{"id":225447,"date":"2021-07-22T09:48:53","date_gmt":"2021-07-22T12:48:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=225447"},"modified":"2021-07-22T09:48:56","modified_gmt":"2021-07-22T12:48:56","slug":"com-vacinacao-contra-covid-19-mortes-e-internacoes-de-idosos-caem-76-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2021\/07\/22\/com-vacinacao-contra-covid-19-mortes-e-internacoes-de-idosos-caem-76-no-pais\/","title":{"rendered":"Com vacina\u00e7\u00e3o contra Covid-19, mortes e interna\u00e7\u00f5es de idosos caem 76% no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde o in\u00edcio da vacina\u00e7\u00e3o no Brasil, em 17 de janeiro, a idade dos mortos e internados por conta da covid-19 diminuiu consideravelmente, com a taxa de v\u00edtimas entre os idosos \u2013 especialmente entre aqueles de 60 a 69 anos \u2013 despencando desde o auge da segunda onda da pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 o que indicam os dados do in\u00edcio de janeiro at\u00e9 julho deste ano do SIVEP-Gripe (Sistema de Informa\u00e7\u00e3o da Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica da Gripe), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, que foram analisados pelo R7. O banco compila informa\u00e7\u00f5es sobre as v\u00edtimas de SRAG (S\u00edndrome de Insufici\u00eancia Respirat\u00f3ria Aguda), das quais especialistas calculam 98% dos casos causados pela covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O grupo entre 60 e 69 anos, antes o mais vitimado pela SRAG, teve redu\u00e7\u00e3o de 74% da m\u00e9dia m\u00f3vel interna\u00e7\u00f5es e de 76% de mortes entre o final de mar\u00e7o e o in\u00edcio de abril, o pico da segunda onda. Agora, s\u00e3o os brasileiros de faixas et\u00e1rias at\u00e9 tr\u00eas d\u00e9cadas mais novas (59 a 50, 49 a 40 e 39 a 30) que est\u00e3o com as maiores taxas de internados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em rela\u00e7\u00e3o aos \u00f3bitos, estas duas faixas et\u00e1rias de meia idade mant\u00eam protagonismo. S\u00e3o os brasileiros de 50 a 59 anos que morrem mais, enquanto os dez anos mais novos est\u00e3o em patamares similares aos idosos com 60 e 70 anos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O fato de ter ca\u00eddo a mortalidade e as interna\u00e7\u00f5es e o n\u00famero de casos n\u00e3o significa que a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 boa. N\u00f3s estamos ainda em n\u00edveis muitos altos, em compara\u00e7\u00e3o com o ano passado, inclusive, e a outros pa\u00edses. Ent\u00e3o a nossa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito grave&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;Em comum, todos as faixas tiveram um aumento anormal durante o auge da segunda onda da covid-19 no Brasil, entre o final de mar\u00e7o e in\u00edcio de abril. Os dois meses foram os mais letais da pandemia e fizeram explodir o n\u00famero de mortos e internados, principalmente entre brasileiros com 60 anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste per\u00edodo, o ritmo de vacina\u00e7\u00e3o ainda era muito lento e poucos brasileiros nos grupos priorit\u00e1rios tinham recebido as doses. Com a dissemina\u00e7\u00e3o da variante Gamma (P1, do Amazonas) do novo coronav\u00edrus por todo o territ\u00f3rio nacional o resultado foi de UTIs (Unidade de Terapia Intensiva) lotadas em todos os estados e recordes di\u00e1rios de mortes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas semanas seguintes ao colapso hospitalar, a aplica\u00e7\u00e3o de doses saltou de 14,3 milh\u00f5es de brasileiros vacinados em mar\u00e7o para 23,5 milh\u00f5es em abril, seguida de 21,2 milh\u00f5es em maio e fechando com 32,5 milh\u00f5es em junho, total de 77,3 milh\u00f5es nos tr\u00eas meses seguintes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;J\u00e1 h\u00e1 suficiente informa\u00e7\u00e3o e dados que pelo menos parte desta queda poderia ser atribuida ao aumento da cobertura vacinal. A parcela que pode ser atribu\u00edda a esta vacina\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o est\u00e1 muito clara&#8221;, opina o epidemiologista e professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Guilherme Werneck.