{"id":20662,"date":"2017-05-28T13:39:56","date_gmt":"2017-05-28T16:39:56","guid":{"rendered":"http:\/\/caririemacao.com\/1\/?p=20662"},"modified":"2017-05-28T13:39:56","modified_gmt":"2017-05-28T16:39:56","slug":"medico-paraibano-lidera-pesquisa-com-pele-de-tilapia-no-tratamento-de-queimados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2017\/05\/28\/medico-paraibano-lidera-pesquisa-com-pele-de-tilapia-no-tratamento-de-queimados\/","title":{"rendered":"M\u00e9dico paraibano lidera pesquisa com pele de til\u00e1pia no tratamento de queimados"},"content":{"rendered":"<p>Uma pesquisa pioneira no mundo est\u00e1 sendo desenvolvida pelo paraibano Marcelo Borges em queimaduras. Ele utiliza a pele da til\u00e1pia para isolar a ferida do meio externo, o que diminui o tempo de dura\u00e7\u00e3o do tratamento em at\u00e9 quatro dias, al\u00e9m de dar conforto ao paciente pela quase total inexist\u00eancia de dor. Nessa entrevista ao Correio, Marcelo Borges contou como teve a ideia de desenvolver o trabalho e revelou que ela j\u00e1 foi publicada em m\u00eddias de 25 pa\u00edses e traduzida em sete idiomas, al\u00e9m de ter os v\u00eddeos nas redes sociais visualizados por mais de 130 milh\u00f5es de pessoas. A pesquisa que \u00e9 totalmente desenvolvida no Brasil entra agora na terceira fase com mais 130 pacientes sendo tratados.<\/p>\n<p><strong>-O que faz a pele da til\u00e1pia ser importante no tratamento de queimaduras?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Em nossos estudos laboratoriais ficou comprovado que a pele da til\u00e1pia tem duas vezes mais a quantidade de col\u00e1geno tipo I que a pele humana. Esse col\u00e1geno (tipo I) exerce papel important\u00edssimo no processo de cicatriza\u00e7\u00e3o das feridas. Essa quantidade em dobro justifica o fato de que com o uso das peles da til\u00e1pia na pesquisa, as queimaduras t\u00eam cicatrizado mais rapidamente (de 2 a 4 dias a menos quando comparadas com o grupo controle que utiliza pomada \u00e0 base de prata).<\/p>\n<p><strong>&#8211;\u00a0O tratamento ser\u00e1 oferecido ao SUS (Sistema \u00danico de Sa\u00fade)?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Ao final da pesquisa, comprovada a efic\u00e1cia do tratamento que at\u00e9 agora estamos observando, iremos dar entrada no pedido de registro do produto junto \u00e0 Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (ANVISA). Uma vez autorizado, o curativo com a pele da til\u00e1pia ser\u00e1 oferecido ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, com a proposta para ser padronizado no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n<p><strong>&#8211;\u00a0A que processo a pele de til\u00e1pia \u00e9 submetido para estar em condi\u00e7\u00f5es de ser aplicada ao tratamento?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Para a pele ser considerada esterilizada, idealizamos combinar : Clorexidina que \u00e9 um antiss\u00e9ptico + Glicerol (que \u00e9 um \u00e1lcool) em altas concentra\u00e7\u00f5es, que funciona como um agente descontaminante + Radia\u00e7\u00e3o ionizante (Gamma Cobalto 60) na dosagem de 30 KGy, que inativa a a\u00e7\u00e3o dos v\u00edrus. Como resultado final obtivemos uma pele esterilizada e segura para uso em humanos, comprovada atrav\u00e9s de v\u00e1rios testes laboratoriais. A pele fica descontaminada em rela\u00e7\u00e3o a bact\u00e9rias, fungos e v\u00edrus.<\/p>\n<p><strong>-Todo o processo \u00e9 feito no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Isso tudo \u00e9 feito no Brasil, entre o N\u00facleo de Pesquisa e Desenvolvimento em Medicamentos, vinculado a Universidade Federal do Cear\u00e1, sob a coordena\u00e7\u00e3o do professor Odorico Moraes \u2013 essa etapa em Fortaleza e no Instituto de Pesquisas Energ\u00e9ticas e Nucleares da USP aos cuidados da doutora M\u00f4nica Mathor. \u00c9 em S\u00e3o Paulo\u00a0 que a pele recebe a radia\u00e7\u00e3o, onde ela \u00e9\u00a0 considerada completamente esterilizada e segura para aplica\u00e7\u00e3o em humanos\u00a0 no tratamento das queimaduras.<\/p>\n<p><strong>&#8211; O tratamento \u00e9 exclusivo para os casos de queimaduras ou pode ser aplicado em qualquer grande les\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Tamb\u00e9m, embora \u2013 como n\u00f3s estamos concluindo a pesquisa cient\u00edfica \u2013 ela est\u00e1 direcionada para queimaduras. Mas n\u00f3s daqui a alguns meses vamos come\u00e7ar estudos em outras feridas, sobretudo as feridas cr\u00f4nicas, como aquelas cl\u00e1ssicas conhecidas como feridas do p\u00e9 do diab\u00e9tico.