{"id":215263,"date":"2021-04-21T11:44:57","date_gmt":"2021-04-21T14:44:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=215263"},"modified":"2021-04-21T11:45:00","modified_gmt":"2021-04-21T14:45:00","slug":"caso-geffesson-moura-policiais-sergipanos-mataram-advogado-na-paraiba-e-adulteraram-cena-do-crime-conclui-inquerito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2021\/04\/21\/caso-geffesson-moura-policiais-sergipanos-mataram-advogado-na-paraiba-e-adulteraram-cena-do-crime-conclui-inquerito\/","title":{"rendered":"Caso Geffesson Moura: policiais sergipanos mataram advogado na Para\u00edba e adulteraram cena do crime, conclui inqu\u00e9rito"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Pol\u00edcia Civil da Para\u00edba concluiu o inqu\u00e9rito que apurou a morte do advogado Geffesson de Moura Gomes, e representou pela pris\u00e3o preventiva dos policiais do estado de Sergipe, Osvaldo Resende Neto, Jos\u00e9 Alonso de Santana e Gilvan Moraes de Oliveira (Sargento Gilvan), envolvidos no crime. Eles foram indiciados por cometerem os crimes de homic\u00eddio qualificado e fraude processual, pela adultera\u00e7\u00e3o da cena do crime.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O relat\u00f3rio final j\u00e1 foi enviado ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, que acatou a conclus\u00e3o da Pol\u00edcia Civil e ofereceu den\u00fancia \u00e0 Justi\u00e7a contra os policiais que foram presos provisoriamente at\u00e9 a conclus\u00e3o do inqu\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O delegado Glauber Fontes, designado em car\u00e1ter especial para apurar o caso, destacou alguns pontos que foram essenciais para a conclus\u00e3o do inqu\u00e9rito e que justificam o pedido de pris\u00e3o preventiva dos policiais sergipanos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cOs policiais estavam ali n\u00e3o para prender, mas para executar, pois os disparos comprovam isso, sendo oito disparos \u00e0 queima roupa. Al\u00e9m disso, para tentar ludibriar a investiga\u00e7\u00e3o eles jogaram uma arma no carro da v\u00edtima e apresentaram essa arma apenas na Delegacia de Patos e n\u00e3o no local do crime, caracterizando o crime de fraude processual\u201d, disse o delegado Glauber Fontes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outros agravantes foram encontrados durante a investiga\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Civil da Para\u00edba, que revelou que o delegado da Pol\u00edcia Civil de Sergipe, Osvaldo Resende, j\u00e1 tinha envolvimento em uma situa\u00e7\u00e3o muito semelhante no ano de 2020 em Tamandar\u00e9, quando assassinou o tio de Luiz Henrique, que era o alvo que eles realmente queria, ou seja, j\u00e1 havia um problema familiar entre a equipe do delegado e o investigado Luiz Henrique, que era o alvo que eles procuravam\u201d, destacou Glauber Fontes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que o relat\u00f3rio aponta \u00e9 que o advogado Geffesson de Moura Gomes foi morto por engano, pois o alvo da equipe sergipana era o investigado Luiz Henrique Cunha Carvalho. Outro ponto \u00e9 a quest\u00e3o da arma que foi atribu\u00edda a Geffesson. Segundo o delegado Glauber Fontes, a arma tinha sido revendida para um policial militar do estado de Sergipe que, inclusive, encontra-se preso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O delegado Sylvio Rabelo, da 3\u00aa Superintend\u00eancia de Pol\u00edcia Civil da Para\u00edba, que investiga os casos relacionados a v\u00e1rias cidades do Sert\u00e3o, destacou que o relat\u00f3rio \u00e9 preciso e com base em uma investiga\u00e7\u00e3o minuciosa, n\u00e3o deixando d\u00favidas quanto as autorias do crime.