{"id":214229,"date":"2021-04-14T11:39:00","date_gmt":"2021-04-14T14:39:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=214229"},"modified":"2021-04-14T11:39:03","modified_gmt":"2021-04-14T14:39:03","slug":"em-2019-brasil-tinha-quase-40-milhoes-de-pessoas-sem-acesso-a-internet-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2021\/04\/14\/em-2019-brasil-tinha-quase-40-milhoes-de-pessoas-sem-acesso-a-internet-diz-ibge\/","title":{"rendered":"Em 2019, Brasil tinha quase 40 milh\u00f5es de pessoas sem acesso \u00e0 internet, diz IBGE"},"content":{"rendered":"\n<p>O Brasil tinha&nbsp;39,8 milh\u00f5es pessoas sem conex\u00e3o com a internet&nbsp;no final de 2019. O n\u00famero representa&nbsp;21,7% da popula\u00e7\u00e3o&nbsp;com idade acima de 10 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros s\u00e3o da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad C), com levantamento feito no 4\u00ba trimestre de 2019, divulgada nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/ibge\/\">IBGE<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Um ano antes, o n\u00famero de brasileiros que n\u00e3o tinham acesso \u00e0 rede mundial de computadores era de 45,9 milh\u00f5es, o que correspondia a 25,3% da popula\u00e7\u00e3o com 10 anos ou mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um ano, o n\u00famero de internautas no Brasil aumentou em 6,1 milh\u00f5es de pessoas. Havia no pa\u00eds, ao final de 2019,&nbsp;143,5 milh\u00f5es pessoas&nbsp;conectadas \u00e0 internet (78,3%).<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados do suplemento de Tecnologias da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o (TIC) da Pnad d\u00e3o um panorama sobre quantas pessoas est\u00e3o conectadas \u00e0 internet e aparelhos mais usados para acessar a rede.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja abaixo os principais dados da pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/5lQrAmNaaChLJVCCCl94MikArIw=\/0x0:650x1487\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2021\/K\/t\/ANypDcTqOnwdTAAKEvcw\/1404-uso-da-internet-no-brasil.jpg\" alt=\"Uso da internet no Brasil em 2019 \u2014 Foto: Anderson Cattai\/G1\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Uso da internet no Brasil em 2019 \u2014 Foto: Anderson Cattai\/G1<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Acesso \u00e0 internet<\/h4>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de pessoas que se conectam \u00e0 internet no Brasil vem crescendo, segundo o IBGE.&nbsp;Em 2019, 78,3% das pessoas de 10 anos ou mais (143,5 milh\u00f5es) se conectaram \u00e0 rede.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2016, esse n\u00famero era de 64,7% da popula\u00e7\u00e3o, enquanto em 2017 era de 69,8% e em 2018 era de 74,7%.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os que n\u00e3o acessavam a internet, a maioria alegou n\u00e3o saber utiliz\u00e1-la (43,8%) ou n\u00e3o ter interesse (31,6%). Essas pessoas tamb\u00e9m disseram que a internet era cara (11,9%), assim como os equipamentos (6,1%).<\/p>\n\n\n\n<p>As regi\u00f5es mais conectadas s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Centro-oeste<\/strong>:84,6%<\/li><li><strong>Sudeste<\/strong>: 83,8%<\/li><li><strong>Sul<\/strong>: 81,8%<\/li><li><strong>Norte<\/strong>: 69,2%<\/li><li><strong>Nordeste<\/strong>: 68,6%<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Em 2019, a&nbsp;propor\u00e7\u00e3o de mulheres conectadas foi maior que a de homens: 78,3% delas tinham acesso, enquanto, o \u00edndice para eles era de 77,1%.<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;faixa et\u00e1ria que mais se conecta tem entre 20 e 24 anos: 92,7% dessa faixa acessou a internet. Os brasileiros com 60 anos ou mais apresentaram o menor \u00edndice, de 45% \u2013 um salto a partir dos 38,7% em 2018.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Diferen\u00e7a de renda<\/h4>\n\n\n\n<p>O rendimento real m\u00e9dio per capita nos domic\u00edlios em que havia utiliza\u00e7\u00e3o da internet era de R$ 1.527, quase o dobro do rendimento dos que n\u00e3o utilizavam a rede, que foi de R$ 728.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA grande diferen\u00e7a entre esses dois rendimentos foi observada em todas as grandes regi\u00f5es\u201d, afirmou o IBGE.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Celular como principal dispositivo<\/h4>\n\n\n\n<p>O&nbsp;celular \u00e9 o aparelho n\u00famero um para acessar a internet no Brasil. Em 2019, o aparelho era usado por 98,6% dos internautas. Veja a compara\u00e7\u00e3o com outros dispositivos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>celular<\/strong>: 98,6%;<\/li><li><strong>computador<\/strong>: 46,2%;<\/li><li><strong>televis\u00e3o<\/strong>: 31,9%;<\/li><li><strong>tablet<\/strong>: 10,9%.