{"id":199155,"date":"2020-12-18T11:00:51","date_gmt":"2020-12-18T14:00:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=199155"},"modified":"2020-12-18T11:00:54","modified_gmt":"2020-12-18T14:00:54","slug":"numero-de-pedidos-de-refugio-no-brasil-despenca-com-a-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2020\/12\/18\/numero-de-pedidos-de-refugio-no-brasil-despenca-com-a-pandemia\/","title":{"rendered":"N\u00famero de pedidos de ref\u00fagio no Brasil despenca com a pandemia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O\u00a0n\u00famero de solicita\u00e7\u00f5es de ref\u00fagio no Brasil despencou\u00a0com a pandemia do\u00a0coronav\u00edrus, mostram dados do Comit\u00ea Nacional para os Refugiados (Conare).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre mar\u00e7o \u2014 m\u00eas em que a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS)\u00a0declarou pandemia\u00a0e o governo brasileiro\u00a0fechou fronteiras terrestres\u00a0\u2014 e novembro, foram feitos\u00a014.265 pedidos de ref\u00fagio ao Brasil. Isso representa uma\u00a0queda de 76,3%\u00a0em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s 60.343 solicita\u00e7\u00f5es registradas no Conare no mesmo per\u00edodo em 2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, o total de pedidos de reconhecimento da condi\u00e7\u00e3o de refugiado neste per\u00edodo \u00e9 o\u00a0menor registrado desde 2016, quando o comit\u00ea registrou somente 6.908 requerimentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O\u00a0impacto da pandemia no fluxo migrat\u00f3rio\u00a0\u00e9 vis\u00edvel porque entre janeiro e fevereiro \u2014 meses anteriores \u00e0 crise generalizada da Covid-19 \u2014 o Conare registrou 12.409 solicita\u00e7\u00f5es.\u00a0\u00c9 mais do que o total de pedidos feitos no primeiro bimestre de 2018\u00a0(8.292) e pouco menor do que os 15.419 registrados nos dois primeiros meses de 2019 (15.419).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No in\u00edcio do ano passado, vale lembrar, a\u00a0Venezuela\u00a0vivia o auge da crise humanit\u00e1ria que gerou um\u00a0alto fluxo de imigrantes e solicitantes de ref\u00fagio na fronteira com Roraima.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os venezuelanos, inclusive, continuam a representar o maior n\u00famero de solicitantes no Brasil. Considerando todo o ano de 2020, de janeiro a novembro, cidad\u00e3os da Venezuela responderam por 15.538. Isso representa 58,25% dos 26.674 pedidos de ref\u00fagio feitos ao Conare em todo este ano.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/DmF3ary8bQ1QH0KQdk7VwgqsUns=\/0x0:4128x3096\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/P\/B\/L5FTO2TCWmN3NslMQZeA\/fronteira.jpg\" alt=\"Fronteira do Brasil com a Venezuela fechada em raz\u00e3o do coronav\u00edrus, em foto de mar\u00e7o \u2014 Foto: Fabr\u00edcio Ara\u00fajo\/G1 RR\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fronteira do Brasil com a Venezuela fechada em raz\u00e3o do coronav\u00edrus, em foto de mar\u00e7o \u2014 Foto: Fabr\u00edcio Ara\u00fajo\/G1 RR<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na an\u00e1lise de Leonardo Cavalcanti, professor da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) e coordenador do Observat\u00f3rio das Migra\u00e7\u00f5es Internacionais (OBMigra),&nbsp;o fechamento das fronteiras em mar\u00e7o foi fator determinante para a queda nos n\u00fameros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os movimentos cessam na medida em que come\u00e7am as portarias limitando a entrada de estrangeiros no pa\u00eds em raz\u00e3o da pandemia de Covid-19.&nbsp;Isso \u00e9 um sinal de que os projetos migrat\u00f3rios para o Brasil ainda existem e n\u00e3o necessariamente deixaram de existir por causa da pandemia, como \u00e9 o caso dos venezuelanos&#8221;, pondera Cavalcanti.