{"id":195310,"date":"2020-11-13T10:21:03","date_gmt":"2020-11-13T13:21:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=195310"},"modified":"2020-11-13T10:21:03","modified_gmt":"2020-11-13T13:21:03","slug":"gente-do-campo-cooperativa-fundada-por-mulheres-do-semiarido-baiano-produz-doce-preservando-a-caatinga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2020\/11\/13\/gente-do-campo-cooperativa-fundada-por-mulheres-do-semiarido-baiano-produz-doce-preservando-a-caatinga\/","title":{"rendered":"Gente do campo: cooperativa fundada por mulheres do semi\u00e1rido baiano produz doce preservando a caatinga"},"content":{"rendered":"\n<p>Fundada em 2004, na\u00a0Bahia, em grande parte por mulheres, a Cooperativa Agropecu\u00e1ria Familiar de\u00a0Canudos,\u00a0Uau\u00e1\u00a0e\u00a0Cura\u00e7\u00e1\u00a0(Coopercuc) se tornou uma\u00a0refer\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica de frutas nativas da caatinga, como o maracuj\u00e1 e o umbu, que \u00e9 o carro-chefe da casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua \u00e1rvore, o\u00a0umbuzeiro, est\u00e1 amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o, e, por isso, tem sido preservada e multiplicada pelas comunidades rurais da Coopercuc, que tem como um dos seus princ\u00edpios a conviv\u00eancia com a diversidade do semi\u00e1rido.<\/p>\n\n\n\n<p>Dos 270 agricultores familiares cooperados, 70% s\u00e3o mulheres. Elas transformam as frutas das colheitas em&nbsp;doces, gel\u00e9ias e polpas que, al\u00e9m do Brasil, j\u00e1 foram degustadas em mercados como a&nbsp;Fran\u00e7a, It\u00e1lia, \u00c1ustria e, mais recentemente, Alemanha.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s01.video.glbimg.com\/x240\/9013412.jpg\" alt=\"Cooperativa fundada por mulheres do semi\u00e1rido baiano preserva a caatinga\" title=\"Cooperativa fundada por mulheres do semi\u00e1rido baiano preserva a caatinga\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Cooperativa fundada por mulheres do semi\u00e1rido baiano preserva a caatinga<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de ter sido idealizada por mulheres, a Coopercuc s\u00f3 foi ter uma presidente em 2016, quando Denise Cardoso, de 31 anos, assumiu a gest\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o com apenas 26 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nascida da comunidade de Caladinho, em Uau\u00e1, e formada em administra\u00e7\u00e3o de empresas, Denise come\u00e7ou a ganhar o seu pr\u00f3prio dinheiro com 18 anos, quando se associou \u00e0 cooperativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua trajet\u00f3ria, por\u00e9m, \u00e9 bem diferente das mulheres rurais que vieram antes dela.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cAqui no semi\u00e1rido, no meio das comunidades, os homens eram, de verdade, donos das mulheres. Elas n\u00e3o podiam estudar, porque os maridos n\u00e3o deixavam. E elas n\u00e3o podiam trabalhar porque, a partir do momento em que elas trabalhassem, elas deixariam a casa\u201d, conta Denise.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Chegada das 3 madres<\/h4>\n\n\n\n<p>Tudo come\u00e7ou a mudar com a&nbsp;chegada de tr\u00eas freiras cat\u00f3licas canadenses&nbsp;ao munic\u00edpio baiano de Uau\u00e1, em 1986: Monique Fortier, Martha D&#8217;aoust e Jaqueline Aubly.<\/p>\n\n\n\n<p>Elas faziam parte do movimento das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), uma vertente da Igreja Cat\u00f3lica que teve uma participa\u00e7\u00e3o importante na forma\u00e7\u00e3o religiosa e na organiza\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica das popula\u00e7\u00f5es mais pobres, principalmente durante a ditadura militar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/FQbnQeb9H2Cn3Zq-79DHrHVK7zU=\/0x0:1002x708\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/D\/g\/lSCgDpQwKagEUQvEQAbg\/whatsapp-image-2020-10-28-at-10.17.40.jpg\" alt=\"Da esquerda para direita: freiras Monique Fortier, Gr\u00e2ce Leblanc, Marta D' Aoust e Jaqueline Aubry, em Uau\u00e1, em1987 \u2014 Foto: Arquivo pessoal\/Jussara Dantas\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Da esquerda para direita: freiras Monique Fortier, Gr\u00e2ce Leblanc, Marta D&#8217; Aoust e Jaqueline Aubry, em Uau\u00e1, em1987 \u2014 Foto: Arquivo pessoal\/Jussara Dantas<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1986, as tr\u00eas freiras come\u00e7aram a construir uma nova hist\u00f3ria junto com as agricultoras e os agricultores de Uau\u00e1, depois em Canudos e Cura\u00e7\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cElas (as freiras) sa\u00edam pelas comunidades fazendo forma\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria. Nesse sentido, quando a gente fundou a Coopercuc, todo mundo j\u00e1 entendia o que era socioativismo e como funcionavam as decis\u00f5es coletivas\u201d, conta Denise.