{"id":219301,"date":"2021-05-25T11:14:43","date_gmt":"2021-05-25T14:14:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=219301"},"modified":"2021-05-25T11:14:44","modified_gmt":"2021-05-25T14:14:44","slug":"substancias-psicodelicas-estudos-mostram-avancos-no-tratamento-contra-a-depressao-e-outras-doencas-psiquiatricas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2021\/05\/25\/substancias-psicodelicas-estudos-mostram-avancos-no-tratamento-contra-a-depressao-e-outras-doencas-psiquiatricas\/","title":{"rendered":"Subst\u00e2ncias psicod\u00e9licas: estudos mostram avan\u00e7os no tratamento contra a depress\u00e3o e outras doen\u00e7as psiqui\u00e1tricas"},"content":{"rendered":"\n<p>Duas revistas cient\u00edficas respeitadas \u2014 \u201cThe New England Journal of Medicine\u201d e \u201cNature\u201d \u2014 publicaram fortes resultados de&nbsp;pesquisas sobre o uso de psicod\u00e9licos contra a depress\u00e3o e o estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico. O jornal &#8220;The New York Times&#8221; decidiu usar o termo &#8220;revolu\u00e7\u00e3o&#8221; na psiquiatria ao tratar do uso do MDMA, princ\u00edpio ativo do ecstasy, e da psilocibina, dos cogumelos alucin\u00f3genos. Os especialistas entrevistados pelo&nbsp;<strong>G1<\/strong>&nbsp;concordam com a escolha do jornal e dizem que a ci\u00eancia est\u00e1 em uma nova etapa em rela\u00e7\u00e3o ao assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a declara\u00e7\u00e3o de guerra contra as drogas e a contracultura nos anos 1960 at\u00e9 o in\u00edcio do s\u00e9culo XXI, ficaram pausadas as descobertas cient\u00edficas sobre os efeitos dos psicod\u00e9licos no c\u00e9rebro. Pesquisadores resilientes insistiram no assunto e, agora, colhem os resultados tamb\u00e9m apoiados por investimentos milion\u00e1rios de funda\u00e7\u00f5es interessadas nas novas descobertas. A Johns Hopkins, universidade americana, criou h\u00e1 dois anos um centro de pesquisas e j\u00e1 arrecadou U$S 17 milh\u00f5es (quase R$ 90 milh\u00f5es) para pesquisas e desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/1kXRQsmXRKon9gSxrLUYBSFT_kc=\/0x0:2000x1331\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2021\/E\/F\/z34ykFTpCi4BlKT21IyA\/adh8716.jpg\" alt=\"Laborat\u00f3rio brasileiro faz pesquisas usando c\u00e9lulas neurais humanas e a a\u00e7\u00e3o de psicod\u00e9licos nelas. \u2014 Foto: Stevens Rehen\/Arquivo Pessoal\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Laborat\u00f3rio brasileiro faz pesquisas usando c\u00e9lulas neurais humanas e a a\u00e7\u00e3o de psicod\u00e9licos nelas. \u2014 Foto: Stevens Rehen\/Arquivo Pessoal<\/p>\n\n\n\n<p>Um desses cientistas \u00e9 Rick Doblin, autor do\u00a0estudo publicado na &#8220;Nature&#8221;\u00a0a respeito do MDMA no \u00faltimo 10 de maio. O ensaio de fase 3 randomizado e duplo cego (pacientes escolhidos em sorteio e sem o conhecimento dos autores) traz resultados &#8220;robustos&#8221; a respeito da a\u00e7\u00e3o da subst\u00e2ncia no tratamento do estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico grave, incluindo problemas relacionados com traumas de inf\u00e2ncia, depress\u00e3o e abuso de \u00e1lcool.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Detalhes do estudo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>O recrutamento dos participantes ocorreu entre 2018 e 2020.<\/li><li>No total, se inscreveram 345 pessoas, sendo que&nbsp;91 pessoas estavam aptas.<\/li><li>77 eram dos Estados Unidos, 9 do Canad\u00e1 e 5 de Israel \u2013&nbsp;46 receberam MDMA e 44 fizeram parte do grupo placebo (n\u00e3o receberam a subst\u00e2ncia).