{"id":192994,"date":"2020-10-19T06:08:55","date_gmt":"2020-10-19T09:08:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=192994"},"modified":"2020-10-19T06:08:57","modified_gmt":"2020-10-19T09:08:57","slug":"brasil-registra-137-mil-mortes-que-ficaram-sem-esclarecimento-e-nao-entraram-nas-estatisticas-de-homicidio-de-2019-diz-anuario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2020\/10\/19\/brasil-registra-137-mil-mortes-que-ficaram-sem-esclarecimento-e-nao-entraram-nas-estatisticas-de-homicidio-de-2019-diz-anuario\/","title":{"rendered":"Brasil registra 13,7 mil mortes que ficaram sem esclarecimento e n\u00e3o entraram nas estat\u00edsticas de homic\u00eddio de 2019, diz Anu\u00e1rio"},"content":{"rendered":"\n<p>O Brasil registrou no ano passado&nbsp;13.705 mortes \u201ca esclarecer\u201d \u2013 um aumento de 9% em rela\u00e7\u00e3o a 2018, quando foram computadas 12.232 mortes do tipo. \u00c9 o que mostra o 14\u00ba Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, divulgado neste domingo (18) pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso significa que h\u00e1 mortes que podem ter sido motivadas por viol\u00eancia&nbsp;fora das estat\u00edsticas oficiais de assassinatos.<\/p>\n\n\n\n<p>As mortes sem causa conhecida aparecem quando n\u00e3o h\u00e1 o correto preenchimento das informa\u00e7\u00f5es das v\u00edtimas e dos incidentes e, sobretudo, quando n\u00e3o se consegue estabelecer a causa das mortes violentas: homic\u00eddios, acidentes de tr\u00e2nsito ou suic\u00eddios.<\/p>\n\n\n\n<p>Para chegar \u00e0 estat\u00edstica, foram consideradas apenas os \u201cencontros de cad\u00e1veres sem les\u00f5es aparentes\u201d e as mortes com \u201cd\u00favidas quanto a suic\u00eddio ou morte provocada\u201d. As mortes suspeitas acidentais e s\u00fabitas n\u00e3o foram inclu\u00eddas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cO cen\u00e1rio de precariza\u00e7\u00e3o das pol\u00edcias investigativas ocorre h\u00e1 muito tempo. O contexto \u00e9 de restri\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria, junto com problemas de remunera\u00e7\u00e3o e de equipamentos das pol\u00edcias investigativas. Isso tende a piorar cada vez mais. Morte a esclarecer \u00e9 muito s\u00e9rio. Significa que pode haver maquiagem da estat\u00edstica. \u00c9 preciso investir na pol\u00edcia investigativa e no mapeamento de dados para que n\u00e3o haja manipula\u00e7\u00e3o dos dados&#8221;, afirma Rafael Alcadipani, professor da FGV e consultor do F\u00f3rum.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Mato Grosso do Sul tem a maior taxa de mortes a esclarecer, de 36,4 por 100 mil habitantes, seguido do Rio de Janeiro, com taxa de 25,1.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/QniaQXU4_GGtXV0yZ_5uTAx1uaw=\/0x0:650x1686\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/e\/W\/1DSio7RqKGMZuqtnKGHA\/mortes-a-esclarecer-em-2019.jpg\" alt=\"Mortes a esclarecer \u2014 Foto: Aparecido Gon\u00e7alves\/G1\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Mortes a esclarecer \u2014 Foto: Aparecido Gon\u00e7alves\/G1<\/p>\n\n\n\n<p>O estado do Rio concentra o&nbsp;maior n\u00famero absoluto de mortes sem solu\u00e7\u00e3o: 4.334. Nos registros de ocorr\u00eancia feitos pela Pol\u00edcia Civil no estado, n\u00e3o existem os termos &#8220;morte a esclarecer&#8221; ou &#8220;morte suspeita&#8221;. Para compor a categoria mortes a esclarecer, foram somadas as categorias existentes &#8220;encontro de cad\u00e1ver&#8221;, &#8220;encontro de ossada&#8221;, &#8220;morte sem assist\u00eancia m\u00e9dica&#8221; e &#8220;encontro de desaparecido morto&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Mortes violentas<\/h4>\n\n\n\n<p>O Brasil teve, no ano passado, segundo o Anu\u00e1rio, 47.773 mortes violentas intencionais. Os dados consideram os homic\u00eddios dolosos, os latroc\u00ednios, as les\u00f5es corporais seguidas de mortes e as mortes decorrentes de interven\u00e7\u00e3o policial. Trata-se de uma queda de 18% quando o n\u00famero \u00e9 comparado ao de 2018 (57.574).<\/p>\n\n\n\n<p>A queda nos assassinatos foi antecipada pelo Monitor da Viol\u00eancia.\u00a0A\u00a0alta de assassinatos em 1\/3 dos estados\u00a0no \u00faltimo trimestre, por\u00e9m, acendeu um alerta.<\/p>\n\n\n\n<p>E, no primeiro semestre deste ano, mesmo com a pandemia do coronav\u00edrus,\u00a0houve uma alta nas mortes, segundo o Monitor. O Anu\u00e1rio tamb\u00e9m fez a coleta dos dados (incluindo as mortes por policiais) e\u00a0identificou o aumento de 7%. Houve 25.712 mortes violentas, segundo a publica\u00e7\u00e3o, ante 24.012 do mesmo per\u00edodo do ano passado.https:\/\/tpc.googlesyndication.com\/safeframe\/1-0-37\/html\/container.html<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s03.video.glbimg.com\/x240\/8950682.jpg\" alt=\"Exclusivo: pol\u00edcia brasileira nunca matou tanto quanto em 2019; quase 80% eram negros\" title=\"Exclusivo: pol\u00edcia brasileira nunca matou tanto quanto em 2019; quase 80% eram negros\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Exclusivo: pol\u00edcia brasileira nunca matou tanto quanto em 2019; quase 80% eram negros<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Mortes por policiais<\/h4>\n\n\n\n<p>O\u00a0Monitor contabilizou as mortes por policiais\u00a0separadamente. O Anu\u00e1rio tamb\u00e9m mostra esse dado \u00e0 parte. No primeiro semestre deste ano, houve 3.181 mortes causadas pela pol\u00edcia, ante 3.002 no mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>O crescimento tem sido cont\u00ednuo. Foram 6.357 mortes em decorr\u00eancia de interven\u00e7\u00e3o policial em 2019, contra 6.175 em 2018.