<\/p>\n\n\n\n<p>Monique, Martha e Jaqueline tamb\u00e9m come\u00e7aram a incentivar as mulheres de Uau\u00e1 a terem a sua pr\u00f3pria renda e a participarem das decis\u00f5es de suas comunidades, em uma \u00e9poca onde n\u00e3o havia presen\u00e7a feminina nas associa\u00e7\u00f5es rurais e nos movimentos sociais.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cAs madres diziam \u2018olha, mesmo em casa, criem a galinha de voc\u00eas, fa\u00e7am a horta de voc\u00eas, colham o umbu, tenham o seu sustento, para n\u00e3o depender somente dos seus maridos\u2019\u201d.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>E elas faziam isso nos encontros da igreja. \u201cOs homens achavam que as mulheres estavam indo estudar a b\u00edblia, mas, mais do que isso, as irm\u00e3s estavam fazendo uma transforma\u00e7\u00e3o social na cabe\u00e7a das mulheres. Essa \u00e9 uma hist\u00f3ria muito marcante na Coopercuc\u201d, ressalta Denise.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/D-z34seeteXEvVUkMmkaPg4g1C8=\/0x0:963x805\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/j\/f\/ZTQ1myTlSpnyhNLgjYCw\/whatsapp-image-2020-10-28-at-10.17.39.jpg\" alt=\"A freira Marta D' Aoust, a primeira \u00e0 direita, junto com outras madres em um dos encontros de mulheres da igreja, no ano de 1990 \u2014 Foto: Arquivo pessoal\/Jussara Dantas\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A freira Marta D&#8217; Aoust, a primeira \u00e0 direita, junto com outras madres em um dos encontros de mulheres da igreja, no ano de 1990 \u2014 Foto: Arquivo pessoal\/Jussara Dantas<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Permiss\u00e3o para sonhar<\/h4>\n\n\n\n<p>A presidente da cooperativa nasceu dois anos depois de as madres canadenses chegarem. E, apesar de elas terem ido embora em 1997, outras mission\u00e1rias foram chegando com mesma proposta, o que fez com que Denise crescesse com um pouco mais de liberdade para sonhar com uma vida diferente de sua m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cEu ia ouvindo aquilo que elas (as madres) falavam. Minha m\u00e3e, que conviveu com elas, dizia sempre assim: \u2018Minha filha n\u00e3o case cedo como eu casei. Vai ter um futuro, estudar, trabalhar\u201d, conta D\u00e9bora.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>\u201cEu achava tudo aquilo que minha m\u00e3e passava um sofrimento. E eu queria fazer diferente e fiz. Para voc\u00ea ter uma ideia, eu estou com 30 anos, n\u00e3o casei e n\u00e3o tive filhos ainda. E minha m\u00e3e se casou com 16 anos, porque o meu av\u00f4 n\u00e3o queria que ela se \u2018perdesse na vida\u2019\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/qAamj0F_5WfitWyEpiWSZs2QwGY=\/0x0:1280x960\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/a\/l\/OlKQ7VTNuaE5qolzXvGg\/whatsapp-image-2020-10-28-at-10.16.46.jpeg\" alt=\"Visita da madre Monique Fourtier, em 2009, \u00e0s comunidades de Uau\u00e1. Jussara Dantas \u00e0 direta de azul. \u2014 Foto: Arquivo Pessoal\/Jussara Dantas\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Visita da madre Monique Fourtier, em 2009, \u00e0s comunidades de Uau\u00e1. Jussara Dantas \u00e0 direta de azul. \u2014 Foto: Arquivo Pessoal\/Jussara Dantas<\/p>\n\n\n\n<p>A trajet\u00f3ria de outra s\u00f3cia da Coopercuc, Jussara Dantas, de 39 anos, tamb\u00e9m foi transformada pelas madres. Hoje \u00e0 frente da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do Munic\u00edpio de Uau\u00e1, ela \u00e9 ge\u00f3grafa, psicopedagoga e faz mestrado em desenvolvimento do semi\u00e1rido, tendo, inclusive estudado na Alemanha.