{"id":219481,"date":"2021-05-26T14:30:20","date_gmt":"2021-05-26T17:30:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=219481"},"modified":"2021-05-26T14:30:42","modified_gmt":"2021-05-26T17:30:42","slug":"campina-grande-gestao-bruno-cunha-lima-maquiava-numeros-e-usava-leitos-virtuais-denuncia-site","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2021\/05\/26\/campina-grande-gestao-bruno-cunha-lima-maquiava-numeros-e-usava-leitos-virtuais-denuncia-site\/","title":{"rendered":"CAMPINA GRANDE: Gest\u00e3o Bruno Cunha Lima maquiava n\u00fameros e usava leitos &#8220;virtuais&#8221;, denuncia site"},"content":{"rendered":"\n<p>A matem\u00e1tica da gest\u00e3o dos leitos Covid-19 em Campina Grande impressiona pelo seu desequil\u00edbrio de distribui\u00e7\u00e3o da demanda nos hospitais p\u00fablicos e por pr\u00e9-requisitos inflex\u00edveis para interna\u00e7\u00e3o em UTIs. Enquanto isso, os dados divulgados pelos boletins epidemiol\u00f3gicos di\u00e1rios pela Prefeitura passam a sensa\u00e7\u00e3o de que o cen\u00e1rio \u00e9 de estabilidade por conta da divulga\u00e7\u00e3o de leitos dispon\u00edveis e por um c\u00e1lculo que usa leitos \u201cvirtuais\u201d.&nbsp;Mesmo com toda essa disponibilidade, cinco pacientes foram transferidos para Jo\u00e3o Pessoa. Mas, afinal, aonde est\u00e3o os leitos livres de Campina?<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiramente, vamos ao cen\u00e1rio atual. A Rainha da Borborema \u00e9 a segunda cidade com mais casos confirmados de Covid-19, sendo 28.480 at\u00e9 esta ter\u00e7a-feira (25), e tamb\u00e9m o segundo munic\u00edpio com mais mortes por coronav\u00edrus no estado, com 865 registros. Conforme a 25\u00aa avalia\u00e7\u00e3o do Plano Novo Normal, do Governo do Estado, vigente desde 17 de maio, o munic\u00edpio est\u00e1 classificado como bandeira laranja \u2013 que recomenda mobilidade restrita. Antes a cidade registrava bandeira amarela, um n\u00edvel menor na classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>De 15 de abril a 24 de maio, foram 1.180 ocupa\u00e7\u00f5es gerais em UTIs Covid. Em um levantamento feito pelo&nbsp;Para\u00edba J\u00e1, baseado nos dados do censo hospitalar da Secretaria Municipal de Sa\u00fade de Campina Grande, a m\u00e9dia \u00e9 de 30 pessoas internadas em leitos de UTI adulto no Hospital Pedro I nos \u00faltimos 39 dias. Por\u00e9m, h\u00e1 60 leitos desta natureza instalados naquela unidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o in\u00edcio da pandemia, o Hospital Pedro I funciona exclusivamente para atendimento de paciente com Covid-19. S\u00e3o 60 leitos de UTI Adulto, sendo 10 do tipo I e 50 do tipo II. Al\u00e9m disso, s\u00e3o 90 leitos de enfermaria. No entanto, a capacidade m\u00e1xima \u00e9 frequentemente atingida nos de enfermaria, o que n\u00e3o acontece na UTI.<\/p>\n\n\n\n<p>No recorte temporal em que a reportagem teve acesso, a menor quantidade de leitos de UTI Covid no Pedro I foi no dia 26 de abril deste ano, com 16 ocupados e a maior ocorreu nos dias 5 e 7 de maio, com 40 ocupados. No dia em que houve a transfer\u00eancia de um paciente de Monteiro apto para interna\u00e7\u00e3o em UTI pelo agravamento da doen\u00e7a e que deveria ter sido internado em alguma unidade hospitalar campinense, o Pedro I registrava 29 leitos ocupados. Mesmo assim, foi recusado. A reportagem procurou a Prefeitura de Campina Grande para questionar se todos os 60 leitos de UTI Adulto estariam aptos para atender a alta demanda da cidade e regi\u00e3o, mas n\u00e3o obtivemos resposta.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i2.wp.com\/paraibaja.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/LEITO-COVID-CG1.png?ssl=1\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/i2.wp.com\/paraibaja.