<\/p>\n<p><strong>&#8211; O que levou o senhor a escolher a pele da til\u00e1pia para a pesquisa?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Em novembro de 2011, quando li num jornal local, no Recife uma mat\u00e9ria cujo t\u00edtulo era: \u201cCouro da til\u00e1pia vira artesanato\u201d. A mat\u00e9ria comentava que o couro da til\u00e1pia estava sendo utilizado para confec\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as \u00edntimas femininas, como bolsas, sapatos e cintos. Da\u00ed me veio o primeiro questionamento: se a pele da til\u00e1pia tem resist\u00eancia e delicadeza ao mesmo tempo, para ser utilizada na confec\u00e7\u00e3o de acess\u00f3rios femininos delicados, por que n\u00e3o teria a mesma resist\u00eancia e delicadeza para substituir a pela humana temporariamente no tratamento das queimaduras? Al\u00e9m desse fato teve a coincid\u00eancia de um m\u00eas depois eu estar inaugurando o Banco de Pele aqui do Instituto Materno-Infantil de Pernambuco \u2013 Imipe &#8211; e no Banco de Pele aprendi a esterilizar a pele humana com seguran\u00e7a. E a partir desse conhecimento comecei a idealizar como fazer as adapta\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias desse processo de esteriliza\u00e7\u00e3o da pele humana para transferi-las para o processo de esteriliza\u00e7\u00e3o da pele da til\u00e1pia.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Nenhum componente, digamos hist\u00f3rico?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Um outro fator que me levou a pensar na pele da til\u00e1pia, foi que, pela primeira vez, no mundo, algu\u00e9m estaria pensando num animal de ambiente aqu\u00e1tico para produzir um curativo biol\u00f3gico de origem animal.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Como era antes?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; At\u00e9 ent\u00e3o, a Ci\u00eancia havia pesquisado alternativas em animais do ambiente terrestre como c\u00e3o, gato, rato, galinha e porco. O porco, diga-se de passagem, resiste at\u00e9 os dias de hoje e \u00e9 comercializado \u2013 a pele industrializada em pa\u00edses do primeiro mundo, sobretudo nos Estados Unidos.<\/p>\n<p><strong>&#8211; E no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; No Brasil, nunca houve condi\u00e7\u00e3o para utiliza\u00e7\u00e3o da pele do porco, em fun\u00e7\u00e3o dos seus altos custos de comercializa\u00e7\u00e3o. Um terceiro fator foi o desejo de experimentar uma alternativa de curativo biol\u00f3gico de animal de outro ambiente, que n\u00e3o fosse o terrestre, como pesquisado por d\u00e9cadas e d\u00e9cadas.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Ent\u00e3o h\u00e1 um pioneirismo na pesquisa?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Pioneira no mundo.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Que resultados lhe animam a continuar a pesquisa e tentar patentear o produto?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Vamos tentar patentear e registrar junto a Anvisa. J\u00e1 temos catalogado tratamento com 70 pacientes com queimadura de segundo grau, tanto segundo grau superficial como segundo grau profundo, em \u00e1reas do corpo acometendo at\u00e9 20% de superf\u00edcie queimada. Nesse primeiro grupo, obtivemos os seguintes resultados: redu\u00e7\u00e3o do tempo de tratamento de dois a quatro dias, quando comparado ao grupo controle \u2013 grupo de pacientes que fazemos estudos comparativos, utilizando um creme tradicional \u00e0 base da prata.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Esse \u00e9 o tratamento padr\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 o convencional. Tratamento standard preconizado pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade. Al\u00e9m disso, tivemos uma redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de troca de curativos e tamb\u00e9m a dispensa, quase total, de analg\u00e9sicos ou anest\u00e9sicos durante os procedimentos para troca de curativos.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Quais os resultados da recupera\u00e7\u00e3o dos pacientes?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Eles t\u00eam tido uma boa recupera\u00e7\u00e3o. A cicatriz tem sido sempre de boa qualidade e eles inferem um al\u00edvio muito grande em fun\u00e7\u00e3o da inexist\u00eancia de dor ao longo do tratamento, dor essa muito frequente quando se compara com o tratamento hoje padronizado \u00e0 base de pomadas com a prata.