{"id":175745,"date":"2020-06-24T08:51:33","date_gmt":"2020-06-24T11:51:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=175745"},"modified":"2020-06-24T08:52:18","modified_gmt":"2020-06-24T11:52:18","slug":"irmas-decidem-abandonar-cidade-apos-serem-acusadas-de-espalhar-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2020\/06\/24\/irmas-decidem-abandonar-cidade-apos-serem-acusadas-de-espalhar-covid-19\/","title":{"rendered":"Irm\u00e3s decidem abandonar cidade ap\u00f3s serem acusadas de espalhar COVID-19"},"content":{"rendered":"\n<p><br>Em 11 de junho, as irm\u00e3s Dalylla Lopes, de 27 anos, Talytta, 22, e Samylla, 21, se mudaram de Alto Araguaia, cidade mato-grossense localizada na divisa com Goi\u00e1s. Elas afirmam que deixaram a cidade em que nasceram para buscar um pouco de paz, em meio \u00e0 maior trag\u00e9dia da fam\u00edlia, causada pelo novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p>Seis dias antes, a m\u00e3e delas, L\u00edgia Suely Lopes, de 42 anos, morreu em decorr\u00eancia da COVID-19. No fim de maio, as irm\u00e3s haviam perdido o av\u00f4 materno, Joaquim de Oliveira, de 74 anos, para a mesma doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tem sido o per\u00edodo mais dif\u00edcil das nossas vidas&#8221;, resume Dalylla \u00e0 BBC News Brasil. Ela contraiu a COVID-19 e se recuperou, assim como outros quatro familiares.<\/p>\n\n\n\n<p>Os casos na fam\u00edlia foram os primeiros diagn\u00f3sticos de COVID-19 no munic\u00edpio de 17,5 mil habitantes. Atualmente, mais de um m\u00eas depois, Alto Araguaia tem 23 casos confirmados e tr\u00eas mortes, incluindo as de L\u00edgia e Joaquim.<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio \u00e0 doen\u00e7a causada pelo novo coronav\u00edrus, a fam\u00edlia passou a receber coment\u00e1rios e acusa\u00e7\u00f5es nas redes sociais. &#8220;Disseram que fomos as respons\u00e1veis por levar o v\u00edrus para a nossa cidade. Recebemos muitas cr\u00edticas. Isso tudo \u00e9 muito triste&#8221;, comenta Dalylla.<\/p>\n\n\n\n<p>As irm\u00e3s relatam que as diversas cr\u00edticas que recebem t\u00eam tornado o atual per\u00edodo ainda mais dif\u00edcil. &#8220;Estamos vivendo \u00e0 base de rem\u00e9dios para dormir. A nossa vida nunca vai ser a mesma. Al\u00e9m das perdas, precisamos lidar com a falta de empatia das pessoas. Toda hora recebemos algum coment\u00e1rio maldoso nas redes sociais&#8221;, lamenta Talytta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O primeiro caso confirmado em Alto Araguaia<\/h3>\n\n\n\n<p>As irm\u00e3s contam que a trag\u00e9dia teve in\u00edcio ap\u00f3s a primeira semana de maio, depois que Dalylla visitou uma amiga, em uma cidade vizinha. &#8220;Foi uma infelicidade muito grande. Eu estava de folga e decidi encontr\u00e1-la&#8221;, conta Dalylla.<\/p>\n\n\n\n<p>No come\u00e7o de maio, o pa\u00eds j\u00e1 enfrentava crescimento exponencial de casos e mortes e uma das principais orienta\u00e7\u00f5es era o isolamento social. Mas Dalylla admite que n\u00e3o acreditava que poderia contrair o v\u00edrus no encontro com a amiga, pois n\u00e3o havia nenhum registro na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela comenta que foi \u00e0 casa da amiga junto com o filho ca\u00e7ula, de nove meses. &#8220;N\u00e3o era um churrasco ou uma festa. Era apenas um encontro de amigas&#8221;, argumenta. No local, tamb\u00e9m havia uma outra mulher. &#8220;Ela era colega da minha amiga e tinha acabado de chegar do Sul do pa\u00eds. Ela deveria estar em quarentena, porque tinha voltado de viagem, mas estava l\u00e1.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Essa conhecida brincou com o meu filho durante o encontro. Pode ser que nesse momento ela tenha passado o v\u00edrus para ele&#8221;, diz Dalylla.<\/p>\n\n\n\n<p>Dias depois, segundo Dalylla, a conhecida testou positivo para a COVID-19. Foi o primeiro caso confirmado na cidade vizinha.