{"id":193023,"date":"2020-10-19T06:52:03","date_gmt":"2020-10-19T09:52:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=193023"},"modified":"2020-10-19T06:52:05","modified_gmt":"2020-10-19T09:52:05","slug":"em-15-anos-proporcao-de-negros-nas-prisoes-aumenta-14-ja-a-de-brancos-diminui-19-mostra-anuario-de-seguranca-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2020\/10\/19\/em-15-anos-proporcao-de-negros-nas-prisoes-aumenta-14-ja-a-de-brancos-diminui-19-mostra-anuario-de-seguranca-publica\/","title":{"rendered":"Em 15 anos, propor\u00e7\u00e3o de negros nas pris\u00f5es aumenta 14%, j\u00e1 a de brancos diminui 19%, mostra Anu\u00e1rio de Seguran\u00e7a P\u00fablica"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 15 anos, a propor\u00e7\u00e3o de negros no sistema carcer\u00e1rio cresceu 14%, enquanto a de brancos diminuiu 19%.&nbsp;Hoje, de cada tr\u00eas presos, dois s\u00e3o negros. \u00c9 o que revela o 14\u00ba Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, divulgado neste domingo (18) pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dos 657,8 mil presos em que h\u00e1 a informa\u00e7\u00e3o da cor\/ra\u00e7a dispon\u00edvel,&nbsp;438,7 mil s\u00e3o negros (ou 66,7%). Os dados s\u00e3o referentes a 2019.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/aTR8movYswgkbk8hvlapMPrcXZQ=\/0x0:1200x1218\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/t\/V\/GB91OyTTWcyRyJSj3j6Q\/presos-brancos-negros.png\" alt=\"Percentual de negros tem aumentado ano a ano \u2014 Foto: Elcio Horiuchi\/G1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Percentual de negros tem aumentado ano a ano \u2014 Foto: Elcio Horiuchi\/G1<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o Anu\u00e1rio, as pris\u00f5es no pa\u00eds est\u00e3o se tornando, ano a ano, espa\u00e7os destinados a um perfil populacional cada vez mais homog\u00eaneo. \u201cNo Brasil, se prende cada vez mais, mas, sobretudo, cada vez mais pessoas negras.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cExiste, dessa forma, uma forte desigualdade racial no sistema prisional, que pode ser percebida concretamente na maior severidade de tratamento e san\u00e7\u00f5es punitivas direcionadas aos negros\u201d, afirma a publica\u00e7\u00e3o. \u201cAliado a isso, as chances diferenciais a que negros est\u00e3o submetidos socialmente e \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de pobreza que enfrentam no cotidiano, fazem com que se tornem os alvos preferenciais das pol\u00edticas de encarceramento do pa\u00eds.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Amanda Pimentel, pesquisadora associada do F\u00f3rum, lembra que, al\u00e9m das condi\u00e7\u00f5es que levam os negros a serem mais presos do que n\u00e3o negros, existe tamb\u00e9m o tratamento desigual dentro do sistema judici\u00e1rio.https:\/\/tpc.googlesyndication.com\/safeframe\/1-0-37\/html\/container.html<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;As pris\u00f5es dos negros acontecem em raz\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es sociais, n\u00e3o apenas das condi\u00e7\u00f5es de pobreza, mas das dificuldades de acesso aos direitos e a viv\u00eancia em territ\u00f3rios de vulnerabilidade, que fazem com que essas pessoas sejam mais cooptadas pelas organiza\u00e7\u00f5es criminosas e o mundo do crime. Mas essas pessoas tamb\u00e9m s\u00e3o tratadas diferencialmente dentro do sistema de justi\u00e7a. R\u00e9us negros sempre dependem mais de \u00f3rg\u00e3os como a Defensoria P\u00fablica, sempre t\u00eam n\u00fameros muito menores de testemunhas. J\u00e1 os brancos n\u00e3o dependem tanto da Defensoria , conseguem apresentar mais advogados, t\u00eam mais testemunhas. \u00c9 um tratamento diferencial no sistema de justi\u00e7a. Os r\u00e9us negros t\u00eam muito menos condi\u00e7\u00f5es que os r\u00e9us brancos&#8221;, diz.