{"id":197213,"date":"2020-12-01T06:26:40","date_gmt":"2020-12-01T09:26:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=197213"},"modified":"2020-12-01T06:26:40","modified_gmt":"2020-12-01T09:26:40","slug":"vereadora-eleita-em-campina-grande-jo-oliveira-ganha-destaque-na-midia-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2020\/12\/01\/vereadora-eleita-em-campina-grande-jo-oliveira-ganha-destaque-na-midia-nacional\/","title":{"rendered":"Vereadora eleita em Campina Grande, J\u00f4 Oliveira ganha destaque na m\u00eddia nacional"},"content":{"rendered":"\n<p>Avereadora eleita em novembro \u00faltimo em Campina Grande (PB), J\u00f4 Oliveira (PCdoB) vem a cada dia conquistando espa\u00e7o e se destacando na imprensa. Depois de participar de v\u00e1rios programas de TV e r\u00e1dio na Para\u00edba ela agora ganhou destaque na m\u00eddia nacional, sendo apresentada para todo o Brasil pelo portal Terra (em mat\u00e9ria do Estad\u00e3o) como a primeira negra a ocupar uma vaga na C\u00e2mara de Vereadores campinense.<br>Assistente social, 39 anos, J\u00f4 Oliveira obteve 3.050 votos e \u00e9 citada na mat\u00e9ria que fala sob a sub-representa\u00e7\u00e3o de pretos e pardos em cargos eletivos no pa\u00eds, mesmo sendo maioria da popula\u00e7\u00e3o. O portal Terra destaca ainda sua elei\u00e7\u00e3o numa cidade dominada politicamente por fam\u00edlias tradicionais, a desigualdade de recursos (enquanto teve candidato que recebeu R$ 200 mil, ela teve apenas R$ 13 mil para fazer a campanha) mas soube fazer uma mobiliza\u00e7\u00e3o que acabou resultando em sua vit\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LEIA A MAT\u00c9RIA DO PORTAL TERRA NA \u00cdNTEGRA:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma em cada cinco cidades n\u00e3o elegeu nenhuma vereadora<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de as candidaturas de pautas identit\u00e1rias \u2013 em defesa de grupos LGBT, feministas, antirracistas ou de povos ind\u00edgenas \u2013 avan\u00e7arem, a falta de representatividade ainda \u00e9 realidade em boa parte dos munic\u00edpios brasileiros. Levantamento feito pelo Estad\u00e3o mostra que quase uma em cada cinco cidades do Pa\u00eds \u2013 ou 931 munic\u00edpios (17% do total) \u2013 n\u00e3o elegeu nenhuma vereadora neste ano.<br>O n\u00famero representa um avan\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o a 2016, quando 1.292 c\u00e2maras municipais ficaram sem representatividade feminina. Segundo especialistas, a cota de 30% de candidatas ajudou a conquistar mais espa\u00e7o, mas ainda falta investimento e apoio das siglas.<br>Em Cotia, Carolina Rubinato (PSOL), de 38 anos, bem que tentou quebrar a sequ\u00eancia de 32 anos sem eleger uma s\u00f3 mulher no munic\u00edpio. Ela uniu for\u00e7as com outras quatro para lan\u00e7ar o Mandato Coletivo Feminino. Mas, relata, esbarrou no machismo e na falta de investimento do partido.<br>\u201cGanhamos R$ 1.425, que foram depositados uma semana antes da elei\u00e7\u00e3o. N\u00e3o deu tempo nem de rodar papel. N\u00f3s mesmas bancamos a impress\u00e3o do folheto, os cart\u00f5es e as redes sociais\u201d, disse Carolina, que \u00e9 especialista em pol\u00edtica empresarial e p\u00fablica para mulheres. Ainda que com poucos recursos, ela foi a que teve maior vota\u00e7\u00e3o entre as mulheres: ao todo, 1.052.<br>O resultado de quatro d\u00e9cadas de um Legislativo composto s\u00f3 por homens \u00e9 a falta de pol\u00edticas para mulheres em \u00e1reas como sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, segundo Carolina. \u201cEles n\u00e3o t\u00eam o olhar da necessidade da mulher. Por isso, a paridade de g\u00eanero \u00e9 importante: para que as pol\u00edticas atinjam a todos.\u201d<br>Na Grande S\u00e3o Paulo, Cotia n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o: outras nove cidades tamb\u00e9m n\u00e3o tiveram mulheres eleitas, quase 30% de toda a regi\u00e3o. Carapicu\u00edba e Embu das Artes ficaram de fora do levantamento, pois o resultado da elei\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o foi validado pela Justi\u00e7a Eleitoral.<br>Mesmo com as cotas, as candidaturas femininas tiveram crescimento t\u00edmido. Parte da explica\u00e7\u00e3o tem a ver com a forma\u00e7\u00e3o da c\u00fapula dos partidos, que por ser majoritariamente masculina e branca, prioriza candidatos homens, segundo a cientista social Beatriz Della Costa Pedreira, diretora e cofundadora do Instituto Update. \u201cAs pessoas eleitas refletem o sistema interno partid\u00e1rio, que n\u00e3o \u00e9 democr\u00e1tico. As mulheres n\u00e3o conseguem vencer essas barreiras, porque elas n\u00e3o t\u00eam apoio, inclusive financeiro, dos partidos.