<\/p>\n\n\n\n<p>Dalylla e o filho come\u00e7aram a apresentar sintomas da COVID-19. &#8220;Tivemos febre e tosse, mas a princ\u00edpio n\u00e3o demos import\u00e2ncia. Passamos a desconfiar que poderia ser COVID-19 quando descobrimos que a mulher que havia testado positivo na cidade vizinha era aquela que esteve junto comigo e com a minha amiga&#8221;, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00e3e, os av\u00f3s e a irm\u00e3 do meio, Talytta, tamb\u00e9m apresentaram sintomas. A ca\u00e7ula, Samylla, e os dois filhos mais velhos de Dalylla n\u00e3o tiveram sintomas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os testes confirmaram que Dalylla e o ca\u00e7ula haviam sido infectados pelo novo coronav\u00edrus. &#8220;Desde os primeiros sintomas, ficamos em isolamento e comunicamos a todos que tivemos contato naqueles \u00faltimos dias. Como a minha m\u00e3e era da \u00e1rea da sa\u00fade, ela era muito preocupada com isso&#8221;, comenta Samylla.<\/p>\n\n\n\n<p>Os principais sintomas de Dalylla foram a falta de ar e a tosse. &#8220;Eu fiquei muito mal, mas n\u00e3o cheguei a ser internada. Tive muito cansa\u00e7o e dor de cabe\u00e7a&#8221;, relembra. &#8220;Quando eu respirava, parecia que havia agulhas nos meus pulm\u00f5es, porque do\u00eda muito&#8221;, diz Talytta. As duas foram tratadas em casa, com o intenso apoio da m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00edgia era considerada pelas filhas como uma fortaleza. Ela era t\u00e9cnica de enfermagem, mas h\u00e1 alguns anos havia deixado a fun\u00e7\u00e3o para trabalhar em uma associa\u00e7\u00e3o comercial de Alto Araguaia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A minha m\u00e3e sempre foi guerreira e muito protetora. No per\u00edodo da COVID, ela n\u00e3o se deixava abater. Estava sempre ajudando a gente&#8221;, diz Talytta.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um \u00e1udio para uma parente, L\u00edgia desabafou. Ela disse que dormia pouco e parecia viver um pesadelo em raz\u00e3o do coronav\u00edrus. No relato, contou que sentia dores por todo o corpo, mas precisava se manter forte, para n\u00e3o desmotivar as filhas e os pais.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro familiar a apresentar quadro grave foi o idoso Joaquim de Oliveira. Diab\u00e9tico, hipertenso, com problemas card\u00edacos e nos rins, ele teve intensa falta de ar, febre e foi levado ao hospital. Joaquim foi intubado, mas n\u00e3o resistiu. Ele faleceu em 26 de maio.<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00edgia nunca soube da morte do pai. Ela foi internada no dia em que o idoso faleceu. Extremamente apegada a ele, os familiares optaram por contar sobre o falecimento somente quando ela melhorasse, para n\u00e3o prejudicar a recupera\u00e7\u00e3o dela. Por\u00e9m, o quadro de sa\u00fade dela, que era hipertensa e tinha bronquite, se agravou cada vez mais.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A minha m\u00e3e come\u00e7ou a ficar debilitada assim que meu av\u00f4 piorou. Ela ficou abatida, porque sabia que meu av\u00f4 n\u00e3o sobreviveria. Foi um choque para ela n\u00e3o poder fazer nada por ele&#8221;, diz Samylla.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ela deu a vida por n\u00f3s. N\u00e3o caiu em nenhum momento, enquanto a gente estava ruim&#8221;, relembra Talytta.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos temores da t\u00e9cnica de enfermagem, durante a interna\u00e7\u00e3o, era ser intubada. No entanto, diante da intensa falta de ar, n\u00e3o restou alternativa aos m\u00e9dicos. L\u00edgia foi encaminhada para um hospital em Rondon\u00f3polis (MT). Em 5 de junho, ela n\u00e3o resistiu \u00e0s consequ\u00eancias do coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ela era muito forte. Sempre foi uma guerreira. A gente tinha certeza de que a minha m\u00e3e sobreviveria, por isso n\u00e3o nos despedimos dela antes da interna\u00e7\u00e3o. Foi tudo muito triste&#8221;, emociona-se Samylla.