<\/p>\n<p><strong>&#8211; O que possibilita esse conforto do paciente sentir menos dor?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; O glicerol que faz parte do protocolo de esteriliza\u00e7\u00e3o da pele, \u00e9 um \u00e1lcool utilizado em altas concentra\u00e7\u00f5es \u2013 85% &#8211; no processo. Al\u00e9m de descontaminar a pele o glicerol tem a chamada a\u00e7\u00e3o higrosc\u00f3pica, que faz com que haja uma desidrata\u00e7\u00e3o da pele, sobretudo da camada mais profunda da pele, chamada de derme.<\/p>\n<p><strong>&#8211; O que ocorre no tratamento com a pele da til\u00e1pia?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; N\u00f3s aplicamos a pele da til\u00e1pia desidratada sobre a ferida da queimadura, que \u00e9 \u00famida, molhada, tem muita \u00e1gua, muitos sais minerais e complexos prot\u00e9icos. Em fun\u00e7\u00e3o dessa desidrata\u00e7\u00e3o e da superf\u00edcie da ferida ser molhada, por um fen\u00f4meno chamado de capitaliza\u00e7\u00e3o, esses flu\u00eddos oriundos da ferida queimada penetram na intimidade dessa derme que foi desidratada, portanto, funcionando como uma esponja, fazendo a suc\u00e7\u00e3o desses flu\u00eddos, mantendo a ferida limpa e, mais do que isso, mantendo o \u00edntimo contato dessa ferida com o col\u00e1geno que existe em grande quantidade na pele da til\u00e1pia.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Qual o papel do col\u00e1geno?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 a grande ponte que faz com que os elementos envolvidos na cicatriza\u00e7\u00e3o de qualquer ferida passem atrav\u00e9s dele com o objetivo de reparar os tecidos, s\u00f3 que na til\u00e1pia, os nossos estudos em laborat\u00f3rio mostraram que a quantidade de col\u00e1geno tipo 1 \u2013 que \u00e9 o col\u00e1geno maduro, ideal para a cicatriza\u00e7\u00e3o de feridas \u2013 existe na til\u00e1pia em quantidade duas vezes maior do que na pele humana. Isso justifica e explica a acelera\u00e7\u00e3o no processo de cicatriza\u00e7\u00e3o dessas feridas.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Mecanicamente o que ocorre no contato da pele de til\u00e1pia com a humana?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Esse aspecto de capilaridade e o efeito esponja fazem com que a pele da til\u00e1pia fique absolutamente grudada, colada, aderida ao leito da ferida protegendo essa ferida, por completo, eliminando o risco de contamina\u00e7\u00e3o e isolando do meio externo o que explica a aus\u00eancia da dor no transcorrer de todo o tratamento, incluindo os momentos de tor\u00e7as de curativos.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Essa troca de curativos ocorre de quantos em quantos dias?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Entre duas a tr\u00eas vezes por semana. A ferida fica tampada, lacrada, vedada, isolada do meio externo, portanto, temporariamente, ela funciona como a pele normal do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p><strong>-Quanto tempo dura o tratamento?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Vai depender da les\u00e3o, mas em m\u00e9dia entre 9 e 12 dias, enquanto que no tradicional a dura\u00e7\u00e3o vai entre 12 e 16 dias.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Na rela\u00e7\u00e3o com os custos o tratamento tamb\u00e9m \u00e9 um sucesso?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Tamb\u00e9m, at\u00e9 porque, a ader\u00eancia, a adesividade dessa pela ao leito da ferida \u00e9 t\u00e3o densa, que n\u00f3s utilizamos a mesma pele em 80% das peles utilizadas, ou seja, a cada dez peles que eu utilizar no primeiro curativo, ao longo do tratamento, oito delas ser\u00e3o mantidas desde o in\u00edcio at\u00e9 o fim. Trocamos em m\u00e9dia duas, a cada dez l\u00e2minas que s\u00e3o aplicadas sobre as feridas.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Numa iniciativa dessa import\u00e2ncia, o senhor recebeu muita ajuda?