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/LEITO-COVID-CG1.png?resize=696%2C391&amp;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-230533 lazyload\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>De acordo com o Cadastro Nacional de Estabelecimento de Sa\u00fade (Cnes), sistema de informa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, destes 60 leitos de UTI adulto no Pedro I, metade \u00e9 habilitados pelo SUS. Isto \u00e9, recebem recursos federais para o funcionamento. Os demais 30 leitos s\u00e3o de responsabilidade do ente federativo, no caso, o munic\u00edpio de Campina Grande. Pedimos confirma\u00e7\u00e3o do custeio de leitos de UTI com recursos municipais, mas at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta reportagem, a Prefeitura de Campina Grande n\u00e3o se pronunciou.<\/p>\n\n\n\n<p>Dos 30 leitos de UTI adulto habilitados pelo SUS, 20 s\u00e3o os novos instalados durante o primeiro ano da pandemia, inclusive, \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o da habilita\u00e7\u00e3o ocorrida em mar\u00e7o deste ano; e outros 10 s\u00e3o os que j\u00e1 existiam e est\u00e3o habilitados pelo SUS desde 2008.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Gastos com a pandemia em 2021<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Em quatro meses neste ano, a Prefeitura de Campina Grande gastou aproximadamente R$ 1.357.389,00 no combate \u00e0 pandemia, de acordo com os dados de pagamentos na Transpar\u00eancia Municipal, disponibilizados no site da edilidade. O que representa uma m\u00e9dia de apenas R$ 339,3 mil por m\u00eas, na segunda maior cidade do estado e a segunda mais atingida pela pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio uma breve explica\u00e7\u00e3o para melhor compreens\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es a seguir. De acordo com o Tesouro Nacional, \u201cempenho \u00e9 o ato emanado de autoridade competente, que cria para o estado a obriga\u00e7\u00e3o de pagamento pendente ou n\u00e3o de implemento de condi\u00e7\u00e3o; a garantia de que existe o cr\u00e9dito necess\u00e1rio para a liquida\u00e7\u00e3o de um compromisso assumido; \u00e9 o primeiro est\u00e1gio da despesa p\u00fablica\u201d. A Controladoria-Geral da Uni\u00e3o (CGU) esclarece que \u201cliquida\u00e7\u00e3o consiste na verifica\u00e7\u00e3o do direito adquirido pelo credor tendo por base os t\u00edtulos e documentos comprobat\u00f3rios do respectivo cr\u00e9dito e tem como objetivos: apurar a origem e o objeto do que se deve pagar; a import\u00e2ncia exata a pagar; e a quem se deve pagar a import\u00e2ncia, para extinguir a obriga\u00e7\u00e3o\u201d. J\u00e1 o pagamento, para o Tesouro Nacional, \u201c\u00e9 o \u00faltimo est\u00e1gio da despesa p\u00fablica. Caracteriza-se pela emiss\u00e3o do cheque ou ordem banc\u00e1ria em favor do credor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas despesas, chama aten\u00e7\u00e3o que a Prefeitura n\u00e3o realizou gastos com a pandemia em janeiro. Por sua vez, dos quatro meses investigados, fevereiro foi o que mais apresentou cifras, com R$ 1.127.341,72.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\" id=\"attachment_230530\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/i1.wp.com\/paraibaja.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/GASTOS1.png?resize=500%2C500&amp;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-230530 lazyload\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><figcaption>Gastos nos quatro primeiros meses de 2021, conforme Portal da Transpar\u00eancia da PMCG. Visualizado em 25 de maio de 2021 (Infogr\u00e1fico: Mabel Abreu\/Para\u00edba J\u00e1)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos gastos, a reportagem do&nbsp;<strong>Para\u00edba J\u00e1<\/strong>&nbsp;tamb\u00e9m questionou a Secretaria Municipal de Sa\u00fade de Campina Grande sobre os investimentos na manuten\u00e7\u00e3o de leitos de UTI Covid no Hospital Pedro I. Mais uma vez n\u00e3o obtivemos resposta at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta reportagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a gest\u00e3o de Bruno Cunha Lima j\u00e1 recebeu mais