{"id":215333,"date":"2021-04-22T08:23:00","date_gmt":"2021-04-22T11:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=215333"},"modified":"2021-04-22T08:23:03","modified_gmt":"2021-04-22T11:23:03","slug":"numero-de-policiais-mortos-cresce-em-2020-o-de-pessoas-mortas-em-confrontos-tem-ligeira-queda-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2021\/04\/22\/numero-de-policiais-mortos-cresce-em-2020-o-de-pessoas-mortas-em-confrontos-tem-ligeira-queda-no-brasil\/","title":{"rendered":"N\u00famero de policiais mortos cresce em 2020; o de pessoas mortas em confrontos tem ligeira queda no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>O policial militar Francis Avante, de 34 anos, saiu em 17 de novembro de 2020 para resolver um problema mec\u00e2nico em sua moto, no bairro da Penha, Zona Leste de S\u00e3o Paulo. Nunca mais voltou para casa. No caminho, interceptado por criminosos, foi assassinado com um tiro na nuca.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMeu primo foi executado. N\u00e3o deram nem chance de ele correr. Outros tr\u00eas motociclistas o fecharam. Ele se rendeu, levantou as m\u00e3os, pediu pelo amor de Deus. Quando fizeram a busca nele, acharam uma arma, descobriram que era policial e atiraram. Ceifaram a vida de um homem trabalhador, pai de fam\u00edlia\u201d, conta o primo, o tamb\u00e9m policial Felipe Tonhazzini.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/y-sCXyLaen-Q0iYofZDNbU2oIfo=\/0x0:1200x675\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2021\/3\/q\/eSso42Qg6GzeacC2D06g\/monitor-mosaico01-francis-avante-felipe-tonhazzini.jpg\" alt=\"O policial militar Francis Avante, morto por criminosos em novembro de 2020 \u2014 Foto: Arquivo pessoal\/Felipe Tonhazzini\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O policial militar Francis Avante, morto por criminosos em novembro de 2020 \u2014 Foto: Arquivo pessoal\/Felipe Tonhazzini<\/p>\n\n\n\n<p>Francis Avante \u00e9 apenas um dos policiais assassinados no Brasil em 2020, um ano marcado pela alta nas mortes de agentes, mesmo em plena pandemia. Foram 198 vidas perdidas, um acr\u00e9scimo de 10% em rela\u00e7\u00e3o a 2019. O crescimento ocorre ap\u00f3s tr\u00eas anos seguidos de queda nos \u00f3bitos de policiais.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de pessoas mortas pela pol\u00edcia, por sua vez, teve ligeira queda (-3%), contrastando com a alta no n\u00famero de agentes assassinados e de crimes violentos no geral. Ainda assim, \u00e9 um n\u00famero alarmante: 5.660 pessoas foram mortas por for\u00e7as policiais no Brasil. A expressiva baixa de mortes no Rio de Janeiro teve impacto direto na redu\u00e7\u00e3o nacional, mesmo com o crescimento registrado em 17 unidades da federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados sobre vitimiza\u00e7\u00e3o e letalidade policial, in\u00e9ditos, fazem parte de um levantamento exclusivo feito pelo&nbsp;<strong>G1&nbsp;<\/strong>dentro do Monitor da Viol\u00eancia, uma parceria com o N\u00facleo de Estudos da Viol\u00eancia da USP e o F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram solicitados os casos de \u201cconfrontos com civis ou les\u00f5es n\u00e3o naturais com intencionalidade\u201d envolvendo policiais na ativa. Os pedidos foram feitos para as secretarias da Seguran\u00e7a P\u00fablica dos 26 estados e do Distrito Federal por meio da Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o e das assessorias de imprensa. Apenas Goi\u00e1s se recusou, mais uma vez, a passar as informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados revelam que:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>o Brasil teve&nbsp;198 policiais assassinados&nbsp;em servi\u00e7o e de folga no ano passado \u2013 um&nbsp;aumento de 10%&nbsp;em rela\u00e7\u00e3o a 2019<\/li><li>o&nbsp;Piau\u00ed&nbsp;foi o estado com a&nbsp;maior taxa de policiais mortos&nbsp;(1 a cada mil policiais)<\/li><li>Acre, Paran\u00e1, Rio Grande do Sul e Tocantins&nbsp;foram os \u00fanicos estados que&nbsp;n\u00e3o registraram nem sequer uma morte de policial&nbsp;no ano passado<\/li><li>ao menos&nbsp;5.660 pessoas foram mortas por policiais&nbsp;em 2020 \u2013 uma ligeira&nbsp;queda de 3%&nbsp;em rela\u00e7\u00e3o a 2019, quando foram registradas 5.829 v\u00edtimas (sem contar Goi\u00e1s em ambos os anos)<\/li><li>o&nbsp;Rio de Janeiro&nbsp;teve&nbsp;575 mortes a menos&nbsp;de um ano para o outro, puxando a baixa no pa\u00eds<\/li><li>ao todo,&nbsp;17 estados&nbsp;registraram&nbsp;crescimento nas mortes&nbsp;por for\u00e7as policiais<\/li><li>o&nbsp;Amap\u00e1&nbsp;foi o estado com a&nbsp;maior taxa de letalidade policial&nbsp;em 2020: 12,8 por 100 mil habitantes<\/li><li>Distrito Federal&nbsp;teve a&nbsp;menor taxa: 0,4 a cada 100 mil<\/li><\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/MbGo-2Ullko8jVJlfngTI0ebEaM=\/0x0:1200x675\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2021\/T\/T\/UZIgaBQpC53T0CArRVPw\/monitor-mosaico02-tais-melloni-graziela-costa.jpg\" alt=\"Tais Melloni trabalhava como policial militar quando foi atropelada por um carro roubado em Mau\u00e1, na Grande S\u00e3o Paulo \u2014 Foto: Arquivo pessoal \/ Graziela Costa\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Tais Melloni trabalhava como policial militar quando foi atropelada por um carro roubado em Mau\u00e1, na Grande S\u00e3o Paulo \u2014 Foto: Arquivo pessoal \/ Graziela Costa<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como o PM Avante, a sargento Tais Melloni foi atropelada por um carro roubado enquanto trabalhava em Mau\u00e1, na Grande S\u00e3o Paulo, em setembro de 2019. Ela era formada em psicologia e trabalhava havia 22 anos na corpora\u00e7\u00e3o. Tinha um trabalho importante ligado \u00e0 sa\u00fade mental dos policiais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso pode acontecer com qualquer um de n\u00f3s, policiais. Todo dia a gente est\u00e1 expondo a nossa vida em defesa da vida de outros\u201d, afirma Graziela Costa, amiga de Tais e capit\u00e3 da Pol\u00edcia Militar. \u201cEla foi uma profissional fant\u00e1stica. Entrou como soldado, foi cabo, passou para a escola de sargento. Atuou em v\u00e1rias \u00e1reas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados mostram que 140 dos 198 policias mortos estavam de folga, ou seja, mais de 70% do total.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/9zJYED8HRtu823wBMz5T1QlZ6_Y=\/0x0:1200x2149\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2021\/m\/q\/I7LmYrT2ak4bDBNt9opw\/1504-letalidade-vitimizacao-policial.jpg\" alt=\"Vitimiza\u00e7\u00e3o policial: n\u00famero de policiais mortos subiu de 180 em 2019 para 198 em 2020; alto \u00e9 de 10% \u2014 Foto: \u00c9lcio Horiuchi \/ G1\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Vitimiza\u00e7\u00e3o policial: n\u00famero de policiais mortos subiu de 180 em 2019 para 198 em 2020; alto \u00e9 de 10% \u2014 Foto: \u00c9lcio Horiuchi \/ G1<\/p>\n\n\n\n<p>Para Samira Bueno e Renato S\u00e9rgio de Lima, do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, e Bruno Paes Manso, do