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cAs madres me permitiram sonhar com outras coisas. Uma vez elas me perguntaram se eu queria dirigir, mas aquilo era algo distante pra mim. Era raridade encontrar uma mulher dirigindo em Uau\u00e1. [&#8230;] Quando eu passava aqui de carro, todo mundo ficava admirado\u201d, relembra Jussara.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Mas n\u00e3o foi somente a vida das mulheres que elas transformaram. \u201cAs madres trabalhavam muito com a conscientiza\u00e7\u00e3o dos meninos jovens tamb\u00e9m, porque muitos deles queriam sair de suas comunidades para trabalhar fora. E elas ensinavam a valorizar o semi\u00e1rido\u201d, conta Denise.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">In\u00edcio da produ\u00e7\u00e3o de doces<\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/ap1aCExSmEIg309xK2AVihMarx8=\/0x0:1124x750\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/n\/C\/9wWcDfQYeGIQ8f0s61ug\/whatsapp-image-2020-10-27-at-17.57.26.jpeg\" alt=\"Doce de umbu vendido atualmente pela Coopercuc \u2014 Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Coopercuc\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Doce de umbu vendido atualmente pela Coopercuc \u2014 Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Coopercuc<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de terem dado impulso \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o das comunidades dos tr\u00eas munic\u00edpios baianos, Monique, Martha e Jaqueline decidiram partir para uma outra miss\u00e3o em 1997.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes disso, cuidaram para que outras institui\u00e7\u00f5es dessem prosseguimento ao trabalho que, dessa vez, passaria a ser mais focado na produ\u00e7\u00e3o de frutas e preserva\u00e7\u00e3o da caatinga.<\/p>\n\n\n\n<p>Elas organizaram, portanto, a chegada do Instituto Regional da Pequena Agropecu\u00e1ria Apropriada (Irpaa) \u00e0 regi\u00e3o, uma ONG que atua com t\u00e9cnicas de manejo apropriadas \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o e ao clima do semi\u00e1rido.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Em 1997, as mulheres das comunidades de Uau\u00e1, Canudos e Cura\u00e7\u00e1 receberam, por parte do Irpaa, um curso de beneficiamento de frutas do semi\u00e1rido.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>\u201cMinhas tias e minha m\u00e3e participaram e aprenderam a fazer compotas, doces, gel\u00e9ias. E, a partir desse curso, meus pais come\u00e7aram a fazer os doces em casa e a gente botava nos potinhos para levar para as feiras livres. Esse foi bem o in\u00edcio da cooperativa\u201d, conta Denise.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">\u00c1rvore sagrada do sert\u00e3o<\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/Q0_kDQhjrnHBbLqueaEix63BSgw=\/0x0:1280x960\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/w\/q\/e4sjUyQFGjKXtOANBiEw\/whatsapp-image-2020-11-12-at-11.31.23.jpeg\" alt=\"Umbuzeiro \u00e9 conhecido como a &quot;\u00e1rvore sagrada do sert\u00e3o&quot; \u2014 Foto: Arquivo pessoal\/Adilson Ribeiro\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Umbuzeiro \u00e9 conhecido como a &#8220;\u00e1rvore sagrada do sert\u00e3o&#8221; \u2014 Foto: Arquivo pessoal\/Adilson Ribeiro<\/p>\n\n\n\n<p>Outras fam\u00edlias tamb\u00e9m come\u00e7aram a produzir doces, usando, principalmente, as frutas nativas da caatinga, que \u00e9 um dos biomas do semi\u00e1rido. Dela, nascem, por exemplo, o maracuj\u00e1 da caatinga e o umbu.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Tupi Guarani, umbu se chama Ymb-u ou a \u201c\u00e1rvore que d\u00e1 de beber\u201d, pois as suas ra\u00edzes acumulam \u00e1gua, o que faz com que o umbuzeiro consiga sobreviver em \u00e9pocas de grandes secas.<\/p>\n\n\n\n<p>A safra do umbu come\u00e7a no fim de dezembro e vai at\u00e9 abril.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cA \u00e9poca do umbu sempre foi muito boa para n\u00f3s. \u00c9 \u00e9poca de dinheiro extra. Quando eu era, crian\u00e7a, meus pais usavam os recursos do umbu para comprar material escolar e roupas\u201d, lembra Denise.