{"id":210784,"date":"2021-03-18T06:26:25","date_gmt":"2021-03-18T09:26:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=210784"},"modified":"2021-03-18T06:26:26","modified_gmt":"2021-03-18T09:26:26","slug":"pesquisa-da-ufpb-aponta-que-segunda-onda-da-covid-19-na-paraiba-somou-mais-de-100-mil-casos-em-99-dias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2021\/03\/18\/pesquisa-da-ufpb-aponta-que-segunda-onda-da-covid-19-na-paraiba-somou-mais-de-100-mil-casos-em-99-dias\/","title":{"rendered":"Pesquisa da UFPB aponta que segunda onda da covid-19 na Para\u00edba somou mais de 100 mil casos em 99 dias"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A velocidade com a qual se atingiu o patamar de casos e \u00f3bitos da primeira onda em apenas 99 dias impressiona.&nbsp;A rapidez com que novos casos e \u00f3bitos gerados pela Covid-19 v\u00eam ocorrendo, na Para\u00edba, nesta segunda onda da pandemia, foi&nbsp;comprovado em um estudo realizado pelo Laborat\u00f3rio de Intelig\u00eancia Artificial e Macroeconomia Computacional da Universidade Federal da Para\u00edba (Labimec\/UFPB) e publicado nesta quarta-feira (17).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o levantamento, que o ClickPB teve acesso, na primeira onda (per\u00edodo de mar\u00e7o a novembro de 2020), foram 133.379 casos confirmados no Estado em 232 dias. J\u00e1 na segunda onda, em apenas 99 dias foram 100.875 casos confirmados. Quanto ao n\u00famero de novos \u00f3bitos, a segunda onda na Para\u00edba j\u00e1 alcan\u00e7ou o pico registrado na primeira, veja no gr\u00e1fico:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.clickpb.com.br\/media\/filer_public\/4a\/0a\/4a0a8ed1-09ed-4dd6-8e81-3d8d1c967b44\/grafico-novos-casos-e-obitos-covid.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 foram 1.537 mortes registradas em 101 dias, o que representa uma taxa de 15 mortes di\u00e1rias, contra aproximadamente 13 \u00f3bitos por dia, no primeiro per\u00edodo da pandemia, quando ocorreram 3.295 mortes em 259 dias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o coordenador do Labimec e professor do Departamento de Economia da UFPB C\u00e1ssio Besarria, a velocidade com a qual se atingiu o patamar de casos e \u00f3bitos da primeira onda impressiona. A curva de casos e mortes cresce \u2013 1.483 novos casos e 35 novos \u00f3bitos confirmados na Para\u00edba somente no dia 11 de mar\u00e7o \u2013 ap\u00f3s dois fatos que ocorreram no \u00faltimo m\u00eas de fevereiro: a confirma\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a de uma nova variante do v\u00edrus no Estado, seguida do feriado de carnaval, com a presen\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o em praias, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o pesquisador, a mobilidade urbana na semana do carnaval foi determinante para essas estat\u00edsticas. \u201cN\u00e3o houve um carnaval oficial, mas houve um paralelo, o que sugere que essa semana teve um efeito decisivo para o que estamos vendo hoje. Hoje o cen\u00e1rio \u00e9 muito pior. Na primeira onda se falava em possibilidade de colapso do sistema de sa\u00fade. Hoje estamos vendo esse colapso\u201d, ressaltou Besarria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados do estudo foram apresentados pelo professor C\u00e1ssio Besarria em uma reuni\u00e3o realizada nesta quarta-feira (17), de forma remota, entre representantes dos centros de ensino de Ci\u00eancias Sociais Aplicadas (CCSA), Ci\u00eancias Humanas, Letras e Artes (CCHLA), de Tecnologia (CT) e de Ci\u00eancias da Sa\u00fade (CCS) da UFPB.