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNo que tange \u00e0 autoria, n\u00e3o remanescem d\u00favidas. O autor dos oito disparos de arma de fogo que ceifaram a vida da v\u00edtima foi o delegado da Pol\u00edcia Civil do estado de Sergipe, Osvaldo Resende Neto. Os policiais Jos\u00e9 Alonso de Santana e Gilvan Morais de Oliveira deram o apoio necess\u00e1rio para a consuma\u00e7\u00e3o do crime ao realizarem as abordagem com o prop\u00f3sito previamente definido: localizar e executar a v\u00edtima Luiz Henrique Cunha Carvalho. O que deu errado, no momento da consuma\u00e7\u00e3o do crime, foi o fato de Geffesson ter sido confundido com Luiz Henrique\u201d,\u00a0 ressaltou delegado Sylvio Rabelo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO Minist\u00e9rio P\u00fablico j\u00e1 ofereceu den\u00fancia e concordou com a Pol\u00edcia Civil quanto \u00e0 pris\u00e3o preventiva dos indiciados. Ficamos agora no aguardo da decis\u00e3o judicial que dever\u00e1 sair nas pr\u00f3ximas horas\u201d, concluiu o delegado Glauber Fontes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ENTENDA O CASO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No dia 16 de mar\u00e7o deste ano, por volta das 22h, uma equipe da Pol\u00edcia Civil de Sergipe entrou em territ\u00f3rio paraibano para realizar dilig\u00eancias quando abordou o advogado Geffesson de Moura Gomes, que trafegava pela rodovia federal BR-230, \u00e0 altura do munic\u00edpio de Santa Luzia, sert\u00e3o do estado,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objetivo era prender um grupo criminoso que atua em roubos de cargas e outros crimes em Sergipe e que havia se escondido na Para\u00edba.&nbsp; Os policiais de Sergipe estavam de posse de mandados de pris\u00e3o expedidos pela Justi\u00e7a para serem cumpridos durante a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os policiais sergipano, no entanto, n\u00e3o deram qualquer chance do advogado paraibano se explicar ou se apresentar, pois, ao confund\u00ed-lo com um dos procurados, j\u00e1 foram atirando e atingiram a v\u00edtima com oito disparos \u00e0 queima-roupa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eles ainda levaram a v\u00edtima, j\u00e1 sem vida, e a deixaram na frente do hospital de Santa Luzia. Tamb\u00e9m apresentaram uma arma de fogo \u00e0 Delegacia de Patos como se fosse do advogado e alegando t\u00ea-la encontrado no carro do mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Pol\u00edcia Civil da Para\u00edba instaurou inqu\u00e9rito e investigou o caso, pedindo, a princ\u00edpio, a pris\u00e3o tempor\u00e1ria dos suspeitos, e agora com a conclus\u00e3o do inqu\u00e9rito, representou e o Minist\u00e9rio P\u00fablico acatou, oferecendo den\u00fancia pela pris\u00e3o preventiva dos policiais sergipanos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>ClickPB<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Pol\u00edcia Civil da Para\u00edba concluiu o inqu\u00e9rito que apurou a morte do advogado Geffesson de Moura Gomes, e representou pela pris\u00e3o preventiva dos policiais do estado de Sergipe, Osvaldo Resende Neto, Jos\u00e9 Alonso de Santana e Gilvan Moraes de Oliveira (Sargento Gilvan), envolvidos no crime. Eles foram indiciados por cometerem os crimes de homic\u00eddio qualificado e fraude processual, pela adultera\u00e7\u00e3o da cena do crime. O relat\u00f3rio final j\u00e1 foi enviado ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, que acatou a conclus\u00e3o da Pol\u00edcia Civil e ofereceu den\u00fancia \u00e0 Justi\u00e7a contra os policiais que foram presos provisoriamente at\u00e9 a conclus\u00e3o do inqu\u00e9rito. O delegado Glauber Fontes, designado em car\u00e1ter especial para apurar o caso, destacou alguns pontos que foram essenciais para a conclus\u00e3o do inqu\u00e9rito e que justificam o pedido de pris\u00e3o preventiva dos policiais sergipanos. \u201cOs policiais estavam ali n\u00e3o para prender, mas para executar, pois os disparos comprovam isso, sendo oito disparos \u00e0 queima roupa. Al\u00e9m disso, para tentar ludibriar a investiga\u00e7\u00e3o eles jogaram uma arma no carro da v\u00edtima e apresentaram