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Crimes patrimoniais<\/h4>\n\n\n\n<p>Diferentemente das mortes violentas, que tiveram aumento neste ano, as medidas impostas pela quarentena para tentar restringir a circula\u00e7\u00e3o do coronav\u00edrus contribu\u00edram para a redu\u00e7\u00e3o dos crimes contra o patrim\u00f4nio. Houve&nbsp;queda significativa no primeiro semestre de 2020&nbsp;na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2019 em todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Roubos a pedestres tiveram queda de 34%, roubos de ve\u00edculos, 22,5%, roubos de carga, 25,7%, roubos a com\u00e9rcio, 18,8%, e roubos \u00e0 resid\u00eancia, 16%.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Apreens\u00f5es de drogas<\/h4>\n\n\n\n<p>Em compensa\u00e7\u00e3o, houve aumento expressivo nas apreens\u00f5es de drogas. Uma das explica\u00e7\u00f5es dadas pelos pesquisadores do F\u00f3rum \u00e9 a de que as mercadorias deixaram de circular por avi\u00f5es e seguiram por vias terrestres, facilitando a abordagem dos policiais.<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro semestre de 2020,\u00a0o volume de maconha apreendida foi 128,3% maior que no mesmo per\u00edodo do ano passado (316 toneladas);\u00a0e o de coca\u00edna, 56,7% maior (14 toneladas).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Gastos com seguran\u00e7a<\/h4>\n\n\n\n<p>Segundo o Anu\u00e1rio, houve uma pequena varia\u00e7\u00e3o positiva nos gastos com seguran\u00e7a p\u00fablica no Brasil. Foram despendidos R$ 95 bilh\u00f5es em 2019 \u2013 um aumento de 0,4% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o foi a que mais reduziu os gastos de um ano para o outro, -3,8%, totalizando R$ 11,3 bilh\u00f5es. Os estados aumentaram os gastos em 0,6% e chegaram a R$ 77,3 bilh\u00f5es. Os munic\u00edpios aumentaram em 5,3% os gastos, chegando a R$ 6,3 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/kl5o1EFGrRlBZiun3KaPvH-84CE=\/0x0:2865x1910\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/4\/7\/SWS8AOSrO2C12XHAAfWg\/sasha-freemind-pv5weeyxmwu-unsplash.jpg\" alt=\"Houve aumento no n\u00famero de suic\u00eddios no Brasil \u2014 Foto: Pixabay\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Houve aumento no n\u00famero de suic\u00eddios no Brasil \u2014 Foto: Pixabay<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Suic\u00eddios<\/h4>\n\n\n\n<p>No caso dos suic\u00eddios, houve um aumento no pa\u00eds, de 11,4%. Foram registrados, em 2019, 12.700 casos, ante 11.315 registrados no ano anterior. A maior parte dos estados teve uma alta nos registros.<\/p>\n\n\n\n<p>Um\u00a0relat\u00f3rio divulgado pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS)\u00a0em 2019 mostrou que cerca de 800 mil pessoas acabam com suas vidas todos os anos no mundo, o que equivale a uma morte a cada 40 segundos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Pessoas desaparecidas<\/h4>\n\n\n\n<p>Dados do Anu\u00e1rio revelam tamb\u00e9m um pequeno aumento de 1% no n\u00famero de pessoas desaparecidas. Foram 79.275 registros, em 2019, ante 77.907 em 2018. O n\u00famero de pessoas localizadas, por\u00e9m, tamb\u00e9m aumentou. Foram 39.086, contra 37.619 do ano anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>O F\u00f3rum ressalta que as informa\u00e7\u00f5es sobre pessoas localizadas foram fornecidas pelos estados, mas n\u00e3o foi poss\u00edvel apurar como o registro \u00e9 realizado e se diz respeito a pessoas localizadas vivas ou mortas e se o encontro est\u00e1 ou n\u00e3o vinculado a eventos de desaparecimento previamente reportados.<\/p>\n\n\n\n<p>G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil registrou no ano passado&nbsp;13.705 mortes \u201ca esclarecer\u201d \u2013 um aumento de 9% em rela\u00e7\u00e3o a 2018, quando foram computadas 12.232 mortes do tipo.&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":192998,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[50,2],"tags":[],"class_list":["post-192994","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/192994","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=192994"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/192994\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":192999,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/192994\/revisions\/192999"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/192998"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=192994"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=192994"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=192994"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}