{"id":215335,"date":"2021-04-22T08:29:43","date_gmt":"2021-04-22T11:29:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=215335"},"modified":"2021-04-22T08:29:50","modified_gmt":"2021-04-22T11:29:50","slug":"grupo-de-ativistas-combate-impunidade-em-casos-de-violencia-policial-na-periferia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2021\/04\/22\/grupo-de-ativistas-combate-impunidade-em-casos-de-violencia-policial-na-periferia\/","title":{"rendered":"Grupo de ativistas combate impunidade em casos de viol\u00eancia policial na periferia"},"content":{"rendered":"\n<p>Richard, Caique, Rog\u00e9rio&#8230; As v\u00edtimas da pol\u00edcia em S\u00e3o Paulo t\u00eam nome, mas eles muitas vezes s\u00e3o esquecidos, assim como suas hist\u00f3rias e seus direitos. S\u00f3 em 2020, 814 pessoas foram mortas por for\u00e7as policiais no estado. Al\u00e9m de execu\u00e7\u00f5es, jovens moradores dos bairros de periferia tamb\u00e9m sofrem com pris\u00f5es forjadas e tortura por agentes do estado, independentemente de terem ou n\u00e3o envolvimento com o crime.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o objetivo de garantir a defesa dessas pessoas e combater a impunidade da viol\u00eancia por agentes do estado, um grupo de ativistas criou em 2017 a Rede de Prote\u00e7\u00e3o e Resist\u00eancia Contra o Genoc\u00eddio, um movimento que atua em bairros pobres da regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s04.video.glbimg.com\/x720\/9445967.jpg\" alt=\"Rede d\u00e1 apoio a parentes e combate impunidade em casos de viol\u00eancia policial\" title=\"Rede d\u00e1 apoio a parentes e combate impunidade em casos de viol\u00eancia policial\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Rede d\u00e1 apoio a parentes e combate impunidade em casos de viol\u00eancia policial<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o dois grupos principais de atua\u00e7\u00e3o. O primeiro \u00e9 formado por cerca de 40 articuladores, que vivem nas comunidades e s\u00e3o refer\u00eancia para os moradores buscarem apoio quando h\u00e1 ocorr\u00eancias. Eles est\u00e3o distribu\u00eddos em bairros vulner\u00e1veis das regi\u00f5es Sul, Norte, Leste e Oeste da capital paulista, al\u00e9m de localidades no Grande ABC, Osasco e Limeira. O segundo grupo \u00e9 formado por coletivos, ONGs, pastorais e profissionais volunt\u00e1rios ativistas, que atuam principalmente em duas frentes: a de defesa jur\u00eddica e a de apoio psicol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 ainda a forma\u00e7\u00e3o de grupos de trabalho com o Minist\u00e9rio P\u00fablico e com a Defensoria P\u00fablica para construir novos protocolos de atua\u00e7\u00e3o das for\u00e7as de seguran\u00e7a p\u00fablica, como explica uma das articuladoras da rede, Marisa Fefferman, que tamb\u00e9m coordena o grupo de Juventude e Viol\u00eancia do Conselho Latino Americano de Ci\u00eancias Sociais (Clacso).<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cN\u00e3o existe pol\u00edtica p\u00fablica em S\u00e3o Paulo para lidar com a viol\u00eancia policial. Por isso, estamos h\u00e1 tr\u00eas anos e meio nos reunindo com o Minist\u00e9rio P\u00fablico para exigir o controle externo das pol\u00edcias\u201d, afirma Marisa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A Rede tamb\u00e9m tem um grupo de trabalho com a Defensoria P\u00fablica para facilitar o acesso dessas v\u00edtimas ao servi\u00e7o gratuito.<\/p>\n\n\n\n<p>Em novembro do ano passado, o movimento apresentou uma proposta para assegurar o afastamento autom\u00e1tico de qualquer agente p\u00fablico que tenha porte de arma pelo exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o, como policiais e guardas municipais, e se envolvam em a\u00e7\u00e3o que resulte em morte.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida, segundo a Rede, pode ajudar a enfrentar um inimigo comum no combate \u00e0 viol\u00eancia de estado: o medo. \u201c\u00c0s vezes, h\u00e1 um silenciamento da pr\u00f3pria comunidade. Familiares, testemunhas, pessoas que eventualmente viram ou sabem de alguma coisa t\u00eam muito medo das for\u00e7as policiais\u201d, afirma Marina Toth, uma das advogadas que integram a rede.