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Mas \u00e9 claro que a pandemia, juntamente com outros fatores como a crise econ\u00f4mica e o c\u00e2mbio altamente desvalorizado tamb\u00e9m afetam em alguma medida esses projetos&#8221;, acrescenta .<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Cai n\u00famero de estrangeiros que entram no Brasil<\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/TYpwFPzVQTQRxX5dGnGrzFbzT5I=\/0x0:3371x2365\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/M\/B\/0BTxBNRKAylbBA34BboA\/oft20200701008.jpg\" alt=\"Agentes do Comando Sudeste, com Equipamento de Prote\u00e7\u00e3o Individual (EPI), iniciam a desinfec\u00e7\u00e3o da \u00e1reas comum do Aeroporto Internacional de S\u00e3o Paulo Governador Andr\u00e9 Franco Montoro, localizado no munic\u00edpio de Guarulhos, na Grande S\u00e3o Paulo, em 1\u00ba de julho \u2014 Foto: Fernando Nascimento\/O Fotogr\u00e1fico\/Estad\u00e3o Conte\u00fado\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agentes do Comando Sudeste, com Equipamento de Prote\u00e7\u00e3o Individual (EPI), iniciam a desinfec\u00e7\u00e3o da \u00e1reas comum do Aeroporto Internacional de S\u00e3o Paulo Governador Andr\u00e9 Franco Montoro, localizado no munic\u00edpio de Guarulhos, na Grande S\u00e3o Paulo, em 1\u00ba de julho \u2014 Foto: Fernando Nascimento\/O Fotogr\u00e1fico\/Estad\u00e3o Conte\u00fado<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Considerando todas as modalidades de imigra\u00e7\u00e3o ao Brasil \u2014 que inclui tanto pedidos de ref\u00fagio quanto viagens com vistos \u2014,&nbsp;o pa\u00eds tamb\u00e9m percebeu uma queda consider\u00e1vel no fluxo de entrada de estrangeiros neste 2020 de pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dados do OBMigra divulgados nesta quinta-feira (17) mostram que, de janeiro a agosto deste ano, o Brasil registrou 4.499.176 movimenta\u00e7\u00f5es de estrangeiros na fronteira. Esse valor \u00e9&nbsp;<strong>51,7% menor<\/strong>&nbsp;do que os mais de 9,3 milh\u00f5es registrados no mesmo per\u00edodo em 2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa queda tamb\u00e9m impactou no n\u00famero de trabalhadores imigrantes que ingressaram no mercado formal: houve redu\u00e7\u00e3o de 19% em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda assim, segundo dados do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, a m\u00e3o de obra estrangeira com carteira assinada no Brasil segue tend\u00eancia de alta: de 2010 a 2019,o n\u00famero de imigrantes no mercado formal de trabalho quase triplicou.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Ref\u00fagio em N\u00fameros<\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/FLI17e0lh9fJuEtvJlVnTlkZ4Dk=\/0x0:1040x780\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/h\/0\/QNd6SMTC2QcAW4DAgJXA\/chegada-venezuelanos.jpg\" alt=\"Chegada de refugiados e migrantes venezuelanos ao Brasil em foto de 2019 \u2014 Foto: Jackson F\u00e9lix\/G1 RR\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Chegada de refugiados e migrantes venezuelanos ao Brasil em foto de 2019 \u2014 Foto: Jackson F\u00e9lix\/G1 RR<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ano passado registrou o maior n\u00famero de solicita\u00e7\u00f5es de ref\u00fagio no Brasil considerando toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica: foram 82.520 pedidos de reconhecimento da condi\u00e7\u00e3o de refugiado somente em 2019. Isso representa mais de um ter\u00e7o (34%) de todos os 239.706 requerimentos feitos desde 2011.