{"id":192075,"date":"2020-10-12T13:04:51","date_gmt":"2020-10-12T16:04:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=192075"},"modified":"2020-10-12T13:04:54","modified_gmt":"2020-10-12T16:04:54","slug":"ufcg-investiga-conduta-de-professor-que-postou-comentario-desrespeitoso-contra-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2020\/10\/12\/ufcg-investiga-conduta-de-professor-que-postou-comentario-desrespeitoso-contra-mulheres\/","title":{"rendered":"UFCG investiga conduta de professor que postou coment\u00e1rio desrespeitoso contra mulheres"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) abriu uma sindic\u00e2ncia para apurar a conduta de um professor que teria publicado, nas redes sociais, uma mensagem desrespeitosa contra mulheres. A nota de rep\u00fadio foi publicada pela institui\u00e7\u00e3o na noite do domingo (11). O professor apagou a conta dele nas redes sociais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nota da UFCG, assinada pelo reitor Vicem\u00e1rio Sim\u00f5es, diz que a reitoria entende que, \u201cmesmo no \u00e2mbito da vida privada, a liberdade de express\u00e3o n\u00e3o pode ferir a dignidade alheia\u201d, e que considerando a legisla\u00e7\u00e3o a que est\u00e1 submetido qualquer servidor p\u00fablico, a comiss\u00e3o de sindic\u00e2ncia foi constitu\u00edda para apurar o caso, que vai ser analisado tamb\u00e9m pela Comiss\u00e3o de \u00c9tica da UFCG.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA Universidade Federal de Campina Grande \u00e9 plural em todos os sentidos e, por isso mesmo, convive com as mais variadas posturas pol\u00edticas, ideol\u00f3gicas, culturais e religiosas, esperando de toda a sua comunidade acad\u00eamica uma harmoniosa conviv\u00eancia democr\u00e1tica em que as diferen\u00e7as s\u00e3o respeitadas. O respeito \u00e0s diferen\u00e7as n\u00e3o d\u00e1 lugar a nenhuma forma de manifesta\u00e7\u00e3o racista, sexista ou alguma forma outra de apontamento preconceituoso contra qualquer coletivo\u201d,diz o texto da nota.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A reitoria informou que repudia \u201cqualquer express\u00e3o de preconceito e de ataque aos inegoci\u00e1veis princ\u00edpios dos direitos humanos, notadamente \u00e0quelas recentes manifesta\u00e7\u00f5es, registradas em rede social, por docente da institui\u00e7\u00e3o, que se mostrou desrespeitoso na conviv\u00eancia com as diferen\u00e7as\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Reitoria [&#8230;] n\u00e3o apenas repudia o ato desrespeitoso como tamb\u00e9m manifesta solidariedade \u00e0s pessoas e aos coletivos que foram desrespeitados pelas mencionadas manifesta\u00e7\u00f5es\u201d, diz o texto da nota.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda no domingo, a Assembleia Legislativa da Para\u00edba (ALPB) tamb\u00e9m publicou uma nota de rep\u00fadio, informando que a postagem teria sido feita por um professor do departamento de engenharia el\u00e9trica da UFCG. A Comiss\u00e3o de Direitos da Mulher e a Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito do Feminic\u00edpio consideram o coment\u00e1rio como mis\u00f3gino.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA luta pela emancipa\u00e7\u00e3o da mulher \u00e9, hoje, objeto de discuss\u00e3o, estudos e a\u00e7\u00f5es em diversos espa\u00e7os, inclusive nas universidades p\u00fablicas, visando a mudan\u00e7a social e elimina\u00e7\u00e3o de todas as formas de opress\u00e3o. Todavia, a manifesta\u00e7\u00e3o do professor \u00e9 reveladora ao destacar a ignor\u00e2ncia sobre a quest\u00e3o de g\u00eanero. [&#8230;] O coment\u00e1rio repudiado revela, al\u00e9m do obscurantismo hist\u00f3rico e pol\u00edtico forjado pelo patriarcado, a objetifica\u00e7\u00e3o da mulher e a viol\u00eancia preponderante nas mentes dos que ainda n\u00e3o conseguiram se emancipar, nem minimamente, do machismo. Ademais, desconsidera o trabalho como um fazer coletivo, na atividade dom\u00e9stica e n\u00e3o dom\u00e9stica, remunerada e n\u00e3o remunerada\u201d, diz o texto da ALPB.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda de acordo com as comiss\u00f5es que assinam a nota da ALPB, o coment\u00e1rio feito pelo professor, al\u00e9m de reproduzir discurso mis\u00f3gino, incentiva \u00e0 viol\u00eancia contra a mulher.