de R$ 11 milh\u00f5es do Governo Federal, somente em 2021, destinados especificamente para \u00e1rea da sa\u00fade. Os dados s\u00e3o do&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.portaltransparencia.gov.br\/coronavirus\/transferencias?paginacaoSimples=true&amp;tamanhoPagina=&amp;offset=&amp;direcaoOrdenacao=asc&amp;de=01%2F01%2F2021&amp;ate=31%2F05%2F2021&amp;uf=PB&amp;nomeMunicipio=campina+grande&amp;colunasSelecionadas=linkDetalhamento%2Cuf%2Cmunicipio%2Ctipo%2CtipoFavorecido%2Cacao%2ClinguagemCidada%2CgrupoDespesa%2CelementoDespesa%2CmodalidadeDespesa%2Cvalor&amp;ordenarPor=mesAno&amp;direcao=desc#avisualizacao-grafica\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Portal da Transpar\u00eancia<\/strong><\/a>, da Controladoria-Geral da Uni\u00e3o (CGU). Em janeiro, a prefeitura campinense recebeu R$ 460 mil. Depois voltou a receber em mar\u00e7o, quando embolsou R$ 4,7 milh\u00f5es. No m\u00eas seguinte recebeu R$ 2,2 milh\u00f5es. J\u00e1 em maio, embolsou mais de R$ 4,3 milh\u00f5es. Confira a distribui\u00e7\u00e3o percentual dos repasses abaixo.https:\/\/www.canva.com\/design\/DAEfjEe-4qE\/view?embed<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pouca ocupa\u00e7\u00e3o, muita sobrecarga para a rede<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Mas vamos \u201ccome\u00e7ar do come\u00e7o\u201d. Campina Grande \u00e9 refer\u00eancia para o atendimento da 2\u00aa macrorregi\u00e3o, composta por mais de 60 cidades da regi\u00e3o que n\u00e3o possuem unidades hospitalares de m\u00e9dia e alta complexidade. O Plano Estadual de Conting\u00eancia Covid-19 aponta que h\u00e1 167 leitos de UTI para atendimento de pacientes infectados pelo novo coronav\u00edrus. Destes, 4 s\u00e3o pedi\u00e1tricos, localizados no Hospital da Crian\u00e7a e do Adolescente. Os demais est\u00e3o distribu\u00eddos no Pedro I (60), Jo\u00e3o XXIII (9), Isea (6), Trauma (5), Hospital das Cl\u00ednicas (60) e o HU Alcides Carneiro (10).]<\/p>\n\n\n\n<p>Curiosamente, o boletim epidemiol\u00f3gico gerado pela Prefeitura de Campina Grande contabilizava os leitos privados dos hospitais Santa Clara e Ant\u00f4nio Targino. Existem UTIs neles, s\u00f3 n\u00e3o s\u00e3o acess\u00edveis para a popula\u00e7\u00e3o dependente do SUS.<\/p>\n\n\n\n<p>Com igual capacidade de tratamento intensivo do Pedro I, o Hospital das Cl\u00ednicas, gerido pela Secretaria de Estado Sa\u00fade, vive uma outra realidade da pandemia. De 15 de abril a 24 de maio, a m\u00e9dia de UTIs ocupadas foi de 57, sendo, ao todo, 2.238 ocupa\u00e7\u00f5es gerais em leitos de UTI. No dia em que o Pedro I registrou a menor ocupa\u00e7\u00e3o de UTIs (16), o das Cl\u00ednicas registrava 50 leitos em uso. Tr\u00eas vezes mais que o hospital municipal.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste maio, o Cl\u00ednicas passou quatro dias consecutivos com 100% de ocupa\u00e7\u00e3o. Foi no dia 24 de abril em que registrou menor \u00edndice: 48 UTIs em uso. Em porcentagem, equivale a 80% da lota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O contraste dram\u00e1tico entre as duas unidades pode ser visto no infogr\u00e1fico abaixo.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i1.wp.com\/paraibaja.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/LEITO-COVID-CG-Hospital1.png?ssl=1\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/i1.wp.com\/paraibaja.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/LEITO-COVID-CG-Hospital1.png?resize=696%2C1526&amp;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-230535 lazyload\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A justificativa da gest\u00e3o do prefeito Bruno Cunha Lima (PSD) \u00e9 de que o Hospital Pedro I funciona com crit\u00e9rios de interna\u00e7\u00e3o em UTI diferenciados dos que s\u00e3o adotados pelos protocolos estaduais. Ainda h\u00e1 a argumenta\u00e7\u00e3o para reserva t\u00e9cnica de leitos. Mas antes de falar sobre protocolos e reservas, vamos a outro cap\u00edtulo da hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>CRM-PB: um caso \u00e0 parte?