{"id":200502,"date":"2020-12-29T07:12:57","date_gmt":"2020-12-29T10:12:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=200502"},"modified":"2020-12-29T07:12:58","modified_gmt":"2020-12-29T10:12:58","slug":"planeta-esta-despreparado-para-pandemias-futuras-que-podem-ser-mais-letais-diz-oms","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2020\/12\/29\/planeta-esta-despreparado-para-pandemias-futuras-que-podem-ser-mais-letais-diz-oms\/","title":{"rendered":"Planeta est\u00e1 despreparado para pandemias futuras, que podem ser mais letais, diz OMS"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&#8220;Esta pandemia n\u00e3o foi a &#8216;big one&#8217;. Foi um toque de despertador para que invistamos em mais ci\u00eancia, log\u00edstica, treinamento e comunica\u00e7\u00e3o, para enfrentar futuras pandemias mais letais&#8221;, afirmou nesta segunda (28) Michael Ryan, diretor-executivo da OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Ryan, o Sars-Cov-2, que j\u00e1 contaminou mais de 80,5 milh\u00f5es de pessoas no mundo e deixou ao menos 1,76 milh\u00e3o de mortos, \u00e9 muito transmiss\u00edvel, mas sua letalidade \u00e9 relativamente baixa. &#8220;O planeta \u00e9 fr\u00e1gil, h\u00e1 muita complexidade e conectividade, e temos que trabalhar juntos, pois pode haver pandemias mais severas no futuro&#8221;, disse ele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pa\u00edses n\u00e3o conseguem dar conta nem mesmo da atual pandemia de Covid-19, segundo o epidemiologista canadense Bruce Aylward, consultor s\u00eanior da OMS: &#8220;Basta ver as segundas e terceiras ondas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Podemos estar mais preparados, mas n\u00e3o inteiramente preparados nem para esta pandemia, que dir\u00e1 para uma pr\u00f3xima&#8221;, disse ele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A OMS tamb\u00e9m afirmou que as variantes do coronav\u00edrus detectadas no Reino Unido e na \u00c1frica do Sul s\u00e3o diferentes entre si, embora ambas apresentem altera\u00e7\u00f5es na esp\u00edcula (estrutura usada pelo v\u00edrus para penetrar nas c\u00e9lulas). Segundo a entidade, ainda n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias suficientes sobre impacto delas sobre a pandemia e sobre as vacinas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Maria van Kerkhove, l\u00edder t\u00e9cnica da OMS para Covid-19, disse que est\u00e3o sendo feitos estudos em laborat\u00f3rio para entender como as variantes interagem com c\u00e9lulas humanas, como as c\u00e9lulas pulmonares, por exemplo, e qual o efeito dos anticorpos sobre essas variantes. Os resultados podem levar semanas, segundo ela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A l\u00edder t\u00e9cnica afirmou que estudos preliminares indicam que n\u00e3o houve at\u00e9 agora no Reino Unido diferen\u00e7as significativas em termos de severidade da doen\u00e7a e de interna\u00e7\u00f5es hospitalares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Independentemente dos resultados finais, novas muta\u00e7\u00f5es s\u00e3o esperadas, e elas acontecem com mais frequ\u00eancia quando a transmiss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 controlada, afirmou David Heymann, professor da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Mais importante que bloquear fronteiras \u00e9 reduzir o cont\u00e1gio com as ferramentas b\u00e1sicas que j\u00e1 conhecemos, pois quanto mais pessoas contaminadas maior a chance de ocorrerem muta\u00e7\u00f5es&#8221;, disse o especialista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Marion Koopmans, chefe do departamento de ci\u00eancias virais do Centro M\u00e9dico Erasmus (Holanda), o surgimento de variantes ser\u00e1 &#8220;cada vez mais frequente&#8221; e os pa\u00edses deveriam fortalecer a capacidade de sequenciar os genomas dos v\u00edrus e fazer an\u00e1lises laboratoriais das muta\u00e7\u00f5es ao mesmo tempo, para obter respostas mais r\u00e1pidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela afirmou tamb\u00e9m que \u00e9 preciso fazer