{"id":230093,"date":"2021-09-08T09:24:00","date_gmt":"2021-09-08T12:24:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=230093"},"modified":"2021-09-08T09:24:03","modified_gmt":"2021-09-08T12:24:03","slug":"pandemia-causa-impactos-na-alfabetizacao-de-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2021\/09\/08\/pandemia-causa-impactos-na-alfabetizacao-de-criancas\/","title":{"rendered":"Pandemia causa impactos na alfabetiza\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as"},"content":{"rendered":"\n<p>No Brasil,&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2020-07\/taxa-cai-levemente-mas-brasil-ainda-tem-11-milhoes-de-analfabetos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">11 milh\u00f5es<\/a>&nbsp;de pessoas s\u00e3o analfabetas. S\u00e3o pessoas de 15 anos ou mais que, pelos crit\u00e9rios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), n\u00e3o s\u00e3o capazes de ler e escrever nem ao menos um bilhete simples.&nbsp;<img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1421018&amp;o=node\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1421018&amp;o=node\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\"><\/p>\n\n\n\n<p>Pelo&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2011-2014\/2014\/lei\/l13005.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;(PNE), Lei 13.005\/2014, que estabelece o que deve ser feito para melhorar a educa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds at\u00e9 2024, desde o ensino infantil at\u00e9 a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, o Brasil deve zerar a taxa de analfabetismo at\u00e9 2024.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No Dia Mundial da Alfabetiza\u00e7\u00e3o, celebrado hoje (8), a&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;conversou com professores que trabalham com a alfabetiza\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as sobre os impactos da pandemia na etapa de ensino e sobre a rotina desses profissionais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Sem tempo para cansa\u00e7o<\/h3>\n\n\n\n<p>O professor do terceiro ano do ensino fundamental da Escola Classe Comunidade de Aprendizagem do Parano\u00e1, no Distrito Federal, Mateus Fernandes de Oliveira&nbsp;diz que ainda n\u00e3o conseguiu parar para sentir o cansa\u00e7o que todo o per\u00edodo de pandemia causou at\u00e9 aqui. Nos \u00faltimos 18 meses, ele precisou lidar com diversas situa\u00e7\u00f5es, incluindo fam\u00edlias de estudantes com fome. Foi preciso que a escola se organizasse para distribuir cestas b\u00e1sicas nas casas dos alunos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A gente estava falando de falta de alimentos em casa. Fam\u00edlias passando por necessidades. N\u00e3o era poss\u00edvel cobrar de uma fam\u00edlia que estava preocupada com alimenta\u00e7\u00e3o que desenvolvesse um processo de escolariza\u00e7\u00e3o em um momento como este. A gente entendeu que a escola p\u00fablica, como parte do Estado, tem responsabilidade social. O Estado deveria cuidar das necessidades b\u00e1sicas, mas n\u00e3o estava dando conta. A escola teve que se mobilizar&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto a escola esteve fechada, o professor chegou at\u00e9 mesmo a visitar os estudantes pessoalmente, levar para eles as atividades e verificar como estavam. A maior parte dos alunos n\u00e3o tinha acesso \u00e0 internet e acabava n\u00e3o participando das aulas&nbsp;<em>online<\/em>. Agora a escola voltou em um modelo h\u00edbrido, intercalando ensino presencial e ensino remoto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Oliveira percebe que as desigualdades se acentuaram. Aqueles alunos que v\u00eam de um contexto familiar em que a leitura faz parte do cotidiano, em que h\u00e1 livros e revistas em casa, chegam agora ao terceiro ano do fundamental sabendo ler e escrever. Aqueles que moram em casas com pouca ou nenhuma leitura, \u00e0s vezes sem m\u00e3es e pais alfabetizados, acabam tendo um conhecimento aqu\u00e9m do esperado para crian\u00e7as com 8 ou 9 anos de idade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o d\u00e1 para considerar este ano como s\u00f3 este ano. \u00c9 pensar este ano e o seguinte como duas coisas cont\u00ednuas, porque sen\u00e3o a gente se exaspera e atropela os processos. Atropela o tempo de entender o que a gente sentiu e o que