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Quando a pandemia se tornou uma realidade inevit\u00e1vel para os paraibanos, o Conselho Regional de Medicina da Para\u00edba (CRM-PB) se prop\u00f4s a monitorar a ocupa\u00e7\u00e3o de leitos no estado. Semanalmente, levantamentos e relatos de visitas t\u00e9cnicas e at\u00e9 mesmo fiscaliza\u00e7\u00f5es s\u00e3o divulgados pela entidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas tamb\u00e9m h\u00e1 relatos de nega\u00e7\u00e3o de atendimentos no Pedro I. Como aconteceu com os cinco pacientes da macrorregi\u00e3o de Campina Grande que n\u00e3o conseguiram ser internos e acabaram por ser transferidos para a capital.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/scontent.fcpv6-1.fna.fbcdn.net\/v\/t1.6435-0\/p526x296\/188809652_4019466584808166_1915124306752984372_n.jpg?_nc_cat=104&amp;ccb=1-3&amp;_nc_sid=8024bb&amp;_nc_eui2=AeExNojenNLzjGD1aC8JzJKH1akjJnSQkCzVqSMmdJCQLHdd_0jFgr1UmnUCeUJo5RM6SQ69-FTfmN2blI18M3uN&amp;_nc_ohc=0vTT23_7L20AX-FxYTT&amp;_nc_ht=scontent.fcpv6-1.fna&amp;tp=6&amp;oh=fdad7e00c09e36a7e3dd8b837850b689&amp;oe=60D2A0B9\" alt=\"\" width=\"834\" height=\"834\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Observando bem, o monitoramento feito pelo CRM-PB sobre a ocupa\u00e7\u00e3o de leitos \u00e9 feito assim como a reportagem fez: baseia-se em dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Sa\u00fade. Carece de uma maior fiscaliza\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>in loco,&nbsp;<\/em>at\u00e9 para verifica\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho dos m\u00e9dicos diante da exaustiva rotina laboral ocasionada pelo crescimento dos casos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, quanto \u00e0 informa\u00e7\u00e3o de reserva de leitos de UTI no Pedro I, a entidade se posicionou contra. At\u00e9 porque, parte da rede p\u00fablica de sa\u00fade de Campina Grande registrou na \u00faltima segunda-feira (24), por exemplo, 100% de ocupa\u00e7\u00e3o de UTIs, como o Cl\u00ednicas, Trauma e HU Alcides Carneiro.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pol\u00eamica da reserva t\u00e9cnica: ter ou n\u00e3o ter?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Precisamos ter os seguintes dados memorizados: o Hospital Municipal Pedro I possui 60 leitos existentes de UTI e 90 de enfermarias, conforme registros no Cnes.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o que \u00e9 reserva t\u00e9cnica? S\u00e3o leitos de retaguarda, que ficam \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da unidade hospitalar para outros tipos de atendimentos \u2013 nesse caso, que n\u00e3o constam como regula\u00e7\u00e3o&nbsp; do Estado para casos de Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>A dire\u00e7\u00e3o da unidade hospitalar pediu os leitos sob o argumento de que tamb\u00e9m atendiam demandas do tipo \u201cporta-aberta\u201d, pacientes \u2013 inclusive infectados com coronav\u00edrus \u2013 que procuram espontaneamente o hospital para serem atendidos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"ose-youtube ose-uid-69374b2169eccbaf279d167799527d31 ose-embedpress-responsive\" style=\"width:600px; height:550px; max-height:550px; max-width:100%; display:inline-block;\" data-embed-type=\"Youtube\"><iframe allowFullScreen=\"true\" title=\"Lota\u00e7\u00e3o na parte externa do Hospital Pedro I com pacientes esperando atendimento\" width=\"600\" height=\"550\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SS9TDknDHTk?feature=oembed&color=red&rel=0&controls=1&start=&end=&fs=0&iv_load_policy=0&autoplay=0&mute=0&modestbranding=0&cc_load_policy=1&playsinline=1\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; encrypted-media;accelerometer;autoplay;clipboard-write;gyroscope;picture-in-picture clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" data-load-mode=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>A reserva t\u00e9cnica do Pedro I ent\u00e3o \u00e9 composta por 10 leitos de UTI e 20 de enfermarias. Portanto, ficando com 50 leitos de UTI e 70 de enfermaria para uso cont\u00ednuo. Os leitos de enfermaria, por possu\u00edrem uma rotatividade di\u00e1ria, s\u00e3o usados \u00e0 exaust\u00e3o, sem se preocupar com a reserva, como j\u00e1 relatou o diretor-geral do hospital, Tito L\u00edvio, em diversas ocasi\u00f5es, a \u00faltima delas em entrevista a um&nbsp;programa de r\u00e1dio local, na noite da segunda-feira (24).