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Marisa Fefferman, os grandes fomentadores da viol\u00eancia policial s\u00e3o \u201co racismo estrutural e a desigualdade social\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/XB0DUKCBEwYeoXBbBWo6iaXvEaE=\/0x0:650x668\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2021\/1\/0\/iPuNRfSyOCpjCvnmaNXg\/ficha2-iniciativa-combate-violencia.jpg\" alt=\" \u2014 Foto: Elcio Horiuchi\/G1\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u2014 Foto: Elcio Horiuchi\/G1<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Produ\u00e7\u00e3o de provas<\/h4>\n\n\n\n<p>Uma das formas de atua\u00e7\u00e3o da Rede \u00e9 na produ\u00e7\u00e3o de provas para os casos. Isso porque este \u00e9 um dos principais fatores que impedem que as investiga\u00e7\u00f5es de abuso policial se transformem em a\u00e7\u00e3o penal e que os agentes que cometem crimes sejam julgados e punidos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cNos casos de morte por interven\u00e7\u00e3o policial, nossa primeira barreira, muitas vezes, \u00e9 a delegacia. \u00c9 comum que haja uma tentativa de criminaliza\u00e7\u00e3o da v\u00edtima, como uma forma de legitima\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia estatal. Por isso, a gente vem tentando criar mecanismos para obter cada vez mais provas independentemente do estado\u201d, afirma Marina.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Nesses casos, tanto as redes sociais quanto as c\u00e2meras, de celular e as que ficam na rua em frente aos estabelecimentos comerciais, t\u00eam ajudado bastante.<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo que ganhou notoriedade foi o de\u00a0Rog\u00e9rio Ferreira da Silva J\u00fanior, de 19 anos, morto na tarde de 9 de agosto ap\u00f3s ter sido perseguido e abordado por dois policiais militares de motocicleta no Sacom\u00e3, Zona Sul de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cMeu filho acordava \u00e0s 5h, ia trabalhar, chegava \u00e0s vezes em casa e atendia no sal\u00e3o, que ele era barbeiro tamb\u00e9m. Ele nunca teve pregui\u00e7a de trabalhar, e eu sempre fiz o poss\u00edvel para que ele nunca precisasse fazer nada errado para que nunca acontecesse isso com ele\u201d, conta a m\u00e3e do jovem, a cabeleireira Roseane da Silva Ribeiro.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/cNEcYmll4bQODmSoQcvksyrKbVo=\/0x0:1200x766\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2021\/N\/O\/9U91SvSUWnJo9WAL9ABQ\/rogerio-foto-fundo-preto.jpg\" alt=\"Rog\u00e9rio Ferreira da Silva J\u00fanior, de 19 anos, morto durante abordagem policial em S\u00e3o Paulo \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/TV Globo\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Rog\u00e9rio Ferreira da Silva J\u00fanior, de 19 anos, morto durante abordagem policial em S\u00e3o Paulo \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/TV Globo<\/p>\n\n\n\n<p>Era dia do anivers\u00e1rio do rapaz quando ele foi atingido nas costas pelo policial Guilherme Tadeu Figueiredo Giacomelli, da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam) da Pol\u00edcia Militar. O policial foi acusado de homic\u00eddio doloso (intencional) por ter atirado nas costas do jovem durante a persegui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele foi o respons\u00e1vel pela primeira vers\u00e3o do fato que chegou \u00e0 delegacia: Giacomelli disse que Rog\u00e9rio se virou para tr\u00e1s como se fosse atirar, e por isso ele fez o disparo, em leg\u00edtima defesa. Por conta da grava\u00e7\u00e3o de uma c\u00e2mera de seguran\u00e7a, a hist\u00f3ria foi desmentida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVoc\u00ea v\u00ea nitidamente que o Rog\u00e9rio n\u00e3o olha para tr\u00e1s nem n\u00e3o faz men\u00e7\u00e3o de atirar em ningu\u00e9m\u201d, descreve Marina, que cuida do caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela conta que a c\u00e2mera registrou tamb\u00e9m a a\u00e7\u00e3o dos policiais ap\u00f3s a v\u00edtima cair da moto: eles n\u00e3o revistam Rog\u00e9rio, em busca da arma, um procedimento padr\u00e3o. \u201cEles chegam perto, depois olham para o outro lado\u2026 Eles n\u00e3o sacam a arma em momento algum, e isso deixa muito claro que eles sabiam que estavam atirando em uma pessoa desarmada\u201d, argumenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a advogada, a Rede tem o papel de pressionar as institui\u00e7\u00f5es a investigar melhor esses casos e a criar protocolos mais adequados para lidar com os casos de viol\u00eancia estatal. \u201c\u00c9 uma tentativa de realmente atuar contra a impunidade da viol\u00eancia de estado\u201d, sintetiza Marina.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Apoio psicol\u00f3gico<\/h4>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do apoio jur\u00eddico, Roseane conta que, uma vez por semana, se re\u00fane por videoconfer\u00eancia com outras mulheres que perderam seus filhos. A reuni\u00e3o virtual faz parte do apoio oferecido pela Rede aos familiares de v\u00edtimas das for\u00e7as policiais.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201c\u00c9 uma terapia, com psic\u00f3logo. \u00c9 muito bom. A gente aprende a conviver com a situa\u00e7\u00e3o. Cada m\u00e3e consegue falar um pouco do seu filho, como ele era, como aconteceu\u2026 Sempre v\u00e3o entrando mais m\u00e3es no grupo\u201d, conta Roseane.