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da imuniza\u00e7\u00e3o, sugere Werneck, a n\u00e3o ado\u00e7\u00e3o do isolamento social e do uso de m\u00e1scaras tamb\u00e9m pode explicar as varia\u00e7\u00f5es mais significativas nas mortes e interna\u00e7\u00f5es das faixas et\u00e1rias, como a dos mais jovens, que podem ter voltado a se arriscar mais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Essa popula\u00e7\u00e3o de 60 anos ou mais, que \u00e9 realmente uma popula\u00e7\u00e3o que tem maior vulnerabilidade de desenvolver formas graves [da covid], (&#8230;) muitas delas j\u00e1 morreram. Ent\u00e3o existe uma &#8216;sobreviv\u00eancia seletiva&#8217; tamb\u00e9m, esses idosos j\u00e1 superaram fases mais dif\u00edceis e possivelmente s\u00e3o um subconjunto que \u00e9 menos vulner\u00e1vel&#8221;, completa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pandemia est\u00e1 longe de acabar<\/strong><br>Desde junho, os indicadores da pandemia t\u00eam reduzido com frequ\u00eancia. Especialistas, contudo, alertam que os cuidados b\u00e1sicos devem ser mantidos at\u00e9 mesmo entre vacinados, considerando que os n\u00edveis de transmiss\u00e3o e de mortes continuam em um patamar alto.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Nenhuma vacina tem uma prote\u00e7\u00e3o de 100%. A vacina\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o contemplou o recomendado pela imunidade rebanho e nem todas as faixas et\u00e1rias devido ao ritmo de vacina\u00e7\u00e3o, as medidas como distanciamento social, evitar aglomera\u00e7\u00f5es, higiene frequente das m\u00e3os e uso de m\u00e1scaras devem ser mantidas&#8221;, diz a infectologista Ana Rachel Seni Rodrigues.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela ainda alerta para a chegada da variante Delta (indiana) ao Brasil, com maior escape a vacinas e a anticorpos de infecc\u00e7\u00f5es anteriores, e que tem feito pa\u00edses-modelo no combate \u00e0 pandemia regredirem a quarentenas severas. &#8220;Ela tem uma capacidade de transmiss\u00e3o muito grande, mais de 90% do que a cepa original, e bem maior que a variante brasileira&#8221;, pontua.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro fator de risco ao controle da pandemia \u00e9 a baixa imuniza\u00e7\u00e3o completa dos brasileiros com as duas aplica\u00e7\u00f5es da vacina ou a dose \u00fanica da Johnson. S\u00e3o pouco mais de 35 milh\u00f5es que foram imunizados, cerca de 16% da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>ClickPB<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o in\u00edcio da vacina\u00e7\u00e3o no Brasil, em 17 de janeiro, a idade dos mortos e internados por conta da covid-19 diminuiu consideravelmente, com a taxa de v\u00edtimas entre os idosos \u2013 especialmente entre aqueles de 60 a 69 anos \u2013 despencando desde o auge da segunda onda da pandemia. \u00c9 o que indicam os dados do in\u00edcio de janeiro at\u00e9 julho deste ano do SIVEP-Gripe (Sistema de Informa\u00e7\u00e3o da Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica da Gripe), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, que foram analisados pelo R7. O banco compila informa\u00e7\u00f5es sobre as v\u00edtimas de SRAG (S\u00edndrome de Insufici\u00eancia Respirat\u00f3ria Aguda), das quais especialistas calculam 98% dos casos causados pela covid-19. O grupo entre 60 e 69 anos, antes o mais vitimado pela SRAG, teve redu\u00e7\u00e3o de 74% da m\u00e9dia m\u00f3vel interna\u00e7\u00f5es e de 76% de mortes entre o final de mar\u00e7o e o in\u00edcio de abril, o pico da segunda onda. Agora, s\u00e3o os brasileiros de faixas et\u00e1rias at\u00e9 tr\u00eas d\u00e9cadas mais novas (59 a 50, 49 a 40 e 39 a 30) que est\u00e3o com as maiores taxas de internados. Em rela\u00e7\u00e3o aos \u00f3bitos, estas duas faixas et\u00e1rias de meia idade mant\u00eam protagonismo. S\u00e3o os brasileiros de 50 a 59 anos que morrem mais, enquanto os dez anos mais novos est\u00e3o em patamares similares aos idosos com 60 e 70 anos.&nbsp;&nbsp; &#8220;O fato de ter ca\u00eddo a mortalidade e as interna\u00e7\u00f5es e o n\u00famero de casos n\u00e3o significa que a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 boa. N\u00f3s estamos ainda em n\u00edveis muitos altos, em compara\u00e7\u00e3o com o ano passado, inclusive, e a outros pa\u00edses. Ent\u00e3o a nossa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito grave&#8221; &nbsp;Em comum, todos as faixas tiveram um aumento anormal durante o auge da segunda onda da covid-19 no Brasil, entre o final de mar\u00e7o e in\u00edcio de abril. Os dois meses foram os mais letais da pandemia e fizeram explodir o n\u00famero de mortos e internados, principalmente entre brasileiros com 60 anos.