<\/p>\n\n\n\n<p>O paciente da \u201cporta-aberta\u201d agora precisa ser regulado e informado ao Estado. Ficou pactuado entre a Secretaria de Estado da S\u00e1ude e Secretaria Municipal de Sa\u00fade, durante encontro promovido pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico da Para\u00edba, que a secretaria de Filipe Reul passar\u00e1 a informar \u00e0 regula\u00e7\u00e3o os dados do paciente que ocupar um leito a partir de demanda espont\u00e2nea. Portanto, \u00e9 dever da SMS relatar, oficialmente, se um paciente foi atendido em pronto-atendimento e precisou usar o leito, teoricamente, da reserva t\u00e9cnica. A medida \u00e9 necess\u00e1ria para que haja controle da utiliza\u00e7\u00e3o dos leitos.<\/p>\n\n\n\n<p>A reportagem do&nbsp;Para\u00edba J\u00e1&nbsp;contatou a Secretaria Municipal de Sa\u00fade de Campina Grande solicitando informa\u00e7\u00f5es sobre quando essa reserva seria usada. At\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta reportagem a prefeitura n\u00e3o se manifestou.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mudan\u00e7a de comportamento<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a pol\u00eamica que se tornou o tema, com a recusa da interna\u00e7\u00e3o em UTI de um paciente do munic\u00edpio de Monteiro na sexta-feira (21), o direcionamento parece ter mudado no Hospital Pedro I. Ao menos teoricamente. Durante a reuni\u00e3o com o Minist\u00e9rio P\u00fablico da Para\u00edba (MPPB), na segunda-feira (24), pela primeira vez, Tito L\u00edvio, diretor da unidade hospitalar, admitiu que receberiam na UTI pacientes sem ser somente com a necessidade de intuba\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Publicamente tamb\u00e9m houve a mudan\u00e7a de dire\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s interna\u00e7\u00f5es em UTIs no Pedro I. \u201cLeitos de UTI aceitamos todos, porque n\u00e3o chegamos nem perto da reserva t\u00e9cnica, por assim dizer. E n\u00e3o deixamos ningu\u00e9m esperando. Esses pacientes [de Monteiro] n\u00e3o \u00e9 porque o Pedro I ficou com vagas escondidas da popula\u00e7\u00e3o, e sim porque j\u00e1 est\u00e1vamos com 105% de ocupa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o ficou vaga escondida do paraibano, estamos &nbsp;aceitando\u201d, disse Tito L\u00edvio. Vale lembrar que a lota\u00e7\u00e3o citada pelo diretor diz respeito \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o de enfermarias, n\u00e3o de UTIs. Al\u00e9m disso, mesmo sem estar perto da reserva t\u00e9cnica, o hospital negou a interna\u00e7\u00e3o do paciente vindo do munic\u00edpio de Monteiro.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com normativas da Secretaria de Estado da Sa\u00fade, \u00e9 evitado o transbordo de paciente \u2013 quando ele \u00e9 levado de uma macrorregi\u00e3o para outra. \u00c9 p\u00fablico o entendimento de que a regula\u00e7\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a com os entes [Munic\u00edpios ou Estados], n\u00e3o h\u00e1 &nbsp;for\u00e7a de pol\u00edcia. Quando n\u00e3o h\u00e1 vagas numa unidade hospitalar, a \u00fanica alternativa \u00e9 levar o paciente para ainda mais longe de casa e encaminh\u00e1-lo para outra macrorregi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O drible matem\u00e1tico e a maquiagem dos dados<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros das ocupa\u00e7\u00f5es de leitos de UTI adulto para Covid-19 est\u00e3o totalmente atrelados \u00e0 bandeira que o munic\u00edpio vai receber no Plano Novo Normal, do Governo do Estado, que recomenda a\u00e7\u00f5es de enfrentamento \u00e0 pandemia, como fechamento parcial ou total de estabelecimentos como bares, restaurantes e shoppings, al\u00e9m da abertura ou hor\u00e1rio do com\u00e9rcio, funcionamento de \u00f3rg\u00e3os, entre outro pontos.