{"id":200149,"date":"2020-12-26T06:21:31","date_gmt":"2020-12-26T09:21:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=200149"},"modified":"2020-12-26T06:21:33","modified_gmt":"2020-12-26T09:21:33","slug":"conhecimento-sobre-mascara-contra-coronavirus-evolui-e-afasta-duvida-sobre-eficacia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2020\/12\/26\/conhecimento-sobre-mascara-contra-coronavirus-evolui-e-afasta-duvida-sobre-eficacia\/","title":{"rendered":"Conhecimento sobre m\u00e1scara contra coronav\u00edrus evolui e afasta d\u00favida sobre efic\u00e1cia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;N\u00e3o h\u00e1 mais d\u00favidas de que as m\u00e1scaras s\u00e3o capazes de diminuir a transmiss\u00e3o do coronav\u00edrus Sars-CoV-2 quando bem feitas e usadas adequadamente. As pessoas que ainda resistem \u00e0 medida ignoram provas cient\u00edficas robustas, registradas desde muito antes da atual pandemia e que aumentaram substancialmente nos \u00faltimos meses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Nas fotos da \u00e9poca da gripe espanhola (1918) \u00e9 poss\u00edvel ver as pessoas nas ruas cobrindo o rosto com m\u00e1scaras ou len\u00e7os. J\u00e1 sab\u00edamos que as m\u00e1scaras s\u00e3o eficazes, s\u00e3o uma barreira para impedir a propaga\u00e7\u00e3o de infec\u00e7\u00f5es&#8221;, diz Viviane Alves, microbiologista e professora do Instituto de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da Universidade Federal de Minas Gerais (ICB\/UFMG).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, as principais autoridades em sa\u00fade do mundo recomendam o uso universal das m\u00e1scaras para combater a transmiss\u00e3o do v\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante entrevista coletiva no dia 16 de dezembro, o secret\u00e1rio de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, Arnaldo Medeiros, afirmou que o uso da m\u00e1scara \u00e9 recomendado pelo minist\u00e9rio e fundamental para diminuir a transmiss\u00e3o do v\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda assim, o presidente Jair Bolsonaro e outras autoridades do governo federal se recusam a usar a prote\u00e7\u00e3o em p\u00fablico e at\u00e9 insinuam que ela n\u00e3o seria necess\u00e1ria. O presidente teve Covid-19 em julho, mas ainda n\u00e3o se sabe por quanto tempo a imunidade adquirida pela infec\u00e7\u00e3o pode durar, e casos de reinfec\u00e7\u00e3o pelo coronav\u00edrus j\u00e1 foram confirmados no Brasil, inclusive com o retorno dos sintomas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A primeira evid\u00eancia do uso das m\u00e1scaras em espa\u00e7os hospitalares data do fim do s\u00e9culo 19, quando m\u00e1scaras de gaze eram usadas por pacientes para evitar que a infec\u00e7\u00e3o se espalhasse, relata um artigo publicado por pesquisadores da Austr\u00e1lia em 2013 na revista cient\u00edfica International Journal of Infection Control (IJIC).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Instituto para Doen\u00e7as Infecciosas de Chicago, nos Estados Unidos, foi a primeira institui\u00e7\u00e3o do tipo a recomendar o uso de m\u00e1scaras para proteger profissionais da sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um hospital da cidade, o Durand Hospital, implementou, em 1913, o uso do equipamento por seus funcion\u00e1rios e viu as taxas de infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias ca\u00edrem entre os trabalhadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o Sars-CoV-2 emergiu e a Covid-19 se espalhou rapidamente pelo mundo, uma das principais miss\u00f5es da comunidade cient\u00edfica era decifrar como o v\u00edrus se propagava e passava de uma pessoa para a outra. S\u00f3 ent\u00e3o seria poss\u00edvel construir uma recomenda\u00e7\u00e3o eficaz para prevenir o cont\u00e1gio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas a ci\u00eancia precisa de tempo para ser feita, e somente em julho cientistas do mundo todo e institui\u00e7\u00f5es como a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) passaram a reconhecer a transmiss\u00e3o do coronav\u00edrus pelo ar atrav\u00e9s de aeross\u00f3is \u2014 got\u00edculas muito pequenas de saliva que ficam suspensas no ar por mais tempo