{"id":192064,"date":"2020-10-12T12:50:43","date_gmt":"2020-10-12T15:50:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=192064"},"modified":"2020-10-12T12:50:45","modified_gmt":"2020-10-12T15:50:45","slug":"quem-foi-laudelina-de-campos-melo-pioneira-na-luta-por-direitos-de-trabalhadores-domesticos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2020\/10\/12\/quem-foi-laudelina-de-campos-melo-pioneira-na-luta-por-direitos-de-trabalhadores-domesticos-no-brasil\/","title":{"rendered":"Quem foi Laudelina de Campos Melo, pioneira na luta por direitos de trabalhadores dom\u00e9sticos no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pa\u00eds com mais de 5 milh\u00f5es de trabalhadores dom\u00e9sticos, o Brasil viu nascer o movimento sindical da categoria na cidade de Santos em 1936, por iniciativa de Laudelina de Campos Melo em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E mais de 80 anos depois desse marco na atua\u00e7\u00e3o da ativista e sindicalista,\u00a0homenageada do doodle do Google\u00a0nesta segunda-feira (12\/10), quase 7 em cada 10 trabalhadores dom\u00e9sticos n\u00e3o t\u00eam carteira assinada. Durante a pandemia, mais de 1 milh\u00e3o de postos de trabalho nesse setor foram destru\u00eddos no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Laudelina nasceu na cidade mineira de Po\u00e7os de Caldas em 12 de outubro de 1904, menos de 20 anos depois da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no pa\u00eds, em 1888. Ela come\u00e7ou a trabalhar aos sete anos de idade, abandonou a escola para cuidar dos irm\u00e3os enquanto a m\u00e3e trabalhava e aos 16 anos passou a atuar de organiza\u00e7\u00f5es sociais do movimento negro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o soci\u00f3logo Joaze Bernardino-Costa, naquela \u00e9poca o servi\u00e7o dom\u00e9stico era mencionado nas leis sanit\u00e1rias e policiais somente com o intuito de proteger a sociedade contra as trabalhadoras dom\u00e9sticas, percebidas explicitamente como amea\u00e7as em potencial \u00e0s fam\u00edlias empregadoras. &#8220;Se ainda hoje a associa\u00e7\u00e3o entre escravid\u00e3o, trabalho dom\u00e9stico e negro ainda est\u00e1 presente no imagin\u00e1rio social, sem d\u00favida nenhuma nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo 20 isso ainda era muito presente&#8221;, escreveu ele em sua tese de doutorado pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A atua\u00e7\u00e3o de Laudelina e de outras pioneiras foi essencial para a categoria, e por extens\u00e3o para as mulheres negras, porque as trabalhadoras dom\u00e9sticas n\u00e3o tinham direito \u00e0 sindicaliza\u00e7\u00e3o e nem eram protegidas pela legisla\u00e7\u00e3o vigente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A categoria s\u00f3 garantiria direitos de carteira assinada e previd\u00eancia social em 1972, mas ainda com s\u00e9rias restri\u00e7\u00f5es aos trabalhadores dom\u00e9sticos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Atua\u00e7\u00e3o e persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 morando em S\u00e3o Paulo, a trajet\u00f3ria de Laudelina ganhou contornos pol\u00edticos na d\u00e9cada de 1930, quando se filiou ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) e militou pela Frente Negra Brasileira (FNB), entidade do movimento negro que tamb\u00e9m seria reconhecida como partido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao mesmo tempo, fundou no in\u00edcio daquela d\u00e9cada a primeira associa\u00e7\u00e3o de trabalhadores dom\u00e9sticos do Brasil, em Santos. Naquela \u00e9poca surgiriam tamb\u00e9m outras entidades da categoria em territ\u00f3rio paulista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A situa\u00e7\u00e3o da empregada dom\u00e9stica era muito ruim. A maioria daquelas antigas trabalharam 23 anos e morria na rua pedindo esmola. L\u00e1 em Santos, a gente andou cuidando, tratou delas at\u00e9 a morte. Era um res\u00edduo da escravid\u00e3o, porque era tudo descendente de escravo&#8221;, disse ela em entrevista \u00e0 educadora Elisabete Pinto, publicada em sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas essas entidades, o PCB, a FNB e tantos grupos pol\u00edticos, culturais e classistas acabariam perseguidos e fechados durante a ditadura de Get\u00falio Vargas no Estado Novo (1937-1946). E mesmo a Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT), que unificou em 1943 as leis trabalhistas existentes at\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o trariam benef\u00edcios para os trabalhadores dom\u00e9sticos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1946), Laudelina se alistou para trabalhar como auxiliar de guerra no pa\u00eds. &#8220;Hitler foi o maior carrasco que existia naquela \u00e9poca. Dizia no Livro Azul que ele eliminaria todas as ra\u00e7as que n\u00e3o fossem arianas, principalmente a ra\u00e7a negra seria eliminada. Ent\u00e3o