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maioria desses pedidos feitos no ano passado era de imigrantes provenientes da Venezuela: 28.133 solicita\u00e7\u00f5es. Quase 75% das solicita\u00e7\u00f5es \u2014 20.902 no total \u2014 foram deferidas. Muitas dessas aprova\u00e7\u00f5es ocorreram em diferentes levas de an\u00e1lise do Conare que ocorrem desde dezembro de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses dados fazem parte da quinta edi\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio&nbsp;<strong>Ref\u00fagio em N\u00fameros<\/strong>, publicado nesta quinta-feira (17) pelo Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e da Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o comit\u00ea, a raz\u00e3o para essas an\u00e1lises mais r\u00e1pidas est\u00e1 em um dispositivo aprovado no ano passado pelo governo brasileiro: em junho de 2019, o Brasil reconheceu a Venezuela como pa\u00eds em situa\u00e7\u00e3o de\u00a0grave e generalizada viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos, com a piora na situa\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria no regime de\u00a0Nicol\u00e1s Maduro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois da Venezuela, os pa\u00edses com maior n\u00famero de cidad\u00e3os que tiveram pedidos de ref\u00fagio aceitos no Brasil entre 2011 e 2019 s\u00e3o\u00a0S\u00edria\u00a0(3.768) e\u00a0Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo\u00a0(1.209).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O\u00a0n\u00famero de solicita\u00e7\u00f5es de ref\u00fagio no Brasil despencou\u00a0com a pandemia do\u00a0coronav\u00edrus, mostram dados do Comit\u00ea Nacional para os Refugiados (Conare). Entre mar\u00e7o \u2014 m\u00eas em que a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS)\u00a0declarou pandemia\u00a0e o governo brasileiro\u00a0fechou fronteiras terrestres\u00a0\u2014 e novembro, foram feitos\u00a014.265 pedidos de ref\u00fagio ao Brasil. Isso representa uma\u00a0queda de 76,3%\u00a0em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s 60.343 solicita\u00e7\u00f5es registradas no Conare no mesmo per\u00edodo em 2019. Al\u00e9m disso, o total de pedidos de reconhecimento da condi\u00e7\u00e3o de refugiado neste per\u00edodo \u00e9 o\u00a0menor registrado desde 2016, quando o comit\u00ea registrou somente 6.908 requerimentos. O\u00a0impacto da pandemia no fluxo migrat\u00f3rio\u00a0\u00e9 vis\u00edvel porque entre janeiro e fevereiro \u2014 meses anteriores \u00e0 crise generalizada da Covid-19 \u2014 o Conare registrou 12.409 solicita\u00e7\u00f5es.\u00a0\u00c9 mais do que o total de pedidos feitos no primeiro bimestre de 2018\u00a0(8.292) e pouco menor do que os 15.419 registrados nos dois primeiros meses de 2019 (15.419). No in\u00edcio do ano passado, vale lembrar, a\u00a0Venezuela\u00a0vivia o auge da crise humanit\u00e1ria que gerou um\u00a0alto fluxo de imigrantes e solicitantes de ref\u00fagio na fronteira com Roraima. Os venezuelanos, inclusive, continuam a representar o maior n\u00famero de solicitantes no Brasil. Considerando todo o ano de 2020, de janeiro a novembro, cidad\u00e3os da Venezuela responderam por 15.538. Isso representa 58,25% dos 26.674 pedidos de ref\u00fagio feitos ao Conare em todo este ano. Fronteira do Brasil com a Venezuela fechada em raz\u00e3o do coronav\u00edrus, em foto de mar\u00e7o \u2014 Foto: Fabr\u00edcio Ara\u00fajo\/G1 RR Na an\u00e1lise de Leonardo Cavalcanti, professor da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) e coordenador do Observat\u00f3rio das Migra\u00e7\u00f5es Internacionais (OBMigra),&nbsp;o fechamento das fronteiras em mar\u00e7o foi fator determinante para a queda nos n\u00fameros. &#8220;Os movimentos cessam na medida em que come\u00e7am as portarias limitando a entrada de estrangeiros no pa\u00eds em raz\u00e3o da pandemia de Covid-19.