e podem transportar o v\u00edrus at\u00e9 que ele seja inalado por outra pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 ent\u00e3o, acreditava-se que as principais vias de transmiss\u00e3o do v\u00edrus eram as superf\u00edcies contaminadas e as got\u00edculas maiores de saliva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudos com o Sars-CoV-2 mostraram que o v\u00edrus pode infectar c\u00e9lulas da boca e nariz. Nessas \u00e1reas, ele usa o maquin\u00e1rio das c\u00e9lulas humanas para se multiplicar e se espalhar para outras partes do corpo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um artigo publicado em novembro na revista cient\u00edfica The Lancet Microbe mostrou que os pacientes da Covid-19 t\u00eam a maior quantidade de v\u00edrus ativos no nariz e na garganta nos primeiros cinco dias ap\u00f3s o in\u00edcio dos sintomas, o que indica que esse per\u00edodo \u00e9 o de maior cont\u00e1gio j\u00e1 que dessas regi\u00f5es o v\u00edrus pode sair para o ar atrav\u00e9s da fala, tosse ou espirro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O reconhecimento da transmiss\u00e3o pelo ar refor\u00e7ou a necessidade do uso das m\u00e1scaras e imp\u00f4s um grande desafio: lidar com a alta demanda pelos equipamentos destinados ao uso profissional, como as m\u00e1scaras cir\u00fargicas ou a N95, que amea\u00e7ava o suprimento dos hospitais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Viviane Alves, os estudos com m\u00e1scaras preconizavam os modelos voltados para uso profissional e uma recomenda\u00e7\u00e3o de uso universal no come\u00e7o da pandemia poderia levar a falta do equipamento para os grupos que mais precisavam, como os profissionais de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para enfrentar o desafio, cientistas do mundo todo se mobilizaram para rapidamente testar e estudar diferentes desenhos e materiais para as m\u00e1scaras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Artigos e Equipamentos M\u00e9dicos e Odontol\u00f3gicos (Abimo) afirma que n\u00e3o h\u00e1 risco de desabastecimento de m\u00e1scaras, mas o conhecimento adquirido pelos pesquisadores nesse per\u00edodo foi fundamental para combater a pandemia e devem ser \u00fateis no enfrentamento de outras doen\u00e7as infecciosas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Artigos cient\u00edficos que citam os termos &#8220;m\u00e1scara facial&#8221; cresceram 420% em 2020 em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, segundo a Scopus, uma das mais importantes bases de artigos cient\u00edficos do mundo. \u00c9 a maior produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica de todos os tempos com os termos, passando de 700 artigos publicados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudos ao longo dos \u00faltimos meses comprovaram que m\u00e1scaras feitas com tecido de algod\u00e3o com tr\u00eas camadas t\u00eam efic\u00e1cia semelhante \u00e0 de m\u00e1scaras cir\u00fargicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos artigos mais recentes, publicado neste m\u00eas na revista cient\u00edfica Aerosol Science and Technology por cientistas do CDC (Centros para o Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as dos Estados Unidos), mostrou que m\u00e1scaras feitas com tr\u00eas camadas de tecido de algod\u00e3o t\u00eam poder para barrar 51% dos aeross\u00f3is que uma pessoa pode expelir em uma tosse. Uma m\u00e1scara cir\u00fargica pode bloquear 59% dos aeross\u00f3is em uma mesma situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, o desafio motivou um grupo de pesquisadores da USP de diversas \u00e1reas a se unirem no projeto (respire! para testar e projetar uma m\u00e1scara que, inicialmente, pudesse ser usada pelos profissionais do Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (HC\/USP) em uma poss\u00edvel escassez do equipamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A uni\u00e3o deu certo, e o projeto j\u00e1 soma mais de 1 milh\u00e3o de m\u00e1scaras produzidas, distribu\u00eddas para uso da universidade \u2013250 mil delas feitas artesanalmente por costureiras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Aprendemos muito e ainda conseguimos gerar renda&#8221;, diz Vanderley John, professor e pesquisador do Inova.USP (centro de inova\u00e7\u00e3o da USP) e da Poli-USP (Escola Polit\u00e9cnica da Universidade de S\u00e3o Paulo) e um dos respons\u00e1veis pelo projeto.