est\u00e1 sentindo e de perceber que caminhos pode trilhar. A gente pode acabar at\u00e9 gerando o contr\u00e1rio do que gostaria. Em princ\u00edpio, \u00e9 preciso ter calma e, ao mesmo tempo, saber que n\u00e3o temos tempo a perder&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Trabalho redobrado&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Em Corumb\u00e1 (MS), foi com cachorrinhas que a professora da Escola Municipal Almirante Tamandar\u00e9, Sonia Bays, conquistou os alunos e conseguiu medir o que eles haviam aprendido em um ano de pandemia. Ela d\u00e1 aula para o primeiro ano do ensino fundamental, estudantes de 6 anos, que est\u00e3o come\u00e7ando a ser alfabetizados. &#8220;Queria fazer algo mais l\u00fadico. Acredito que as crian\u00e7as s\u00e3o&nbsp;penalizadas por estar&nbsp;longe da escola. Crian\u00e7a em fase de alfabetiza\u00e7\u00e3o precisa da escola&#8221;, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diante das dificuldades de ensinar a dist\u00e2ncia e por meio de tecnologias, ela gravou um v\u00eddeo apresentando os pr\u00f3prios animais de estima\u00e7\u00e3o e pediu que os pais estimulassem os filhos a fazer o mesmo com seus bichinhos. &#8220;Na fase da alfabetiza\u00e7\u00e3o, a crian\u00e7a precisa de oralidade. Ela fala e depois transfere para o papel. \u00c9 preciso estimular essa espontaneidade, essa fala das crian\u00e7as&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao pequeno grupo que estava sendo atendido presencialmente em hor\u00e1rios especiais na escola, ela pediu que desenhasse e, se soubesse, escrevesse os nomes dos animais. Foi assim que avaliou o que os alunos sabiam e aquilo em que tinham dificuldades. Com base nas atividades desenvolvidas com as crian\u00e7as, surgiu o trabalho Alfabetiza\u00e7\u00e3o e Inf\u00e2ncia em Tempos de Pandemia, apresentado em agosto no 5\u00ba Congresso Brasileiro de Alfabetiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A maior parte dos alunos de Sonia est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade. N\u00e3o \u00e9 raro que as fam\u00edlias tenham apenas um celular com acesso limitado \u00e0 internet. A estrat\u00e9gia muitas vezes, durante mais de um ano de pandemia, era mandar v\u00eddeos por whatsApp, para que os respons\u00e1veis baixassem usando a internet do trabalho e, depois, mostrassem para as crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, ela chegou a conhecer os alunos pessoalmente, antes do fechamento das escolas por causa da pandemia. A turma desse ano, no entanto, era uma lista com 23 nomes e contatos. Sonia fez quest\u00e3o de entrar em contato com cada um por liga\u00e7\u00e3o e conversar com alunos e fam\u00edlias. A log\u00edstica n\u00e3o foi simples, alguns estudantes precisaram ir para uma \u00e1rea com<em>&nbsp;wifi<\/em>&nbsp;aberto, para receber a videochamada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A escola foi retomando aos poucos o ensino presencial. Primeiro, apenas uma vez por semana para atender aos alunos que n\u00e3o tinham acesso a aulas remotas. Agora, a escola voltou \u00e0s aulas presenciais em esquema de revezamento, com turmas reduzidas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os professores, cada um de&nbsp;uma&nbsp;s\u00e9rie, selecionaram os conte\u00fados que seriam priorit\u00e1rios, que seriam essenciais. N\u00e3o vamos ter como dar conta de tudo. Estamos focando em leitura e escrita&#8221;, diz e acrescenta: &#8220;Os alunos n\u00e3o perderam o ano, eles ganharam a vida. Se antes j\u00e1 t\u00ednhamos d\u00e9ficit de aprendizagem, agora tamb\u00e9m temos, ainda maior. Teremos que redobrar o trabalho para vencer isso&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Da sala para a tela&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Depois de oito anos nas salas de aula no Rio de Janeiro, o professor Ricardo Fernandes assumiu, em 2019, o cargo de assistente de Ger\u00eancia de Alfabetiza\u00e7\u00e3o e Anos Iniciais da Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o. No ano passado, com a pandemia, Fernandes passou a gravar aulas e&nbsp;<em>podcasts<\/em>&nbsp;para os estudantes da rede municipal, por meio da prefeitura, para garantir a educa\u00e7\u00e3o remota. Ele, de repente, passou a alcan\u00e7ar um p\u00fablico muito maior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Acaba que voc\u00ea, que est\u00e1 produzindo