essa arma apenas na Delegacia de Patos e n\u00e3o no local do crime, caracterizando o crime de fraude processual\u201d, disse o delegado Glauber Fontes. Outros agravantes foram encontrados durante a investiga\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Civil da Para\u00edba, que revelou que o delegado da Pol\u00edcia Civil de Sergipe, Osvaldo Resende, j\u00e1 tinha envolvimento em uma situa\u00e7\u00e3o muito semelhante no ano de 2020 em Tamandar\u00e9, quando assassinou o tio de Luiz Henrique, que era o alvo que eles realmente queria, ou seja, j\u00e1 havia um problema familiar entre a equipe do delegado e o investigado Luiz Henrique, que era o alvo que eles procuravam\u201d, destacou Glauber Fontes. O que o relat\u00f3rio aponta \u00e9 que o advogado Geffesson de Moura Gomes foi morto por engano, pois o alvo da equipe sergipana era o investigado Luiz Henrique Cunha Carvalho. Outro ponto \u00e9 a quest\u00e3o da arma que foi atribu\u00edda a Geffesson. Segundo o delegado Glauber Fontes, a arma tinha sido revendida para um policial militar do estado de Sergipe que, inclusive, encontra-se preso.&nbsp; O delegado Sylvio Rabelo, da 3\u00aa Superintend\u00eancia de Pol\u00edcia Civil da Para\u00edba, que investiga os casos relacionados a v\u00e1rias cidades do Sert\u00e3o, destacou que o relat\u00f3rio \u00e9 preciso e com base em uma investiga\u00e7\u00e3o minuciosa, n\u00e3o deixando d\u00favidas quanto as autorias do crime. \u201cNo que tange \u00e0 autoria, n\u00e3o remanescem d\u00favidas. O autor dos oito disparos de arma de fogo que ceifaram a vida da v\u00edtima foi o delegado da Pol\u00edcia Civil do estado de Sergipe, Osvaldo Resende Neto. Os policiais Jos\u00e9 Alonso de Santana e Gilvan Morais de Oliveira deram o apoio necess\u00e1rio para a consuma\u00e7\u00e3o do crime ao realizarem as abordagem com o prop\u00f3sito previamente definido: localizar e executar a v\u00edtima Luiz Henrique Cunha Carvalho. O que deu errado, no momento da consuma\u00e7\u00e3o do crime, foi o fato de Geffesson ter sido confundido com Luiz Henrique\u201d,\u00a0 ressaltou delegado Sylvio Rabelo. \u201cO Minist\u00e9rio P\u00fablico j\u00e1 ofereceu den\u00fancia e concordou com a Pol\u00edcia Civil quanto \u00e0 pris\u00e3o preventiva dos indiciados. Ficamos agora no aguardo da decis\u00e3o judicial que dever\u00e1 sair nas pr\u00f3ximas horas\u201d, concluiu o delegado Glauber Fontes.&nbsp; ENTENDA O CASO No dia 16 de mar\u00e7o deste ano, por volta das 22h, uma equipe da Pol\u00edcia Civil de Sergipe entrou em territ\u00f3rio paraibano para realizar dilig\u00eancias quando abordou o advogado Geffesson de Moura Gomes, que trafegava pela rodovia federal BR-230, \u00e0 altura do munic\u00edpio de Santa Luzia, sert\u00e3o do estado, O objetivo era prender um grupo criminoso que atua em roubos de cargas e outros crimes em Sergipe e que havia se escondido na Para\u00edba.&nbsp; Os policiais de Sergipe estavam de posse de mandados de pris\u00e3o expedidos pela Justi\u00e7a para serem cumpridos durante a a\u00e7\u00e3o. Os policiais sergipano, no entanto, n\u00e3o deram qualquer chance do advogado paraibano se explicar ou se apresentar, pois, ao confund\u00ed-lo com um dos procurados, j\u00e1 foram atirando e atingiram a v\u00edtima com oito disparos \u00e0 queima-roupa. Eles ainda levaram a v\u00edtima, j\u00e1 sem vida, e a deixaram na frente do hospital de Santa Luzia. Tamb\u00e9m apresentaram uma arma de fogo \u00e0 Delegacia de Patos como se fosse do advogado e alegando t\u00ea-la encontrado no carro do mesmo. A Pol\u00edcia Civil da Para\u00edba instaurou inqu\u00e9rito e investigou o caso, pedindo, a princ\u00edpio, a pris\u00e3o tempor\u00e1ria dos suspeitos, e agora com a conclus\u00e3o do inqu\u00e9rito, representou e o Minist\u00e9rio P\u00fablico acatou, oferecendo den\u00fancia pela pris\u00e3o preventiva dos policiais sergipanos. 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