{"id":185709,"date":"2020-08-27T11:46:13","date_gmt":"2020-08-27T14:46:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=185709"},"modified":"2020-08-27T11:46:13","modified_gmt":"2020-08-27T14:46:13","slug":"assassinatos-de-negros-aumentam-115-em-dez-anos-e-de-nao-negros-caem-129-no-mesmo-periodo-diz-atlas-da-violencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2020\/08\/27\/assassinatos-de-negros-aumentam-115-em-dez-anos-e-de-nao-negros-caem-129-no-mesmo-periodo-diz-atlas-da-violencia\/","title":{"rendered":"Assassinatos de negros aumentam 11,5% em dez anos e de n\u00e3o negros caem 12,9% no mesmo per\u00edodo, diz Atlas da Viol\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<p>A taxa de homic\u00eddios de negros no Brasil saltou de 34 para 37,8 por 100 mil habitantes entre 2008 e 2018, o que representa aumento de 11,5% no per\u00edodo, de acordo com o Atlas da Viol\u00eancia 2020 divulgado nesta quinta-feira (27).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os assassinatos entre os n\u00e3o negros no mesmo comparativo registraram uma diminui\u00e7\u00e3o de 12,9% (de uma taxa de 15,9 para 13,9 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes).<\/p>\n\n\n\n<p>O Atlas da Viol\u00eancia \u00e9 elaborado a partir de uma parceria entre o F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP) e o Instituto de Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) e tem como base de dados os n\u00fameros apresentados pelo Sistema de Informa\u00e7\u00e3o sobre Mortalidade, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/s_-tYAqNpZD4bEWvJpeFqjKQ5bY=\/0x0:650x1234\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/w\/o\/nvKr9gQK2bWwmJROiOUg\/desigualdade-racial.png\" alt=\" \u2014 Foto: Juliane Monteiro\/Arte G1\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u2014 Foto: Juliane Monteiro\/Arte G1<\/p>\n\n\n\n<p>Os negros s\u00e3o representados pela soma de pretos e pardos, segundo a classifica\u00e7\u00e3o do IBGE, e os n\u00e3o negros pelo seguinte grupo: brancos, amarelos e ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de homic\u00eddios teve queda em 2018, quando foram registrados 57.956 casos, o menor n\u00edvel de homic\u00eddios em quatro anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Atlas da Viol\u00eancia, a discrep\u00e2ncia entre as taxas de homic\u00eddio dos dois grupos significa que, na pr\u00e1tica, para cada indiv\u00edduo n\u00e3o negro morto em 2018, 2,7 negros foram mortos. H\u00e1 estados em que essa diferen\u00e7a \u00e9 ainda maior. Em Alagoas, para cada n\u00e3o negro v\u00edtima de homic\u00eddio, morreram 17 negros.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os autores do estudo, a forte concentra\u00e7\u00e3o dos \u00edndices de viol\u00eancia letal representa \u201cdas principais express\u00f5es das desigualdades raciais existentes no Brasil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEnquanto os jovens negros figuram como as principais v\u00edtimas de homic\u00eddios do pa\u00eds e as taxas de mortes de negros apresentam forte crescimento ao longo dos anos, entre os brancos os \u00edndices de mortalidade s\u00e3o muito menores quando comparados aos primeiros e, em muitos casos, apresentam redu\u00e7\u00e3o\u201d, diz um trecho do Atlas da Viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-normal-font-size wp-block-heading\">Maioria das v\u00edtimas<\/h2>\n\n\n\n<p>Em 2018, os negros representaram 75,7% das v\u00edtimas de homic\u00eddios. A an\u00e1lise das taxas de homic\u00eddio por 100 mil habitantes por estado aponta que a chance de um negro ser assassinato \u00e9 maior nas regi\u00f5es Norte e Nordeste. Em 2018, Roraima foi o estado com a maior taxa (87,5), vindo em seguida Rio Grande do Norte (71,6), Cear\u00e1 (69,5), Sergipe (59,4) e Amap\u00e1 (58,3).