uma v\u00eddeoaula, voc\u00ea n\u00e3o vira s\u00f3 o professor de uma turma. A sensa\u00e7\u00e3o que d\u00e1 \u00e9 que voc\u00ea vira professor de muitas turmas. Essa foi uma estrat\u00e9gia muito importante para muitas crian\u00e7as que estavam em casa&#8221;, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Foi preciso, segundo Fernandes, recriar, com tecnologia, espa\u00e7os alfabetizadores. Al\u00e9m de o formato ser um desafio, foi preciso tamb\u00e9m repensar o conte\u00fado de alfabetiza\u00e7\u00e3o, incluindo as fam\u00edlias. &#8220;Todas as vezes que a gente pensa um material agora, a gente pensa que essa fam\u00edlia vai assistir junto, vai ajudar na media\u00e7\u00e3o desse conte\u00fado. Ent\u00e3o as aulas agora s\u00e3o pensadas na perspectiva mais coletiva. Quem est\u00e1 escutando o que essa crian\u00e7a fala? Quais as perguntas que essa crian\u00e7a pode fazer para essa pessoa? \u00c9 esse processo de uma educa\u00e7\u00e3o coletiva que traz para a alfabetiza\u00e7\u00e3o um novo car\u00e1ter&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O professor conta que, durante a pandemia, as trocas entre os professores da rede de ensino ajudaram a desenvolver novas estrat\u00e9gias para chegar aos alunos e tamb\u00e9m ajudaram os pr\u00f3prios profissionais a n\u00e3o se sentirem isolados. Fernandes ressalta, no entanto, que mesmo com o esfor\u00e7o, h\u00e1 estudantes que precisar\u00e3o de mais aten\u00e7\u00e3o. &#8220;A gente sabe que existe um p\u00fablico que historicamente est\u00e1 alijado do contexto de alfabetiza\u00e7\u00e3o e de educa\u00e7\u00e3o, e esse contexto foi intensificado com a pandemia&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Estudo encomendado ao Datafolha pela Funda\u00e7\u00e3o Lemann, o Ita\u00fa Social e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), divulgado em junho deste ano,\u00a0mostra que mais da metade (51%) das crian\u00e7as em processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o na rede p\u00fablica brasileira ficaram no mesmo est\u00e1gio de aprendizado, ou seja, n\u00e3o aprenderam nada de novo durante a pandemia. Entre os estudantes brancos, 57% teriam aprendido coisas novas, segundo a percep\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis. Entre os estudantes negros, esse \u00edndice cai para 41%.<\/p>\n\n\n\n<p>Como respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o de materiais para a alfabetiza\u00e7\u00e3o, Fernandes diz que um dos objetivos \u00e9 que os estudantes se sintam representados. &#8220;N\u00e3o se pode alfabetizar sem olhar para a favela, sem olhar para o bairro desse aluno, sem olhar para o ritmo desse aluno, sem entender que \u00e9 um sujeito que aprende quando est\u00e1 em casa, quando est\u00e1 em contato com outros sujeitos. N\u00e3o se pode negar os aspectos culturais da cidade&#8221;, defende.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Unindo for\u00e7as<\/h3>\n\n\n\n<p>Para a presidente da Uni\u00e3o Nacional dos Dirigentes Municipais de Educa\u00e7\u00e3o (Undime) no Paran\u00e1, Marcia Baldini, \u00e9 necess\u00e1ria a uni\u00e3o de for\u00e7as de gestores, Poder P\u00fablico, professores e familiares para garantir o ensino e a aprendizagem das crian\u00e7as brasileiras. Marcia, que coordena o Grupo de Trabalho sobre Alfabetiza\u00e7\u00e3o da Undime, diz que a pandemia causou um preju\u00edzo muito grande \u00e0 alfabetiza\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 necess\u00e1rio ter pol\u00edticas p\u00fablicas nesse sentido, voltar o olhar para isso, porque se n\u00e3o tivermos nas nossas escolas um olhar focado em rela\u00e7\u00e3o ao professor alfabetizador, a forma\u00e7\u00e3o continuada, condi\u00e7\u00f5es de trabalho, a conscientiza\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias para que esse aluno possa aprender, os preju\u00edzos ser\u00e3o imensur\u00e1veis nos anos seguintes na educa\u00e7\u00e3o fundamental, no ensino m\u00e9dio e at\u00e9 mesmo na educa\u00e7\u00e3o superior, em que vamos formar os famosos analfabetos funcionais&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Marcia explica que a alfabetiza\u00e7\u00e3o exige a media\u00e7\u00e3o do professor. Isso porque gestos, movimentos labiais e materiais did\u00e1ticos t\u00eam impacto na aprendizagem. Esses elementos acabam se perdendo no ensino remoto. &#8220;Os alunos que est\u00e3o