aquilo me levou, me trouxe uma revolta dentro de mim. Ent\u00e3o resolvi me alistar para servir a p\u00e1tria&#8221;, explicou Laudelina a Elisabete Pinto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela atuaria como trabalhadora dom\u00e9stica at\u00e9 meados dos anos 1950, quando morava em Campinas (SP) e passou a ganhar dinheiro por meio uma pens\u00e3o que montou e de salgados que vendia em campos de futebol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A associa\u00e7\u00e3o fundada por ela havia voltado a funcionar com o fim da ditadura varguista, em 1946, mas a trajet\u00f3ria de persegui\u00e7\u00f5es n\u00e3o havia acabado. Com o golpe militar de 1964, que instituiu novamente uma ditadura no pa\u00eds, a associa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores dom\u00e9sticos precisou se abrigar no partido UDN (Uni\u00e3o Democr\u00e1tica Nacional), cuja principal lideran\u00e7a era Carlos Lacerda, para n\u00e3o fechar as portas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Doente, Laudelina acabou se afastando de sua entidade no fim dos anos 1960, e s\u00f3 voltaria a ela j\u00e1 no fim da ditadura, a pedido de amigas e companheiras. Em 1988, com a promulga\u00e7\u00e3o da nova Constitui\u00e7\u00e3o, a associa\u00e7\u00e3o finalmente se tornaria um sindicato.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Laudelina morreria em 1991, aos 86 anos de idade, em Campinas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E s\u00f3 em 2013, com a aprova\u00e7\u00e3o da chamada PEC das Dom\u00e9sticas, os trabalhadores dom\u00e9sticos passariam a ter direito a benef\u00edcios semelhantes aos de outras categorias profissionais, como jornada de trabalho de 44 horas semanais, com limite de oito horas di\u00e1rias, e o pagamento de hora extra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;(A trajet\u00f3ria de Laudelina) foi fundamental para a organiza\u00e7\u00e3o da categoria na busca de direitos. Laudelina tamb\u00e9m levantou, atrav\u00e9s da sua atua\u00e7\u00e3o sindical, bandeiras contra o preconceito racial e contra a discrimina\u00e7\u00e3o das mulheres&#8221;, afirma a Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Trabalhadoras Dom\u00e9sticas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/dWTupAYhkXM4aQCsfvmWtqUH7SY=\/0x0:640x360\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/Z\/f\/E8gcvFQkSfs9DPwZR5Hw\/thumbnail-image003.jpg\" alt=\"Em 2013, Congresso Nacional promulgou PEC das dom\u00e9sticas, que estendeu aos empregados dom\u00e9sticos direitos j\u00e1 garantidos pela Constitui\u00e7\u00e3o aos trabalhadores em geral \u2014 Foto: Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2013, Congresso Nacional promulgou PEC das dom\u00e9sticas, que estendeu aos empregados dom\u00e9sticos direitos j\u00e1 garantidos pela Constitui\u00e7\u00e3o aos trabalhadores em geral \u2014 Foto: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pa\u00eds com mais de 5 milh\u00f5es de trabalhadores dom\u00e9sticos, o Brasil viu nascer o movimento sindical da categoria na cidade de Santos em 1936, por iniciativa de Laudelina de Campos Melo em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho. E mais de 80 anos depois desse marco na atua\u00e7\u00e3o da ativista e sindicalista,\u00a0homenageada do doodle do Google\u00a0nesta segunda-feira (12\/10), quase 7 em cada 10 trabalhadores dom\u00e9sticos n\u00e3o t\u00eam carteira assinada. Durante a pandemia, mais de 1 milh\u00e3o de postos de trabalho nesse setor foram destru\u00eddos no Brasil. Laudelina nasceu na cidade mineira de Po\u00e7os de Caldas em 12 de outubro de 1904, menos de 20 anos depois da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no pa\u00eds, em 1888. Ela come\u00e7ou a trabalhar aos sete anos de idade, abandonou a escola para cuidar dos irm\u00e3os enquanto a m\u00e3e trabalhava e aos 16 anos passou a atuar de organiza\u00e7\u00f5es sociais do movimento negro. Segundo o soci\u00f3logo Joaze Bernardino-Costa, naquela \u00e9poca o servi\u00e7o dom\u00e9stico era mencionado nas leis sanit\u00e1rias e policiais somente com o intuito de proteger a sociedade contra as trabalhadoras dom\u00e9sticas, percebidas explicitamente como amea\u00e7as em potencial \u00e0s fam\u00edlias empregadoras. &#8220;Se ainda hoje a associa\u00e7\u00e3o entre escravid\u00e3o, trabalho dom\u00e9stico e negro ainda est\u00e1 presente no imagin\u00e1rio social, sem d\u00favida nenhuma nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo 20 isso ainda era muito presente&#8221;, escreveu ele em sua tese de doutorado pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB). A atua\u00e7\u00e3o de Laudelina e de outras pioneiras foi essencial para a categoria, e por extens\u00e3o para as mulheres negras, porque as trabalhadoras dom\u00e9sticas n\u00e3o tinham direito \u00e0 sindicaliza\u00e7\u00e3o e nem eram protegidas pela legisla\u00e7\u00e3o vigente. A