<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo aponta que, entre 2008 e 2018, houve estados que registraram aumento das taxas de homic\u00eddios de n\u00e3o negros superiores \u00e0s de negros. \u00c9 o caso do Amap\u00e1, que registrou aumento de 196,6% nas taxas de homic\u00eddios de n\u00e3o negros e de 61% nas de homic\u00eddios de negros, seguido do Amazonas, que registrou um aumento de 137,8% nas taxas de homic\u00eddios de n\u00e3o negros e de 53,4% de negros. De acordo com o estudo, isso \u201cn\u00e3o necessariamente significa que o racismo e a racializa\u00e7\u00e3o deixem de incidir sobre os eventos violentos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Atlas da Viol\u00eancia, isso ocorre por que a regi\u00e3o amaz\u00f4nica apresenta \u201cpopula\u00e7\u00e3o descendente de tr\u00eas matrizes principais (negra, ind\u00edgena e branca), sendo que as rela\u00e7\u00f5es raciais (&#8230;) combinam essas matrizes com identifica\u00e7\u00f5es que consideram o elemento ind\u00edgena\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-normal-font-size wp-block-heading\">G\u00eanero e ra\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com o levantamento, em 2018, 4.519 mulheres foram assassinadas no Brasil, uma taxa de 4,3 homic\u00eddios para cada 100 mil habitantes do sexo feminino,&nbsp;o que indica que uma mulher foi assassinada a cada duas horas.https:\/\/tpc.googlesyndication.com\/safeframe\/1-0-37\/html\/container.html<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 2008 e 2018, o Brasil teve um aumento de 4,2% nos assassinatos de mulheres. Em alguns estados, a taxa de homic\u00eddios em 2018 mais do que dobrou no per\u00edodo, casos do Cear\u00e1 (278,6%), Roraima (186,8%) e Acre (126,6%). J\u00e1 as maiores redu\u00e7\u00f5es foram no Esp\u00edrito Santo (52,2%), S\u00e3o Paulo (36,3%) e Paran\u00e1 (35,1%).<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro desse universo, destaca-se a desigualdade racial entre as v\u00edtimas de assassinatos. No per\u00edodo, os&nbsp;homic\u00eddios de mulheres negras aumentaram 12,4%, enquanto os assassinatos de mulheres n\u00e3o negras reduziram 11,7%.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/hmmSsEBRJ6ToBBqmVTtcc0CE5sM=\/0x0:650x967\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/B\/U\/WLv58BScubCoZicM64zg\/genero-raca.png\" alt=\" \u2014 Foto: Juliane Monteiro\/Arte G1\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u2014 Foto: Juliane Monteiro\/Arte G1<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-normal-font-size wp-block-heading\">Crian\u00e7as e adolescentes<\/h2>\n\n\n\n<p>Os dados tamb\u00e9m alertam para como a viol\u00eancia atinge a juventude do pa\u00eds. 53,3% do total de v\u00edtimas de homic\u00eddios registrados em 2018 s\u00e3o jovens.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os pesquisadores, o mapeamento mostra como o Estatuto da Crian\u00e7a e Adolescente, ao longo dos anos, ajudou a reduzir ao longo dos anos os \u00edndices, mas n\u00e3o \u00e9 suficiente para conter a escalada de viol\u00eancia contra crian\u00e7as e adolescentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Homic\u00eddio foi respons\u00e1vel por 55,6% das mortes de jovens entre 15 e 19 anos; 52,3% dos \u00f3bitos de jovens entre 20 e 24 anos e 43,7% das mortes de jovens entre 25 e 29 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>COM G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa de homic\u00eddios de negros no Brasil saltou de 34 para 37,8 por 100 mil habitantes entre 2008 e 2018, o que representa aumento&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":185712,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[50,2],"tags":[],"class_list":["post-185709","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/185709","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=185709"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/185709\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":185713,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/185709\/revisions\/185713"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/185712"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=185709"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=185709"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=185709"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}