{"id":210213,"date":"2021-03-13T09:38:02","date_gmt":"2021-03-13T12:38:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=210213"},"modified":"2021-03-13T09:38:05","modified_gmt":"2021-03-13T12:38:05","slug":"pesquisadores-da-ufpb-e-mais-tres-universidades-identificam-possivel-nova-linhagem-de-covid-19-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2021\/03\/13\/pesquisadores-da-ufpb-e-mais-tres-universidades-identificam-possivel-nova-linhagem-de-covid-19-no-brasil\/","title":{"rendered":"Pesquisadores da UFPB e mais tr\u00eas universidades identificam poss\u00edvel nova linhagem de covid-19 no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisadores de cinco estados brasileiros sequenciaram amostras que indicam uma poss\u00edvel nova linhagem do novo coronav\u00edrus (SARS-CoV-2) em circula\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, segundo informou hoje (12) o Laborat\u00f3rio Nacional de Computa\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, um instituto do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es (MCTI) localizado em Petr\u00f3polis, no Rio de Janeiro. Al\u00e9m da linhagem identificada no Reino Unido, o Brasil j\u00e1 tem casos confirmados de duas variantes (P.1 e P.2), que surgiram a partir de cepas que circulavam no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A poss\u00edvel nova linhagem foi encontrada no sequenciamento de tr\u00eas amostras, em um universo de 195 que foram analisadas por pesquisadores do Amazonas, Rio Grande do Norte, Para\u00edba, Bahia e Rio de Janeiro. Essa identifica\u00e7\u00e3o, entretanto, permitiu descobrir que j\u00e1 havia outras amostras com as mesmas caracter\u00edsticas sequenciadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho foi organizado pelo Laborat\u00f3rio de Bioinform\u00e1tica (Labinfo) do LNCC, e tamb\u00e9m participaram quatro universidade p\u00fablicas: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB), Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Ao todo, 22 pesquisadores assinam a publica\u00e7\u00e3o, que foi submetida a um peri\u00f3dico cient\u00edfico ao mesmo tempo em que os sequenciamentos foram depositados em uma base de dados p\u00fablicos internacionais (Gisaid).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A coordenadora do Labinfo, Ana Tereza Vasconcelos, explica que os dados compartilhados ser\u00e3o analisados por outros pesquisadores ao redor do mundo para que a identifica\u00e7\u00e3o da nova linhagem seja confirmada pela comunidade cient\u00edfica. Segundo a cientista, as amostras em que a muta\u00e7\u00e3o foi encontrada s\u00e3o de Natal, no Rio Grande do Norte, e do interior da Bahia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Essas muta\u00e7\u00f5es n\u00e3o interferem na vacina, mas demonstram que o v\u00edrus est\u00e1 mudando o tempo inteiro, e quanto mais as pessoas estiverem na rua sem m\u00e1scara e sem medidas de prote\u00e7\u00e3o individual, mais o v\u00edrus vai mudar e mais variantes v\u00e3o surgir. \u00c9 mais uma demonstra\u00e7\u00e3o de que o v\u00edrus est\u00e1 circulando livremente&#8221;, diz Ana Tereza Vasconcelos, que refor\u00e7a o pedido pelo respeito \u00e0s medidas de preven\u00e7\u00e3o, como evitar aglomera\u00e7\u00f5es, usar m\u00e1scaras e higienizar as m\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A poss\u00edvel nova linhagem teria se originado da linhagem B.1.1.33, j\u00e1 presente no Brasil desde o in\u00edcio de 2020. A muta\u00e7\u00e3o apresentada \u00e9 a E484K, na prote\u00edna S, estrutura que forma a coroa de espinhos que d\u00e1 nome ao novo coronav\u00edrus. Essa muta\u00e7\u00e3o \u00e9 associada ao escape do sistema imunol\u00f3gico, o que, segundo a coordenadora do Labinfo, ainda precisa ser confirmado por mais estudos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Essa muta\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi relacionada a v\u00edrus que conseguem escapar do sistema imunol\u00f3gico do hospedeiro. Os v\u00edrus est\u00e3o tentando sobreviver, e eles t\u00eam mecanismos de escape. A gente acredita que essa nova linhagem pode ter esse mesmo mecanismo&#8221;, afirma a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa mesma muta\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi identificada nas variantes P.1 e P.2, originadas no Brasil a partir da linhagem