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/LHxd_kvxLb4DdcTOgTBnqFl7vIw=\/0x0:992x662\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/J\/x\/Lg8WzdSma0nNBgBmGaEQ\/umbu.jpeg\" alt=\"Umbu \u00e9 fruta nativa da caatinga nordestina \u2014 Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Coopercuc\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Umbu \u00e9 fruta nativa da caatinga nordestina \u2014 Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Coopercuc<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Funda\u00e7\u00e3o e crescimento<\/h4>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o e a comercializa\u00e7\u00e3o dos doces por parte das agricultoras e agricultores de Uau\u00e1, Canudos e Cura\u00e7\u00e1 come\u00e7ou, desde 1997, a ser realizada em um formato de cooperativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas foi somente em 2004 que a Coopercuc foi fundada e formalizada a partir de um CNPJ. Nesse per\u00edodo, os associados constru\u00edram pequenas unidades de beneficiamento nas 13 comunidades rurais da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas unidades s\u00e3o locais de recep\u00e7\u00e3o das frutas da colheita da agricultura familiar, onde as mulheres produziam, artesanalmente, os doces.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/3n4hY1SZKzWx6N6lD0-AFHitVdM=\/0x0:570x389\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/g\/M\/wgNK7bT3audAAHKgabjw\/whatsapp-image-2020-10-28-at-10.17.39.jpg\" alt=\"Agricultoras da Coopercuc trabalhando na colheita de umbu \u2014 Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Coopercuc\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Agricultoras da Coopercuc trabalhando na colheita de umbu \u2014 Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Coopercuc<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de sua funda\u00e7\u00e3o, a cooperativa cresceu com o impulso, principalmente, do mercado p\u00fablico, sendo contemplada por pol\u00edticas do governo do estado da Bahia e de \u00e2mbito federal, como o Programa de Aquisi\u00e7\u00e3o de Alimentos (PAA), que compra alimentos da agricultura familiar para serem distribu\u00eddos entre pessoas em situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar, e para escolas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>A Coopercuc tamb\u00e9m come\u00e7ou a ultrapassar fronteiras logo no seu primeiro ano de funda\u00e7\u00e3o, quando foi convidada para participar de uma feira de &#8216;slow food&#8217; na It\u00e1lia, a Terra Madre.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A partir desse evento, a organiza\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a exportar esporadicamente para a It\u00e1lia, Fran\u00e7a e \u00c1ustria at\u00e9 cerca de 2008, ano em que as economias europeias foram impactadas por uma crise financeira mundial.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Primeira mulher na lideran\u00e7a<\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/tXBZvk3L7uct0uNjnVq5mYBBP4U=\/0x0:992x662\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/0\/A\/1VsmkvTBabLhAHWwag7g\/denise-cardoso.jpeg\" alt=\"Denise Cardoso, presidente da Coopercuc \u2014 Foto: Divulga\u00e7\u00e3\/Coopercuc\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Denise Cardoso, presidente da Coopercuc \u2014 Foto: Divulga\u00e7\u00e3\/Coopercuc<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de ter sido mobilizada pelas mulheres, a Coopercuc s\u00f3 foi ter uma mulher na presid\u00eancia em 2016, mesmo ano em que a\u00a0cooperativa inaugurou a sua primeira agroind\u00fastria, que fica em Uau\u00e1, e que hoje centraliza a fabrica\u00e7\u00e3o dos doces e o processo de embalagens.<\/p>\n\n\n\n<p>Adilson Ribeiro, que antecedeu a Denise no comando da cooperativa, diz que o nome da agricultora sempre foi o preferido para assumir a cooperativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s sab\u00edamos da import\u00e2ncia disso (de ter uma mulher na presid\u00eancia) pela hist\u00f3ria da cooperativa. E a Denise cresceu e trabalhou na cooperativa. \u00c9 filha de agricultores, mulher, negra, jovem e com o Ensino Superior. Eu s\u00f3 estudei at\u00e9 a 4\u00aa s\u00e9rie do ensino fundamental, na minha \u00e9poca n\u00e3o tinha muita oportunidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s03.video.glbimg.com\/x240\/5182926.jpg\" alt=\"Primeira agroind\u00fastria de processamento de frutas de projeto da Coopercuc \u00e9 inaugurada\" title=\"Primeira agroind\u00fastria de processamento de frutas de projeto da Coopercuc \u00e9 inaugurada\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Primeira agroind\u00fastria de processamento de frutas de projeto da Coopercuc \u00e9 inaugurada<\/p>\n\n\n\n<p>Denise tamb\u00e9m j\u00e1 era, em 2016, uma lideran\u00e7a nas comunidades rurais da regi\u00e3o. Isso ocorreu porque, bem antes, em 2007, ela conseguiu um emprego no Irpaa, onde realizou o mesmo \u201ctrabalho que as madres faziam antigamente\u201d, que era o de conscientizar os agricultores a conviverem melhor com o semi\u00e1rido.