NEV-USP, o crescimento da vitimiza\u00e7\u00e3o policial precisa ser observado com cautela, em especial ap\u00f3s os mais de 30 decretos e atos normativos presidenciais publicados desde o ano passado que flexibilizam o controle de armas no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Com o crescimento do n\u00famero de armas em circula\u00e7\u00e3o e a alta no n\u00famero de licen\u00e7as expedidas pelos \u00f3rg\u00e3os federais, a tend\u00eancia \u00e9 que conflitos banais sejam solucionados na bala. Assim, um policial que atende uma ocorr\u00eancia de viol\u00eancia dom\u00e9stica ou briga de tr\u00e2nsito est\u00e1 cada vez mais exposto ao risco de que os envolvidos estejam em posse de arma de fogo, o que pode resultar no crescimento de policiais mortos.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Mortes pela pol\u00edcia: queda em ano violento<\/h4>\n\n\n\n<p>Um n\u00famero que chama a aten\u00e7\u00e3o no levantamento \u00e9 o que diz respeito \u00e0s pessoas mortas por policiais. Ele contrasta com o aumento da viol\u00eancia registrada em todo o pa\u00eds no ano passado.\u00a0Dados do Monitor da Viol\u00eancia apontam que os assassinatos cresceram 5% de janeiro a dezembro.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses dados, publicados pelo&nbsp;<strong>G1&nbsp;<\/strong>em fevereiro, incluem os chamados Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), que s\u00e3o os homic\u00eddios dolosos (em que h\u00e1 inten\u00e7\u00e3o de matar), os latroc\u00ednios (roubos seguidos de morte) e as les\u00f5es corporais seguidas de morte. N\u00e3o havia, por\u00e9m, os casos de policiais mortos e o de pessoas mortas pela pol\u00edcia, divulgados agora.<\/p>\n\n\n\n<p>Houve 5.660 pessoas mortas pela pol\u00edcia em 2020, ante 5.829 em 2019, uma queda de 3%.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/OjPi-DTwtGPbnQ2hUrO_ohpHUWA=\/0x0:650x1164\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2021\/A\/q\/7uNaziQDOdMCU30xRMmQ\/1504-letalidade-policialv.png\" alt=\"Letalidade policial: n\u00famero de pessoas mortas pela pol\u00edcia subiu de 5.829 em 2019 para 5.660 em 2020; queda \u00e9 de 3% \u2014 Foto: \u00c9lcio Horiuchi \/ G1\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Letalidade policial: n\u00famero de pessoas mortas pela pol\u00edcia subiu de 5.829 em 2019 para 5.660 em 2020; queda \u00e9 de 3% \u2014 Foto: \u00c9lcio Horiuchi \/ G1<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os especialistas do NEV-USP e do FBSP, as mortes por interven\u00e7\u00e3o policial n\u00e3o s\u00e3o uma rotina em todo o pa\u00eds, mas o n\u00famero elevado chama a aten\u00e7\u00e3o. Apenas tr\u00eas estados (S\u00e3o Paulo, Bahia e Rio de Janeiro), por exemplo, somam mais da metade das mortes do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Cidade Tiradentes, bairro no extremo leste da capital paulista, uma das pessoas que perderam a vida foi Henrique Oliveira, de 24 anos. Ele havia conseguido um emprego na pandemia e aproveitava a folga do trabalho com amigos em um domingo \u00e0 tarde.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFoi uma abordagem brutal [da pol\u00edcia], chegaram atirando para cima. Os moleques correram porque a maioria n\u00e3o tem habilita\u00e7\u00e3o. Ele parou a moto, colocou as m\u00e3os pra cima. Ele se assustou, correu, tentou correr, levantou as m\u00e3os de novo e o policial deu dois tiros nas costas dele. Ele caiu no c\u00f3rrego, no esgoto\u201d, conta um familiar de Henrique.