B.1.1.28, e tamb\u00e9m tamb\u00e9m est\u00e1 entre as modifica\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas encontradas nas variantes descobertas no Reino Unido e na \u00c1frica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A muta\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo comum na reprodu\u00e7\u00e3o dos v\u00edrus, que se multiplicam rapidamente e podem produzir vers\u00f5es geneticamente diferentes nesse processo. A maior circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus faz com que mais organismos se multipliquem, o que aumenta as chances de uma muta\u00e7\u00e3o ocorrer. Para que uma nova linhagem surja, no entanto, \u00e9 necess\u00e1rio que essa muta\u00e7\u00e3o seja identificada em diversos indiv\u00edduos de uma determinada linhagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>ClickPB<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores de cinco estados brasileiros sequenciaram amostras que indicam uma poss\u00edvel nova linhagem do novo coronav\u00edrus (SARS-CoV-2) em circula\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, segundo informou hoje (12) o Laborat\u00f3rio Nacional de Computa\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, um instituto do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es (MCTI) localizado em Petr\u00f3polis, no Rio de Janeiro. Al\u00e9m da linhagem identificada no Reino Unido, o Brasil j\u00e1 tem casos confirmados de duas variantes (P.1 e P.2), que surgiram a partir de cepas que circulavam no pa\u00eds. A poss\u00edvel nova linhagem foi encontrada no sequenciamento de tr\u00eas amostras, em um universo de 195 que foram analisadas por pesquisadores do Amazonas, Rio Grande do Norte, Para\u00edba, Bahia e Rio de Janeiro. Essa identifica\u00e7\u00e3o, entretanto, permitiu descobrir que j\u00e1 havia outras amostras com as mesmas caracter\u00edsticas sequenciadas. O trabalho foi organizado pelo Laborat\u00f3rio de Bioinform\u00e1tica (Labinfo) do LNCC, e tamb\u00e9m participaram quatro universidade p\u00fablicas: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB), Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Ao todo, 22 pesquisadores assinam a publica\u00e7\u00e3o, que foi submetida a um peri\u00f3dico cient\u00edfico ao mesmo tempo em que os sequenciamentos foram depositados em uma base de dados p\u00fablicos internacionais (Gisaid). A coordenadora do Labinfo, Ana Tereza Vasconcelos, explica que os dados compartilhados ser\u00e3o analisados por outros pesquisadores ao redor do mundo para que a identifica\u00e7\u00e3o da nova linhagem seja confirmada pela comunidade cient\u00edfica. Segundo a cientista, as amostras em que a muta\u00e7\u00e3o foi encontrada s\u00e3o de Natal, no Rio Grande do Norte, e do interior da Bahia. &#8220;Essas muta\u00e7\u00f5es n\u00e3o interferem na vacina, mas demonstram que o v\u00edrus est\u00e1 mudando o tempo inteiro, e quanto mais as pessoas estiverem na rua sem m\u00e1scara e sem medidas de prote\u00e7\u00e3o individual, mais o v\u00edrus vai mudar e mais variantes v\u00e3o surgir. \u00c9 mais uma demonstra\u00e7\u00e3o de que o v\u00edrus est\u00e1 circulando livremente&#8221;, diz Ana Tereza Vasconcelos, que refor\u00e7a o pedido pelo respeito \u00e0s medidas de preven\u00e7\u00e3o, como evitar aglomera\u00e7\u00f5es, usar m\u00e1scaras e higienizar as m\u00e3os. 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Essa mesma muta\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi identificada nas variantes P.1 e P.2, originadas no Brasil a partir da linhagem B.1.1.28, e tamb\u00e9m tamb\u00e9m est\u00e1 entre as modifica\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas encontradas nas variantes descobertas no Reino Unido e na \u00c1frica do Sul. A muta\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo comum na reprodu\u00e7\u00e3o dos v\u00edrus, que se multiplicam rapidamente e podem produzir vers\u00f5es geneticamente diferentes nesse processo. A maior circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus faz com que mais organismos se multipliquem, o que aumenta as chances de uma muta\u00e7\u00e3o ocorrer. Para que uma nova linhagem surja, no entanto, \u00e9 necess\u00e1rio que essa muta\u00e7\u00e3o seja identificada em diversos indiv\u00edduos de uma determinada linhagem. 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