<\/li><li><strong>Resultados:<\/strong>&nbsp;houve uma&nbsp;melhora significativa dos pacientes que receberam a droga, em compara\u00e7\u00e3o com aqueles que n\u00e3o receberam. Dezoito semanas ap\u00f3s o in\u00edcio do estudo,&nbsp;67% dos participantes que receberam o MDMA j\u00e1 n\u00e3o preenchiam mais os crit\u00e9rios para o diagn\u00f3stico de estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico&nbsp;grave, contra 32% do grupo placebo. Al\u00e9m disso, entre os que receberam, a remiss\u00e3o da doen\u00e7a foi constatada em 33% ap\u00f3s tr\u00eas sess\u00f5es de uso, contra 2% do grupo controle.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Cogumelos da revolu\u00e7\u00e3o<\/h4>\n\n\n\n<p>A psilocibina, dos cogumelos alucin\u00f3genos, tamb\u00e9m apresentou bons resultados, em pesquisa publicada pelo &#8220;New England Journal of Medicine&#8221; em 15 de abril. O\u00a0artigo, com ensaios randomizados e duplos-cegos, mostrou que a subst\u00e2ncia tem uma a\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 de um antidepressivo cl\u00e1ssico (escitalopram) e conseguiu agir contra a doen\u00e7a, inclusive em casos de pacientes mais resistentes aos tratamentos tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Detalhes do estudo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>A pesquisa envolveu&nbsp;pacientes de 18 a 80 anos (m\u00e9dia de 41 anos) com depress\u00e3o&nbsp;moderada a grave e de longa dura\u00e7\u00e3o.<\/li><li>Cerca de mil pacientes passaram por triagem, mas 59 foram selecionados \u2013&nbsp;30 receberam a psilocibina e 29 o antidepressivo cl\u00e1ssico.<\/li><li>A psilocibina e o escitalopram foram comparados em&nbsp;tratamento que durou 6 semanas;<\/li><li>Todos receberam&nbsp;apoio psicol\u00f3gico e nenhum evento adverso grave&nbsp;foi observado.<\/li><li><strong>Resultado:&nbsp;<\/strong>em compara\u00e7\u00e3o com o in\u00edcio do tratamento,&nbsp;ambos os grupos apresentaram uma resposta similar e uma redu\u00e7\u00e3o no quadro de depress\u00e3o. Uma limita\u00e7\u00e3o do estudo \u00e9 a curta dura\u00e7\u00e3o do tratamento com o escitalopram, que geralmente exige um tempo maior de aplica\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, \u00e9 necess\u00e1ria a compara\u00e7\u00e3o direta com um grupo placebo para uma confirma\u00e7\u00e3o dos resultados.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Psicod\u00e9licos no c\u00e9rebro<\/h4>\n\n\n\n<p>Para Stevens Rehen, neurocientista brasileiro e pesquisador dos psicod\u00e9licos em c\u00e9lulas neurais, estamos vivendo um&nbsp;<strong>&#8220;momento muito interessante&#8221;<\/strong>&nbsp;para pesquisar essas subst\u00e2ncias.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Esses dois estudos acabam sendo um certo divisor de \u00e1guas. Primeiro porque eles s\u00e3o publicados em revistas cient\u00edficas mais conceituadas e tradicionais, a &#8216;NEJM&#8217; e a &#8216;Nature&#8217;, e por institui\u00e7\u00f5es de pesquisa que tamb\u00e9m se consolidaram, como \u00e9 o caso do Imperial College&#8221;, disse Rehen.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A pesquisa sobre psilocibina \u00e9 assinada por 12 cientistas, entre eles Robin Carhart-Harris, do Centro de Pesquisas Psicod\u00e9licas, na Faculdade de Medicina do Imperial College em Londres. O Brasil \u00e9 o terceiro pa\u00eds com a maior quantidade de projetos sobre o assunto, atr\u00e1s dos Estados Unidos e do Reino Unido. Apenas sobre o MDMA, s\u00e3o mais de 100 estudos em andamento no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 uma alucina\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia. Na