{"id":19369,"date":"2017-05-10T12:40:36","date_gmt":"2017-05-10T15:40:36","guid":{"rendered":"http:\/\/caririemacao.com\/1\/?p=19369"},"modified":"2017-05-10T12:40:36","modified_gmt":"2017-05-10T15:40:36","slug":"estudo-identifica-risco-de-ataque-cardiaco-em-uso-de-analgesicos-comuns","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2017\/05\/10\/estudo-identifica-risco-de-ataque-cardiaco-em-uso-de-analgesicos-comuns\/","title":{"rendered":"Estudo identifica risco de ataque card\u00edaco em uso de analg\u00e9sicos comuns"},"content":{"rendered":"<div class=\"ctnHeadline\">\n<div class=\"contentShare\">\n<p>Um novo estudo sugere uma liga\u00e7\u00e3o entre o consumo de altas doses de analg\u00e9sicos anti-inflamat\u00f3rios &#8211; como ibuprofeno &#8211; e ataques card\u00edacos.<\/p>\n<p>A pesquisa, publicada no <em>British Medical Journal <\/em>, baseia-se em um estudo anterior, que j\u00e1 havia identificado uma poss\u00edvel liga\u00e7\u00e3o no consumo desses medicamentos e riscos de doen\u00e7as card\u00edacas.<\/p>\n<p class=\"text\">Esse estudo mais recente sugere que o risco pode ser maior nos primeiros 30 dias de uso. Mas cientistas afirmam que s\u00e3o necess\u00e1rios mais testes para identificar o tamanho do risco e de que forma essa rela\u00e7\u00e3o se d\u00e1.<\/p>\n<p class=\"text\">Nesse estudo, um time internacional de cientistas analisou dados de 446.763 pessoas para tentar entender a ocorr\u00eancia de problemas card\u00edacos.<\/p>\n<p class=\"text\">Os cientistas, contudo, focaram apenas em pessoas que consumiram anti-inflamat\u00f3rios n\u00e3o esteroides (como ibuprofeno, aspirina, diclofenaco, celecoxibe e naproxeno) adquiridos com receita m\u00e9dica &#8211; e n\u00e3o em pessoas que compraram os analg\u00e9sicos sem receita.<\/p>\n<p class=\"text\">Ao se debru\u00e7ar nos dados do Canad\u00e1, Finl\u00e2ndia e Reino Unido, pesquisadores identificaram o risco de ataque card\u00edaco j\u00e1 na primeira semana de consumo. O risco foi destacado ao longo do primeiro m\u00eas quando as pessoas estavam tomando doses altas &#8211; por exemplo, 1200 mg de ibuprofeno por dia.<\/p>\n<p class=\"text\">Mas cientistas admitem que h\u00e1 outros fatores que dificultam estabelecer com precis\u00e3o de que forma se d\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o direta de causa e efeito entre analg\u00e9sicos e ataques card\u00edacos.<\/p>\n<p class=\"text\"><strong>D\u00e1 para culpar os analg\u00e9sicos?<\/strong><\/p>\n<p class=\"text\">Kevin McConway, professor em\u00e9rito de estat\u00edstica da Open University, no Reino Unido, questionou aspectos do estudo. Ele cita o exemplo de algu\u00e9m que sofre com dor intensa e \u00e9 medicado com altas doses de analg\u00e9sico, e, ent\u00e3o, tem um ataque do cora\u00e7\u00e3o na semana seguinte ao in\u00edcio do uso do medicamento.<\/p>\n<p class=\"text\">&#8220;Vai ser bem dif\u00edcil dizer se o ataque card\u00edaco foi causado pelo analg\u00e9sico ou pelo o que quer que tenha levado \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o do medicamento. Pode at\u00e9 ser uma outra coisa completamente diferente&#8221;, afirma.<\/p>\n<p class=\"text\">O professor McConway salienta que fatores como fumo e obesidade tamb\u00e9m podem estar por tr\u00e1s do risco de ataques do cora\u00e7\u00e3o nas pessoas focadas no estudo.<\/p>\n<p class=\"text\"><strong>O que os pacientes devem fazer?<\/strong><\/p>\n<p class=\"text\">M\u00e9dicos est\u00e3o cientes de que estudos anteriores j\u00e1 indicavam que anti-inflamat\u00f3rios n\u00e3o esteroides podem aumentar o risco de problemas do cora\u00e7\u00e3o e de derrames.<\/p>\n<p class=\"text\">Atualmente no Reino Unido, por exemplo, h\u00e1 a recomenda\u00e7\u00e3o de usar com cautela esses medicamentos em pacientes com problemas card\u00edacos. Em alguns casos, como em pacientes com fal\u00eancia card\u00edaca, esses rem\u00e9dios n\u00e3o podem ser receitados sob hip\u00f3tese alguma.<\/p>\n<p class=\"text\">Mike Knapton, da British Heart Foundation, sugere que pacientes e m\u00e9dicos avaliem riscos e benef\u00edcios relacionados ao uso de elevadas doses desses analg\u00e9sicos convencionais, em especial nos casos dos que j\u00e1 tiveram um ataque card\u00edaco ou que t\u00eam risco em potencial.