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>O total de domic\u00edlios que tinha um computador diminuiu. Eram 41,7% em 2018, e 40,6% em 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2019,&nbsp;148,4 milh\u00f5es de pessoas com 10 anos ou mais tinham um celular para uso pessoal&nbsp;(81,0% da popula\u00e7\u00e3o desta faixa et\u00e1ria). O percentual \u00e9 um pouco maior do que o estimado em 2018 (79,3%).<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>No entanto, o n\u00famero \u00e9 muito diferente entre pessoas que vivem em \u00e1reas urbanas e em \u00e1reas rurais: 84,4% contra 59,3%, respectivamente.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Entre as pessoas que n\u00e3o tinham um celular,&nbsp;27,7% alegaram que o aparelho era caro; 22,6%, falta de interesse em ter um; 21,9% que n\u00e3o sabiam usar; e 16,4% que costumavam usar o aparelho de outra pessoa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Troca de mensagens \u00e9 o uso favorito<\/h4>\n\n\n\n<p>A maioria das pessoas apontou que trocar mensagens \u00e9 a principal finalidade para o uso da internet. A comunica\u00e7\u00e3o por liga\u00e7\u00f5es de voz ou v\u00eddeo ficou em segundo lugar:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagem por aplicativos<\/strong>: 95,7%;<\/li><li><strong>conversar por chamada de voz ou v\u00eddeo<\/strong>:91,2%;<\/li><li><strong>assistir v\u00eddeos, filmes e s\u00e9ries<\/strong>: 88,4%;<\/li><li><strong>enviar ou receber e-mails<\/strong>: 61,5%.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Conex\u00e3o em casa<\/h4>\n\n\n\n<p>O uso de internet discada no Brasil \u00e9 quase inexistente, segundo o IBGE. Somente 0,2% das pessoas se conectam \u00e0 rede dessa forma.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria dos lares usa banda larga fixa e banda larga m\u00f3vel (3G e 4G). De 2018 para 2019, nos domic\u00edlios em que havia utiliza\u00e7\u00e3o da internet, o percentual de domic\u00edlios em que havia tanto a conex\u00e3o por banda larga fixa quanto a m\u00f3vel subiu de 56,3% para 59,2%.<\/p>\n\n\n\n<p>Os domic\u00edlios que utilizaram somente a conex\u00e3o por banda larga m\u00f3vel passou de 23,3% para 21,4% de um ano para o outro. Naqueles em que havia somente o uso de conex\u00e3o por banda larga fixa, a varia\u00e7\u00e3o foi de 19,0% para 18,1%.<\/p>\n\n\n\n<p>No total, 77,9% dos domic\u00edlios possu\u00edam banda larga fixa e 81,2% banda larga m\u00f3vel. Veja os n\u00fameros por regi\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Norte<\/strong>: fixa 55% \/ m\u00f3vel 88,6%;<\/li><li><strong>Nordeste<\/strong>: fixa 80,4% \/ m\u00f3vel 63,8%;<\/li><li><strong>Centro-oeste<\/strong>: fixa 77,3% \/ m\u00f3vel 87,1%;<\/li><li><strong>Sudeste<\/strong>: fixa 79% \/ m\u00f3vel 87,5%;<\/li><li><strong>Sul<\/strong>: fixa 81% \/ m\u00f3vel 82,4%.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Estudantes<\/h4>\n\n\n\n<p>Os estudantes usam mais a internet: 88,1% deles se conectaram \u00e0 internet em 2019. O n\u00famero entre n\u00e3o estudantes que acessaram a rede foi de 75,8%.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, o acesso se torna diferente de acordo com a rede de ensino:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>98,4% dos&nbsp;estudantes da rede privada&nbsp;utilizaram a internet;<\/li><li>83,7% dos&nbsp;estudantes da rede p\u00fablica&nbsp;se conectaram \u00e0 rede.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Essas diferen\u00e7as se acentuam de acordo com a regi\u00e3o do pa\u00eds. Considerados apenas os&nbsp;estudantes da rede privada, o percentual de uso da internet ficou acima de 95,0% em todas as grandes regi\u00f5es. Veja abaixo os n\u00fameros para a rede p\u00fablica:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Norte<\/strong>: 68,4%;<\/li><li><strong>Nordeste<\/strong>: 77%;<\/li><li><strong>Centro-oeste<\/strong>: 88,6%;<\/li><li><strong>Sul<\/strong>: 90,5%;<\/li><li><strong>Sudeste<\/strong>: 91,3%.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Entre os estudantes que n\u00e3o tinham um celular, 91% deles eram da rede p\u00fablica de ensino. O principal motivo apontado pela aus\u00eancia do aparelho foi o custo (41,2%), seguido pela alega\u00e7\u00e3o de que costumavam utilizar o telefone m\u00f3vel celular de outra pessoa (28,7%).<\/p>\n\n\n\n<p>Na rede privada, os motivos eram inversos: o uso de aparelho de outra pessoa teve peso maior (40,3%) do que a quest\u00e3o do aparelho ser caro (20,0%).<\/p>\n\n\n\n<p><em>G1<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil tinha&nbsp;39,8 milh\u00f5es pessoas sem conex\u00e3o com a internet&nbsp;no final de 2019. 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