verdade, s\u00e3o muitas as evid\u00eancias e raz\u00f5es concretas j\u00e1 reunidas sobre o assunto &#8211; a come\u00e7ar pelo fato de os psicod\u00e9licos atuarem junto aos receptores de serotonina, a subst\u00e2ncia do bem-estar e do humor. Isso tem tudo a ver com a depress\u00e3o, o estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico e outras doen\u00e7as psiqui\u00e1tricas. Rehen, inclusive, \u00e9 um dos cientistas que cria c\u00e9lulas neurais humanas em laborat\u00f3rio, no Rio de Janeiro, e faz testes com psicod\u00e9licos no tecido.https:\/\/tpc.googlesyndication.com\/safeframe\/1-0-38\/html\/container.html<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/hAbZc7w79m8QX5ogQ1ZXU90L5Lk=\/0x0:2000x1331\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2021\/T\/c\/czsbh5TfWhNvYcfFCYBA\/adh8806.jpg\" alt=\"Imagens do laborat\u00f3rio de Stevens Rehen na Universidade Federal do Rio de Janeiro \u2014 Foto: Stevens Rehen\/Arquivo Pessoal\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Imagens do laborat\u00f3rio de Stevens Rehen na Universidade Federal do Rio de Janeiro \u2014 Foto: Stevens Rehen\/Arquivo Pessoal<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eu trabalho com a parte celular e molecular. N\u00f3s temos uma tradi\u00e7\u00e3o de criar esses modelos vivos do c\u00e9rebro humano. Reprogramamos as c\u00e9lulas a partir da pele ou da urina de volunt\u00e1rios e criamos neur\u00f4nios em laborat\u00f3rio que t\u00eam os mesmos padr\u00f5es gen\u00e9ticos dos nossos doadores&#8221;, explica. &#8220;Estamos tentando entender o que ocorre no c\u00e9rebro que est\u00e1 exposto a esses psicod\u00e9licos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Ayahuasca<\/h4>\n\n\n\n<p>O Brasil tamb\u00e9m pesquisa essas mesmas subst\u00e2ncias psicod\u00e9licas \u2014 MDMA e psilocibina \u2014, mas tem destaque para uma em espec\u00edfico: a ayahuasca. Ela \u00e9 uma mistura de duas plantas que, quando combinadas, conseguem fazer o efeito farmacol\u00f3gico necess\u00e1rio para que as pessoas tenham as experi\u00eancias que incluem alucina\u00e7\u00f5es, enjoo e at\u00e9 v\u00f4mito.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2005, Dr\u00e1ulio Barros de Ara\u00fajo, neurocientista, come\u00e7ou a desenhar as pesquisas envolvendo plantas misturadas e pacientes com resist\u00eancia aos tratamentos tradicionais contra a depress\u00e3o. Ele \u00e9 pioneiro no mundo em analisar as rea\u00e7\u00f5es cerebrais por imagem de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica durante o uso da ayahuasca.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele recrutou em uma das Igrejas do Santo Daime, em Ribeir\u00e3o Preto, interior de S\u00e3o Paulo, volunt\u00e1rios com experi\u00eancia no uso da ayahuasca. Ara\u00fajo precisava de pessoas que j\u00e1 conhecessem os efeitos \u2014 que duram cerca de 4 horas \u2014 para conseguir coloc\u00e1-las dentro de uma m\u00e1quina de resson\u00e2ncia. Depois de registrar como funcionava a ayahuasca, passou para uma fase mais cl\u00ednica, com testes nos pacientes.https:\/\/1873bcff2c3a2520257c52e9757112d5.safeframe.googlesyndication.com\/safeframe\/1-0-38\/html\/container.html<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Era a primeira experi\u00eancia deles [pacientes] com a ayahuasca ou, na verdade, com qualquer outra subst\u00e2ncia psicod\u00e9lica. A gente acompanhava no hospital, e esse acompanhamento inclu\u00eda avalia\u00e7\u00f5es para olhar para a severidade dos sintomas de depress\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Depois de uma \u00fanica sess\u00e3o com a