<\/p>\n<p class=\"text\">A m\u00e9dica e professora Helen Stokes-Lampard, por sua vez, afirma que qualquer decis\u00e3o de prescrever esse tipo de medicamento precisa se basear no prontu\u00e1rio do paciente e em circunst\u00e2ncias individuais, que precisam ser revisadas periodicamente.<\/p>\n<p class=\"text\">Ela diz que o uso deles em pessoas com dores cr\u00f4nicas j\u00e1 est\u00e1 sendo reduzido e que alguns dos medicamentos testados na pesquisa (como celecoxibe) j\u00e1 n\u00e3o mais s\u00e3o prescritos no Reino Unido. &#8220;Sabe-se que o uso prolongado pode provocar efeitos colaterais s\u00e9rios em alguns pacientes&#8221;, afirma Stokes-Lampard.<\/p>\n<p class=\"text\"><strong>O que a se sabe sobre o uso desses rem\u00e9dios sem receita m\u00e9dica?<\/strong><\/p>\n<p class=\"text\">A pesquisa analisou somente casos de quem usa analg\u00e9sico com receita m\u00e9dica. N\u00e3o avaliou, portanto, a situa\u00e7\u00e3o de pacientes que compram esse tipo de medicamento sem prescri\u00e7\u00e3o, nas farm\u00e1cias.<\/p>\n<p class=\"text\">Mas a professora Helen Stokes-Lampard disse que o estudo deveria tamb\u00e9m chamar aten\u00e7\u00e3o para os pacientes que se automedicam com anti-inflamat\u00f3rios n\u00e3o esteroides para se livrar de dores.<\/p>\n<p class=\"text\">O sistema de sa\u00fade p\u00fablico do Reino Unido, por exemplo, orienta as pessoas a tomar sempre as menores doses poss\u00edveis por um curto per\u00edodo de tempo. E se as pessoas acham que precisam de doses mais altas, tem sempre de consultar um m\u00e9dico.<\/p>\n<p class=\"text\"><strong>Qu\u00e3o alto \u00e9 o risco de ter um ataque card\u00edaco?<\/strong><\/p>\n<p class=\"text\">Pesquisadores independentes dizem que uma das principais armadilhas do estudo \u00e9 que ele n\u00e3o especifica claramente qual \u00e9 o risco absoluto &#8211; ou o risco b\u00e1sico de pessoas terem ataques card\u00edacos ao usarem os anti-inflamat\u00f3rios n\u00e3o esteroides.<\/p>\n<p class=\"text\">Sem compreender o tamanho do risco, afirmam esses pesquisadores, \u00e9 dif\u00edcil avaliar o impacto de um poss\u00edvel aumento nas chances de se ter um ataque card\u00edaco.<\/p>\n<p class=\"text\">Enquanto isso, o professor Stephen Evans, da escola brit\u00e2nica de Higiene e Medicina Tropical, em Londres, disse que, apesar de o estudo ter indicado que mesmo o uso por alguns dias pode estar associado a um risco aumentado de ataque card\u00edaco, essa rela\u00e7\u00e3o pode n\u00e3o ser t\u00e3o clara quanto os autores sugerem.<\/p>\n<p class=\"text\">&#8220;As duas quest\u00f5es principais s\u00e3o que os riscos s\u00e3o relativamente pequenos e, para a maioria das pessoas que n\u00e3o tem alto risco de um ataque card\u00edaco, essas descobertas t\u00eam implica\u00e7\u00f5es m\u00ednimas&#8221;.<\/p>\n<p><strong>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Com BBC Brasil\/Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Leia mais not\u00edcias em\u00a0<\/strong><a href=\"http:\/\/www.caririemacao.com\/\"><strong>caririemacao.com<\/strong><\/a><strong>, siga nossa p\u00e1gina no\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/CaririEmAcao\/?ref=aymt_homepage_panel\"><strong>Facebook<\/strong><\/a><strong>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/cariri_em_acao\/?hl=pt-br\">Instagram<\/a>\u00a0veja nossas mat\u00e9rias e fotos. 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Nesse estudo, um time internacional de cientistas analisou dados de 446.763 pessoas para tentar entender a ocorr\u00eancia de problemas card\u00edacos. Os cientistas, contudo, focaram apenas em pessoas que consumiram anti-inflamat\u00f3rios n\u00e3o esteroides (como ibuprofeno, aspirina, diclofenaco, celecoxibe e naproxeno) adquiridos com receita m\u00e9dica &#8211; e n\u00e3o em pessoas que compraram os analg\u00e9sicos sem receita. Ao se debru\u00e7ar nos dados do Canad\u00e1, Finl\u00e2ndia e Reino Unido, pesquisadores identificaram o risco de ataque card\u00edaco j\u00e1 