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Para cada n\u00e3o negro preso que adentrou ao sistema prisional, dois negros foram presos. Se voc\u00ea comparar a entrada e a perman\u00eancia no sistema prisional, voc\u00ea v\u00ea que \u00e9 pouco mais do que o dobro das pessoas n\u00e3o negras&#8221;, completa Amanda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a pesquisadora, da maneira como a pris\u00e3o \u00e9 organizada, ela fica &#8220;extremamente voltada para o encarceramento do negro, que normalmente comete mais crimes patrimoniais&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Amanda lembra que a pol\u00edtica de encarceramento em massa dificulta ainda mais o combate \u00e0 viol\u00eancia, em raz\u00e3o do fortalecimento das organiza\u00e7\u00f5es criminais. &#8220;Muitas pessoas que cometem crimes n\u00e3o violentos e adentram ao sistema penal t\u00eam contato com diversas organiza\u00e7\u00f5es e isso acaba fortalecendo as fac\u00e7\u00f5es, como o PCC e o Comando Vermelho.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Anu\u00e1rio mostra que, historicamente, a popula\u00e7\u00e3o prisional do pa\u00eds segue um perfil muito semelhante ao das v\u00edtimas de homic\u00eddios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEm geral, s\u00e3o homens jovens, negros e com baixa escolaridade. Apenas em 2019, os homens representaram 95% do total da popula\u00e7\u00e3o encarcerada. No que se refere ao g\u00eanero, portanto, existe uma sobrerrepresenta\u00e7\u00e3o masculina na popula\u00e7\u00e3o prisional, explicada em grande parte pela intensa associa\u00e7\u00e3o existente entre \u2018mundo do crime\u2019 e valores viris, exercidos primordialmente por homens.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A tend\u00eancia de crescimento da popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria, por\u00e9m, tamb\u00e9m atinge as mulheres. Em 2008, havia 21.604 pessoas do sexo feminino no sistema prisional; 11 anos depois, esse n\u00famero cresceu, chegando a 36.926, um crescimento de 71% de pris\u00f5es de mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em rela\u00e7\u00e3o aos jovens, chama a aten\u00e7\u00e3o que a principal faixa et\u00e1ria nas pris\u00f5es seja a de 18 a 24 anos (26% do total). Logo em seguida aparecem os presos de 25 a 29 anos (24%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados do Anu\u00e1rio mostram ainda que h\u00e1 menos presos em carceragens de pol\u00edcia, informa\u00e7\u00e3o revelada em\u00a0levantamento feito pelo Monitor da Viol\u00eancia\u00a0no in\u00edcio do ano.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/mWGk67h8sdi7Ekha3Mk7xxzG9ZY=\/0x0:1700x1065\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2019\/04\/25\/superlotacao.jpg\" alt=\"Pandemia piora situa\u00e7\u00e3o nos pres\u00eddios \u2014 Foto: Danilo Pousada\/GloboNews\/Arquivo\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pandemia piora situa\u00e7\u00e3o nos pres\u00eddios \u2014 Foto: Danilo Pousada\/GloboNews\/Arquivo<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Pandemia nos pres\u00eddios<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Anu\u00e1rio tamb\u00e9m fez a coleta de dados referentes a mortes e casos de Covid-19 em 2020 nos pres\u00eddios do pa\u00eds. Houve 113 \u00f3bitos e 27.207 casos entre a popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a publica\u00e7\u00e3o, dentro do sistema prisional brasileiro, a pandemia da Covid-19 e as medidas tomadas para cont\u00ea-la causaram um agravamento das condi\u00e7\u00f5es de encarceramento da popula\u00e7\u00e3o e aprofundaram as viola\u00e7\u00f5es de direitos fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto a incid\u00eancia, fora das pris\u00f5es, \u00e9 de 2.245 casos de infec\u00e7\u00e3o para cada 100 mil habitantes, dentro do sistema prisional a taxa salta para 3.637 casos a cada 100 mil pessoas presas, afirma o Anu\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cOs altos \u00edndices de incid\u00eancia da doen\u00e7a no ambiente prisional, infelizmente, contam a hist\u00f3ria de uma trag\u00e9dia anunciada. Desde os primeiros casos da doen\u00e7a registrados na China e na Europa, as informa\u00e7\u00f5es disseminadas pela comunidade cient\u00edfica mundial, por meio da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, d\u00e3o conta de que o distanciamento f\u00edsico \u00e9 a medida mais adequada