{"id":233392,"date":"2021-10-17T15:25:54","date_gmt":"2021-10-17T18:25:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=233392"},"modified":"2021-10-17T15:25:56","modified_gmt":"2021-10-17T18:25:56","slug":"caes-e-gatos-podem-ter-virus-da-covid-19-mas-nao-transmitem-a-doenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2021\/10\/17\/caes-e-gatos-podem-ter-virus-da-covid-19-mas-nao-transmitem-a-doenca\/","title":{"rendered":"C\u00e3es e gatos podem ter v\u00edrus da covid-19, mas n\u00e3o transmitem a doen\u00e7a"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apenas 11% dos c\u00e3es e gatos que habitam casas de pessoas que tiveram covid-19 apresentam o v\u00edrus nas vias a\u00e9reas. Esses animais, entretanto, n\u00e3o desenvolvem a doen\u00e7a, segundo pesquisa realizada pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1 (PUC-PR).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1424567&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1424567&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso significa que eles apresentam exames moleculares positivos para SARS-CoV-2, mas n\u00e3o t\u00eam sinais cl\u00ednicos da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o m\u00e9dico veterin\u00e1rio Marconi Rodrigues de Farias, professor da Escola de Ci\u00eancias da Vida da PUC-PR e um dos respons\u00e1veis pelo estudo, at\u00e9 o momento, foram avaliados 55 animais, sendo 45 c\u00e3es e dez gatos. Os animais foram divididos em dois grupos: aqueles que tiveram contato com pessoas com diagn\u00f3stico de covid-19 e os que n\u00e3o tiveram.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa visa analisar se os animais que coabitam com pessoas com covid-19 t\u00eam sintomas respirat\u00f3rios semelhantes aos dos tutores, se sentem dificuldade para respirar ou apresentam secre\u00e7\u00e3o nasal ou ocular.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foram feitos testes PCR, isto \u00e9, testes moleculares, baseados na pesquisa do material gen\u00e9tico do v\u00edrus (RNA) em amostras coletadas por swab (cotonete longo e est\u00e9ril) da nasofaringe dos animais e tamb\u00e9m coletas de sangue, com o objetivo de ver se os c\u00e3es e gatos&nbsp;dom\u00e9sticos tinham o v\u00edrus. \u201cEles pegam o v\u00edrus, mas este n\u00e3o replica nos c\u00e3es e gatos. Eles n\u00e3o conseguem transmitir\u201d, explicou Farias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o pesquisador, a possibilidade de c\u00e3es e gatos transmitirem a doen\u00e7a \u00e9 muito pequena. O estudo conclui ainda que em torno de 90% dos animais, mesmo tendo contato com pessoas positivadas, n\u00e3o t\u00eam o v\u00edrus nas vias a\u00e9reas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Muta\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Farias, at\u00e9 o momento, pode-se afirmar que animais dom\u00e9sticos t\u00eam baixo potencial no ciclo epidemiol\u00f3gico da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, \u00e9 importante&nbsp;ter&nbsp;em mente que o v\u00edrus pode sofrer muta\u00e7\u00e3o. Por enquanto, o c\u00e3o e o gato&nbsp;dom\u00e9stico n\u00e3o desenvolvem a doen\u00e7a. A continuidade do trabalho dos pesquisadores da PUC-PR vai revelar se esse v\u00edrus, em contato com os animais, pode sofrer muta\u00e7\u00e3o e, a partir da\u00ed, no futuro, passar a infectar tamb\u00e9m c\u00e3es e gatos&nbsp;dom\u00e9sticos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cIsso pode acontecer. A\u00ed, o c\u00e3o e o gato passariam a replicar o v\u00edrus. Pode acontecer no futuro. A gente n\u00e3o sabe\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, segundo o especialista, \u00e9 importante controlar a doen\u00e7a e&nbsp;vacinar em massa a popula\u00e7\u00e3o, para evitar que o c\u00e3o e o gato tenham acesso a uma alta carga viral, porque isso pode favorecer a muta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nova etapa da pesquisa vai avaliar se o c\u00e3o e o gato t\u00eam anticorpos contra o v\u00edrus. Os dados dever\u00e3o ser conclu\u00eddos entre novembro e dezembro deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho conta com recursos da pr\u00f3pria PUC-PR e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apenas 11% dos c\u00e3es e gatos que habitam casas de pessoas que tiveram covid-19 apresentam o v\u00edrus nas vias a\u00e9reas. Esses animais, entretanto, n\u00e3o desenvolvem a doen\u00e7a, segundo pesquisa realizada pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1 (PUC-PR). Isso significa que eles apresentam exames moleculares positivos para SARS-CoV-2, mas n\u00e3o t\u00eam sinais cl\u00ednicos da doen\u00e7a. Segundo o m\u00e9dico veterin\u00e1rio Marconi Rodrigues de Farias, professor da Escola de Ci\u00eancias da Vida da PUC-PR e um dos respons\u00e1veis pelo estudo, at\u00e9 o momento, foram avaliados 55 animais, sendo 45 c\u00e3es e dez gatos. Os animais foram divididos em dois grupos: aqueles que tiveram contato com pessoas com diagn\u00f3stico de covid-19 e os que n\u00e3o tiveram. A pesquisa visa analisar se os animais que coabitam com pessoas com covid-19 t\u00eam sintomas respirat\u00f3rios semelhantes aos dos tutores, se sentem dificuldade para respirar ou apresentam secre\u00e7\u00e3o nasal ou ocular. Foram feitos testes PCR, isto \u00e9, testes moleculares, baseados na pesquisa do material gen\u00e9tico do v\u00edrus (RNA) em amostras coletadas por swab (cotonete longo e est\u00e9ril) da nasofaringe dos animais e tamb\u00e9m coletas de sangue, com o objetivo de ver se os c\u00e3es e gatos&nbsp;dom\u00e9sticos tinham o v\u00edrus. \u201cEles pegam o v\u00edrus, mas este n\u00e3o replica nos c\u00e3es e gatos. Eles n\u00e3o conseguem transmitir\u201d, explicou Farias. Segundo o pesquisador, a possibilidade de c\u00e3es e gatos transmitirem a doen\u00e7a \u00e9 muito pequena. O estudo conclui ainda que em torno de 90% dos animais, mesmo tendo contato com pessoas positivadas, n\u00e3o t\u00eam o v\u00edrus nas vias a\u00e9reas. Muta\u00e7\u00e3o Segundo Farias, at\u00e9 o momento, pode-se afirmar que animais dom\u00e9sticos t\u00eam baixo potencial no ciclo epidemiol\u00f3gico da doen\u00e7a. No entanto, \u00e9 importante&nbsp;ter&nbsp;em mente que o v\u00edrus pode sofrer muta\u00e7\u00e3o. Por enquanto, o c\u00e3o e o gato&nbsp;dom\u00e9stico n\u00e3o desenvolvem a doen\u00e7a. A continuidade do trabalho dos pesquisadores da PUC-PR vai revelar se esse v\u00edrus, em contato com os animais, pode sofrer muta\u00e7\u00e3o e, a partir da\u00ed, no futuro, passar a infectar tamb\u00e9m c\u00e3es e gatos&nbsp;dom\u00e9sticos. \u201cIsso pode acontecer. A\u00ed, o c\u00e3o e o gato passariam a replicar o v\u00edrus. Pode acontecer no futuro. A gente n\u00e3o sabe\u201d. 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