{"id":205145,"date":"2021-02-03T08:58:20","date_gmt":"2021-02-03T11:58:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=205145"},"modified":"2021-02-03T08:58:21","modified_gmt":"2021-02-03T11:58:21","slug":"brasil-enfrenta-desabastecimento-de-remedios-de-hanseniase-e-entidades-dizem-que-governo-ignora-alertas-ha-mais-de-um-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2021\/02\/03\/brasil-enfrenta-desabastecimento-de-remedios-de-hanseniase-e-entidades-dizem-que-governo-ignora-alertas-ha-mais-de-um-ano\/","title":{"rendered":"Brasil enfrenta desabastecimento de rem\u00e9dios de hansen\u00edase e entidades dizem que governo ignora alertas h\u00e1 mais de um ano"},"content":{"rendered":"\n<p>Munic\u00edpios de pelo menos 18 estados do pa\u00eds est\u00e3o sem os rem\u00e9dios usados para tratar a&nbsp;<strong>hansen\u00edase<\/strong>, uma combina\u00e7\u00e3o de tr\u00eas antibi\u00f3ticos chamados de poliquimioterapia, ou&nbsp;<strong>PQT<\/strong>. O dado \u00e9 do Movimento de Reintegra\u00e7\u00e3o das Pessoas Atingidas pela Hansen\u00edase (Morhan), que j\u00e1 reuniu nos \u00faltimos 15 dias mais de 100 relatos de pacientes que est\u00e3o desde o 2\u00ba semestre de 2020 sem tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00a0Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS)\u00a0emitiu um alerta aos governos que dependem da importa\u00e7\u00e3o da poliquimioterapia, caso do Brasil, em dezembro de 2019. Outros alertas e recomenda\u00e7\u00f5es foram emitidas pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) diretamente ao governo brasileiro desde ent\u00e3o. Segundo a ONU, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade apenas tem respondido que cuida do caso. Procurado pelo G1, a pasta n\u00e3o se pronunciou sobre medidas contra o desabastecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>As entidades nacionais ligadas \u00e0 hansen\u00edase tamb\u00e9m t\u00eam se mobilizado para pressionar o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade h\u00e1 mais de seis meses. Em agosto, tanto o Morhan quanto a Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH) realizaram audi\u00eancia com o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) para relatar a crise.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCome\u00e7amos a receber tanta den\u00fancia de pessoas com o tratamento interrompido que abrimos um formul\u00e1rio online para receber os relatos. No dia 27 de janeiro, lan\u00e7amos uma peti\u00e7\u00e3o para pressionar o governo mais uma vez&#8221;, explica coordenador do Morhan, Artur Custodio.<\/p>\n\n\n\n<p>As primeiras reclama\u00e7\u00f5es recebidas pelo Movimento no ano passado, explica Custodio, foram de m\u00e9dicos e profissionais da sa\u00fade, desesperados ao ver que as cartelas dos rem\u00e9dios estavam acabando.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cH\u00e1 mais de 30 anos trabalho diretamente com o acometido pela hansen\u00edase e em todo esse tempo nunca tivemos falta de medicamentos do PQT\u201d, conta um m\u00e9dico de Rond\u00f4nia que preferiu n\u00e3o ser identificado.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>\u201cOs pacientes reclamam muito sobre a falta de medica\u00e7\u00e3o. \u00c9 muito dif\u00edcil dizer para eles que n\u00e3o tenho previs\u00e3o da chegada da medica\u00e7\u00e3o&#8221;, diz outro m\u00e9dico anonimamente, dessa vez de Pernambuco.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia, Claudio Salgado, a situa\u00e7\u00e3o se tornou cr\u00edtica em agosto, quando acabaram todos os estoques de Pernambuco, de S\u00e3o Paulo e do Par\u00e1. O dermatologista atua no estado paraense e conta que, naquele m\u00eas, que pelo menos 20 pacientes foram diagnosticados com a doen\u00e7a e enviados para a casa sem o tratamento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">40 mil sem tratamento<\/h4>\n\n\n\n<p>Mais de 40 mil brasileiros est\u00e3o em tratamento de hansen\u00edase e dependem desses rem\u00e9dios, segundo dados de agosto de 2020 do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. O&nbsp;<strong>G1<\/strong>&nbsp;procurou a pasta para posicionamento sobre a crise no tratamento da doen\u00e7a, mas n\u00e3o teve resposta at\u00e9 a mais recente atualiza\u00e7\u00e3o desta reportagem.<\/p>\n\n\n\n<p>A psicopedagoga Tatielle Naiara, de 24 anos, moradora de Tapurah, interior do Mato Grosso, \u00e9 uma desses 40 mil brasileiros desassistidos. Ela estava em tratamento de hansen\u00edase h\u00e1 quatro meses quando o tratamento teve que ser interrompido por falta de rem\u00e9dio. J\u00e1 s\u00e3o mais de quatro meses sem tratar a doen\u00e7a e os retrocessos come\u00e7am a dar sinais.