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/ekW93mPAOy1he6sn_a2R5JdYkoQ=\/0x0:1200x675\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2021\/e\/s\/mBrcmpRSOXEQUOwnj9zw\/mosaico03-henrique-oliveira-reis.jpg\" alt=\"Henrique Oliveira tinha 24 anos e aproveitava a folga do trabalho com amigos quando foi morto em uma abordagem policial em Cidade Tiradentes, bairro no extremo leste de S\u00e3o Paulo \u2014 Foto: Arquivo pessoal \/ Fam\u00edlia de Henrique Oliveira\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Henrique Oliveira tinha 24 anos e aproveitava a folga do trabalho com amigos quando foi morto em uma abordagem policial em Cidade Tiradentes, bairro no extremo leste de S\u00e3o Paulo \u2014 Foto: Arquivo pessoal \/ Fam\u00edlia de Henrique Oliveira<\/p>\n\n\n\n<p>Testemunhas afirmam que Henrique n\u00e3o tinha arma. Segundo eles, isso ficou claro pois ele estava o tempo todo sem camisa. Moradores ajudaram a retirar Henrique do c\u00f3rrego e dizem que a ambul\u00e2ncia demorou para socorr\u00ea-lo. Ele n\u00e3o sobreviveu.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados da Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica de SP analisados pelo pesquisador Tau\u00e3 Magalh\u00e3es, doutorando em economia na Universidade Federal de Juiz de Fora, Cidade Tiradentes \u00e9 um dos bairros mais letais na capital quanto a mortes pela pol\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Rio de Janeiro: com opera\u00e7\u00f5es restritas, baixa recorde<\/h4>\n\n\n\n<p>O Rio de Janeiro teve a maior queda no n\u00famero absoluto de mortes por interven\u00e7\u00e3o policial. Houve 1.239 v\u00edtimas em 2020, ante 1.814 em 2019 \u2013 quase 600 a menos. A redu\u00e7\u00e3o em termos percentuais tamb\u00e9m \u00e9 uma das tr\u00eas mais altas do pa\u00eds: -32%.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma\u00a0determina\u00e7\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF)\u00a0de suspender opera\u00e7\u00f5es durante a pandemia da Covid-19 foi crucial para isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados mostram que a\u00a0queda no registro de v\u00edtimas\u00a0coincide exatamente com a decis\u00e3o do STF, no dia 5 de junho.<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele m\u00eas, houve uma redu\u00e7\u00e3o de 78% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano anterior. As mortes por interven\u00e7\u00e3o ca\u00edram de 153, em junho de 2019, para 34, em junho de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>O patamar se manteve baixo at\u00e9 outubro, quando as mortes voltaram ao mesmo n\u00edvel do ano anterior. Mas o n\u00famero voltou a cair em novembro e dezembro.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;H\u00e1 um discurso bastante generalizado entre as pol\u00edcias de que as opera\u00e7\u00f5es s\u00e3o inevit\u00e1veis para controle do crime. Enquanto isso, a gente observa que as opera\u00e7\u00f5es ca\u00edram, as mortes em geral ca\u00edram e os indicadores criminais n\u00e3o subiram. A gente come\u00e7a a perceber que a preserva\u00e7\u00e3o da vida n\u00e3o se op\u00f5e ao controle do crime\u201d, afirma o professor de sociologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coordenador do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (Geni), Daniel Hirata.