{"id":225456,"date":"2021-07-22T10:14:16","date_gmt":"2021-07-22T13:14:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=225456"},"modified":"2021-07-22T10:14:19","modified_gmt":"2021-07-22T13:14:19","slug":"brasil-perde-quase-30-mil-industrias-desde-2013","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2021\/07\/22\/brasil-perde-quase-30-mil-industrias-desde-2013\/","title":{"rendered":"Brasil perde quase 30 mil ind\u00fastrias desde 2013"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O setor industrial brasileiro perdeu 28,6 mil empresas no intervalo de seis anos, indicam dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O resultado, divulgado nesta quarta-feira (21), integra a Pesquisa Industrial Anual (PIA) 2019. O estudo n\u00e3o reflete ainda os impactos da pandemia de coronav\u00edrus, que prejudicou a atividade econ\u00f4mica a partir de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conforme o levantamento, o Brasil tinha 334,9 mil ind\u00fastrias em 2013, maior n\u00edvel da s\u00e9rie hist\u00f3rica, com dados desde 2007. O montante passou a encolher a partir de 2014, quando a economia come\u00e7ou a registrar sinais de fragilidade. Houve seis quedas consecutivas at\u00e9 o n\u00famero de empresas recuar para 306,3 mil em 2019 \u2013 dado mais recente \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A perda de 28,6 mil opera\u00e7\u00f5es (baixa de 8,5%) vem da compara\u00e7\u00e3o entre os resultados de 2019 e 2013.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Synthia Santana, gerente de an\u00e1lise e dissemina\u00e7\u00e3o de pesquisas estruturais do IBGE, afirma que a redu\u00e7\u00e3o pode ser atribu\u00edda a pelo menos dois fatores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro \u00e9 a recess\u00e3o que afetou a economia brasileira em 2015 e 2016. \u00c0 \u00e9poca, a crise abalou a atividade de f\u00e1bricas diversas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m do per\u00edodo de dificuldades, parte dos grupos industriais pode ter optado por concentrar empresas em regi\u00f5es estrat\u00e9gicas, conforme Synthia. Essa busca por diminui\u00e7\u00e3o de custos log\u00edsticos tende a resultar em n\u00famero menor de plantas produtivas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cExistem fatores conjunturais e estrat\u00e9gicos. Muitas vezes, h\u00e1 uma estrat\u00e9gia de reorganiza\u00e7\u00e3o das empresas para baratear custos. Outro aspecto \u00e9 o fechamento em raz\u00e3o da crise\u201d, frisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O n\u00famero inferior de opera\u00e7\u00f5es provoca reflexos no mercado de trabalho. A ind\u00fastria \u00e9 considerada um segmento intensivo em m\u00e3o de obra, podendo gerar sal\u00e1rios superiores aos de atividades como servi\u00e7os e com\u00e9rcio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o IBGE, o setor industrial empregava 7,6 milh\u00f5es de pessoas em 2019. Isso significa que, desde 2013, o contingente ficou 15,6% menor. Em n\u00fameros absolutos, o resultado sinaliza perda de 1,4 milh\u00e3o de postos de trabalho no per\u00edodo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em m\u00e9dia, a ind\u00fastria somava 25 trabalhadores por empresa em 2019. \u00c0 \u00e9poca, o setor pagava, em m\u00e9dia, 3,2 sal\u00e1rios m\u00ednimos para os funcion\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em termos absolutos, o ramo de confec\u00e7\u00e3o de artigos do vestu\u00e1rio e acess\u00f3rios foi aquele que mais fechou f\u00e1bricas entre 2013 e 2019. No per\u00edodo, o n\u00famero de empresas do segmento encolheu de 54,6 mil para 37,4 mil. Ou seja, houve perda de 17,2 mil opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A segunda principal baixa foi de produtos de metal (exceto m\u00e1quinas e equipamentos). O setor teve redu\u00e7\u00e3o de 5,6 mil empresas \u2013 de 40,4 mil para 34,8 mil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, o ramo de manuten\u00e7\u00e3o, repara\u00e7\u00e3o e instala\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e equipamentos registrou a maior alta entre 2013 e 2019. O setor teve acr\u00e9scimo de 7,6 mil empresas, passando de 22,3 mil para 29,9 mil, conforme o IBGE.