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAs palavras impertinentes, mis\u00f3ginas e vergonhosas proferidas pelo professor s\u00e3o de profunda desconsidera\u00e7\u00e3o \u00e0 dignidade das mulheres, ecoando um discurso que permite, sanciona e incentiva a viol\u00eancia dom\u00e9stica, o feminic\u00eddio e todas as formas de abuso, psicol\u00f3gico ou f\u00edsico, que insistem em diminuir a nossa exist\u00eancia e a nossa moral\u201d, completa o texto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O\u00a0G1\u00a0n\u00e3o conseguiu o contato do professor, que excluiu os perfis nas redes sociais. A assessoria de imprensa da UFCG disse que tamb\u00e9m n\u00e3o conseguiu falar com o docente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">G1 PB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) abriu uma sindic\u00e2ncia para apurar a conduta de um professor que teria publicado, nas redes sociais, uma mensagem desrespeitosa contra mulheres. A nota de rep\u00fadio foi publicada pela institui\u00e7\u00e3o na noite do domingo (11). O professor apagou a conta dele nas redes sociais. A nota da UFCG, assinada pelo reitor Vicem\u00e1rio Sim\u00f5es, diz que a reitoria entende que, \u201cmesmo no \u00e2mbito da vida privada, a liberdade de express\u00e3o n\u00e3o pode ferir a dignidade alheia\u201d, e que considerando a legisla\u00e7\u00e3o a que est\u00e1 submetido qualquer servidor p\u00fablico, a comiss\u00e3o de sindic\u00e2ncia foi constitu\u00edda para apurar o caso, que vai ser analisado tamb\u00e9m pela Comiss\u00e3o de \u00c9tica da UFCG. \u201cA Universidade Federal de Campina Grande \u00e9 plural em todos os sentidos e, por isso mesmo, convive com as mais variadas posturas pol\u00edticas, ideol\u00f3gicas, culturais e religiosas, esperando de toda a sua comunidade acad\u00eamica uma harmoniosa conviv\u00eancia democr\u00e1tica em que as diferen\u00e7as s\u00e3o respeitadas. O respeito \u00e0s diferen\u00e7as n\u00e3o d\u00e1 lugar a nenhuma forma de manifesta\u00e7\u00e3o racista, sexista ou alguma forma outra de apontamento preconceituoso contra qualquer coletivo\u201d,diz o texto da nota. A reitoria informou que repudia \u201cqualquer express\u00e3o de preconceito e de ataque aos inegoci\u00e1veis princ\u00edpios dos direitos humanos, notadamente \u00e0quelas recentes manifesta\u00e7\u00f5es, registradas em rede social, por docente da institui\u00e7\u00e3o, que se mostrou desrespeitoso na conviv\u00eancia com as diferen\u00e7as\u201d. A Reitoria [&#8230;] n\u00e3o apenas repudia o ato desrespeitoso como tamb\u00e9m manifesta solidariedade \u00e0s pessoas e aos coletivos que foram desrespeitados pelas mencionadas manifesta\u00e7\u00f5es\u201d, diz o texto da nota. Ainda no domingo, a Assembleia Legislativa da Para\u00edba (ALPB) tamb\u00e9m publicou uma nota de rep\u00fadio, informando que a postagem teria sido feita por um professor do departamento de engenharia el\u00e9trica da UFCG. A Comiss\u00e3o de Direitos da Mulher e a Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito do Feminic\u00edpio consideram o coment\u00e1rio como mis\u00f3gino. \u201cA luta pela emancipa\u00e7\u00e3o da mulher \u00e9, hoje, objeto de discuss\u00e3o, estudos e a\u00e7\u00f5es em diversos espa\u00e7os, inclusive nas universidades p\u00fablicas, visando a mudan\u00e7a social e elimina\u00e7\u00e3o de todas as formas de opress\u00e3o. Todavia, a manifesta\u00e7\u00e3o do professor \u00e9 reveladora ao destacar a ignor\u00e2ncia sobre a quest\u00e3o de g\u00eanero. [&#8230;] O coment\u00e1rio repudiado revela, al\u00e9m do obscurantismo hist\u00f3rico e pol\u00edtico forjado pelo patriarcado, a objetifica\u00e7\u00e3o da mulher e a viol\u00eancia preponderante nas mentes dos que ainda n\u00e3o conseguiram se emancipar, nem minimamente, do machismo. Ademais, desconsidera o trabalho como um fazer coletivo, na atividade dom\u00e9stica e n\u00e3o dom\u00e9stica, remunerada e n\u00e3o remunerada\u201d, diz o texto da ALPB. Ainda de acordo com as comiss\u00f5es que assinam a nota da ALPB, o coment\u00e1rio feito pelo professor, al\u00e9m de reproduzir discurso mis\u00f3gino, incentiva \u00e0 viol\u00eancia contra a mulher. \u201cAs palavras impertinentes, mis\u00f3ginas e vergonhosas proferidas pelo professor s\u00e3o de profunda desconsidera\u00e7\u00e3o \u00e0 dignidade das mulheres, ecoando um discurso que permite, sanciona e incentiva a viol\u00eancia dom\u00e9stica, o feminic\u00eddio e todas as formas de abuso, psicol\u00f3gico ou f\u00edsico, que insistem em diminuir a nossa exist\u00eancia e a nossa moral\u201d, completa o texto. O\u00a0G1\u00a0n\u00e3o conseguiu o contato do professor, que excluiu os perfis nas redes sociais. A assessoria de imprensa da UFCG disse que tamb\u00e9m n\u00e3o conseguiu falar com o docente. 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