{"id":183718,"date":"2020-08-14T12:58:28","date_gmt":"2020-08-14T15:58:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=183718"},"modified":"2020-08-14T12:58:28","modified_gmt":"2020-08-14T15:58:28","slug":"aprovacao-a-bolsonaro-sobe-e-e-a-melhor-desde-o-inicio-do-mandato-diz-datafolha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2020\/08\/14\/aprovacao-a-bolsonaro-sobe-e-e-a-melhor-desde-o-inicio-do-mandato-diz-datafolha\/","title":{"rendered":"Aprova\u00e7\u00e3o a Bolsonaro sobe e \u00e9 a melhor desde o in\u00edcio do mandato, diz Datafolha"},"content":{"rendered":"\n<p>O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) est\u00e1 com a melhor avalia\u00e7\u00e3o desde que come\u00e7ou o seu mandato. Segundo o Datafolha, 37% dos brasileiros consideram seu governo \u00f3timo ou bom, ante 32% que o achavam na pesquisa anterior, feita em 23 e 24 de junho.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais acentuada ainda foi a queda na curva da rejei\u00e7\u00e3o: ca\u00edram de 44% para 34% os que o consideravam ruim e p\u00e9ssimo no per\u00edodo. Consideram o governo regular, por sua vez, 27%, ante 23% em junho.<\/p>\n\n\n\n<p>O instituto entrevistou por telefone 2.065 pessoas nos dias 11 e 12 de agosto. A margem de erro da pesquisa \u00e9 de dois pontos percentuais, para mais ou menos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na manh\u00e3 desta sexta-feira, o presidente, antes sempre cr\u00edtico \u00e0s pesquisas do Datafolha, desta vez usou a t\u00e1tica do morde e assopra ao compartilhar a not\u00edcia sobre o avan\u00e7o de sua aprova\u00e7\u00e3o: \u201cVerdade, meia verdade ou fake news? Bom dia a todos\u201d, afirmou Bolsonaro em uma rede social.<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a do humor da popula\u00e7\u00e3o ocorreu concomitantemente \u00e0 maior altera\u00e7\u00e3o na persona p\u00fablica de Bolsonaro desde que ele saiu da obscuridade como parlamentar de baixo clero e chegou \u00e0 Presid\u00eancia no ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente passou o primeiro semestre em um crescente embate institucional, que chegou ao paroxismo com sua participa\u00e7\u00e3o em atos pedindo o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Em junho, a crise amplificou-se, com rumores alimentados por notas oficiais acerca de inten\u00e7\u00e3o de uso das For\u00e7as Armadas e com cr\u00edticas a decis\u00f5es que contrariavam o Planalto no Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, o presidente liderava o ataque direto \u00e0s pol\u00edticas de isolamento social da pandemia da Covid-19, que no come\u00e7o classificara de \u201cgripezinha\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos poucos, a tens\u00e3o levou a especula\u00e7\u00f5es nos meios pol\u00edticos sobre um eventual impeachment do presidente. Isso o fez mudar de rumo no Congresso, aliando-se a partidos do centr\u00e3o que antes espezinhava, dando cargos e verbas em troca de apoio.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o ponto de inflex\u00e3o \u00e9 18 de junho, quando \u00e9 preso Fabr\u00edcio Queiroz, ex-assessor de seu filho Fl\u00e1vio, investigado no caso das \u201crachadinhas\u201d e elo entre o gabinete do hoje senador e mil\u00edcias no Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a pesquisa de junho indicando estabilidade em sua avalia\u00e7\u00e3o, apesar de estrago vis\u00edvel do caso Queiroz, Bolsonaro submergiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Moderou suas declara\u00e7\u00f5es contra advers\u00e1rios e parou de dar corda a apoiadores radicais que o esperam \u00e0 porta do Pal\u00e1cio da Alvorada.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes desta rodada do Datafolha, a melhor pontua\u00e7\u00e3o do presidente havia sido 33% de \u00f3timo e bom, taxa registrada em duas pesquisas. J\u00e1 a rejei\u00e7\u00e3o voltou ao patamar dos seis primeiros meses de mandato, em torno de 30%.