retornando [para o ensino presencial] apresentam muitas dificuldades, h\u00e1 alunos que esqueceram at\u00e9 mesmo como se escreve o nome&#8221;. Os dados mostram muito claramente, nos primeiros anos da educa\u00e7\u00e3o infantil e do ensino fundamental, preju\u00edzos sociais, econ\u00f4micos, educacionais, que v\u00e3o se estender ao longo da vida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Retomada<\/h3>\n\n\n\n<p>Neste semestre, as escolas est\u00e3o, aos poucos, com o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, retomando as aulas presenciais, ainda que mescladas ao ensino remoto, no chamado ensino h\u00edbrido. Ser\u00e1 preciso ainda, segundo a oficial de educa\u00e7\u00e3o do Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef) no Brasil, Julia Ribeiro, localizar os estudantes que n\u00e3o conseguiram assistir \u00e0s aulas na pandemia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Fazer busca ativa desses meninos e meninas que n\u00e3o tiveram condi\u00e7\u00e3o de se manter aprendendo durante a pandemia. Os dados apontam isso, a pandemia atingiu meninos e meninas que j\u00e1 eram mais vulner\u00e1veis. Quem j\u00e1 estava fora da escola ficou cada vez mais longe, e quem estava na escola, mas sem condi\u00e7\u00f5es de aprender em casa, acabou sendo exclu\u00eddo desse direito&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisa divulgada este ano pelo Unicef mostra que o n\u00famero de crian\u00e7as e adolescentes sem&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2021-04\/mais-de-5-milhoes-de-criancas-e-adolescentes-ficaram-sem-aulas-em-2020\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;no Brasil saltou de 1,1 milh\u00e3o em 2019 para 5,1 milh\u00f5es em 2020. Desses, 41% t\u00eam entre 6 e 10 anos, faixa et\u00e1ria em que ocorre a alfabetiza\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para a manuten\u00e7\u00e3o desse menino ou menina na escola. \u00c9 nessa faixa et\u00e1ria que \u00e9 criado maior v\u00ednculo, inclusive com a escola. Ciclos de alfabetiza\u00e7\u00e3o que s\u00e3o incompletos podem acarretar reprova\u00e7\u00f5es e abandonos escolares nas demais etapas, nas etapas subsequentes&#8221;, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p>Para J\u00falia, sobretudo na pandemia, quando as crian\u00e7as tiveram aprendizagens diferentes, todas as etapas escolares devem se comprometer a garantir o aprendizado dos estudantes, garantir que aprendam a ler e escrever.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A gente precisa de uma corresponsabiliza\u00e7\u00e3o de todo o sistema educacional no sentido de garantir que cada crian\u00e7a e adolescente, independentemente de idade, tenha as oportunidades necess\u00e1rias que lhe garantam alfabetiza\u00e7\u00e3o completa, que lhe possibilite que esses meninos e meninas tenham maior liberdade, maior autonomia, que estejam inclu\u00eddos na sociedade, que tenham mais acesso a oportunidades profissionais e pessoais, que tenham acesso a seus direitos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>No dia 30 de junho deste ano, o&nbsp;MEC&nbsp;lan\u00e7ou o&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2021-06\/mec-lanca-sistema-que-ajuda-professores-na-alfabetizacao\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sistema Online de Recursos para a Alfabetiza\u00e7\u00e3o<\/a>, apelidado de Sora. A plataforma foi desenvolvida para apoiar professores e trabalhadores da educa\u00e7\u00e3o no planejamento e execu\u00e7\u00e3o de atividades de ensino para alunos que est\u00e3o aprendendo a ler e escrever.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema traz estrat\u00e9gias de ensino ou como o conte\u00fado pode ser ensinado. Elenca tamb\u00e9m propostas de atividades a serem aplicadas em salas de aula, ferramentas que s\u00e3o utilizadas na consolida\u00e7\u00e3o da apreens\u00e3o dos conte\u00fados.<\/p>\n\n\n\n<p>A plataforma disponibiliza\u00a0recursos adicionais diversos que auxiliam os professores. Podem ser acessadas, por exemplo, imagens que ajudam a fixar as letras do alfabeto. Ser\u00e1 inclu\u00eddo tamb\u00e9m um m\u00f3dulo com sugest\u00f5es de avalia\u00e7\u00f5es para verificar a aprendizagem do conte\u00fado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil,&nbsp;11 milh\u00f5es&nbsp;de pessoas s\u00e3o analfabetas. 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