uma an\u00e1lise aprofundada do que funcionou ao longo deste ano, para permitir o combate de novos pat\u00f3genos. &#8220;H\u00e1 alguns anos, cientistas chegaram \u00e0 conclus\u00e3o de que seria preciso desenvolver novas tecnologias de vacinas para reagir rapidamente a novos pat\u00f3genos, e isso permitiu a r\u00e1pida produ\u00e7\u00e3o de imunizantes contra a Covid-19 agora&#8221;, exemplificou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ClickPB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&#8220;Esta pandemia n\u00e3o foi a &#8216;big one&#8217;. Foi um toque de despertador para que invistamos em mais ci\u00eancia, log\u00edstica, treinamento e comunica\u00e7\u00e3o, para enfrentar futuras pandemias mais letais&#8221;, afirmou nesta segunda (28) Michael Ryan, diretor-executivo da OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade). Segundo Ryan, o Sars-Cov-2, que j\u00e1 contaminou mais de 80,5 milh\u00f5es de pessoas no mundo e deixou ao menos 1,76 milh\u00e3o de mortos, \u00e9 muito transmiss\u00edvel, mas sua letalidade \u00e9 relativamente baixa. &#8220;O planeta \u00e9 fr\u00e1gil, h\u00e1 muita complexidade e conectividade, e temos que trabalhar juntos, pois pode haver pandemias mais severas no futuro&#8221;, disse ele. Os pa\u00edses n\u00e3o conseguem dar conta nem mesmo da atual pandemia de Covid-19, segundo o epidemiologista canadense Bruce Aylward, consultor s\u00eanior da OMS: &#8220;Basta ver as segundas e terceiras ondas&#8221;. &#8220;Podemos estar mais preparados, mas n\u00e3o inteiramente preparados nem para esta pandemia, que dir\u00e1 para uma pr\u00f3xima&#8221;, disse ele. A OMS tamb\u00e9m afirmou que as variantes do coronav\u00edrus detectadas no Reino Unido e na \u00c1frica do Sul s\u00e3o diferentes entre si, embora ambas apresentem altera\u00e7\u00f5es na esp\u00edcula (estrutura usada pelo v\u00edrus para penetrar nas c\u00e9lulas). Segundo a entidade, ainda n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias suficientes sobre impacto delas sobre a pandemia e sobre as vacinas. Maria van Kerkhove, l\u00edder t\u00e9cnica da OMS para Covid-19, disse que est\u00e3o sendo feitos estudos em laborat\u00f3rio para entender como as variantes interagem com c\u00e9lulas humanas, como as c\u00e9lulas pulmonares, por exemplo, e qual o efeito dos anticorpos sobre essas variantes. Os resultados podem levar semanas, segundo ela. A l\u00edder t\u00e9cnica afirmou que estudos preliminares indicam que n\u00e3o houve at\u00e9 agora no Reino Unido diferen\u00e7as significativas em termos de severidade da doen\u00e7a e de interna\u00e7\u00f5es hospitalares. Independentemente dos resultados finais, novas muta\u00e7\u00f5es s\u00e3o esperadas, e elas acontecem com mais frequ\u00eancia quando a transmiss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 controlada, afirmou David Heymann, professor da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres. &#8220;Mais importante que bloquear fronteiras \u00e9 reduzir o cont\u00e1gio com as ferramentas b\u00e1sicas que j\u00e1 conhecemos, pois quanto mais pessoas contaminadas maior a chance de ocorrerem muta\u00e7\u00f5es&#8221;, disse o especialista. Para Marion Koopmans, chefe do departamento de ci\u00eancias virais do Centro M\u00e9dico Erasmus (Holanda), o surgimento de variantes ser\u00e1 &#8220;cada vez mais frequente&#8221; e os pa\u00edses deveriam fortalecer a capacidade de sequenciar os genomas dos v\u00edrus e fazer an\u00e1lises laboratoriais das muta\u00e7\u00f5es ao mesmo tempo, para obter respostas mais r\u00e1pidas. Ela afirmou tamb\u00e9m que \u00e9 preciso fazer uma an\u00e1lise aprofundada do que funcionou ao longo deste ano, para permitir o combate de novos pat\u00f3genos. &#8220;H\u00e1 alguns anos, cientistas chegaram \u00e0 conclus\u00e3o de que seria preciso desenvolver novas tecnologias de vacinas para reagir rapidamente a novos pat\u00f3genos, e isso permitiu a r\u00e1pida produ\u00e7\u00e3o de imunizantes contra a Covid-19 agora&#8221;, exemplificou. 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