categoria s\u00f3 garantiria direitos de carteira assinada e previd\u00eancia social em 1972, mas ainda com s\u00e9rias restri\u00e7\u00f5es aos trabalhadores dom\u00e9sticos. Atua\u00e7\u00e3o e persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica J\u00e1 morando em S\u00e3o Paulo, a trajet\u00f3ria de Laudelina ganhou contornos pol\u00edticos na d\u00e9cada de 1930, quando se filiou ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) e militou pela Frente Negra Brasileira (FNB), entidade do movimento negro que tamb\u00e9m seria reconhecida como partido. Ao mesmo tempo, fundou no in\u00edcio daquela d\u00e9cada a primeira associa\u00e7\u00e3o de trabalhadores dom\u00e9sticos do Brasil, em Santos. Naquela \u00e9poca surgiriam tamb\u00e9m outras entidades da categoria em territ\u00f3rio paulista. &#8220;A situa\u00e7\u00e3o da empregada dom\u00e9stica era muito ruim. A maioria daquelas antigas trabalharam 23 anos e morria na rua pedindo esmola. L\u00e1 em Santos, a gente andou cuidando, tratou delas at\u00e9 a morte. Era um res\u00edduo da escravid\u00e3o, porque era tudo descendente de escravo&#8221;, disse ela em entrevista \u00e0 educadora Elisabete Pinto, publicada em sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Mas essas entidades, o PCB, a FNB e tantos grupos pol\u00edticos, culturais e classistas acabariam perseguidos e fechados durante a ditadura de Get\u00falio Vargas no Estado Novo (1937-1946). E mesmo a Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT), que unificou em 1943 as leis trabalhistas existentes at\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o trariam benef\u00edcios para os trabalhadores dom\u00e9sticos. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1946), Laudelina se alistou para trabalhar como auxiliar de guerra no pa\u00eds. &#8220;Hitler foi o maior carrasco que existia naquela \u00e9poca. Dizia no Livro Azul que ele eliminaria todas as ra\u00e7as que n\u00e3o fossem arianas, principalmente a ra\u00e7a negra seria eliminada. Ent\u00e3o aquilo me levou, me trouxe uma revolta dentro de mim. Ent\u00e3o resolvi me alistar para servir a p\u00e1tria&#8221;, explicou Laudelina a Elisabete Pinto. Ela atuaria como trabalhadora dom\u00e9stica at\u00e9 meados dos anos 1950, quando morava em Campinas (SP) e passou a ganhar dinheiro por meio uma pens\u00e3o que montou e de salgados que vendia em campos de futebol. A associa\u00e7\u00e3o fundada por ela havia voltado a funcionar com o fim da ditadura varguista, em 1946, mas a trajet\u00f3ria de persegui\u00e7\u00f5es n\u00e3o havia acabado. Com o golpe militar de 1964, que instituiu novamente uma ditadura no pa\u00eds, a associa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores dom\u00e9sticos precisou se abrigar no partido UDN (Uni\u00e3o Democr\u00e1tica Nacional), cuja principal lideran\u00e7a era Carlos Lacerda, para n\u00e3o fechar as portas. Doente, Laudelina acabou se afastando de sua entidade no fim dos anos 1960, e s\u00f3 voltaria a ela j\u00e1 no fim da ditadura, a pedido de amigas e companheiras. Em 1988, com a promulga\u00e7\u00e3o da nova Constitui\u00e7\u00e3o, a associa\u00e7\u00e3o finalmente se tornaria um sindicato. Laudelina morreria em 1991, aos 86 anos de idade, em Campinas. E s\u00f3 em 2013, com a aprova\u00e7\u00e3o da chamada PEC das Dom\u00e9sticas, os trabalhadores dom\u00e9sticos passariam a ter direito a benef\u00edcios semelhantes aos de outras categorias profissionais, como jornada de trabalho de 44 horas semanais, com limite de oito horas di\u00e1rias, e o pagamento de hora extra. &#8220;(A trajet\u00f3ria de Laudelina) foi fundamental para a organiza\u00e7\u00e3o da categoria na busca de direitos. Laudelina tamb\u00e9m levantou, atrav\u00e9s da sua atua\u00e7\u00e3o sindical, bandeiras contra o preconceito racial e contra a discrimina\u00e7\u00e3o das mulheres&#8221;, afirma a Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Trabalhadoras Dom\u00e9sticas. Em 2013, Congresso Nacional promulgou PEC das dom\u00e9sticas, que estendeu aos empregados dom\u00e9sticos direitos j\u00e1 garantidos pela Constitui\u00e7\u00e3o aos trabalhadores em geral \u2014 Foto: Ag\u00eancia Brasil G1<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":192065,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-192064","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/192064","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=192064"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/192064\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":192066,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/192064\/revisions\/192066"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/192065"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=192064"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=192064"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=192064"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}