{"id":188276,"date":"2020-09-15T08:20:28","date_gmt":"2020-09-15T11:20:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=188276"},"modified":"2020-09-15T08:20:28","modified_gmt":"2020-09-15T11:20:28","slug":"molecula-rara-em-venus-pode-sinalizar-presenca-de-vida-extraterrestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2020\/09\/15\/molecula-rara-em-venus-pode-sinalizar-presenca-de-vida-extraterrestre\/","title":{"rendered":"Mol\u00e9cula rara em V\u00eanus pode sinalizar presen\u00e7a de vida extraterrestre"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><\/h2>\n\n\n\n<p>Um grupo internacional de astr\u00f4nomos anunciou nesta segunda-feira (14) a presen\u00e7a da fosfina na atmosfera venusiana. O estudo foi publicado na revista&nbsp;<em>Nature Astronomy<\/em>&nbsp;&#8211; peri\u00f3dico brit\u00e2nico cient\u00edfico especializado em artigos cient\u00edficos.<img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1387844&amp;o=node\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1387844&amp;o=node\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\"><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a pesquisa, na Terra, a fosfina &#8211; ou hidreto de f\u00f3sforo (PH3) &#8211; s\u00f3 pode ser encontrada decorrente de dois processos: ou pela fabrica\u00e7\u00e3o de forma industrial ou pela a\u00e7\u00e3o de micr\u00f3bios que se desenvolvem em ambientes sem oxig\u00eanio &#8211; chamados anaer\u00f3bicos. Utilizando telesc\u00f3pios avan\u00e7ados, a equipe formada por astr\u00f4nomos do Reino Unido, Estados Unidos e Jap\u00e3o p\u00f4de confirmar a presen\u00e7a da mol\u00e9cula em V\u00eanus. A primeira detec\u00e7\u00e3o ocorreu pelo Telesc\u00f3pio James Clerk Maxwell (JCMT), operado pelo Observat\u00f3rio do Leste Asi\u00e1tico no Hava\u00ed.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando descobrimos os primeiros ind\u00edcios de fosfina no espectro de V\u00eanus, ficamos em choque!\u201d, declarou a l\u00edder da equipe internacional Jane Greaves, da Universidade de Cardiff, no Reino Unido. Para confirma\u00e7\u00e3o do achado, foram usadas 45 antenas do Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array (ALMA) \u2013 instala\u00e7\u00e3o astron\u00f4mica no Chile, do qual o ESO \u2013 Observat\u00f3rio Europeu do Sul &#8211; \u00e9 parceiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O telesc\u00f3pio, considerado muito mais sens\u00edvel, localizou pequenas concentra\u00e7\u00f5es da fosfina na atmosfera de V\u00eanus, cerca de 20 mol\u00e9culas em cada bilh\u00e3o. Com base em c\u00e1lculos, descartou-se que a quantidade observada seria decorrente de processos n\u00e3o biol\u00f3gicos naturais no planeta, como a luz solar, ou a a\u00e7\u00e3o de vulc\u00f5es e rel\u00e2mpagos, por exemplo. No caso destas fontes, seriam criados, no m\u00e1ximo, dez mil\u00e9simos da quantidade de fosfina identificada no planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 que, segundo a an\u00e1lise, n\u00e3o seriam estes processos respons\u00e1veis por criar a quantidade de fosfina liberada, os cientistas passaram a considerar, ent\u00e3o, a possibilidade que um tipo de organismo possa ser fonte deste biomarcador. A equipe destaca que na Terra, as bact\u00e9rias expelem a fosfina ao retirar o fosfato de minerais ou de material biol\u00f3gico, acrescentando hidrog\u00eanio. Mas, qualquer organismo no planeta vizinho, ressalta o estudo, \u201cprovavelmente ser\u00e1 muito diferente dos primos terrestres.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ou\u00e7a a mat\u00e9ria da&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/radioagencia-nacional\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Radioag\u00eancia Nacional<\/a>:<\/strong>Audio Player00:0000:00<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Atmosfera \u00e1cida<\/h2>\n\n\n\n<p>Os astr\u00f4nomos veem esta descoberta como bastante significativa, mas reconhecem muito trabalho pela frente para confirmar presen\u00e7a de &#8221;vida&#8221;. Isso porque a atmosfera de V\u00eanus \u00e9 extremamente \u00e1cida, com cerca de 90% de \u00e1cido sulf\u00farico, o que dificultaria a sobreviv\u00eancia de micr\u00f3bios, destaca o Observat\u00f3rio Europeu do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta inc\u00f3gnita \u00e9 apontada como desafio pela integrante da equipe, Clara Sousa Silva, do Massachusetts Institute of Technology nos Estados Unidos, que investiga a libera\u00e7\u00e3o de fosfina como uma bioassinatura de g\u00e1s de vida anaer\u00f3bica em planetas que orbitam outras estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEncontrar fosfina em V\u00eanus foi um b\u00f4nus inesperado. A descoberta levanta muitas quest\u00f5es, tais como \u00e9 que os organismos poder\u00e3o sobreviver na atmosfera do planeta vizinho. Na Terra, alguns micr\u00f3bios conseguem suportar at\u00e9 cerca de 5% de \u00e1cido no seu meio \u2014 mas as nuvens de V\u00eanus s\u00e3o quase inteiramente feitas de \u00e1cido\u201d, diz a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a descoberta aumente as expectativas quanto \u00e0 exist\u00eancia de vida fora da Terra, o astr\u00f4nomo do ESO e gerente de opera\u00e7\u00f5es do ALMA na Europa, Leonardo Testi, diz que a miss\u00e3o agora \u00e9 investigar a origem qu\u00edmica da fosfina. &#8221;\u00c9 essencial acompanhar este intrigante resultado com estudos te\u00f3ricos e observacionais para excluir a possibilidade de que a fosfina em planetas rochosos possa ter tamb\u00e9m uma origem qu\u00edmica diferente da Terra\u201d, diz Testi.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo internacional de astr\u00f4nomos anunciou nesta segunda-feira (14) a presen\u00e7a da fosfina na atmosfera venusiana. 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