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cN\u00e3o consigo fazer mais nada que force as minhas m\u00e3os, como segurar uma caneta, escrever, digitar no computador ou celular por muito tempo. O mesmo est\u00e1 acontecendo com a perna direita, estou arrastando para andar. Meus nervos voltaram a inflamar e as c\u00e2imbras nos p\u00e9s, que tanto me incomodavam antes do tratamento, voltaram\u201d &#8211;&nbsp;<strong>Tatielle, 24 anos, paciente de hansen\u00edase h\u00e1 4 meses sem tratamento.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/ycfCNlDuU7RMepMAgOsVJiLPL0g=\/0x0:1280x962\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2021\/G\/z\/wMBwriSCWXcPEGsZsaTw\/whatsapp-image-2021-02-02-at-11.27.48-am.jpeg\" alt=\"Tatielle Naiara tem 24 anos e estava no segundo tratamento da hansen\u00edase quando a crise do abastecimento de rem\u00e9dios atingiu o Brasil. \u2014 Foto: Arquivo pessoal\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Tatielle Naiara tem 24 anos e estava no segundo tratamento da hansen\u00edase quando a crise do abastecimento de rem\u00e9dios atingiu o Brasil. \u2014 Foto: Arquivo pessoal<\/p>\n\n\n\n<p>Sem previs\u00e3o de chegada dos rem\u00e9dios e com medo do avan\u00e7o da doen\u00e7a, a jovem come\u00e7ou a se sentir ansiosa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTive crises de p\u00e2nico assim que os rem\u00e9dios foram cortados. Desde ent\u00e3o, tomo quatro antidepressivos por m\u00eas\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Tatielle e mais sete pessoas da fam\u00edlia foram diagnosticadas com hansen\u00edase em 2018, durante uma campanha de preven\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a que ocorreu na sua cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSinto dores nas juntas desde os 12 anos, mas os m\u00e9dicos achavam que era reumatismo infantil. Quando minha av\u00f3 fez o exame na campanha e descobriu que tinha hansen\u00edase, eu e minhas primas, que fomos cuidadas por ela na inf\u00e2ncia, resolvemos fazer. Todas fomos diagnosticadas\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Tatielle \u00e9 a \u00fanica da fam\u00edlia que ainda estava em tratamento quando teve in\u00edcio a crise de abastecimento de rem\u00e9dios no SUS. Isso porque o seu primeiro tratamento, feito durante os 12 meses de 2018 sem interrup\u00e7\u00e3o, n\u00e3o foi eficaz.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Tratamento brasileiro \u00e9 defasado<\/h4>\n\n\n\n<p>O dermatologista Claudio Salgado explica que hist\u00f3rias como a da psicopedagoga n\u00e3o s\u00e3o raras de acontecer porque a forma como o Brasil trata a hansen\u00edase est\u00e1 defasada.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cUsamos os mesmos antibi\u00f3ticos para tratar a hansen\u00edase h\u00e1 40 anos. \u00c9 \u00f3bvio que a bact\u00e9ria causadora da doen\u00e7a tenta se proteger e, com isso, temos novas cepas circulando no pa\u00eds que s\u00e3o resistentes aos medicamentos antigos\u201d, explica o presidente da SBH.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>\u201cEm mar\u00e7o de 2020, quando a SBH come\u00e7ou a receber as primeiras den\u00fancias de falta de medicamento no SUS, pedimos que o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade comprasse outros antibi\u00f3ticos dispon\u00edveis para o tratamento, rem\u00e9dios at\u00e9 mais eficazes que os que usamos. Mais uma vez, o governo n\u00e3o fez nada\u201d, afirma Salgado.<\/p>\n\n\n\n<p>As orienta\u00e7\u00f5es de administra\u00e7\u00e3o do PQT tamb\u00e9m divergem. Diferente do governo, Salgado explica que a SBH alerta que os rem\u00e9dios devem ser administrados por um m\u00ednimo de seis meses, se estendendo at\u00e9 dois anos ou mais, a depender do caso.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cA hansen\u00edase tem um tratamento administrativo. Se resume a uma norma do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade que diz que o paciente deve tomar 12 doses dos antibi\u00f3ticos em at\u00e9 18 meses. Ap\u00f3s esse tempo, \u00e9 automaticamente tido como curado\u201d, aponta o dermatologista.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s03.video.glbimg.com\/x240\/9225862.jpg\" alt=\"Den\u00fancia relata falta de medicamentos para tratamento de Hansen\u00edase, na PB\" title=\"Den\u00fancia relata falta de medicamentos para tratamento de Hansen\u00edase, na PB\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Den\u00fancia relata falta de medicamentos para tratamento de Hansen\u00edase, na PB<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Falta soberania<\/h4>\n\n\n\n<p>Apesar de ser o pa\u00eds com o maior n\u00famero de casos de hansen\u00edase por habitantes no mundo &#8211; diagnosticamos cerca de 30 mil novos casos por ano -, o Brasil, igual a pa\u00edses da \u00c1frica, n\u00e3o produz