{"id":211084,"date":"2021-03-19T11:27:22","date_gmt":"2021-03-19T14:27:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=211084"},"modified":"2021-03-19T11:27:25","modified_gmt":"2021-03-19T14:27:25","slug":"dia-do-cuscuz-o-prato-que-saiu-do-norte-da-africa-para-virar-simbolo-da-forca-do-povo-nordestino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2021\/03\/19\/dia-do-cuscuz-o-prato-que-saiu-do-norte-da-africa-para-virar-simbolo-da-forca-do-povo-nordestino\/","title":{"rendered":"Dia do Cuscuz: o prato que saiu do Norte da \u00c1frica para virar s\u00edmbolo da for\u00e7a do povo nordestino"},"content":{"rendered":"\n<p>Um alimento que tem sua origem nos povos berberes, do Norte da \u00c1frica, milhares de anos atr\u00e1s, que primeiro atravessou o Mar Mediterr\u00e2neo rumo \u00e0 Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica e depois o Atl\u00e2ntico at\u00e9 chegar \u00e0 Am\u00e9rica. Foi ressignificado, reinventado, redescoberto. Ganhou varia\u00e7\u00f5es em diferentes partes do Brasil. Virou fonte de alimento ind\u00edgena em primeiro lugar, para depois se transformar em s\u00edmbolo da resist\u00eancia sertaneja. E que hoje em dia \u00e9 uma das principais riquezas imateriais da regi\u00e3o Nordeste. Esse \u00e9 o cuscuz, um prato extremamente democr\u00e1tico, que pode ser comido das mais diferentes formas, e que de t\u00e3o importante tem dia pr\u00f3prio no calend\u00e1rio, visto que a data de 19 de mar\u00e7o marca o Dia Mundial do Cuscuz.<\/p>\n\n\n\n<p>O historiador paraibano Diego Gomes explica que o cuscuz surgiu junto com os povos berberes, que habitavam o deserto do Saara, numa extensa faixa territorial que hoje em dia forma estados-na\u00e7\u00f5es como L\u00edbia, Tun\u00edsia, Arg\u00e9lia, Marrocos e Saara Ocidental.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/AX8nxyXbkyw5ZfnPdfEZUS6ZRJQ=\/0x0:1280x960\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2021\/7\/V\/AwpbwTR66OcRgyQXbZug\/whatsapp-image-2021-03-18-at-22.34.09.jpeg\" alt=\"Saara, o deserto onde vive os berberes e onde o cuscuz nasceu milhares de anos atr\u00e1s \u2014 Foto: Phelipe Caldas\/G1\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Saara, o deserto onde vive os berberes e onde o cuscuz nasceu milhares de anos atr\u00e1s \u2014 Foto: Phelipe Caldas\/G1<\/p>\n\n\n\n<p>Os berberes, a prop\u00f3sito, n\u00e3o podem ser vistos como um povo unificado. Segundo Diego, eles s\u00e3o, na verdade, diferentes povos que compartilhavam uma mesma matriz lingu\u00edstica e cultural. Eram n\u00f4mades, comerciantes por natureza, acostumados a dialogar entre diferentes culturas. \u201cEles transitavam entre a \u00c1frica Subsaariana e o Mediterr\u00e2neo. Rompiam as fronteiras do Saara, que por motivos clim\u00e1ticos era uma barreira natural quase intranspon\u00edvel entre essas duas regi\u00f5es, e criavam conex\u00f5es entre dois mundos\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Da\u00ed que, quando acontece a invas\u00e3o moura \u00e0 Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, e a perman\u00eancia desses no territ\u00f3rio entre 711 e 1492, os berberes passar\u00e3o a ser figuras recorrentes nos territ\u00f3rios de Espanha e Portugal. Uma influ\u00eancia que vai permanecer na regi\u00e3o da Andaluzia mesmo depois da expuls\u00e3o dos \u00e1rabes do continente e que vai contribuir para que o h\u00e1bito de comer cuscuz seja levado para o outro lado do oceano por tripulantes que participaram das grandes navega\u00e7\u00f5es. N\u00e3o tardou, esse costume seria assimilado pelos povos origin\u00e1rios que l\u00e1 viviam.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/gX4NO1vm0gy7GTipAE8LMoQx9F0=\/79x0:986x512\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2021\/6\/6\/gDtikfRK2bPEWfJsfmKQ\/whatsapp-image-2021-03-18-at-22.09.17.jpeg\" alt=\"Cuscuz berbere, atualmente conhecido tamb\u00e9m por cuscuz marroquino \u2014 Foto: Phelipe Caldas\/G1\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Cuscuz berbere, atualmente conhecido tamb\u00e9m por cuscuz marroquino \u2014 Foto: Phelipe Caldas\/G1<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O cuscuz no Nordeste<\/h4>\n\n\n\n<p>Algumas caracter\u00edsticas foram fundamentais para a r\u00e1pida populariza\u00e7\u00e3o do cuscuz no Nordeste.\u00a0O milho era um produto nativo do Brasil, existia em abund\u00e2ncia e resistia a qualquer tipo de varia\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica.\u00a0Al\u00e9m do mais, era uma comida de alto valor nutricional. Que qualquer pessoa estava apta a fazer. Os povos ind\u00edgenas foram apresentados a ele, perceberam as condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis para o seu consumo, e o adicionaram \u00e0s suas dietas.<\/p>\n\n\n\n<p>Professor do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Antropologia da Universidade Federal da Para\u00edba, que pesquisa comunidades e povos ind\u00edgenas no Nordeste brasileiro, Estev\u00e3o Palitot explica que o cuscuz, na verdade, n\u00e3o \u00e9 um ingrediente espec\u00edfico. Nem uma receita. \u201cO cuscuz \u00e9 o modo de preparo. \u00c9 um gr\u00e3o que \u00e9 hidratado e cozido\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem, portanto, diversas receitas de cuscuz mundo afora. O berbere, o paulista, o do arquip\u00e9lago de Cabo Verde, todos eles com especificidades pr\u00f3prias, acompanhamentos espec\u00edficos. Mas, no Nordeste, que acabaria se tornando a vers\u00e3o mais famosa do Brasil, o cuscuz \u00e9 preparado da forma mais simples poss\u00edvel: flocos de milho mo\u00eddo cozinhados no vapor de \u00e1gua. O que lhe d\u00e1 o seu famoso aspecto amarelo vivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO cuscuz no Nordeste vira uma mistura de tradi\u00e7\u00f5es afroind\u00edgenas, em que o portugu\u00eas \u00e9 mero contrabandista\u201d, declara o professor Estev\u00e3o Palitot.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Para ele, o poder do prato est\u00e1 justamente em sua simplicidade: \u201cO cuscuz \u00e9 originalmente uma comida de pobre. \u00c9 a comida vista como sendo de qualidade inferior. \u00c9 a fonte de energia de quem precisa sobreviver. \u00c9 aquela comida que s\u00f3 precisa de uma panela, um pano e um prato que j\u00e1 resolve\u201d.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>E, justamente por isso, \u00e9 ressignificado. Vira, com o tempo, ao longo dos anos, das d\u00e9cadas, dos s\u00e9culos at\u00e9, a comida de toda hora. Passa a ser sin\u00f4nimo de lar, de aconchego, de fam\u00edlia. \u201c\u00c9 quando o cuscuz se transforma em identidade, em s\u00edmbolo de um povo, em discurso\u201d, prossegue Estev\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Opini\u00e3o parecida tem a professora Maria Isabel Dantas, cientista social do Rio Grande do Norte que pesquisa o valor simb\u00f3lico da comida entre diferentes grupos identit\u00e1rios do Nordeste. De acordo com ela, o cuscuz por muito tempo foi consumido por quem n\u00e3o tinha dinheiro para comprar itens como arroz ou carne. Mas \u00e9 isso que o valoriza como parte da vida de um povo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/wCHXP197YRLo5QkeEVe44Vunaoc=\/0x0:1280x960\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2021\/k\/r\/Er9elrQrAkaCHKgHafhg\/whatsapp-image-2021-03-16-at-20.17.17.jpeg\" alt=\"Maria Isabel Dantas, professora que pesquisa o valor simb\u00f3lico da comida \u2014 Foto: Maria Isabel Dantas\/Arquivo Pessoal\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Maria Isabel Dantas, professora que pesquisa o valor simb\u00f3lico da comida \u2014 Foto: Maria Isabel Dantas\/Arquivo Pessoal<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cEle simboliza a nossa rela\u00e7\u00e3o com a terra. Carrega uma hist\u00f3ria que as pessoas atribuem grande significado\u201d, comenta Maria Isabel.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Principalmente porque, em tempos pr\u00e9-industriais, em que ainda n\u00e3o havia os flocos de milho vendidos em supermercados, e nem mesmo cuscuzeira, todo o trabalho era feito artesanalmente. Colhia-se o milho, batia-o em pil\u00f5es, peneirava-o. Fervia \u00e1gua numa panela e por cima do vapor colocava-se um pano enrolado com o farelo de milho dentro, at\u00e9 se cozinhar e obter a textura certa do cuscuz. Dava trabalho, muito, principalmente numa \u00e9poca em que as fam\u00edlias eram grandes. Ao mesmo tempo, era simples. Sem grandes segredos, sem requerer t\u00e9cnicas apuradas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 uma comida que est\u00e1 na mem\u00f3ria das pessoas. Que passou de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. O sabor est\u00e1 justamente nessa lembran\u00e7a\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/ynV4PK6urhMOHzA2zrCJjaYO394=\/0x234:720x912\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2021\/3\/g\/7IKxOiTOSO0WsZTsYBxA\/whatsapp-image-2021-03-16-at-20.42.21.jpeg\" alt=\"Nem sempre se precisou de cuscuzeira