<\/p>\n\n\n\n<p>O empate entre aprova\u00e7\u00e3o e rejei\u00e7\u00e3o reverte, na fotografia desta pesquisa, a tend\u00eancia de polariza\u00e7\u00e3o assim\u00e9trica registrada nas anteriores durante a crise pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente tamb\u00e9m contraiu a Covid-19, o que n\u00e3o mudou sua propaganda de minimizar a doen\u00e7a. Mas o programa de aux\u00edlio emergencial \u00e0 popula\u00e7\u00e3o mais carente ganhou passo, e o governo amplificou a visibilidade de a\u00e7\u00f5es no reduto oposicionista do Nordeste. O resultado parece vis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Datafolha, a rejei\u00e7\u00e3o a Bolsonaro caiu de 52% para 35% na regi\u00e3o, na qual mant\u00e9m a pior avalia\u00e7\u00e3o: 33% de \u00f3timo e bom, subida de seis pontos em rela\u00e7\u00e3o a junho. A correla\u00e7\u00e3o com a distribui\u00e7\u00e3o do aux\u00edlio de R$ 600 \u00e9 sugerida, ainda que n\u00e3o direta.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre quem fez o pedido e o recebeu, 42% acham Bolsonaro \u00f3timo e bom, ligeiramente acima da m\u00e9dia geral. S\u00f3 que 36% dos que n\u00e3o fizeram tamb\u00e9m acham isso.<\/p>\n\n\n\n<p>No Nordeste, onde vive 27% da popula\u00e7\u00e3o, 45% dos moradores recorreram ao instrumento, ante 40% no pa\u00eds todo.<\/p>\n\n\n\n<p>T\u00e3o ou mais importante, Bolsonaro tamb\u00e9m melhorou seu desempenho no Sudeste, regi\u00e3o mais populosa do pa\u00eds. Ali, sua aprova\u00e7\u00e3o subiu de 29% para 36%, enquanto a rejei\u00e7\u00e3o caiu de 47% para 39%.<\/p>\n\n\n\n<p>Continua sendo mais bem avaliado nos redutos do Sul e Norte\/Centro-Oeste, onde amealha 42% de \u00f3timo e bom. Uma das quedas mais significativas na rejei\u00e7\u00e3o ao presidente ocorreu entre os mais jovens (16 a 24 anos). Nesse grupo, o ruim e p\u00e9ssimo foi de 54% para 41%.<\/p>\n\n\n\n<p>Grupos que rejeitavam mais Bolsonaro tamb\u00e9m viram quedas no \u00edndice, mas menor: pessoas com curso superior (53% para 47%) e mais ricos (acima de 10 sal\u00e1rios m\u00ednimos mensais, 52% para 47%).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a aprova\u00e7\u00e3o presidencial segue o padr\u00e3o anterior ao apontar homens e pessoas de 35 a 44 anos como as mais satisfeitas.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 homogeneidade nova no quesito quando o tema \u00e9 a renda familiar. Dos quatro estratos analisados pelo Datafolha, Bolsonaro tem 40% de \u00f3timo e bom em tr\u00eas, caindo cinco pontos entre os mais pobres (at\u00e9 2 sal\u00e1rios m\u00ednimos).<\/p>\n\n\n\n<p>Ele segue sendo mais bem avaliado entre empres\u00e1rios (58%, ante 51%) e viu sua rejei\u00e7\u00e3o de 67% cair para 56%, ainda a recordista por segmentos, entre estudantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Com tudo isso, Bolsonaro deixou o posto de presidente mais mal avaliado desde a redemocratiza\u00e7\u00e3o nesta fotografia de momento do primeiro mandato.<\/p>\n\n\n\n<p>A infame distin\u00e7\u00e3o volta a Fernando Collor, que tinha 41% de ruim e p\u00e9ssimo e 18% de \u00f3timo e bom com um ano e seis meses de governo em 1991.<\/p>\n\n\n\n<p>Bolsonaro, contudo, segue em segundo lugar na rejei\u00e7\u00e3o neste recorte de presidentes, mais mal avaliado do que Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT).<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m segue sendo considerado inconfi\u00e1vel pela popula\u00e7\u00e3o, ainda que tenha atenuado a m\u00e1 impress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Datafolha, nunca confiam no presidente 41% dos brasileiros, enquanto 22% sempre confiam e 35%, confiam \u00e0s vezes.<\/p>\n\n\n\n<p>Em junho, esses \u00edndices estavam em 46%, 20% e 32%, respectivamente, segundo aferiu o Datafolha.<br>Bolsonaro inspira mais confian\u00e7a entre homens, pessoas de 35 a 44 anos e quem ganha entre 5 e 10 sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 desconfiam mais do presidente mulheres, jovens e quem tem o ensino superior.<\/p>\n\n\n\n<p>No corte racial, o presidente \u00e9 mais bem avaliado entre quem se declara branco ou amarelo (40%), oscilando para 37% entre pardos e caindo para 25% entre pretos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) est\u00e1 com a melhor avalia\u00e7\u00e3o desde que come\u00e7ou o seu mandato. 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