medicamentos para tratar a doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Os rem\u00e9dios do PQT que chegam no pa\u00eds s\u00e3o, h\u00e1 mais de 40 anos, doa\u00e7\u00f5es diretas da OMS, que s\u00e3o repassados ao Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) e n\u00e3o s\u00e3o vendidos nas farm\u00e1cias. Assim, todo paciente brasileiro depende exclusivamente do bom funcionamento do SUS para ter acesso ao tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista ao<strong>&nbsp;G1<\/strong>, a relatora especial da ONU sobre a Elimina\u00e7\u00e3o da Discrimina\u00e7\u00e3o Contra as Pessoas Afetadas pela Hansen\u00edase, Alice Cruz, explica que o problema de desabastecimento ocorrido em v\u00e1rios pa\u00edses tem sido pior no Brasil, uma vez que o pa\u00eds depende exclusivamente da importa\u00e7\u00e3o dos rem\u00e9dios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFizemos o \u00faltimo mapeamento em dezembro e levantamos que cinco pa\u00edses estavam com os tratamentos da hansen\u00edase suspensos por falta de medicamento. Eram eles: Brasil, Nig\u00e9ria, Sud\u00e3o, Camar\u00f5es e Indon\u00e9sia. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 din\u00e2mica e a Nig\u00e9ria j\u00e1 conseguiu resolver o problema em janeiro, por exemplo. No Brasil, contudo, o problema vem se arrastando\u201d, afirma Cruz.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora especial da ONU lembra que a \u00cdndia tem a segunda pior taxa de novos casos de hansen\u00edase por habitantes, atr\u00e1s apenas do Brasil, mas n\u00e3o passou pela crise porque \u00e9 produtora e exportadora mundial do PQT. Os antibi\u00f3ticos utilizados no SUS v\u00eam da \u00cdndia.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o \u00e9 catastr\u00f3fica e tem um car\u00e1ter de urg\u00eancia. Por isso, a ONU recomendou ao governo brasileiro que comece a produzir o PQT. O pa\u00eds tem condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e recursos econ\u00f4micos para se tornar soberano nessa produ\u00e7\u00e3o\u201d &#8211;&nbsp;<strong>Alice Cruz, relatora especial da ONU.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A hansen\u00edase no Brasil<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/8ndV3tEMnu1mMRG6quDmwUTatMI=\/0x0:651x1561\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/9\/w\/xvAPDSTkqOeIepiqU5tQ\/hanseniase-01.jpg\" alt=\"O que \u00e9 a hansen\u00edase e os n\u00fameros altos de cont\u00e1gio no Brasil. \u2014 Foto: Arte\/G1\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O que \u00e9 a hansen\u00edase e os n\u00fameros altos de cont\u00e1gio no Brasil. \u2014 Foto: Arte\/G1<\/p>\n\n\n\n<p>A hansen\u00edase \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa que atinge os nervos e pode causar sequelas, como a perda da sensibilidade da pele e dos movimentos. Nos casos mais graves, pode levar \u00e0 amputa\u00e7\u00e3o dos membros.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de promover a cura, o tratamento adequado da hansen\u00edase impede a transmiss\u00e3o de pessoa a pessoa da bact\u00e9ria causadora da infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da crise de abastecimento e interrup\u00e7\u00e3o do tratamento, a ONU estima que o Brasil dever\u00e1 ter grave retrocesso no controle e transmiss\u00e3o da hansen\u00edase e na preven\u00e7\u00e3o de defici\u00eancias<\/p>\n\n\n\n<p>A redu\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3sticos \u00e9 outro problema que tem sido observada no Brasil durante a pandemia. De acordo com o Morhan, nos \u00faltimos 5 anos, o pa\u00eds registrou em m\u00e9dia 15 mil casos de hansen\u00edase no primeiro semestre de cada ano. Em 2020, o Brasil teve apenas 6 mil notifica\u00e7\u00f5es nesse per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Munic\u00edpios de pelo menos 18 estados do pa\u00eds est\u00e3o sem os rem\u00e9dios usados para tratar a&nbsp;hansen\u00edase, uma combina\u00e7\u00e3o de tr\u00eas antibi\u00f3ticos chamados de poliquimioterapia, ou&nbsp;PQT.&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":205146,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-205145","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/205145","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=205145"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/205145\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":205147,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/205145\/revisions\/205147"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/205146"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=205145"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=205145"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=205145"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}