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Eu gostaria de registrar alguns agradecimentos, porque fazer pesquisa no Brasil \u00e9 muito dif\u00edcil. Sem o apoio que recebi talvez eu n\u00e3o conseguisse ter viabilizado essa pesquisa. A Enel \u2013 Companhia Energ\u00e9tica do Cear\u00e1 -, que financiou o projeto atrav\u00e9s de uma ONG, que \u00e9 o Instituto de Apoio ao Queimado, cujo presidente \u00e9 o doutro Edmar Maciel, que coordena essa pesquisa e inclusive acompanha os pacientes em tratamento em Fortaleza. Preciso tamb\u00e9m agradecer a diretoria do Instituto Jos\u00e9 Frota, que \u00e9 o grande hospital de emerg\u00eancia em Fortaleza, que disponibilizou sua unidade de queimaduras para fazer parte da pesquisa. Tamb\u00e9m devo destacar o N\u00facleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos, vinculado \u00e0 Universidade Federal do Cear\u00e1, coordenador pelo professor Odorico Moraes. E TAM bem ao Instituto de Pesquisas Energ\u00e9ticas e Nucleares da USP sob o comando da doutora M\u00f4nica Mathor.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Essa pesquisa colocar\u00e1 o Brasil numa esp\u00e9cie de vanguarda cient\u00edfica?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Ela pretende quitar uma d\u00edvida tecnol\u00f3gica que existe em nosso Pa\u00eds em rela\u00e7\u00e3o ao tratamento de queimaduras. Enquanto o primeiro mundo utiliza a pele de porco como curativo biol\u00f3gico de origem animal para o tratamento de queimaduras, no nosso Pa\u00eds, simplesmente, h\u00e1 50 anos, n\u00e3o temos nenhuma alternativa. A pele de porco tem sido utilizada no primeiro mundo desde os idos de 1965. N\u00e3o temos nada semelhante.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Os resultados j\u00e1 est\u00e3o sendo divididos com cientistas de outros pa\u00edses?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Recentemente \u2013 em fevereiro passado \u2013 apresentamos no Hava\u00ed durante o 39\u00ba John Boswick Symposium, o maior evento cient\u00edfico de queimaduras e feridas do mundo. Os adjetivos dos moderadores foram fant\u00e1stico e maravilhoso.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Qual o pr\u00f3ximo passo da pesquisa?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Estamos come\u00e7ando em Fortaleza a fase 3 da pesquisa em humanos. Isso significa dizer que estamos come\u00e7ando a tratar mais 120 novos pacientes, que ser\u00e3o somados aos 70 que j\u00e1 foram tratados. Teremos apresenta\u00e7\u00e3o no dia primeiro de junho na Jornada Brasileira de Queimaduras em S\u00e3o Paulo e em outubro no Congresso Brasileiro da Sociedade Brasileira de Tratamento Avan\u00e7ado de Feridas.<\/p>\n<p><strong>&#8211; O senhor espera concluir a pesquisa em quanto tempo?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Algo em torno de mais doze meses. J\u00e1 estamos com dois anos de meio de trabalho e com mais um ano espero concluir. A ideia teve seus prim\u00f3rdios em 2011, mas s\u00f3 consegui viabilizar, na pr\u00e1tica, no final de 2015.<\/p>\n<p><strong>&#8211; \u00c9 feita exclusivamente no Brasil ou tem colabora\u00e7\u00e3o internacional?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 100% verde-amarela. Mas est\u00e1 tendo repercuss\u00e3o internacional. J\u00e1 foi publicada em m\u00eddias das mais diversas em 25 pa\u00edses, traduzida para sete idiomas e v\u00e1rios v\u00eddeos j\u00e1 totalizam mais de 130 milh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Algum Pa\u00eds j\u00e1 tentou transferir a tecnologia?<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Sim. J\u00e1 temos contatos com a Ar\u00e1bia Saudita, o Egito e nos Estados Unidos no servi\u00e7o do San Antonio Military Medical Center, no Texas. No entanto, s\u00e3o negocia\u00e7\u00f5es e contatos classificados como preliminares.<\/p>\n<p><strong>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Correio da Para\u00edba\/ Foto: Luiz Carlos Sousa-Arquivo pessoa<\/p>\n<p><strong>Leia mais not\u00edcias em\u00a0<\/strong><a href=\"http:\/\/www.caririemacao.com\/\"><strong>caririemacao.com<\/strong><\/a><strong>, siga nossa p\u00e1gina no\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/CaririEmAcao\/?ref=aymt_homepage_panel\"><strong>Facebook<\/strong><\/a><strong>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/cariri_em_acao\/?hl=pt-br\">Instagram<\/a>\u00a0veja nossas mat\u00e9rias e fotos. Voc\u00ea tamb\u00e9m pode enviar informa\u00e7\u00f5es \u00e0 Reda\u00e7\u00e3o do Portal Cariri em A\u00e7\u00e3o pelo WhatsApp (83) 9 9634.5791, (83) 9 9601-1162.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa pioneira no mundo est\u00e1 sendo desenvolvida pelo paraibano Marcelo Borges em queimaduras. 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