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O evento, coordenado pela presidente da Comiss\u00e3o de Biosseguran\u00e7a do CCSA, professora M\u00e1rcia Fonseca, teve o intuito de discutir o planejamento do retorno das atividades presenciais nos referidos centros, considerando o atual cen\u00e1rio epidemiol\u00f3gico no Estado e no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Laborat\u00f3rio de Intelig\u00eancia Artificial e Macroeconomia Computacional da Universidade tem acompanhado o cen\u00e1rio da pandemia na Para\u00edba h\u00e1 um ano. Os dados gerados pelos pesquisadores englobam, al\u00e9m de n\u00famero de casos e de mortes em virtude da doen\u00e7a, aspectos como ocupa\u00e7\u00e3o de leitos no Estado e mobilidade urbana (em praias, supermercados ou farm\u00e1cias, por exemplo) durante o per\u00edodo de distanciamento social. Mais informa\u00e7\u00f5es sobre essa e outras pesquisas desenvolvidas pelo Laborat\u00f3rio podem ser acessadas pelo Instagram @labimec.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>ClickPB<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A velocidade com a qual se atingiu o patamar de casos e \u00f3bitos da primeira onda em apenas 99 dias impressiona.&nbsp;A rapidez com que novos casos e \u00f3bitos gerados pela Covid-19 v\u00eam ocorrendo, na Para\u00edba, nesta segunda onda da pandemia, foi&nbsp;comprovado em um estudo realizado pelo Laborat\u00f3rio de Intelig\u00eancia Artificial e Macroeconomia Computacional da Universidade Federal da Para\u00edba (Labimec\/UFPB) e publicado nesta quarta-feira (17). De acordo com o levantamento, que o ClickPB teve acesso, na primeira onda (per\u00edodo de mar\u00e7o a novembro de 2020), foram 133.379 casos confirmados no Estado em 232 dias. J\u00e1 na segunda onda, em apenas 99 dias foram 100.875 casos confirmados. Quanto ao n\u00famero de novos \u00f3bitos, a segunda onda na Para\u00edba j\u00e1 alcan\u00e7ou o pico registrado na primeira, veja no gr\u00e1fico:&nbsp; J\u00e1 foram 1.537 mortes registradas em 101 dias, o que representa uma taxa de 15 mortes di\u00e1rias, contra aproximadamente 13 \u00f3bitos por dia, no primeiro per\u00edodo da pandemia, quando ocorreram 3.295 mortes em 259 dias. Para o coordenador do Labimec e professor do Departamento de Economia da UFPB C\u00e1ssio Besarria, a velocidade com a qual se atingiu o patamar de casos e \u00f3bitos da primeira onda impressiona. A curva de casos e mortes cresce \u2013 1.483 novos casos e 35 novos \u00f3bitos confirmados na Para\u00edba somente no dia 11 de mar\u00e7o \u2013 ap\u00f3s dois fatos que ocorreram no \u00faltimo m\u00eas de fevereiro: a confirma\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a de uma nova variante do v\u00edrus no Estado, seguida do feriado de carnaval, com a presen\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o em praias, por exemplo. Para o pesquisador, a mobilidade urbana na semana do carnaval foi determinante para essas estat\u00edsticas. \u201cN\u00e3o houve um carnaval oficial, mas houve um paralelo, o que sugere que essa semana teve um efeito decisivo para o que estamos vendo hoje. Hoje o cen\u00e1rio \u00e9 muito pior. Na primeira onda se falava em possibilidade de colapso do sistema de sa\u00fade. Hoje estamos vendo esse colapso\u201d, ressaltou Besarria. Os dados do estudo foram apresentados pelo professor C\u00e1ssio Besarria em uma reuni\u00e3o realizada nesta quarta-feira (17), de forma remota, entre representantes dos centros de ensino de Ci\u00eancias Sociais Aplicadas (CCSA), Ci\u00eancias Humanas, Letras e Artes (CCHLA), de Tecnologia (CT) e de Ci\u00eancias da Sa\u00fade (CCS) da UFPB. 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