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O instituto informou ainda que, em 2019, as 306,3 mil empresas industriais geraram R$ 3,6 trilh\u00f5es de receita l\u00edquida de vendas. As unidades pagaram o total de R$ 313,1 bilh\u00f5es em sal\u00e1rios e outras remunera\u00e7\u00f5es para os 7,6 milh\u00f5es de ocupados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fabrica\u00e7\u00e3o de produtos aliment\u00edcios se manteve como a principal atividade industrial. Em 2019, representou 20,5% da receita l\u00edquida de vendas da ind\u00fastria. A fatia \u00e9 3,3 pontos percentuais maior do que a registrada pela atividade no come\u00e7o da d\u00e9cada, em 2010 (17,2%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No sentido contr\u00e1rio, o IBGE destaca que a fabrica\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias viu a participa\u00e7\u00e3o encolher 3,1 pontos percentuais entre 2010 e 2019 (de 12,3% para 9,2%). Foi a maior varia\u00e7\u00e3o negativa na participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>FOLHAPRESS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O setor industrial brasileiro perdeu 28,6 mil empresas no intervalo de seis anos, indicam dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica). O resultado, divulgado nesta quarta-feira (21), integra a Pesquisa Industrial Anual (PIA) 2019. O estudo n\u00e3o reflete ainda os impactos da pandemia de coronav\u00edrus, que prejudicou a atividade econ\u00f4mica a partir de 2020. Conforme o levantamento, o Brasil tinha 334,9 mil ind\u00fastrias em 2013, maior n\u00edvel da s\u00e9rie hist\u00f3rica, com dados desde 2007. O montante passou a encolher a partir de 2014, quando a economia come\u00e7ou a registrar sinais de fragilidade. Houve seis quedas consecutivas at\u00e9 o n\u00famero de empresas recuar para 306,3 mil em 2019 \u2013 dado mais recente \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. A perda de 28,6 mil opera\u00e7\u00f5es (baixa de 8,5%) vem da compara\u00e7\u00e3o entre os resultados de 2019 e 2013. Synthia Santana, gerente de an\u00e1lise e dissemina\u00e7\u00e3o de pesquisas estruturais do IBGE, afirma que a redu\u00e7\u00e3o pode ser atribu\u00edda a pelo menos dois fatores. O primeiro \u00e9 a recess\u00e3o que afetou a economia brasileira em 2015 e 2016. \u00c0 \u00e9poca, a crise abalou a atividade de f\u00e1bricas diversas. Al\u00e9m do per\u00edodo de dificuldades, parte dos grupos industriais pode ter optado por concentrar empresas em regi\u00f5es estrat\u00e9gicas, conforme Synthia. Essa busca por diminui\u00e7\u00e3o de custos log\u00edsticos tende a resultar em n\u00famero menor de plantas produtivas. \u201cExistem fatores conjunturais e estrat\u00e9gicos. Muitas vezes, h\u00e1 uma estrat\u00e9gia de reorganiza\u00e7\u00e3o das empresas para baratear custos. Outro aspecto \u00e9 o fechamento em raz\u00e3o da crise\u201d, frisa. O n\u00famero inferior de opera\u00e7\u00f5es provoca reflexos no mercado de trabalho. A ind\u00fastria \u00e9 considerada um segmento intensivo em m\u00e3o de obra, podendo gerar sal\u00e1rios superiores aos de atividades como servi\u00e7os e com\u00e9rcio. Segundo o IBGE, o setor industrial empregava 7,6 milh\u00f5es de pessoas em 2019. Isso significa que, desde 2013, o contingente ficou 15,6% menor. Em n\u00fameros absolutos, o resultado sinaliza perda de 1,4 milh\u00e3o de postos de trabalho no per\u00edodo Em m\u00e9dia, a ind\u00fastria somava 25 trabalhadores por empresa em 2019. \u00c0 \u00e9poca, o setor pagava, em m\u00e9dia, 3,2 sal\u00e1rios m\u00ednimos para os funcion\u00e1rios. Em termos absolutos, o ramo de confec\u00e7\u00e3o de artigos do vestu\u00e1rio e acess\u00f3rios foi aquele que mais fechou f\u00e1bricas entre 2013 e 2019. No per\u00edodo, o n\u00famero de empresas do segmento encolheu de 54,6 mil para 37,4 mil. Ou seja, houve perda de 17,2 mil opera\u00e7\u00f5es. A segunda principal baixa foi de produtos de metal (exceto m\u00e1quinas e equipamentos). O setor teve redu\u00e7\u00e3o de 5,6 mil empresas \u2013 de 40,4 mil para 34,8 mil. Por outro lado, o ramo de manuten\u00e7\u00e3o, repara\u00e7\u00e3o e instala\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e equipamentos registrou a maior alta entre 2013 e 2019. O setor teve acr\u00e9scimo de 7,6 mil empresas, passando de 22,3 mil para 29,9 mil, conforme o IBGE. O instituto informou ainda que, em 2019, as 306,3 mil empresas industriais geraram R$ 3,6 trilh\u00f5es de receita l\u00edquida de vendas. As unidades pagaram o total de R$ 313,1 bilh\u00f5es em sal\u00e1rios e outras remunera\u00e7\u00f5es para os 7,6 milh\u00f5es de ocupados. A fabrica\u00e7\u00e3o de produtos aliment\u00edcios se manteve como a principal atividade industrial. Em 2019, representou 20,5% da receita l\u00edquida de vendas da ind\u00fastria. A fatia \u00e9 3,3 pontos percentuais maior do que a registrada pela atividade no come\u00e7o da d\u00e9cada, em 2010 (17,2%). No sentido contr\u00e1rio, o IBGE destaca que a fabrica\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias viu a participa\u00e7\u00e3o encolher 3,1 pontos percentuais entre 2010 e 2019 (de 12,3% para 9,2%). Foi a maior varia\u00e7\u00e3o negativa na participa\u00e7\u00e3o. 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