\u201d<br>Sempre houve resist\u00eancia por parte das legendas em cumprir a lei de cotas, que n\u00e3o \u00e9 apenas incluir mulheres em condi\u00e7\u00e3o de candidatura, mas com chances reais de serem eleitas, diz a cientista pol\u00edtica Malu A. C. Gatto, professora da University College London. \u201cPara que isso seja poss\u00edvel, elas n\u00e3o somente precisam estar na lista de concorrentes, mas ter acesso a recurso e a apoio partid\u00e1rio.\u201d<br>Nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es, as siglas come\u00e7aram a respeitar mais a lei em termos de propor\u00e7\u00e3o de candidaturas, diz Malu. Mas a maioria n\u00e3o tem passado dos 30% exigidos. \u201cA cota se tornou um teto, em vez de um piso\u201d, diz a especialista. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nenhum partido lan\u00e7ou mais mulheres do que homens nas elei\u00e7\u00f5es 2020. O que mais se aproximou da paridade foi a rec\u00e9m-criada Unidade Popular (UP), com 43,28% de candidatas.<br>Em seguida, vem o PSTU (38,94%).<br>A sub-representa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m afeta pretos e pardos, que s\u00e3o a maioria da popula\u00e7\u00e3o. Este ano, 766 munic\u00edpios n\u00e3o elegeram vereadores pretos ou pardos. Mas, em compara\u00e7\u00e3o com 2016, houve uma conquista de 277 cidades. Campina Grande, na Para\u00edba, \u00e9 uma delas. L\u00e1, a assistente social J\u00f4 Oliveira (PCdoB), de 39 anos, ser\u00e1 a primeira negra a ocupar uma cadeira na C\u00e2mara.<br>Sua candidatura vinha sendo constru\u00edda desde 2016, quando ficou como suplente. Em um munic\u00edpio onde fam\u00edlias tradicionais dominam a pol\u00edtica, J\u00f4 fez uma campanha de poucos recursos, mas com mobiliza\u00e7\u00e3o social. Recebeu o fundo partid\u00e1rio e o recurso da cota racial do partido, s\u00f3 que nas duas \u00faltimas semanas. Em compara\u00e7\u00e3o com advers\u00e1rios, que arrecadaram quase R$ 200 mil, ela obteve R$ 13 mil. \u201cQuem tem mais dinheiro tem mais tempo para estar na rua, mais pessoas para pedir votos, equipes de redes sociais. Os recursos s\u00e3o primordiais. Mas, o que eu n\u00e3o pude pagar, tive pessoas que ajudaram.\u201d<br>Da constru\u00e7\u00e3o do programa de mandato at\u00e9 come\u00e7ar a pedir votos, J\u00f4 teve a ajuda de movimentos como o das mulheres e o da juventude. Isso a levou a conseguir 3.050 votos. \u201c\u00c9 uma conquista importante enfrentar essa estrutura. Conseguir um mandato marca um espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>MAS AINDA TEMOS MUITO O QUE AVAN\u00c7AR.\u201d<br>A cientista pol\u00edtica Ana Claudia Farranha, professora de Direito da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), diz que \u00e9 importante que espa\u00e7os como a C\u00e2mara Municipal representem a diversidade do Pa\u00eds. \u201cQuanto mais a gente tiver o espelhamento da sociedade nas inst\u00e2ncias representativas, ela estar\u00e1 mais pr\u00f3xima da realidade da sociedade.\u201d<br>A redu\u00e7\u00e3o da desigualdade vai ao encontro da determina\u00e7\u00e3o de um crit\u00e9rio racial na divis\u00e3o de recursos do Fundo Eleitoral. O TSE decidiu, em agosto, que a distribui\u00e7\u00e3o do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e do tempo de propaganda eleitoral gratuita devem ser proporcionais ao n\u00famero de candidatos negros do partido. Apesar de o plen\u00e1rio ter entendido que a medida deveria valer a partir de 2022, o Supremo Tribunal Federal antecipou a regra para este ano.<br>A elei\u00e7\u00e3o mostra que candidaturas de pautas identit\u00e1rias avan\u00e7aram, mas ainda n\u00e3o s\u00e3o maioria. \u201cSabemos que 81,7% dos novatos s\u00e3o homens e 52,7%, brancos e brancas. Pretos e pretas s\u00e3o 6,58%\u201d, diz Malu Gatto. Ela explica que, ao se analisar g\u00eanero e ra\u00e7a, as mulheres pretas continuam sendo minoria, com apenas 1,02% de eleitos. \u201cHouve ganhos. Mas \u00e9 um espa\u00e7o que vem sendo conquistado lentamente e carregando com ele essas desigualdades sociodemogr\u00e1ficas.\u201d<br>Foto: J\u00fanior Lima \/ Divulga\u00e7\u00e3o \/ Estad\u00e3o Conte\u00fado<br>Terra\/Estad\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Com Rede Noticias <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Avereadora eleita em novembro \u00faltimo em Campina Grande (PB), J\u00f4 Oliveira (PCdoB) vem a cada dia conquistando espa\u00e7o e se destacando na imprensa. 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