para fazer cuscuz \u2014 Foto: Maria Isabel Dantas\/Arquivo Pessoal\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Nem sempre se precisou de cuscuzeira para fazer cuscuz \u2014 Foto: Maria Isabel Dantas\/Arquivo Pessoal<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O Nordeste idealizado e o Nordeste do cuscuz<\/h4>\n\n\n\n<p>A professora Maria Isabel Dantas comenta ainda que durante muito tempo tentou-se construir no imagin\u00e1rio popular um \u201cNordeste idealizado\u201d em que o s\u00edmbolo principal era a carne de sol. Mas a verdade, segundo ela, \u00e9 que nem todo mundo na regi\u00e3o, principalmente no Sert\u00e3o, tinha dinheiro para esse tipo de iguaria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNem todo sertanejo conhecia o gosto da carne de sol, mas todo ele conhecia o do cuscuz. Era uma comida que estava em todas as mesas\u201d, frisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Como acompanhamento, para ser misturado apenas na hora da refei\u00e7\u00e3o e sem nenhum tipo de cerim\u00f4nia, o que estivesse \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o: carne de terceira, coco, leite, ovos, peixes de \u00e1gua doce, rapadura, mi\u00fados de porco e de boi, etc. Muito por isso, o cuscuz \u00e9 m\u00faltiplo hoje em dia. Tem quem coma ele salgado, tem quem coma ele doce. Seco, ou molhado no leite. Com raspas de rapadura e at\u00e9 mel. Salsicha, queijo, ovo. D\u00e1 com tudo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 o sofrimento de antigamente que ressignifica o cuscuz. \u00c9 o que d\u00e1 a ele uma forte mem\u00f3ria afetiva. Se voc\u00ea tira do nordestino esse item de seu card\u00e1pio, voc\u00ea tira tudo dele. Porque ali est\u00e1 a sua mem\u00f3ria\u201d, prossegue.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/exDf3Q-9uQszPQaxbFlX3cj6lcI=\/0x311:868x1138\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2021\/d\/a\/PZs2mISxO8XPGNDtVSYA\/whatsapp-image-2021-03-18-at-22.27.39.jpeg\" alt=\"Cuscuz com p\u00e9 de galinha: come-se com o que tem \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o \u2014 Foto: Mario Aguiar\/TV Cabo Branco\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Cuscuz com p\u00e9 de galinha: come-se com o que tem \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o \u2014 Foto: Mario Aguiar\/TV Cabo Branco<\/p>\n\n\n\n<p>A diarista Marluce Batista, 60 anos, mulher pobre e sertaneja, confirma tudo isso. \u201cEu amo cuscuz\u201d, diz de pronto.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, ao ser questionada sobre o que o prato representa para ela, a resposta \u00e9 incisiva:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu gosto dele de todo o jeito. No caf\u00e9 da manh\u00e3, no almo\u00e7o, no jantar. O cuscuz me acompanha desde que eu nasci. Criei meus tr\u00eas filhos com cuscuz. E meu neto adora\u201d, encanta-se Marluce, comprovando que \u00e9 alimento que ultrapassa gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Natural de Brejo do Cruz, Alto Sert\u00e3o paraibano, ela confirma todo o processo j\u00e1 descrito. Chegou a realizar pessoalmente o trabalho de batida num pil\u00e3o de madeira. E arremata:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cEu fui criada comendo cuscuz com rapadura e toicinho frito desde pequena. \u00c9 uma del\u00edcia. \u00c9 forte e faz bem\u201d, delicia-se Marluce.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p><em>G1<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um alimento que tem sua origem nos povos berberes, do Norte da \u00c1frica, milhares de anos atr\u00e1s, que primeiro atravessou o Mar Mediterr\u00e2neo rumo \u00e0&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":211085,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[50,122],"tags":[],"class_list":["post-211084","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-nordeste"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/211084","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=211084"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/211084\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":211086,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/211084\/revisions\/211086"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/211085"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=211084"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=211084"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=211084"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}