<\/p>\n\n\n\n<p>Como j\u00e1 vimos, o Plano de Conting\u00eancia da Covid-19 do Estado da Para\u00edba oferta 167 leitos de UTIs implantados na 2\u00aa Macrorregi\u00e3o (Campina Grande). S\u00e3o 163 leitos, sem os infantis, que n\u00e3o entram nas m\u00e9tricas de ocupa\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que \u00e9 um p\u00fablico minimamente atingido pela Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>No Hospital Pedro I s\u00e3o 60 leitos de UTI e 90 de enfermaria, sem a reserva t\u00e9cnica se tornam 50 leitos de UTI e 70 de enfermaria. No \u00faltimo boletim divulgado pela Prefeitura de Campina Grande, nesta segunda-feira (24), s\u00e3o divulgados 127 leitos ocupados no hospital. A Prefeitura de Campina Grande n\u00e3o divulga as porcentagens espec\u00edficas de ocupa\u00e7\u00f5es dos leitos de UTI e enfermarias no Pedro I, apenas n\u00famero geral.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\" id=\"attachment_230522\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/i0.wp.com\/paraibaja.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/WhatsApp-Image-2021-05-25-at-19.31.10.jpeg?resize=669%2C281&amp;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-230522 lazyload\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><figcaption>Boletim divulgado no dia 24 de maio (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/PMCG)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Com base nesse n\u00famero geral, aliado ao entendimento p\u00fablico que eles usam os leitos de enfermaria \u00e0 exaust\u00e3o (90), mas resguardam a reserva t\u00e9cnica de UTIs que s\u00e3o 10 leitos (ficam 50 UTIs), temos ent\u00e3o um n\u00famero de 140 leitos totais (UTIs e enfermarias juntos) no Pedro I.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o 127 leitos ocupados de 140 dispon\u00edveis. O Hospital Pedro I ent\u00e3o apresentou uma ocupa\u00e7\u00e3o de 90,7% do total de leitos nesta segunda-feira (24). O que mostra que a unidade hospitalar campinense est\u00e1 \u00e0 beira do colapso.<\/p>\n\n\n\n<p>Em maio deste ano, por exemplo, o Pedro I nunca chegou a ter 50 leitos ocupados, que seria sua lota\u00e7\u00e3o total dispon\u00edvel e com margem da reserva t\u00e9cnica (10 leitos) ainda resguardada. O m\u00e1ximo de leitos ocupados foi 40, que aconteceu somente em dois dias (5 e 7 de maio). No quinto m\u00eas do ano, a m\u00e9dia de ocupa\u00e7\u00e3o foi de 31 leitos de UTI \u2013 dos quais, vale lembrar, 30 s\u00e3o mantidos com recursos do SUS. Teoricamente, a prefeitura ent\u00e3o arcou com apenas um leito de UTI, n\u00e3o se sabe por quantos dias.<\/p>\n\n\n\n<p>O c\u00e1lculo divulgado pela prefeitura campinense e&nbsp;pelo prefeito Bruno Cunha Lima&nbsp;jamais utilizou a totalidade dos leitos dispon\u00edveis para internar os pacientes (50 leitos de UTI), mas sempre usa o n\u00famero total dispon\u00edvel de 60 leitos (utilizando at\u00e9 a reserva t\u00e9cnica) para o c\u00e1lculo da sua ocupa\u00e7\u00e3o, o que deixa a m\u00e9dia de ocupa\u00e7\u00e3o baixa. A poss\u00edvel manobra \u00e9 para passar uma sensa\u00e7\u00e3o de controle da pandemia na cidade, elemento que, inclusive, foi alvo de reclama\u00e7\u00e3o do MPPB na reuni\u00e3o da segunda-feira.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>E quem se interna numa UTI em Campina?