{"id":178951,"date":"2020-07-15T13:30:43","date_gmt":"2020-07-15T16:30:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=178951"},"modified":"2020-07-15T13:30:43","modified_gmt":"2020-07-15T16:30:43","slug":"analfabetismo-cai-mas-brasil-ainda-tem-11-milhoes-sem-ler-e-escrever","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2020\/07\/15\/analfabetismo-cai-mas-brasil-ainda-tem-11-milhoes-sem-ler-e-escrever\/","title":{"rendered":"Analfabetismo cai, mas Brasil ainda tem 11 milh\u00f5es sem ler e escrever"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A taxa de analfabetismo no Brasil passou de 6,8%, em 2018,&nbsp;para 6,6%,&nbsp;em 2019, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua Educa\u00e7\u00e3o, divulgada hoje (15). Apesar da queda, que representa cerca de 200 mil pessoas, o Brasil tem ainda 11 milh\u00f5es de analfabetos. S\u00e3o pessoas de 15 anos ou mais que, pelos crit\u00e9rios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), n\u00e3o s\u00e3o capazes de ler e escrever nem ao menos um bilhete simples.&nbsp;<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1311554&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 uma taxa que vem baixando ao longo do tempo\u201d, diz a analista da pesquisa Adriana Beringuy. Em 2016, era 7,2%. \u201cO analfabetismo est\u00e1 mais concentrado entre as pessoas mais velhas, uma vez que os jovens s\u00e3o mais escolarizados e, portanto, v\u00e3o registrar indicador menor\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de ter registrado queda, os dados mostram que 18% daqueles com 60 anos ou mais s\u00e3o analfabetos. Em 2018, eram 18,6% e, em 2016, 20,4%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Reduzir a taxa de analfabetismo no Brasil est\u00e1 entre as metas do Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE), Lei 13.005\/2014, que estabelece o que deve ser feito para melhorar a educa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds at\u00e9 2024, desde o ensino infantil, at\u00e9 a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Pela lei, em 2015, o Brasil deveria ter atingido a marca de 6,5% de analfabetos entre a popula\u00e7\u00e3o de 15 anos ou mais. Em 2024, essa taxa dever\u00e1 chegar a zero.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA gente percebe que chegou em 2019 com a taxa nacional pr\u00f3xima \u00e0 meta de 2015, \u00e9 como se estiv\u00e9ssemos quatro anos atrasados nesse atendimento\u201d, diz Adriana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desigualdades&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m das diferen\u00e7as entre as idades, o levantamento mostra que existem desigualdades raciais e regionais na alfabetiza\u00e7\u00e3o no Brasil. Em rela\u00e7\u00e3o aos brancos, a taxa de analfabetismo \u00e9 3,6%&nbsp;entre aqueles com 15 anos ou mais. No que se refere&nbsp;\u00e0&nbsp;popula\u00e7\u00e3o preta e parda, segundo os crit\u00e9rios do IBGE, essa taxa \u00e9 8,9%. A diferen\u00e7a aumenta entre aqueles com 60 anos ou mais. Enquanto 9,5% dos brancos n\u00e3o sabem ler ou escrever, entre os pretos e pardos, esse percentual&nbsp;\u00e9 cerca de tr\u00eas vezes maior: 27,1%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As regi\u00f5es Sul e Sudeste t\u00eam as menores taxa de analfabetismo, 3,3% entre os que t\u00eam 15 anos ou mais. Na Regi\u00e3o Centro-Oeste a taxa \u00e9 4,9% e na Regi\u00e3o Norte, 7,6%. O Nordeste tem o maior percentual de analfabetos, 13,9%.<br><br>Entre os que t\u00eam&nbsp;60 anos ou mais, as taxas s\u00e3o 9,5% na Regi\u00e3o Sul; 9,7% no Sudeste; 16,6% no Centro-Oeste; 25,5% no Norte; e 37,2% no Nordeste.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Regi\u00e3o Nordeste foi a \u00fanica a apresentar leve aumento da taxa de analfabetismo entre 2018 e 2019. Entre os mais jovens, a taxa praticamente se manteve, variando 0,03 ponto percentual. Entre os mais velhos, a varia\u00e7\u00e3o foi de 0,33 ponto percentual.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o IBGE, a maior parte do total de analfabetos com 15 anos ou mais, 56,2% &#8211; o que corresponde a 6,2 milh\u00f5es de pessoas &#8211; vive na Regi\u00e3o Nordeste e 21,7%, o equivalente a 2,4 milh\u00f5es de pessoas, no Sudeste.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Anos de estudo&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Pnad Cont\u00ednua Educa\u00e7\u00e3o mostra que, em m\u00e9dia, o brasileiro estuda 9,4 anos. O dado \u00e9 coletado entre as pessoas com 25 anos ou mais. Esse n\u00famero aumentou em rela\u00e7\u00e3o a 2018, quando, em m\u00e9dia, o tempo de estudo no Brasil era de 9,3 anos. Em 2016, de 8,9.