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/peThiblyb01xs6tuzzWN7J_6LL0=\/0x0:1300x830\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2021\/m\/D\/UnUzftRSAgEWnfMua93Q\/joaopedrofundo.jpg\" alt=\"Jo\u00e3o Pedro, morto em opera\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Gon\u00e7alo \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/TV Globo\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Pedro, morto em opera\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Gon\u00e7alo \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/TV Globo<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da queda expressiva, casos emblem\u00e1ticos ficaram marcados no ano passado, como\u00a0a morte do menino Jo\u00e3o Pedro, de 14 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele foi morto durante uma opera\u00e7\u00e3o no Complexo do Salgueiro. A fam\u00edlia diz que os policiais entraram atirando \u201cde maneira cruel\u201d e n\u00e3o pararam mesmo com os gritos de que havia crian\u00e7as na resid\u00eancia. J\u00e1 a pol\u00edcia fala que houve um confronto que resultou na troca de tiros que vitimaram o garoto.<\/p>\n\n\n\n<p>Na liminar que restringiu as incurs\u00f5es policiais, Edson Fachin s\u00f3 autorizou opera\u00e7\u00f5es em \u201chip\u00f3teses absolutamente excepcionais&#8221;, com justificativa ao Minist\u00e9rio P\u00fablico por escrito.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2021, a Defensoria P\u00fablica do RJ diz que &#8220;a exce\u00e7\u00e3o virou regra&#8221;, e\u00a0o n\u00famero de mortes tem voltado a subir.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Amap\u00e1: a pol\u00edcia que mais mata<\/h4>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o Amap\u00e1 teve, mais uma vez, a maior taxa de letalidade policial no pa\u00eds: 12,8 a cada 100 mil. Ao todo, 110 pessoas foram mortas pelas for\u00e7as policiais. \u00c9 a terceira vez nos \u00faltimos cinco anos que o estado encabe\u00e7a a lista.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/P7f-KsbP_bJJ1tHSyb8D66Gqk3U=\/0x0:1300x1224\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2021\/D\/o\/fEnP9uTFqDXuJChonlTg\/1604-amapa-letalv2.jpg\" alt=\"Amap\u00e1 tem a pol\u00edcia que mais mata no Brasil. \u2014 Foto: Arte\/G1\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Amap\u00e1 tem a pol\u00edcia que mais mata no Brasil. \u2014 Foto: Arte\/G1<\/p>\n\n\n\n<p>A Anistia Internacional, que acompanha a situa\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a p\u00fablica no Amap\u00e1 desde o apag\u00e3o em 2020, diz ter identificado um alto grau de brutalidade da pol\u00edcia contra os que protestam contra a neglig\u00eancia do estado. Segundo Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia, os epis\u00f3dios de maior viol\u00eancia e de assassinatos por agentes do estado ocorrem principalmente nas favelas, nas periferias e nos quilombos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Essas mortes acontecem \u00e0 luz do dia, na frente de outras pessoas, que s\u00e3o amea\u00e7adas pelos policiais e que n\u00e3o encontram nas institui\u00e7\u00f5es mecanismos que as protejam&#8221;, afirma. &#8220;E o motivo mais imediato \u00e9 uma pol\u00edcia fora de controle e despreparada para cumprir a sua fun\u00e7\u00e3o de proteger a vida e o patrim\u00f4nio das pessoas.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Amap\u00e1 encabe\u00e7a mais uma vez ranking de letalidade policial no pa\u00eds \u2014 Foto: Danny Calado\/Rede Amaz\u00f4nica<\/p>\n\n\n\n<p>Relatos recebidos pela Anistia foram compartilhados em audi\u00eancia p\u00fablica realizada pela Defensoria P\u00fablica do Amap\u00e1 em dezembro de 2020, que teve a participa\u00e7\u00e3o de ativistas e da sociedade civil organizada no estado.