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela tamb\u00e9m se associou \u00e0 Coopercuc no mesmo ano, quando fez 18 anos e, por l\u00e1, chegou a trabalhar desde \u00e0 colheita at\u00e9 no beneficiamento de frutas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cQuando eu comecei a cursar administra\u00e7\u00e3o, eu comecei a enxergar a Coopercuc de uma outra forma. E vi que poderia existir um caminho para mim na gest\u00e3o\u201d, diz Denise.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/pSVMVdGxUeDhUQkoktQM2TAtN3k=\/0x0:1280x961\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/K\/Q\/ihgcnPR6e6D9cNNS5MdQ\/whatsapp-image-2020-10-28-at-09.52.27.jpeg\" alt=\"Denise Cardoso durante a vit\u00f3ria de sua elei\u00e7\u00e3o, em 2016, quando assumiu a presid\u00eancia da Coopercuc \u2014 Foto: Arquivo pessoal\/Denise Cardoso\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Denise Cardoso durante a vit\u00f3ria de sua elei\u00e7\u00e3o, em 2016, quando assumiu a presid\u00eancia da Coopercuc \u2014 Foto: Arquivo pessoal\/Denise Cardoso<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMas logo desisti, porque j\u00e1 tinha muita gente l\u00e1 dentro, e decidi buscar outros caminhos\u201d. Em 2015, ela se mudou para Salvador para trabalhar no governo do estado da Bahia, mas n\u00e3o se adaptou \u00e0 vida da cidade. Retornou em 2016, a pedido de Adilson, para concorrer \u00e0 presid\u00eancia da Coopercuc.<\/p>\n\n\n\n<p>Denise foi bem aceita pela cooperativa e venceu as elei\u00e7\u00f5es por 144 votos de um total de 145.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFoi um dos maiores desafios da minha vida. Quando eu fui eleita, ia completar 27 anos (&#8230;) Durante um tempo, tive que lutar para ganhar respeito entre alguns funcion\u00e1rios antigos da cooperativa, homens mais velhos do que eu, que me viram crescer dentro da cooperativa\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/SCRnmTAiktHgeA6ffQ_osTYFvn0=\/0x0:1280x961\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/d\/X\/zkAEvNS1GzpABbS0fJmA\/whatsapp-image-2020-10-28-at-09.52.27-1-.jpeg\" alt=\"Integrantes da Coopercuc no dia da elei\u00e7\u00e3o de Denise Cardoso, em 2016 \u2014 Foto: Arquivo pessoal\/Denise Cardoso\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Integrantes da Coopercuc no dia da elei\u00e7\u00e3o de Denise Cardoso, em 2016 \u2014 Foto: Arquivo pessoal\/Denise Cardoso<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua gest\u00e3o, ela deu prosseguimento ao trabalho que j\u00e1 vinha sendo feito, mas com um foco mais forte em divulga\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o dos produtos da Coopercuc.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a organiza\u00e7\u00e3o deixou de ser contemplada, a partir de 2016, por grandes programas p\u00fablicos como o PAA, o objetivo da atual na gest\u00e3o \u00e9 abrir mais mercados no setor privado, e manter as parcerias j\u00e1 existentes com ONGs e governos.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, a Coopercuc j\u00e1 faz vendas para grandes redes de supermercados no pa\u00eds, mas em um volume pequeno.