e eficaz para a conten\u00e7\u00e3o do v\u00edrus e, consequentemente, da doen\u00e7a causada por esse agente biol\u00f3gico. Diante desta evid\u00eancia, como garantir distanciamento social entre as pessoas presas em um contexto de superlota\u00e7\u00e3o como o registrado nos sistemas prisionais de todos os estados brasileiros? Como garantir a dist\u00e2ncia m\u00ednima de um metro entre os quatro detentos que ocupam uma \u00fanica vaga nas unidades prisionais do estado de Roraima? A impossibilidade desta divis\u00e3o se expressa na dissemina\u00e7\u00e3o descontrolada da infec\u00e7\u00e3o pelo coronav\u00edrus em grande parte dos estados.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 15 anos, a propor\u00e7\u00e3o de negros no sistema carcer\u00e1rio cresceu 14%, enquanto a de brancos diminuiu 19%.&nbsp;Hoje, de cada tr\u00eas presos, dois s\u00e3o negros. \u00c9 o que revela o 14\u00ba Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, divulgado neste domingo (18) pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica. Dos 657,8 mil presos em que h\u00e1 a informa\u00e7\u00e3o da cor\/ra\u00e7a dispon\u00edvel,&nbsp;438,7 mil s\u00e3o negros (ou 66,7%). Os dados s\u00e3o referentes a 2019. Percentual de negros tem aumentado ano a ano \u2014 Foto: Elcio Horiuchi\/G1 Segundo o Anu\u00e1rio, as pris\u00f5es no pa\u00eds est\u00e3o se tornando, ano a ano, espa\u00e7os destinados a um perfil populacional cada vez mais homog\u00eaneo. \u201cNo Brasil, se prende cada vez mais, mas, sobretudo, cada vez mais pessoas negras.\u201d \u201cExiste, dessa forma, uma forte desigualdade racial no sistema prisional, que pode ser percebida concretamente na maior severidade de tratamento e san\u00e7\u00f5es punitivas direcionadas aos negros\u201d, afirma a publica\u00e7\u00e3o. \u201cAliado a isso, as chances diferenciais a que negros est\u00e3o submetidos socialmente e \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de pobreza que enfrentam no cotidiano, fazem com que se tornem os alvos preferenciais das pol\u00edticas de encarceramento do pa\u00eds.\u201d Amanda Pimentel, pesquisadora associada do F\u00f3rum, lembra que, al\u00e9m das condi\u00e7\u00f5es que levam os negros a serem mais presos do que n\u00e3o negros, existe tamb\u00e9m o tratamento desigual dentro do sistema judici\u00e1rio.https:\/\/tpc.googlesyndication.com\/safeframe\/1-0-37\/html\/container.html &#8220;As pris\u00f5es dos negros acontecem em raz\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es sociais, n\u00e3o apenas das condi\u00e7\u00f5es de pobreza, mas das dificuldades de acesso aos direitos e a viv\u00eancia em territ\u00f3rios de vulnerabilidade, que fazem com que essas pessoas sejam mais cooptadas pelas organiza\u00e7\u00f5es criminosas e o mundo do crime. Mas essas pessoas tamb\u00e9m s\u00e3o tratadas diferencialmente dentro do sistema de justi\u00e7a. R\u00e9us negros sempre dependem mais de \u00f3rg\u00e3os como a Defensoria P\u00fablica, sempre t\u00eam n\u00fameros muito menores de testemunhas. J\u00e1 os brancos n\u00e3o dependem tanto da Defensoria , conseguem apresentar mais advogados, t\u00eam mais testemunhas. \u00c9 um tratamento diferencial no sistema de justi\u00e7a. Os r\u00e9us negros t\u00eam muito menos condi\u00e7\u00f5es que os r\u00e9us brancos&#8221;, diz. &#8220;Para cada n\u00e3o negro preso que adentrou ao sistema prisional, dois negros foram presos. Se voc\u00ea comparar a entrada e a perman\u00eancia no sistema prisional, voc\u00ea v\u00ea que \u00e9 pouco mais do que o dobro das pessoas n\u00e3o negras&#8221;, completa Amanda. De acordo com a pesquisadora, da maneira como a pris\u00e3o \u00e9 organizada, ela fica &#8220;extremamente voltada para o encarceramento do negro, que normalmente comete mais crimes patrimoniais&#8221;. Amanda lembra que a pol\u00edtica de encarceramento em massa dificulta ainda mais o combate \u00e0 viol\u00eancia, em raz\u00e3o do fortalecimento das organiza\u00e7\u00f5es criminais. &#8220;Muitas pessoas que cometem crimes n\u00e3o violentos e adentram ao sistema penal t\u00eam contato com diversas organiza\u00e7\u00f5es e isso acaba fortalecendo as fac\u00e7\u00f5es, como o PCC e o Comando Vermelho.