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">&#8216;Me sinto culpada&#8217;<\/h3>\n\n\n\n<p>Ao comentar sobre as mortes do av\u00f4 e da m\u00e3e, Dalylla admite que se sente culpada. &#8220;\u00c9 um culpa que vou ter sempre comigo, porque eu fui \u00e0 casa da minha amiga aquele dia. Me sinto culpada porque isso custou a vida do meu av\u00f4 e da minha m\u00e3e. Me sinto culpada por estar viva. \u00c9 uma sensa\u00e7\u00e3o muito ruim&#8221;, relata, aos prantos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eu sei que n\u00e3o fiz por querer. N\u00e3o fui para uma festa ou para um churrasco, como vejo muitas pessoas fazendo com frequ\u00eancia. Mas eu n\u00e3o deveria ter sa\u00eddo aquele dia. A minha cabe\u00e7a est\u00e1 bagun\u00e7ada. Eu fiquei ruim e me recuperei. Mas o meu av\u00f4 n\u00e3o conseguiu se recuperar. A minha m\u00e3e, que cuidou de todos n\u00f3s, tamb\u00e9m n\u00e3o. \u00c9 muito dif\u00edcil&#8221;, diz Dalylla, em meio \u00e0s l\u00e1grimas.<\/p>\n\n\n\n<p>Um pedido de desculpas marcou a \u00faltima conversa entre Dalylla e o av\u00f4, pouco antes de o idoso ser internado com a covid-19. &#8220;Queria que ele me perdoasse. Precisava muito do perd\u00e3o dele&#8221;, comenta. &#8220;Ele me disse que eu n\u00e3o precisava me desculpar, porque n\u00e3o era culpa minha e todo mundo poderia pegar esse v\u00edrus em algum momento&#8221;, relata Dalylla.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela afirma que tamb\u00e9m queria pedir perd\u00e3o para a m\u00e3e. &#8220;Mas n\u00e3o deu tempo. Ela foi levada para outra cidade. A gente pensava que ela logo melhoraria, mas nunca mais voltou&#8221;, lamenta Dalylla.<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00edgia foi enterrada em caix\u00e3o lacrado e com uma breve cerim\u00f4nia de despedida. Durante o ato, Talytta se desesperou, se jogou no ch\u00e3o e pediu desculpas \u00e0 m\u00e3e. &#8220;Pelo amor de Deus, me perdoa. Volta para mim, pelo amor de Deus. Me perdoa. Volta, m\u00e3e. Voc\u00ea \u00e9 a raz\u00e3o do meu viver. Respira, m\u00e3e. Levanta, m\u00e3e!&#8221;, bradou a jovem, em meio aos solu\u00e7os, enquanto L\u00edgia era enterrada.<small>Continua depois da publicidade<\/small><\/p>\n\n\n\n<p>Em conversa com a BBC News Brasil, Talytta explica que pediu desculpas por &#8220;todas as vezes que errou com a m\u00e3e&#8221;. &#8220;Filho \u00e0s vezes n\u00e3o ouve os pais. Tamb\u00e9m me desculpei por estar longe nos \u00faltimos meses&#8221;, comenta Talytta, que estudava Medicina na Bol\u00edvia e havia retornado para Alto Araguaia em maio, em raz\u00e3o da pandemia do novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p>O desespero de Talytta foi registrado pelo pai dela em uma sequ\u00eancia de v\u00eddeos que ele fez durante a cerim\u00f4nia de despedida da ex-esposa, para compartilhar com os parentes que n\u00e3o puderam ir ao local \u2014 os vel\u00f3rios para v\u00edtimas de COVID-19 s\u00e3o limitados para evitar aglomera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ele colocou os v\u00eddeos em um grupo da fam\u00edlia, para os parentes que n\u00e3o conseguiram se despedir da minha m\u00e3e, porque ela era muito querida. Logo as imagens foram compartilhadas para outras pessoas e come\u00e7aram a dizer que eu estava chorando por ter passado o v\u00edrus para ela&#8221;, diz Talytta.<\/p>\n\n\n\n<p>O v\u00eddeo viralizou. Diversas publica\u00e7\u00f5es afirmaram que se tratava de uma filha arrependida por ter infectado a m\u00e3e com o novo coronav\u00edrus, ap\u00f3s ir a diversas festas. &#8220;Come\u00e7aram a ofender e criticar muito a gente. Isso \u00e9 horr\u00edvel. N\u00e3o desejo para ningu\u00e9m. Estamos sendo ofendidas em todos os lugares. As pessoas falam sem saber. Isso \u00e9 desumano&#8221;, diz Talytta.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eu j\u00e1 me sinto muito culpada pelo que aconteceu e agora ainda culpam a minha irm\u00e3. N\u00e3o est\u00e3o querendo respeitar a nossa dor. Est\u00e1 doendo demais tudo isso&#8221;, afirma Dalylla.