; em 26% pela apar\u00eancia f\u00edsica; em 21% por gostarem de pessoas do mesmo sexo; e, em 15%, pela religi\u00e3o. Entre os meninos, 20% reportam discrimina\u00e7\u00e3o por cor ou ra\u00e7a; 15% pela apar\u00eancia; 9% por gostarem de pessoas do mesmo sexo; e, 7%, pela religi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Media\u00e7\u00e3o dos pais e respons\u00e1veis<\/h2>\n\n\n\n<p>A maior parte dos pais e respons\u00e1veis (80%) diz que conversa sobre o que as crian\u00e7as e adolescentes fazem na internet; 77% dizem que ensinam jeitos de usar a rede social com seguran\u00e7a; e, 57%, que sentam junto com eles enquanto usam a internet, falando ou participando do que est\u00e3o fazendo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os jovens, no entanto, dizem saber mais sobre a rede: 77% da popula\u00e7\u00e3o de 15 a 17 anos acredita saber mais sobre a internet do que seus pais ou respons\u00e1veis. Entre 13 e 14 anos essa porcentagem cai para 67% e para 52% entre 11 e 12 anos. Eles dizem tamb\u00e9m que t\u00eam dificuldades de largar a internet. Entre as crian\u00e7as de 11 a 17 anos, 25% reportaram que tentaram passar menos tempo na internet, mas n\u00e3o conseguiram.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA internet, assim como os ambientes&nbsp;<em>offline<\/em>, colocam as crian\u00e7as e adolescentes expostas a oportunidades e tamb\u00e9m a muitos riscos. Nesse sentido \u00e9 determinante a media\u00e7\u00e3o parental para uso da internet\u201d, diz Luisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a coordenadora da pesquisa, a restri\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o melhor caminho pois isso privaria os jovens de oportunidade e do desenvolvimento de habilidades.\u201cO que a gente sempre refor\u00e7a \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o de pais e respons\u00e1veis num di\u00e1logo e media\u00e7\u00e3o ativa. Em um di\u00e1logo com crian\u00e7as e adolescentes para saber que atividades realizam&nbsp;<em>online&nbsp;<\/em>e saber como t\u00eam participado desse ambiente para uso seguro e respons\u00e1vel\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa TIC Kids Online Brasil 2019 foi realizada pelo Comit\u00ea Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o (Cetic.br) do N\u00facleo de Informa\u00e7\u00e3o e Coordena\u00e7\u00e3o do Ponto BR (NIC.br). O estudo foi feito entre outubro de 2019 e mar\u00e7o de 2020 com 2.954 crian\u00e7as e adolescentes de 9 a 17 anos e seus pais ou respons\u00e1veis.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em todo o pa\u00eds, a porcentagem de crian\u00e7as e adolescentes que n\u00e3o acessam a internet caiu de 14%, em 2018 para 11% em 2019, de&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":175643,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-175642","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/175642","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=175642"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/175642\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":175644,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/175642\/revisions\/175644"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/175643"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=175642"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=175642"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=175642"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}