ayahuasca, um dia depois da interven\u00e7\u00e3o, as pessoas apresentavam uma melhora significativa que persistia por alguns dias. Ent\u00e3o, isso \u00e9 superimportante do ponto de vista da cl\u00ednica psiqui\u00e1trica ou do tratamento de pacientes com depress\u00e3o, porque todos os medicamentos que a gente tem hoje precisam da ordem de 15 dias para fazer efeito&#8221;, explicou Araujo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Pr\u00f3ximos passos<\/h4>\n\n\n\n<p>Rehen e Araujo concordam com o &#8220;New York Times&#8221; a respeito da escolha do termo &#8220;revolu\u00e7\u00e3o&#8221;. Segundo os pesquisadores, o que a ci\u00eancia vive \u00e9 uma revolu\u00e7\u00e3o dos tratamentos psiqui\u00e1tricos com subst\u00e2ncias psicod\u00e9licas, principalmente para a depress\u00e3o e o estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico com MDMA e a psilocibina.<\/p>\n\n\n\n<p>O caminho ainda exige testes para defini\u00e7\u00e3o de poss\u00edveis efeitos colaterais. Todos os medicamentos t\u00eam esses riscos, e com os psicod\u00e9licos n\u00e3o deve ser diferente. Al\u00e9m disso, pacientes com hist\u00f3rico de transtorno bipolar, esquizofrenia, entre outras condi\u00e7\u00f5es, t\u00eam risco maior de apresentar uma rea\u00e7\u00e3o adversa no consumo de subst\u00e2ncias psicod\u00e9licas.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o necess\u00e1rias tamb\u00e9m mais pesquisas para entender poss\u00edveis rea\u00e7\u00f5es cruzadas entre o uso dos psicod\u00e9licos em pacientes que j\u00e1 consomem outros medicamentos, como os antidepressivos. Como ambos agem diretamente nos receptores de serotonina, h\u00e1 um certo risco de desenvolver uma crise devido ao excesso.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, ainda, um longo caminho na estrutura\u00e7\u00e3o de mais estudos cl\u00ednicos extensos, uma defini\u00e7\u00e3o das doses, da frequ\u00eancia de uso, do tipo de aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os estudos est\u00e3o sendo muito criteriosos na sele\u00e7\u00e3o dos pacientes. Obviamente, existem pessoas que n\u00e3o v\u00e3o poder tomar psicod\u00e9licos, que tem quadros psiqui\u00e1tricos por outros motivos associados e, possivelmente, ser\u00e3o exclu\u00eddos dos estudos&#8221;, disse Rehen.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Mas eu acho que os estudos t\u00eam justamente esse objetivo: voc\u00ea seleciona os pacientes que est\u00e3o sem os medicamentos tradicionais, em outras palavras, que n\u00e3o tinham tratamento para ajudar. Agora podem ter.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>g1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Duas revistas cient\u00edficas respeitadas \u2014 \u201cThe New England Journal of Medicine\u201d e \u201cNature\u201d \u2014 publicaram fortes resultados de&nbsp;pesquisas sobre o uso de psicod\u00e9licos contra a&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":219304,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-219301","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/219301","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=219301"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/219301\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":219305,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/219301\/revisions\/219305"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/219304"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=219301"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=219301"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=219301"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}