<br>O grupo, que avaliou mais de 200 tipos de m\u00e1scaras diferentes, planeja ainda usar o conhecimento adquirido para elaborar um documento com orienta\u00e7\u00f5es gerais para guiar a produ\u00e7\u00e3o de m\u00e1scaras mais eficazes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o pesquisador, as m\u00e1scaras devem ser leves e confort\u00e1veis para n\u00e3o tornarem a respira\u00e7\u00e3o dif\u00edcil. As m\u00e1scaras feitas de TNT (tecido n\u00e3o tecido) costumam ter efic\u00e1cia superior \u00e0 das de algod\u00e3o, e o clipe nasal, um peda\u00e7o pequeno de metal que ajuda a manter a m\u00e1scara ajustada sobre o nariz, confere maior efic\u00e1cia ao equipamento por evitar aberturas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cientista sugere ainda que as m\u00e1scaras tenham cores claras para evitar o desconforto no calor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ClickPB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;N\u00e3o h\u00e1 mais d\u00favidas de que as m\u00e1scaras s\u00e3o capazes de diminuir a transmiss\u00e3o do coronav\u00edrus Sars-CoV-2 quando bem feitas e usadas adequadamente. 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Durante entrevista coletiva no dia 16 de dezembro, o secret\u00e1rio de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, Arnaldo Medeiros, afirmou que o uso da m\u00e1scara \u00e9 recomendado pelo minist\u00e9rio e fundamental para diminuir a transmiss\u00e3o do v\u00edrus. Ainda assim, o presidente Jair Bolsonaro e outras autoridades do governo federal se recusam a usar a prote\u00e7\u00e3o em p\u00fablico e at\u00e9 insinuam que ela n\u00e3o seria necess\u00e1ria. O presidente teve Covid-19 em julho, mas ainda n\u00e3o se sabe por quanto tempo a imunidade adquirida pela infec\u00e7\u00e3o pode durar, e casos de reinfec\u00e7\u00e3o pelo coronav\u00edrus j\u00e1 foram confirmados no Brasil, inclusive com o retorno dos sintomas. A primeira evid\u00eancia do uso das m\u00e1scaras em espa\u00e7os hospitalares data do fim do s\u00e9culo 19, quando m\u00e1scaras de gaze eram usadas por pacientes para evitar que a infec\u00e7\u00e3o se espalhasse, relata um artigo publicado por pesquisadores da Austr\u00e1lia em 2013 na revista cient\u00edfica International Journal of Infection Control (IJIC). O Instituto para Doen\u00e7as Infecciosas de Chicago, nos Estados Unidos, foi a primeira institui\u00e7\u00e3o do tipo a recomendar o uso de m\u00e1scaras para proteger profissionais da sa\u00fade. Um hospital da cidade, o Durand Hospital, implementou, em 1913, o uso do equipamento por seus funcion\u00e1rios e viu as taxas de infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias ca\u00edrem entre os trabalhadores. Quando o Sars-CoV-2 emergiu e a Covid-19 se espalhou rapidamente pelo mundo, uma das principais miss\u00f5es da comunidade cient\u00edfica era decifrar como o v\u00edrus se propagava e passava de uma pessoa para a outra. S\u00f3 ent\u00e3o seria poss\u00edvel construir uma recomenda\u00e7\u00e3o eficaz para prevenir o cont\u00e1gio. Mas a ci\u00eancia precisa de tempo para ser feita, e somente em julho cientistas do mundo todo e institui\u00e7\u00f5es como a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) passaram a reconhecer a transmiss\u00e3o do coronav\u00edrus pelo ar atrav\u00e9s de aeross\u00f3is \u2014 got\u00edculas muito pequenas de saliva que ficam suspensas no ar por mais tempo e podem transportar o v\u00edrus at\u00e9 que ele seja inalado por outra pessoa. At\u00e9 ent\u00e3o, acreditava-se que as principais vias de transmiss\u00e3o do v\u00edrus eram as superf\u00edcies contaminadas e as got\u00edculas maiores de saliva. Estudos com o Sars-CoV-2 mostraram que o v\u00edrus pode infectar c\u00e9lulas da boca e nariz. Nessas \u00e1reas, ele usa o maquin\u00e1rio das c\u00e9lulas humanas para se multiplicar e se espalhar para outras partes do corpo. Um artigo publicado em novembro na revista cient\u00edfica The Lancet Microbe mostrou que os pacientes da Covid-19 t\u00eam a maior quantidade de