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O dilema \u00e9 grande. N\u00e3o h\u00e1 consenso entre Munic\u00edpio e Estado. A SES preconiza, baseado em evid\u00eancias cient\u00edficas, atrav\u00e9s do documento \u2018Protocolo Cl\u00ednico \u2013 Centro Estadual de Dissemina\u00e7\u00e3o de Evid\u00eancias em Sa\u00fade da Covid-19 da SES-PB\u2018, publicado em abril de 2020, com dados, recomenda\u00e7\u00f5es,&nbsp;<em>checklists<\/em>, informa\u00e7\u00f5es e sistema de \u2018score\u2019 (placar) para definir interna\u00e7\u00f5es e procedimentos adotados no atendimento a pacientes com coronav\u00edrus na Para\u00edba.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cExiste realmente essa diferen\u00e7a entre os protocolos [do Munic\u00edpio e do Estado]. No Pedro I enviamos para a UTI com alguns crit\u00e9rios que o Estado nem sempre acompanha. Conversei com ele [Daniel Beltrammi], e nos prontificamos a conversar com o chefe da regula\u00e7\u00e3o, para unificarmos isso sim e afinar ainda mais essa regula\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou Tito L\u00edvio, em entrevista na segunda-feira (24).<\/p>\n\n\n\n<p>O que diz o Protocolo Cl\u00ednico para Covid-19 da Secretaria de Sa\u00fade da Para\u00edba? A SES se baseia em estudos internacionais, que utilizam o \u201c<em>National Early Warning Score<\/em>\u201c, em tradu\u00e7\u00e3o livre \u201cEscore [placar] para alerta precoce\u201d, onde s\u00e3o avaliados cinco par\u00e2metros fisiol\u00f3gicos, com cada um recebendo uma nota de 0 a 3 pontos. O escore ser\u00e1 definido a partir da soma das pontua\u00e7\u00f5es atingidas na avalia\u00e7\u00e3o do sens\u00f3rio, temperatura, frequ\u00eancia card\u00edaca, press\u00e3o arterial sist\u00f3lica, satura\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica&nbsp; e oxig\u00eanio e suplementa\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\" id=\"attachment_230551\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/i0.wp.com\/paraibaja.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/WhatsApp-Image-2021-05-26-at-01.34.30.jpeg?resize=640%2C360&amp;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-230551 lazyload\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><figcaption>Hospital Pedro I \u00e9 refer\u00eancia em tratamento para Covid-19 na 2\u00aa macrorregi\u00e3o (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/PMCG)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A partir disso, a SES desenvolveu um modelo mais curto e simplificado para direcionar a decis\u00e3o cl\u00ednica e o tipo de manejo a ser indicado nos pacientes. O documento ent\u00e3o aponta uma s\u00e9rie de sintomas a serem identificados. Conforme o protocolo, o paciente \u00e9 suspeito para Covid-19 quando houver a presen\u00e7a de dois ou mais sintomas, dos quais: febre (temperatura igual ou maior que 37,8 graus), tosse seca, dispneia (falta de ar), mialgia (dor muscular), coriza nasal e fadiga nos \u00faltimos sete dias. O pr\u00f3ximo passo \u00e9 fazer a classifica\u00e7\u00e3o do paciente dentro do contexto de s\u00edndrome gripal, onde os profissionais de sa\u00fade avaliam componentes como apresenta\u00e7\u00e3o severa de disfun\u00e7\u00f5es org\u00e2nicas na vig\u00eancia da infec\u00e7\u00e3o por Covid-19, al\u00e9m de idade e comorbidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s essa classifica\u00e7\u00e3o do escore, a equipe de sa\u00fade ser\u00e1 respons\u00e1vel pela gradua\u00e7\u00e3o em risco de acordo com as avalia\u00e7\u00f5es anteriores.&nbsp;<strong>Risco alto:<\/strong>&nbsp;quando for igual ou maior que tr\u00eas pontos, sendo classificado como vermelho; neste caso, o paciente dever\u00e1 ser encaminhado ao Centro de refer\u00eancia do Covid-19.