&#8221; O Anu\u00e1rio mostra que, historicamente, a popula\u00e7\u00e3o prisional do pa\u00eds segue um perfil muito semelhante ao das v\u00edtimas de homic\u00eddios. \u201cEm geral, s\u00e3o homens jovens, negros e com baixa escolaridade. Apenas em 2019, os homens representaram 95% do total da popula\u00e7\u00e3o encarcerada. No que se refere ao g\u00eanero, portanto, existe uma sobrerrepresenta\u00e7\u00e3o masculina na popula\u00e7\u00e3o prisional, explicada em grande parte pela intensa associa\u00e7\u00e3o existente entre \u2018mundo do crime\u2019 e valores viris, exercidos primordialmente por homens.\u201d A tend\u00eancia de crescimento da popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria, por\u00e9m, tamb\u00e9m atinge as mulheres. Em 2008, havia 21.604 pessoas do sexo feminino no sistema prisional; 11 anos depois, esse n\u00famero cresceu, chegando a 36.926, um crescimento de 71% de pris\u00f5es de mulheres. Em rela\u00e7\u00e3o aos jovens, chama a aten\u00e7\u00e3o que a principal faixa et\u00e1ria nas pris\u00f5es seja a de 18 a 24 anos (26% do total). Logo em seguida aparecem os presos de 25 a 29 anos (24%). Os dados do Anu\u00e1rio mostram ainda que h\u00e1 menos presos em carceragens de pol\u00edcia, informa\u00e7\u00e3o revelada em\u00a0levantamento feito pelo Monitor da Viol\u00eancia\u00a0no in\u00edcio do ano. Pandemia piora situa\u00e7\u00e3o nos pres\u00eddios \u2014 Foto: Danilo Pousada\/GloboNews\/Arquivo Pandemia nos pres\u00eddios O Anu\u00e1rio tamb\u00e9m fez a coleta de dados referentes a mortes e casos de Covid-19 em 2020 nos pres\u00eddios do pa\u00eds. Houve 113 \u00f3bitos e 27.207 casos entre a popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria. Segundo a publica\u00e7\u00e3o, dentro do sistema prisional brasileiro, a pandemia da Covid-19 e as medidas tomadas para cont\u00ea-la causaram um agravamento das condi\u00e7\u00f5es de encarceramento da popula\u00e7\u00e3o e aprofundaram as viola\u00e7\u00f5es de direitos fundamentais. Enquanto a incid\u00eancia, fora das pris\u00f5es, \u00e9 de 2.245 casos de infec\u00e7\u00e3o para cada 100 mil habitantes, dentro do sistema prisional a taxa salta para 3.637 casos a cada 100 mil pessoas presas, afirma o Anu\u00e1rio. \u201cOs altos \u00edndices de incid\u00eancia da doen\u00e7a no ambiente prisional, infelizmente, contam a hist\u00f3ria de uma trag\u00e9dia anunciada. Desde os primeiros casos da doen\u00e7a registrados na China e na Europa, as informa\u00e7\u00f5es disseminadas pela comunidade cient\u00edfica mundial, por meio da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, d\u00e3o conta de que o distanciamento f\u00edsico \u00e9 a medida mais adequada e eficaz para a conten\u00e7\u00e3o do v\u00edrus e, consequentemente, da doen\u00e7a causada por esse agente biol\u00f3gico. Diante desta evid\u00eancia, como garantir distanciamento social entre as pessoas presas em um contexto de superlota\u00e7\u00e3o como o registrado nos sistemas prisionais de todos os estados brasileiros? Como garantir a dist\u00e2ncia m\u00ednima de um metro entre os quatro detentos que ocupam uma \u00fanica vaga nas unidades prisionais do estado de Roraima? A impossibilidade desta divis\u00e3o se expressa na dissemina\u00e7\u00e3o descontrolada da infec\u00e7\u00e3o pelo coronav\u00edrus em grande parte dos estados.\u201d G1<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":193024,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-193023","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/193023","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=193023"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/193023\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":193025,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/193023\/revisions\/193025"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/193024"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=193023"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=193023"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=193023"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}