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/IP8N5ddWrRL6x5NbwWkkKeODuE0=\/0x0:1280x960\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/K\/a\/77kslBSFirS7WMO98Rdg\/doce-que-foi-para-exportacao.jpeg\" alt=\"Coopercuc exportou para a Alemanha, em agosto de 2020, o seu doce de banana com maracuj\u00e1  \u2014 Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Coopercuc\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Coopercuc exportou para a Alemanha, em agosto de 2020, o seu doce de banana com maracuj\u00e1 \u2014 Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Coopercuc<\/p>\n\n\n\n<p>Em agosto deste ano, a organiza\u00e7\u00e3o chegou a exportar doce de banana com maracuj\u00e1 para a Alemanha, por meio de uma parceria com uma empresa do pa\u00eds europeu, a Toda Vida, que apoia projetos de agricultura sustent\u00e1vel no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Agrocaatinga<\/h4>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da compra, a companhia alem\u00e3 investiu recursos em um projeto da Coopercuc chamado Agrocaatinga, que atua na preserva\u00e7\u00e3o e na recupera\u00e7\u00e3o do bioma, e que recebe investimentos tamb\u00e9m de uma multinacional francesa.<\/p>\n\n\n\n<p>A t\u00e9cnica da Coopercuc, Taiane Souza, conta que a iniciativa contempla, principalmente, as fazendas de agricultores familiares que est\u00e3o degradadas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cN\u00f3s ensinamos \u00e0s agricultoras e agricultores as t\u00e9cnicas espec\u00edficas de manejo da caatinga. Como fazer uma curva de n\u00edvel, por exemplo, processo que permite que o solo retenha \u00e1gua e segure a umidade, algo muito importante, devido \u00e0 escassez de chuvas na caatinga, explica Taiane.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/vNZ089u-bYwcL_sDK-N9iY7Ylv4=\/0x0:503x525\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/N\/f\/yuOwHfRrOMvBph9iwPxA\/whatsapp-image-2020-10-28-at-10.17.39.jpg\" alt=\"\u00c1rea destinada ao projeto Agrocaatinga da Coopercuc \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/@ater_coopercuc\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00c1rea destinada ao projeto Agrocaatinga da Coopercuc \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/@ater_coopercuc<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto tamb\u00e9m incentiva os cooperados a diversificar a sua horta, plantando tamb\u00e9m feij\u00e3o, milho, algod\u00e3o, melancia. \u201cAssim a gente mant\u00e9m eles engajados e motivados a permanecerem no campo\u201d, diz a t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<p>A preserva\u00e7\u00e3o da caatinga na regi\u00e3o trouxe, por consequ\u00eancia, a valoriza\u00e7\u00e3o do umbu.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cEm 2003, a saca de 60 quilos era vendida por R$ 3. E hoje j\u00e1 chegou a atingir o pico de R$ 150, R$ 200\u201d, diz Denise.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Apesar de as madres n\u00e3o terem participado de toda essa constru\u00e7\u00e3o da cooperativa, Denise conta que n\u00e3o tem como elas n\u00e3o serem associadas \u00e0 Coopercuc.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cForam elas que nos deram as bases de forma\u00e7\u00e3o social, no\u00e7\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e nos ensinaram a conviver com o semi\u00e1rido. (&#8230;) N\u00f3s temos antigas cooperadas que, mesmo aposentadas, n\u00e3o perdem uma assembleia da cooperativa. As freiras marcaram muito a nossa hist\u00f3ria\u201d, afirma a l\u00edder da cooperativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Jussara, a freira Martha j\u00e1 \u00e9 falecida, enquanto as madres Monique, de 83 anos, e Jacqueline, 76, vivem, atualmente, no Canad\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fundada em 2004, na\u00a0Bahia, em grande parte por mulheres, a Cooperativa Agropecu\u00e1ria Familiar de\u00a0Canudos,\u00a0Uau\u00e1\u00a0e\u00a0Cura\u00e7\u00e1\u00a0(Coopercuc) se tornou uma\u00a0refer\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica de frutas nativas da caatinga,&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":195311,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[50,2],"tags":[],"class_list":["post-195310","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/195310","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=195310"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/195310\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":195312,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/195310\/revisions\/195312"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/195311"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=195310"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=195310"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=195310"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}