&nbsp; Neste per\u00edodo, o ritmo de vacina\u00e7\u00e3o ainda era muito lento e poucos brasileiros nos grupos priorit\u00e1rios tinham recebido as doses. Com a dissemina\u00e7\u00e3o da variante Gamma (P1, do Amazonas) do novo coronav\u00edrus por todo o territ\u00f3rio nacional o resultado foi de UTIs (Unidade de Terapia Intensiva) lotadas em todos os estados e recordes di\u00e1rios de mortes. Nas semanas seguintes ao colapso hospitalar, a aplica\u00e7\u00e3o de doses saltou de 14,3 milh\u00f5es de brasileiros vacinados em mar\u00e7o para 23,5 milh\u00f5es em abril, seguida de 21,2 milh\u00f5es em maio e fechando com 32,5 milh\u00f5es em junho, total de 77,3 milh\u00f5es nos tr\u00eas meses seguintes. &#8220;J\u00e1 h\u00e1 suficiente informa\u00e7\u00e3o e dados que pelo menos parte desta queda poderia ser atribuida ao aumento da cobertura vacinal. A parcela que pode ser atribu\u00edda a esta vacina\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o est\u00e1 muito clara&#8221;, opina o epidemiologista e professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Guilherme Werneck. Al\u00e9m da imuniza\u00e7\u00e3o, sugere Werneck, a n\u00e3o ado\u00e7\u00e3o do isolamento social e do uso de m\u00e1scaras tamb\u00e9m pode explicar as varia\u00e7\u00f5es mais significativas nas mortes e interna\u00e7\u00f5es das faixas et\u00e1rias, como a dos mais jovens, que podem ter voltado a se arriscar mais.&nbsp; &#8220;Essa popula\u00e7\u00e3o de 60 anos ou mais, que \u00e9 realmente uma popula\u00e7\u00e3o que tem maior vulnerabilidade de desenvolver formas graves [da covid], (&#8230;) muitas delas j\u00e1 morreram. Ent\u00e3o existe uma &#8216;sobreviv\u00eancia seletiva&#8217; tamb\u00e9m, esses idosos j\u00e1 superaram fases mais dif\u00edceis e possivelmente s\u00e3o um subconjunto que \u00e9 menos vulner\u00e1vel&#8221;, completa.&nbsp; Pandemia est\u00e1 longe de acabarDesde junho, os indicadores da pandemia t\u00eam reduzido com frequ\u00eancia. Especialistas, contudo, alertam que os cuidados b\u00e1sicos devem ser mantidos at\u00e9 mesmo entre vacinados, considerando que os n\u00edveis de transmiss\u00e3o e de mortes continuam em um patamar alto.&nbsp;&nbsp; &#8220;Nenhuma vacina tem uma prote\u00e7\u00e3o de 100%. A vacina\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o contemplou o recomendado pela imunidade rebanho e nem todas as faixas et\u00e1rias devido ao ritmo de vacina\u00e7\u00e3o, as medidas como distanciamento social, evitar aglomera\u00e7\u00f5es, higiene frequente das m\u00e3os e uso de m\u00e1scaras devem ser mantidas&#8221;, diz a infectologista Ana Rachel Seni Rodrigues. Ela ainda alerta para a chegada da variante Delta (indiana) ao Brasil, com maior escape a vacinas e a anticorpos de infecc\u00e7\u00f5es anteriores, e que tem feito pa\u00edses-modelo no combate \u00e0 pandemia regredirem a quarentenas severas. &#8220;Ela tem uma capacidade de transmiss\u00e3o muito grande, mais de 90% do que a cepa original, e bem maior que a variante brasileira&#8221;, pontua.&nbsp;&nbsp; Outro fator de risco ao controle da pandemia \u00e9 a baixa imuniza\u00e7\u00e3o completa dos brasileiros com as duas aplica\u00e7\u00f5es da vacina ou a dose \u00fanica da Johnson. S\u00e3o pouco mais de 35 milh\u00f5es que foram imunizados, cerca de 16% da popula\u00e7\u00e3o. ClickPB<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":225448,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-225447","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/225447","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=225447"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/225447\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":225449,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/225447\/revisions\/225449"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/225448"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=225447"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=225447"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=225447"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}