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cor ou ra\u00e7a, segundo o IBGE, \u201ca diferen\u00e7a foi consider\u00e1vel\u201d, mostra o estudo. As pessoas brancas estudam, em m\u00e9dia, 10,4 anos, enquanto as pessoas pretas e pardas estudam, em m\u00e9dia, 8,6 anos, ou seja, uma diferen\u00e7a de quase dois anos entre esses grupos, que se mant\u00e9m desde 2016.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As regi\u00f5es Sudeste, Sul e Centro-Oeste t\u00eam m\u00e9dias de anos de estudo acima da nacional, com&nbsp;10,1; 9,7; e 9,8 anos respectivamente. As regi\u00f5es Nordeste e Norte ficaram abaixo da m\u00e9dia do pa\u00eds, com 8,1 anos e 8,9 anos, respectivamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A propor\u00e7\u00e3o daqueles com 25 anos ou mais que conclu\u00edram o ensino m\u00e9dio passou de 47,4% em 2018 para 48,8% em 2019. Entre os brancos, esse \u00edndice \u00e9 maior, 57%. Entre os pretos e pardos, 41,8%. De 2016 para 2019, essa diferen\u00e7a, de acordo com o IBGE,&nbsp; caiu&nbsp;um pouco, \u201cpor\u00e9m se manteve em patamar elevado, indicando que as oportunidades educacionais eram distintas para esses grupos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O IBGE pondera que, apesar dos avan\u00e7os, mais da metade, o equivalente a 51,2%, da popula\u00e7\u00e3o de 25 anos ou mais no Brasil n\u00e3o completaram a educa\u00e7\u00e3o escolar b\u00e1sica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados da Pnad Cont\u00ednua Educa\u00e7\u00e3o do IBGE s\u00e3o referentes ao segundo&nbsp; trimestre&nbsp; de&nbsp; 2019.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa de analfabetismo no Brasil passou de 6,8%, em 2018,&nbsp;para 6,6%,&nbsp;em 2019, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua Educa\u00e7\u00e3o, divulgada hoje (15). Apesar da queda, que representa cerca de 200 mil pessoas, o Brasil tem ainda 11 milh\u00f5es de analfabetos. S\u00e3o pessoas de 15 anos ou mais que, pelos crit\u00e9rios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), n\u00e3o s\u00e3o capazes de ler e escrever nem ao menos um bilhete simples.&nbsp; \u201c\u00c9 uma taxa que vem baixando ao longo do tempo\u201d, diz a analista da pesquisa Adriana Beringuy. Em 2016, era 7,2%. \u201cO analfabetismo est\u00e1 mais concentrado entre as pessoas mais velhas, uma vez que os jovens s\u00e3o mais escolarizados e, portanto, v\u00e3o registrar indicador menor\u201d, acrescenta. Apesar de ter registrado queda, os dados mostram que 18% daqueles com 60 anos ou mais s\u00e3o analfabetos. Em 2018, eram 18,6% e, em 2016, 20,4%.&nbsp; Reduzir a taxa de analfabetismo no Brasil est\u00e1 entre as metas do Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE), Lei 13.005\/2014, que estabelece o que deve ser feito para melhorar a educa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds at\u00e9 2024, desde o ensino infantil, at\u00e9 a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Pela lei, em 2015, o Brasil deveria ter atingido a marca de 6,5% de analfabetos entre a popula\u00e7\u00e3o de 15 anos ou mais. Em 2024, essa taxa dever\u00e1 chegar a zero. \u201cA gente percebe que chegou em 2019 com a taxa nacional pr\u00f3xima \u00e0 meta de 2015, \u00e9 como se estiv\u00e9ssemos quatro anos atrasados nesse atendimento\u201d, diz Adriana.&nbsp; Desigualdades&nbsp; Al\u00e9m das diferen\u00e7as entre as idades, o levantamento mostra que existem desigualdades raciais e regionais na alfabetiza\u00e7\u00e3o no Brasil. Em rela\u00e7\u00e3o aos brancos, a taxa de analfabetismo \u00e9 3,6%&nbsp;entre aqueles com 15 anos ou mais. 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As regi\u00f5es Sudeste, Sul e Centro-Oeste t\u00eam m\u00e9dias de anos de estudo acima da nacional, com&nbsp;10,1; 9,7; e 9,8 anos respectivamente. As regi\u00f5es Nordeste e Norte ficaram abaixo da m\u00e9dia do pa\u00eds, com 8,1 anos e 8,9 anos, respectivamente.&nbsp; A propor\u00e7\u00e3o daqueles com 25 anos ou mais que conclu\u00edram o ensino m\u00e9dio passou de 47,4% em 2018 para 48,8% em 2019. Entre os brancos, esse \u00edndice \u00e9 maior, 57%. Entre os pretos e pardos, 41,8%. De 2016 para 2019, essa diferen\u00e7a, de acordo com o IBGE,&nbsp; caiu&nbsp;um pouco, \u201cpor\u00e9m se manteve em patamar elevado, indicando que as oportunidades educacionais eram distintas para esses grupos\u201d. O IBGE pondera que, apesar dos avan\u00e7os, mais da metade, o equivalente a 51,2%, da popula\u00e7\u00e3o de 25 anos ou mais no Brasil n\u00e3o completaram a educa\u00e7\u00e3o escolar b\u00e1sica. 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