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A Rede tamb\u00e9m oferece apoio aos jovens dessas regi\u00f5es, que perdem amigos e familiares, orientando-os como protestar de forma n\u00e3o violenta.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cN\u00f3s temos grupos de cerca de 100, 200 jovens que deixam de se sentir totalmente vulnerabilizados. Esses jovens, que t\u00eam um irm\u00e3o, um amigo preso injustamente ou executado ou torturado conseguem perceber que eles podem dizer o que eles pensam. Que podem olhar o mundo e n\u00e3o achar que o futuro deles vai ser a morte ou o encarceramento\u201d, diz Marisa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Senso de comunidade<\/h4>\n\n\n\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre os articuladores e os volunt\u00e1rios \u00e9 crucial para a Rede chegar \u00e0s demandas reais dos espa\u00e7os vulner\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 o que possibilita que a gente conhe\u00e7a a realidade dessas pessoas. \u00c9 de dentro para fora. \u00c9 com a quebrada que a gente pensa em estrat\u00e9gias de descobrimento de provas, de prote\u00e7\u00e3o, para que toda a comunidade consiga sair do lugar de criminalizada. A gente substitui o medo por uma rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a\u201d, define Marisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Para as integrantes do movimento, a Rede precisa crescer. \u201cA gente est\u00e1 tentando, inclusive, recrutar mais pessoas, porque onde ela j\u00e1 existe ela funciona como uma barreira para essa enorme viol\u00eancia estatal\u201d, avalia Marina.<\/p>\n\n\n\n<p>Bruno Paes Manso, pesquisador do N\u00facleo de Estudos da Viol\u00eancia da USP, acompanha o trabalho da Rede e ressalta o fato de ela saber usar as redes sociais para obter informa\u00e7\u00e3o e se articular com a m\u00eddia independente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNos anos 90, voc\u00ea tinha o hip hop, que teve esse papel. Hoje o cen\u00e1rio \u00e9 outro, com muitas pessoas com ensino superior, com contatos em diversas esferas, que permitem que se saiba de fatos que antes ficavam ocultos\u201d, diz Paes Manso.<\/p>\n\n\n\n<p>Como exemplo dos efeitos dessa visibilidade, ele cita o caso de uma comerciante de Parelheiros, de 51 anos, que teve o pesco\u00e7o pisado por um policial militar em maio do ano passado. Ap\u00f3s repercuss\u00e3o nacional, a Corregedoria da PM instaurou inqu\u00e9rito militar para apurar o caso, e os dois policiais que aparecem no v\u00eddeo foram afastados do servi\u00e7o ativo da corpora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A diretora-executiva do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, Samira Bueno, que tamb\u00e9m acompanha o trabalho da Rede em S\u00e3o Paulo, avalia que a iniciativa \u00e9 replic\u00e1vel em outros estados do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cUma rede de ativistas que assumem posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a e que est\u00e3o com disposi\u00e7\u00e3o de empoderar outras pessoas da sociedade civil a terem consci\u00eancia de seus direitos \u00e9 capaz de pressionar e apoiar o poder p\u00fablico em torno de mudan\u00e7as. S\u00e3o elementos que podem ser levados a outros locais do pa\u00eds e que podem mudar a vida de muitas pessoas\u201d, analisa Samira.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Banco de iniciativas<\/h4>\n\n\n\n<p>Um dos objetivos do Monitor da Viol\u00eancia desde o in\u00edcio do projeto \u00e9 apontar tamb\u00e9m solu\u00e7\u00f5es para combater a viol\u00eancia no pa\u00eds. Por isso, a ideia \u00e9 elencar iniciativas como essa e criar um banco com outras, que possa ser acessado tanto pelos leitores como por gestores p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p><em>ClickPB<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Richard, Caique, Rog\u00e9rio&#8230; As v\u00edtimas da pol\u00edcia em S\u00e3o Paulo t\u00eam nome, mas eles muitas vezes s\u00e3o esquecidos, assim como suas hist\u00f3rias e seus direitos.&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":215336,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-215335","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/215335","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=215335"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/215335\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":215337,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/215335\/revisions\/215337"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/215336"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=215335"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=215335"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=215335"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}