v\u00edrus ativos no nariz e na garganta nos primeiros cinco dias ap\u00f3s o in\u00edcio dos sintomas, o que indica que esse per\u00edodo \u00e9 o de maior cont\u00e1gio j\u00e1 que dessas regi\u00f5es o v\u00edrus pode sair para o ar atrav\u00e9s da fala, tosse ou espirro. O reconhecimento da transmiss\u00e3o pelo ar refor\u00e7ou a necessidade do uso das m\u00e1scaras e imp\u00f4s um grande desafio: lidar com a alta demanda pelos equipamentos destinados ao uso profissional, como as m\u00e1scaras cir\u00fargicas ou a N95, que amea\u00e7ava o suprimento dos hospitais. Segundo Viviane Alves, os estudos com m\u00e1scaras preconizavam os modelos voltados para uso profissional e uma recomenda\u00e7\u00e3o de uso universal no come\u00e7o da pandemia poderia levar a falta do equipamento para os grupos que mais precisavam, como os profissionais de sa\u00fade. Para enfrentar o desafio, cientistas do mundo todo se mobilizaram para rapidamente testar e estudar diferentes desenhos e materiais para as m\u00e1scaras. Hoje, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Artigos e Equipamentos M\u00e9dicos e Odontol\u00f3gicos (Abimo) afirma que n\u00e3o h\u00e1 risco de desabastecimento de m\u00e1scaras, mas o conhecimento adquirido pelos pesquisadores nesse per\u00edodo foi fundamental para combater a pandemia e devem ser \u00fateis no enfrentamento de outras doen\u00e7as infecciosas. Artigos cient\u00edficos que citam os termos &#8220;m\u00e1scara facial&#8221; cresceram 420% em 2020 em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, segundo a Scopus, uma das mais importantes bases de artigos cient\u00edficos do mundo. \u00c9 a maior produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica de todos os tempos com os termos, passando de 700 artigos publicados. Estudos ao longo dos \u00faltimos meses comprovaram que m\u00e1scaras feitas com tecido de algod\u00e3o com tr\u00eas camadas t\u00eam efic\u00e1cia semelhante \u00e0 de m\u00e1scaras cir\u00fargicas. Um dos artigos mais recentes, publicado neste m\u00eas na revista cient\u00edfica Aerosol Science and Technology por cientistas do CDC (Centros para o Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as dos Estados Unidos), mostrou que m\u00e1scaras feitas com tr\u00eas camadas de tecido de algod\u00e3o t\u00eam poder para barrar 51% dos aeross\u00f3is que uma pessoa pode expelir em uma tosse. Uma m\u00e1scara cir\u00fargica pode bloquear 59% dos aeross\u00f3is em uma mesma situa\u00e7\u00e3o. No Brasil, o desafio motivou um grupo de pesquisadores da USP de diversas \u00e1reas a se unirem no projeto (respire! para testar e projetar uma m\u00e1scara que, inicialmente, pudesse ser usada pelos profissionais do Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (HC\/USP) em uma poss\u00edvel escassez do equipamento. A uni\u00e3o deu certo, e o projeto j\u00e1 soma mais de 1 milh\u00e3o de m\u00e1scaras produzidas, distribu\u00eddas para uso da universidade \u2013250 mil delas feitas artesanalmente por costureiras. &#8220;Aprendemos muito e ainda conseguimos gerar renda&#8221;, diz Vanderley John, professor e pesquisador do Inova.USP (centro de inova\u00e7\u00e3o da USP) e da Poli-USP (Escola Polit\u00e9cnica da Universidade de S\u00e3o Paulo) e um dos respons\u00e1veis pelo projeto.O grupo, que avaliou mais de 200 tipos de m\u00e1scaras diferentes, planeja ainda usar o conhecimento adquirido para elaborar um documento com orienta\u00e7\u00f5es gerais para guiar<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":200150,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[50,2],"tags":[],"class_list":["post-200149","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/200149","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=200149"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/200149\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":200151,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/200149\/revisions\/200151"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/200150"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=200149"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=200149"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=200149"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}