<\/p>\n\n\n\n<p>Elas afirmam que planejam processar os respons\u00e1veis por compartilhar ofensas contra elas nas redes sociais. &#8220;As pessoas n\u00e3o podem fazer isso com as outras e sa\u00edrem impunes. Isso \u00e9 muito s\u00e9rio&#8221;, diz Talytta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A mudan\u00e7a<\/h3>\n\n\n\n<p>As irm\u00e3s contam que passaram a receber diversas cr\u00edticas em Alto Araguaia, desde que foram os primeiros casos confirmados. Ap\u00f3s a morte do av\u00f4 e da m\u00e3e, elas contam que a situa\u00e7\u00e3o piorou.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Falta muita empatia. Aquela cidade, infelizmente, se tornou um peso para a gente. As pessoas nos olhavam com muito preconceito por l\u00e1, como se a gente tivesse culpa de cada caso de COVID-19. Mas n\u00f3s nos isolamos logo no come\u00e7o e informamos as pessoas com quem tivemos contato&#8221;, diz Talytta.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;H\u00e1 uma rodovia movimentada que passa pela cidade, a BR-364, e por isso sempre h\u00e1 gente de outros lugares por ali. Hoje, j\u00e1 existem pessoas contaminadas que nunca tiveram contato com a gente. Mas ainda assim, pensam que somos as \u00fanicas respons\u00e1veis pelo v\u00edrus por l\u00e1&#8221;, afirma Talytta.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como as irm\u00e3s, \u00e9 comum que os primeiros diagn\u00f3sticos em determinadas localidades sejam apontados por moradores como os respons\u00e1veis por levar o v\u00edrus para uma regi\u00e3o. Por\u00e9m, estudos sobre o novo coronav\u00edrus apontam que \u00e9 dif\u00edcil definir o primeiro caso em um lugar. Isso porque pode haver, por exemplo, pessoas com sintomas leves que transmitem o v\u00edrus, mas n\u00e3o procuram ajuda m\u00e9dica por acreditar que se trata de um resfriado comum. Desta forma, n\u00e3o entram para as estat\u00edsticas sobre a COVID-19.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois da morte da m\u00e3e e do av\u00f4, as irm\u00e3s, que moravam em uma casa alugada em Alto Araguaia, decidiram se mudar. Com a av\u00f3, de 68 anos, que tamb\u00e9m teve a COVID-19 e conseguiu se recuperar, elas se mudaram para um munic\u00edpio em um Estado vizinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Na nova cidade, tentam pensar sobre o futuro. Dalylla e Samylla abandonaram os empregos em Alto Araguaia. Talytta n\u00e3o quer retornar para a Bol\u00edvia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quero ficar por aqui para cuidar das minhas irm\u00e3s e minha av\u00f3. Penso em cursar Medicina ou Enfermagem, em homenagem \u00e0 minha m\u00e3e&#8221;, comenta Talytta. &#8220;Talvez eu fa\u00e7a odontologia, porque trabalhava como auxiliar de dentista&#8221;, diz Samylla.<\/p>\n\n\n\n<p>Dalylla admite ter dificuldades para pensar sobre o futuro. &#8220;N\u00e3o consigo fazer planos. Parece ainda que eu estou em um pesadelo e a qualquer momento a minha m\u00e3e vai voltar com aquele sorris\u00e3o dela e dizer que est\u00e1 tudo bem. Estou suportando tudo isso gra\u00e7as aos meus filhos, que dependem de mim&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Com Estad\u00e3o de Minas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 11 de junho, as irm\u00e3s Dalylla Lopes, de 27 anos, Talytta, 22, e Samylla, 21, se mudaram de Alto Araguaia, cidade mato-grossense localizada na&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":175749,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-175745","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/175745","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=175745"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/175745\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":175753,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/175745\/revisions\/175753"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/175749"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=175745"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=175745"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=175745"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}