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 uma popula\u00e7\u00e3o que tenta reagir desassistida. Existem ativistas que experimentaram, pessoalmente, a persegui\u00e7\u00e3o e a brutalidade denunciando isso, porque o Minist\u00e9rio P\u00fablico, a Defensoria P\u00fablica e o pr\u00f3prio governo do estado n\u00e3o est\u00e3o colocando \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o os mecanismos necess\u00e1rios para que eles reivindiquem seus direitos e fa\u00e7am as den\u00fancias de forma segura&#8221;, critica Jurema.<\/p>\n\n\n\n<p>A PM do Amap\u00e1 se defende e afirma que tem \u201ctrabalhado diariamente para garantir a seguran\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o\u201d e que os casos de letalidade s\u00f3 ocorrem \u201cquando infratores atentam contra a vida de policiais ou terceiros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTodos os criminosos que confrontaram as equipes da Pol\u00edcia Militar estavam em posse de arma de fogo, tinham envolvimento com outras ocorr\u00eancias graves e pertenciam a organiza\u00e7\u00f5es criminosas que atuam no com\u00e9rcio ilegal de entorpecentes no estado\u201d, diz a corpora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Transpar\u00eancia<\/h4>\n\n\n\n<p>O levantamento do&nbsp;<strong>G1&nbsp;<\/strong>durou mais de dois meses para ser conclu\u00eddo. Os dados foram solicitados via Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o (sob a mesma metodologia utilizada nos anu\u00e1rios do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica) e tamb\u00e9m foram pedidos \u00e0s assessorias de imprensa das secretarias da Seguran\u00e7a e das corpora\u00e7\u00f5es, quando necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado: demora nas informa\u00e7\u00f5es, dados desencontrados e n\u00fameros incompletos, assim como nos outros anos. Al\u00e9m disso, ainda h\u00e1 aus\u00eancia de padroniza\u00e7\u00e3o. Foi preciso confirmar os n\u00fameros mais de uma vez para garantir a qualidade das informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas um estado n\u00e3o informou nenhum dado sequer: Goi\u00e1s. J\u00e1 \u00e9 a quinta vez que o governo se recusou a divulgar informa\u00e7\u00f5es p\u00fablicas para um levantamento nacional do Monitor da Viol\u00eancia (em quatro destas vezes, o pedido foi referente \u00e0 letalidade e \u00e0 vitimiza\u00e7\u00e3o policial).<\/p>\n\n\n\n<p>Policiais mortos em 2020<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>UF<\/td><td>Em servi\u00e7o<\/td><td>Fora de servi\u00e7o<\/td><td>Total<\/td><\/tr><tr><td>Acre<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td>Alagoas<\/td><td>0<\/td><td>2<\/td><td>2<\/td><\/tr><tr><td>Amap\u00e1<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>1<\/td><\/tr><tr><td>Amazonas<\/td><td>2<\/td><td>4<\/td><td>6<\/td><\/tr><tr><td>Bahia<\/td><td>1<\/td><td>10<\/td><td>11<\/td><\/tr><tr><td>Cear\u00e1<\/td><td>2<\/td><td>2<\/td><td>4<\/td><\/tr><tr><td>Distrito Federal<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>1<\/td><\/tr><tr><td>Esp\u00edrito Santo<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>1<\/td><\/tr><tr><td>Goi\u00e1s<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td>Maranh\u00e3o<\/td><td>1<\/td><td>4<\/td><td>5<\/td><\/tr><tr><td>Mato Grosso<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>1<\/td><\/tr><tr><td>Mato Grosso do Sul<\/td><td>4<\/td><td>1<\/td><td>5<\/td><\/tr><tr><td>Minas