na primeira semana de consumo. O risco foi destacado ao longo do primeiro m\u00eas quando as pessoas estavam tomando doses altas &#8211; por exemplo, 1200 mg de ibuprofeno por dia. Mas cientistas admitem que h\u00e1 outros fatores que dificultam estabelecer com precis\u00e3o de que forma se d\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o direta de causa e efeito entre analg\u00e9sicos e ataques card\u00edacos. D\u00e1 para culpar os analg\u00e9sicos? Kevin McConway, professor em\u00e9rito de estat\u00edstica da Open University, no Reino Unido, questionou aspectos do estudo. Ele cita o exemplo de algu\u00e9m que sofre com dor intensa e \u00e9 medicado com altas doses de analg\u00e9sico, e, ent\u00e3o, tem um ataque do cora\u00e7\u00e3o na semana seguinte ao in\u00edcio do uso do medicamento. &#8220;Vai ser bem dif\u00edcil dizer se o ataque card\u00edaco foi causado pelo analg\u00e9sico ou pelo o que quer que tenha levado \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o do medicamento. Pode at\u00e9 ser uma outra coisa completamente diferente&#8221;, afirma. O professor McConway salienta que fatores como fumo e obesidade tamb\u00e9m podem estar por tr\u00e1s do risco de ataques do cora\u00e7\u00e3o nas pessoas focadas no estudo. O que os pacientes devem fazer? 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A m\u00e9dica e professora Helen Stokes-Lampard, por sua vez, afirma que qualquer decis\u00e3o de prescrever esse tipo de medicamento precisa se basear no prontu\u00e1rio do paciente e em circunst\u00e2ncias individuais, que precisam ser revisadas periodicamente. Ela diz que o uso deles em pessoas com dores cr\u00f4nicas j\u00e1 est\u00e1 sendo reduzido e que alguns dos medicamentos testados na pesquisa (como celecoxibe) j\u00e1 n\u00e3o mais s\u00e3o prescritos no Reino Unido. &#8220;Sabe-se que o uso prolongado pode provocar efeitos colaterais s\u00e9rios em alguns pacientes&#8221;, afirma Stokes-Lampard. O que a se sabe sobre o uso desses rem\u00e9dios sem receita m\u00e9dica? A pesquisa analisou somente casos de quem usa analg\u00e9sico com receita m\u00e9dica. N\u00e3o avaliou, portanto, a situa\u00e7\u00e3o de pacientes que compram esse tipo de medicamento sem prescri\u00e7\u00e3o, nas farm\u00e1cias. Mas a professora Helen Stokes-Lampard disse que o estudo deveria tamb\u00e9m chamar aten\u00e7\u00e3o para os pacientes que se automedicam com anti-inflamat\u00f3rios n\u00e3o esteroides para se livrar de dores. O sistema de sa\u00fade p\u00fablico do Reino Unido, por exemplo, orienta as pessoas a tomar sempre as menores doses poss\u00edveis por um curto per\u00edodo de tempo. E se as pessoas acham que precisam de doses mais altas, tem sempre de consultar um m\u00e9dico. Qu\u00e3o alto \u00e9 o risco de ter um ataque card\u00edaco? Pesquisadores independentes dizem que uma das principais armadilhas do estudo \u00e9 que ele n\u00e3o especifica claramente qual \u00e9 o risco absoluto &#8211; ou o risco b\u00e1sico de pessoas terem ataques card\u00edacos ao usarem os anti-inflamat\u00f3rios n\u00e3o esteroides. Sem compreender o tamanho do risco, afirmam esses pesquisadores, \u00e9 dif\u00edcil avaliar o impacto de um poss\u00edvel aumento nas chances de se ter um ataque card\u00edaco. Enquanto isso, o professor Stephen Evans, da escola brit\u00e2nica de Higiene e Medicina Tropical, em Londres, disse que, apesar de o estudo ter indicado que mesmo o uso por alguns dias pode estar associado a um risco aumentado de ataque card\u00edaco, essa rela\u00e7\u00e3o pode n\u00e3o ser t\u00e3o clara quanto os autores sugerem. &#8220;As duas quest\u00f5es principais s\u00e3o que os riscos s\u00e3o relativamente pequenos e, para a maioria das pessoas que n\u00e3o tem alto risco de um ataque card\u00edaco, essas descobertas t\u00eam implica\u00e7\u00f5es m\u00ednimas&#8221;. CARIRI EM A\u00c7\u00c3O Com BBC Brasil\/Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Leia mais not\u00edcias em\u00a0caririemacao.com, siga nossa p\u00e1gina no\u00a0Facebook\u00a0e\u00a0Instagram\u00a0veja nossas mat\u00e9rias e fotos. 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