&nbsp;Isso \u00e9 um sinal de que os projetos migrat\u00f3rios para o Brasil ainda existem e n\u00e3o necessariamente deixaram de existir por causa da pandemia, como \u00e9 o caso dos venezuelanos&#8221;, pondera Cavalcanti. &#8220;Mas \u00e9 claro que a pandemia, juntamente com outros fatores como a crise econ\u00f4mica e o c\u00e2mbio altamente desvalorizado tamb\u00e9m afetam em alguma medida esses projetos&#8221;, acrescenta . Cai n\u00famero de estrangeiros que entram no Brasil Agentes do Comando Sudeste, com Equipamento de Prote\u00e7\u00e3o Individual (EPI), iniciam a desinfec\u00e7\u00e3o da \u00e1reas comum do Aeroporto Internacional de S\u00e3o Paulo Governador Andr\u00e9 Franco Montoro, localizado no munic\u00edpio de Guarulhos, na Grande S\u00e3o Paulo, em 1\u00ba de julho \u2014 Foto: Fernando Nascimento\/O Fotogr\u00e1fico\/Estad\u00e3o Conte\u00fado Considerando todas as modalidades de imigra\u00e7\u00e3o ao Brasil \u2014 que inclui tanto pedidos de ref\u00fagio quanto viagens com vistos \u2014,&nbsp;o pa\u00eds tamb\u00e9m percebeu uma queda consider\u00e1vel no fluxo de entrada de estrangeiros neste 2020 de pandemia. Dados do OBMigra divulgados nesta quinta-feira (17) mostram que, de janeiro a agosto deste ano, o Brasil registrou 4.499.176 movimenta\u00e7\u00f5es de estrangeiros na fronteira. Esse valor \u00e9&nbsp;51,7% menor&nbsp;do que os mais de 9,3 milh\u00f5es registrados no mesmo per\u00edodo em 2019. Essa queda tamb\u00e9m impactou no n\u00famero de trabalhadores imigrantes que ingressaram no mercado formal: houve redu\u00e7\u00e3o de 19% em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado. Ainda assim, segundo dados do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, a m\u00e3o de obra estrangeira com carteira assinada no Brasil segue tend\u00eancia de alta: de 2010 a 2019,o n\u00famero de imigrantes no mercado formal de trabalho quase triplicou. Ref\u00fagio em N\u00fameros Chegada de refugiados e migrantes venezuelanos ao Brasil em foto de 2019 \u2014 Foto: Jackson F\u00e9lix\/G1 RR O ano passado registrou o maior n\u00famero de solicita\u00e7\u00f5es de ref\u00fagio no Brasil considerando toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica: foram 82.520 pedidos de reconhecimento da condi\u00e7\u00e3o de refugiado somente em 2019. Isso representa mais de um ter\u00e7o (34%) de todos os 239.706 requerimentos feitos desde 2011. A maioria desses pedidos feitos no ano passado era de imigrantes provenientes da Venezuela: 28.133 solicita\u00e7\u00f5es. Quase 75% das solicita\u00e7\u00f5es \u2014 20.902 no total \u2014 foram deferidas. Muitas dessas aprova\u00e7\u00f5es ocorreram em diferentes levas de an\u00e1lise do Conare que ocorrem desde dezembro de 2019. Esses dados fazem parte da quinta edi\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio&nbsp;Ref\u00fagio em N\u00fameros, publicado nesta quinta-feira (17) pelo Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e da Seguran\u00e7a P\u00fablica. Segundo o comit\u00ea, a raz\u00e3o para essas an\u00e1lises mais r\u00e1pidas est\u00e1 em um dispositivo aprovado no ano passado pelo governo brasileiro: em junho de 2019, o Brasil reconheceu a Venezuela como pa\u00eds em situa\u00e7\u00e3o de\u00a0grave e generalizada viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos, com a piora na situa\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria no regime de\u00a0Nicol\u00e1s Maduro. Depois da Venezuela, os pa\u00edses com maior n\u00famero de cidad\u00e3os que tiveram pedidos de ref\u00fagio aceitos no Brasil entre 2011 e 2019 s\u00e3o\u00a0S\u00edria\u00a0(3.768) e\u00a0Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo\u00a0(1.209). 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