Gerais<\/td><td>7<\/td><td>6<\/td><td>13<\/td><\/tr><tr><td>Par\u00e1<\/td><td>1<\/td><td>12<\/td><td>13<\/td><\/tr><tr><td>Para\u00edba<\/td><td>0<\/td><td>3<\/td><td>3<\/td><\/tr><tr><td>Paran\u00e1<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td>Pernambuco<\/td><td>0<\/td><td>14<\/td><td>14<\/td><\/tr><tr><td>Piau\u00ed<\/td><td>0<\/td><td>7<\/td><td>7<\/td><\/tr><tr><td>Rio de Janeiro<\/td><td>14<\/td><td>30<\/td><td>44<\/td><\/tr><tr><td>Rio Grande do Norte<\/td><td>0<\/td><td>3<\/td><td>3<\/td><\/tr><tr><td>Rio Grande do Sul<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td>Rond\u00f4nia<\/td><td>0<\/td><td>4<\/td><td>4<\/td><\/tr><tr><td>Roraima<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>1<\/td><\/tr><tr><td>Santa Catarina<\/td><td>2<\/td><td>5<\/td><td>7<\/td><\/tr><tr><td>S\u00e3o Paulo<\/td><td>22<\/td><td>27<\/td><td>49<\/td><\/tr><tr><td>Sergipe<\/td><td>2<\/td><td>1<\/td><td>3<\/td><\/tr><tr><td>Tocantins<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td>Total<\/td><td>58<\/td><td>140<\/td><td>198<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Fonte: Monitor da Viol\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>Pessoas mortas por policiais em 2020<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>UF<\/td><td>Em servi\u00e7o<\/td><td>De folga<\/td><td>Total<\/td><\/tr><tr><td>Acre<\/td><td>19<\/td><td>7<\/td><td>26<\/td><\/tr><tr><td>Alagoas<\/td><td>95<\/td><td>0<\/td><td>95<\/td><\/tr><tr><td>Amap\u00e1<\/td><td>108<\/td><td>2<\/td><td>110<\/td><\/tr><tr><td>Amazonas<\/td><td>94<\/td><td>3<\/td><td>97<\/td><\/tr><tr><td>Bahia<\/td><td>1.137<\/td><td>0<\/td><td>1.137<\/td><\/tr><tr><td>Cear\u00e1<\/td><td>122<\/td><td>21<\/td><td>143<\/td><\/tr><tr><td>Distrito Federal<\/td><td>8<\/td><td>3<\/td><td>11<\/td><\/tr><tr><td>Esp\u00edrito Santo<\/td><td>40<\/td><td>7<\/td><td>47<\/td><\/tr><tr><td>Goi\u00e1s<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td>Maranh\u00e3o<\/td><td>40<\/td><td>1<\/td><td>41<\/td><\/tr><tr><td>Mato Grosso<\/td><td>105<\/td><td>10<\/td><td>115<\/td><\/tr><tr><td>Mato Grosso do Sul<\/td><td>16<\/td><td>4<\/td><td>20<\/td><\/tr><tr><td>Minas Gerais<\/td><td>118<\/td><td>3<\/td><td>121<\/td><\/tr><tr><td>Par\u00e1<\/td><td>474<\/td><td>4<\/td><td>478<\/td><\/tr><tr><td>Para\u00edba<\/td><td>36<\/td><td>4<\/td><td>40<\/td><\/tr><tr><td>Paran\u00e1<\/td><td>361<\/td><td>12<\/td><td>373<\/td><\/tr><tr><td>Pernambuco<\/td><td>115<\/td><td>0<\/td><td>115<\/td><\/tr><tr><td>Piau\u00ed<\/td><td>26<\/td><td>7<\/td><td>33<\/td><\/tr><tr><td>Rio de Janeiro<\/td><td>1.239<\/td><td>0<\/td><td>1.239<\/td><\/tr><tr><td>Rio Grande do Norte<\/td><td>145<\/td><td>0<\/td><td>145<\/td><\/tr><tr><td>Rio Grande do Sul<\/td><td>108<\/td><td>11<\/td><td>119<\/td><\/tr><tr><td>Rond\u00f4nia<\/td><td>7<\/td><td>13<\/td><td>20<\/td><\/tr><tr><td>Roraima<\/td><td>12<\/td><td>3<\/td><td>15<\/td><\/tr><tr><td>Santa Catarina<\/td><td>84<\/td><td>2<\/td><td>86<\/td><\/tr><tr><td>S\u00e3o Paulo<\/td><td>680<\/td><td>134<\/td><td>814<\/td><\/tr><tr><td>Sergipe<\/td><td>196<\/td><td>0<\/td><td>196<\/td><\/tr><tr><td>Tocantins<\/td><td>23<\/td><td>1<\/td><td>24<\/td><\/tr><tr><td>Total<\/td><td>5.408<\/td><td>252<\/td><td>5.660<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Fonte: Monitor da Viol\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p><em>G1<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O policial militar Francis Avante, de 34 anos, saiu em 17 de novembro de 2020 para resolver um problema mec\u00e2nico em sua moto, no bairro&hellip; 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