&nbsp;<strong>Risco intermedi\u00e1rio:<\/strong>&nbsp;quando a pontua\u00e7\u00e3o for dois, ser\u00e1 de n\u00edvel amarelo, a situa\u00e7\u00e3o na qual o indiv\u00edduo dever\u00e1 ser analisado pela unidade b\u00e1sica de Sa\u00fade, objetivando concilia\u00e7\u00e3o medicamentosa, e evitando descompensa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica que possa, eventualmente, causar mais agravos ao paciente em exposi\u00e7\u00e3o ambiental ao Covid-19; j\u00e1 os indiv\u00edduos com risco intermedi\u00e1rio mas com frequ\u00eancia respirat\u00f3ria igual ou maior que 25 IRPM (incurs\u00f5es respirat\u00f3rias por minuto) ou satura\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica de oxig\u00eanio (oximetria) menor ou igual a 93%, dever\u00e3o ser classificados como n\u00edvel laranja, sendo necess\u00e1rio a sua avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica em Hospital de Pronto-Atendimento ou Unidade de Pronto-atendimento (UPA).&nbsp;<strong>Risco simples:<\/strong>&nbsp;o escore zero ou um \u00e9 o paciente com n\u00edvel verde, sem quaisquer necessidades de procura de atendimento m\u00e9dico\/USF, apenas manter isolamento social; deve receber orienta\u00e7\u00e3o para procurar hospital, sem sinais de alarme.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelos casos acompanhados, com acesso ao censo di\u00e1rio de pacientes, boletins de interna\u00e7\u00e3o, investiga\u00e7\u00e3o de casos e coleta de informa\u00e7\u00f5es com fontes, os pacientes que se internavam na UTI do Hospital Pedro I eram majoritariamente apenas os que necessitavam de intuba\u00e7\u00e3o invasiva.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<strong>Para\u00edba J\u00e1&nbsp;<\/strong>fez o pedido de esclarecimentos sobre os crit\u00e9rios para interna\u00e7\u00e3o de pacientes no munic\u00edpio, j\u00e1 que diferem das prerrogativas dos protocolos da Secretaria Estadual de Sa\u00fade (News Fast COVID-19). A Prefeitura de Campina Grande n\u00e3o quis comentar at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta reportagem.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Opera\u00e7\u00e3o Abafa?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Pouco mais de um m\u00eas ap\u00f3s visitar a cidade, o&nbsp;<strong>ministro da Sa\u00fade Marcelo Queiroga retorna \u00e0 Campina Grande<\/strong>&nbsp;para um novo encontro que acontece nesta sexta-feira (28).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\" id=\"attachment_230580\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/i2.wp.com\/paraibaja.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/marcelo-queiroga-campina-grande-bruno-cunha-lima-e1622014573247.jpg?resize=696%2C548&amp;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-230580 lazyload\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Pela agenda divulgada, a miss\u00e3o do ministro de Jair Bolsonaro \u00e9 justamente visitar os hospitais campinenses superlotados que atuam no combate \u00e0 pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pauta tamb\u00e9m devem estar a vacina\u00e7\u00e3o contra a Covid-19, recursos para investimentos na \u00e1rea da sa\u00fade e outros temas relacionados ao enfrentamento \u00e0 pandemia no estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Para\u00edba J\u00e1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A matem\u00e1tica da gest\u00e3o dos leitos Covid-19 em Campina Grande impressiona pelo seu desequil\u00edbrio de distribui\u00e7\u00e3o da demanda nos hospitais p\u00fablicos e por pr\u00e9-requisitos inflex\u00edveis&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":219483,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[72],"tags":[],"class_list":["post-219481","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-campina-grande"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/219481","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=219481"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/219481\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":219485,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/219481\/revisions\/219485"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/219483"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=219481"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=219481"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=219481"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}