{"id":184848,"date":"2020-08-21T13:43:51","date_gmt":"2020-08-21T16:43:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=184848"},"modified":"2020-08-21T13:43:51","modified_gmt":"2020-08-21T16:43:51","slug":"datafolha-quase-a-metade-dos-brasileiros-teve-renda-familiar-diminuida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2020\/08\/21\/datafolha-quase-a-metade-dos-brasileiros-teve-renda-familiar-diminuida\/","title":{"rendered":"Datafolha: quase a metade dos brasileiros teve renda familiar diminu\u00edda"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><\/h1>\n\n\n\n<p>Quase metade dos brasileiros viu sua renda familiar diminuir com a pandemia do coronav\u00edrus, aponta pesquisa Datafolha. Entre informais, aut\u00f4nomos e empres\u00e1rios, a perda de renda atingiu dois de cada tr\u00eas entrevistados.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Datafolha, 46% dos brasileiros constataram redu\u00e7\u00e3o de sua renda familiar devido \u00e0 pandemia. Outros 45% dizem que a renda de sua fam\u00edlia ficou igual e 9% tiveram aumento do rendimento familiar, mesmo em meio \u00e0 crise.<\/p>\n\n\n\n<p>O instituto ouviu 2.065 pessoas por telefone em 11 e 12 de agosto. A margem de erro \u00e9 de dois pontos percentuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Por faixa de renda, os trabalhadores com renda familiar at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos s\u00e3o os que mais relatam perda de rendimento (48%). O percentual diminui para 46% entre trabalhadores com renda familiar entre dois e cinco sal\u00e1rios, a 36% para aqueles com renda entre cinco e dez sal\u00e1rios e a 34% para os profissionais cujas fam\u00edlias ganham mais de dez m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por tipo de ocupa\u00e7\u00e3o, assalariados sem registro s\u00e3o os que mais relatam perda de renda familiar (61%), seguidos por empres\u00e1rios (56%) e aut\u00f4nomos (54%).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 por tipo de isolamento na pandemia, 48% dos que est\u00e3o saindo de casa s\u00f3 quando inevit\u00e1vel relatam perda de renda familiar, comparado a 30% dos que dizem que est\u00e3o vivendo normalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando a avalia\u00e7\u00e3o do governo, 52% do que acham o governo Bolsonaro ruim ou p\u00e9ssimo relatam perda de renda da fam\u00edlia, comparado a 39% dos que consideram o governo \u00f3timo ou bom.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os entrevistados que dizem que a renda de sua fam\u00edlia aumentou na pandemia, o maior percentual \u00e9 registrado no Nordeste (15%) e Centro-Oeste e Norte (12%). Por cor, pretos (11%) e pardos (10%) sentiram mais esse efeito do que brancos (7%) e amarelos (5%).<\/p>\n\n\n\n<p>O aux\u00edlio emergencial provavelmente explica em parte esse aumento de renda em meio \u00e0 crise.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados do IBGE, as regi\u00f5es Nordeste e Norte concentravam maior propor\u00e7\u00e3o de pessoas em extrema pobreza antes da pandemia -aquelas com renda inferior a R$ 145 por pessoa por m\u00eas. A baix\u00edssima renda tamb\u00e9m era mais prevalente entre pretos e pardos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o aux\u00edlio emergencial, algumas dessas pessoas muito pobres passaram a ter renda maior do que antes da crise, j\u00e1 que o valor do benef\u00edcio pode chegar a R$ 1.200 por fam\u00edlia, contra m\u00e9dia de R$ 190 do Bolsa Fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme estudo recente da FGV, o aux\u00edlio levou o n\u00famero de brasileiros em extrema pobreza ao menor patamar em 40 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo o Datafolha, entre os entrevistados que receberam pelo menos uma parcela do aux\u00edlio, 60% relatam perda de renda familiar devido \u00e0 pandemia, outros 27% dizem que a renda de sua fam\u00edlia ficou igual e 13% relatam que a renda da fam\u00edlia aumentou. Entre os que n\u00e3o pediram o aux\u00edlio, os percentuais s\u00e3o de 36%, 55% e 8% respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OCUPA\u00c7\u00c3O<\/strong><br>O coronav\u00edrus tamb\u00e9m mexeu com o perfil da ocupa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, mostra o Datafolha. Dos entrevistados, 28% dizem que eram assalariados registrados antes da pandemia, percentual que caiu a 21% no momento atual.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os desempregados em busca ativa por trabalho eram 4% antes da pandemia e chegaram a 12% atualmente. Ao mesmo tempo, os desocupados que n\u00e3o estavam procurando trabalho subiram de 1% para 5%.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, chegam a 17% os sem emprego, somando aqueles que est\u00e3o procurando e os que n\u00e3o est\u00e3o buscando oportunidades de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>As mulheres que se identificam como donas de casa passaram de 6% antes da pandemia para 9% atualmente, aponta ainda a pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>REDU\u00c7\u00c3O DE JORNADAS E SAL\u00c1RIOS<\/strong><br>Entre assalariados registrados e funcion\u00e1rios p\u00fablicos, 39% dizem que tiveram sua jornada de trabalho reduzida devido \u00e0 pandemia. O percentual \u00e9 significativamente maior entre as mulheres (46%) do que entre os homens (33%).<\/p>\n\n\n\n<p>Por idade, os com 60 anos ou mais, grupo de alto risco para o coronav\u00edrus, s\u00e3o os que mais relatam redu\u00e7\u00e3o de jornada devido \u00e0 pandemia (54%).<\/p>\n\n\n\n<p>A redu\u00e7\u00e3o de jornada tamb\u00e9m afetou mais os trabalhadores de baixa renda do que os de alta renda. Enquanto 42% dos com renda familiar at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos dizem que tiveram suas horas de trabalho reduzidas, esse percentual cai a 16% entre aqueles com renda familiar acima de dez sal\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>A maior possibilidade de fazer home office entre os trabalhadores mais bem remunerados provavelmente explica a discrep\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados da pesquisa Pnad Covid-19 do IBGE, em junho, 37% das pessoas com ensino superior ou p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o estavam trabalhando remotamente, comparado a 0,6% das pessoas sem instru\u00e7\u00e3o ou com fundamental incompleto, 1,4% das pessoas com fundamental completo ou ensino m\u00e9dio incompleto e 7,3% das com m\u00e9dio completo ou superior incompleto.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda entre assalariados registrados e funcion\u00e1rios p\u00fablicos, 23% relatam ter sofrido redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rio devido \u00e0 pandemia, mostra o Datafolha. Aqui novamente, h\u00e1 discrep\u00e2ncia entre homens e mulheres, com 29% delas relatando perda salarial, contra 19% deles.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre informais, aut\u00f4nomos e empres\u00e1rios, 62% relatam perda de rendimentos devido \u00e0 pandemia. Mas, nesse universo, h\u00e1 menor disparidade entre homens (63%) e mulheres (60%).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>APOSENTADORIA E BOLSA FAM\u00cdLIA<\/strong><br>Cerca de 30% dos entrevistados relatam receber ou ter algu\u00e9m da fam\u00edlia recebendo aposentadoria do INSS. Nesse grupo, 56% relatam que a aposentadoria \u00e9 a principal fonte de renda da fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>O percentual dos que tem na aposentadoria a maior parcela da renda do lar chega a 71% entre os entrevistados com renda familiar at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos que recebem ou tem algum familiar recebendo o benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Por regi\u00f5es, o percentual dos que tem na aposentadoria a maior parcela da renda da fam\u00edlia \u00e9 mais elevado no Nordeste (64%) e no Sul (63%). E por tipo de ocupa\u00e7\u00e3o, entre desempregados (86%), donas de casa (68%), aposentados (67%) e aut\u00f4nomos (52%).<\/p>\n\n\n\n<p>Dos entrevistados, 16% recebem ou algu\u00e9m de sua casa recebe Bolsa Fam\u00edlia. O percentual \u00e9 maior entre aqueles com ensino fundamental (22%), com renda familiar at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos (26%), entre moradores do Nordeste (26%) e entre pretos e pardos (23% e 19%).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase metade dos brasileiros viu sua renda familiar diminuir com a pandemia do coronav\u00edrus, aponta pesquisa Datafolha. 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