{"id":235236,"date":"2021-11-18T11:37:49","date_gmt":"2021-11-18T14:37:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=235236"},"modified":"2021-11-18T11:37:49","modified_gmt":"2021-11-18T14:37:49","slug":"com-pandemia-numero-de-mortes-no-brasil-tem-salto-de-quase-15-em-2020-aponta-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2021\/11\/18\/com-pandemia-numero-de-mortes-no-brasil-tem-salto-de-quase-15-em-2020-aponta-ibge\/","title":{"rendered":"Com pandemia, n\u00famero de mortes no Brasil tem salto de quase 15% em 2020, aponta IBGE"},"content":{"rendered":"<p>Nunca morreu tanta gente no Brasil como em 2020, ano marcado na hist\u00f3ria mundial pela pandemia da Covid-19. Estudo divulgado nesta quinta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) mostra que passou de 1,5 milh\u00e3o o n\u00famero de registros de \u00f3bitos feitos no pa\u00eds ao longo do ano &#8211; maior contingente de mortes da hist\u00f3ria recente do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ao todo, foram registradas 195.965 mortes a mais no pa\u00eds na compara\u00e7\u00e3o com 2019, o que corresponde a um aumento de 14,9% dos registros de \u00f3bitos \u2013 maior aumento, tanto em n\u00famero absoluto quanto em percentuais, desde 1984, quando teve in\u00edcio a s\u00e9rie hist\u00f3rica das Estat\u00edsticas do Registro Civil feita pelo IBGE.<\/p>\n<p>O n\u00famero de mortes a mais que o registrado em 2019 coincide com total de mortos em decorr\u00eancia da Covid-19 contabilizado pelo Cons\u00f3rcio de Ve\u00edculos de imprensa &#8211; foram 195.441, conforme balan\u00e7o divulgado no dia 1\u00ba de janeiro de 2021. Como s\u00e3o levantamentos com fontes e metodologias diferentes, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o direta entre os n\u00fameros.<\/p>\n<p>At\u00e9 esta quarta-feira (17), o Brasil registrava 611.898 mortes desde o in\u00edcio da pandemia, sendo que a grande maioria desse total de \u00f3bitos (68%) ocorreu em 2021.<\/p>\n<p>Antes, o maior aumento no n\u00famero de mortes no Brasil havia sido registrado entre 1992 e 1993 \u2013 foram 56,4 mil registros a mais de um ano para o outro, o que corresponde a uma alta de 6,7%.<\/p>\n<p>\u201cNessa \u00e9poca, o sub-registro era muito alto, o que pode interferir nessa varia\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, fizemos essa an\u00e1lise considerando os \u00faltimos dez anos. Nesse intervalo, o maior aumento foi registrado na passagem de 2015 para 2016, cerca de 43,2 mil mortes a mais, ou uma alta de 3,5%\u201d, apontou a gerente das Estat\u00edsticas do Registro Civil, Klivia Brayner.<\/p>\n<p>A pesquisa mostrou, tamb\u00e9m, que:<\/p>\n<ul>\n<li>91% do total de mortes ocorridas no pa\u00eds se deram em decorr\u00eancia de causas naturais;<\/li>\n<li>73,5% dos \u00f3bitos registrados no pa\u00eds ao longo de 2020 ocorreram em hospitais;<\/li>\n<li>o aumento substantivo foi concentrado entre pessoas acima de 60 anos de idade;<\/li>\n<li>o n\u00famero de mortes aumentou mais entre homens (16,7%) que entre mulheres (12,7%);<\/li>\n<li>houve queda no n\u00famero de mortes na faixa et\u00e1ria abaixo de 15 anos<\/li>\n<\/ul>\n<p>O levantamento considerou o total de registros de \u00f3bitos feitos no pa\u00eds, que inclui mortes por causas naturais (classifica\u00e7\u00e3o que inclui a Covid-19) e n\u00e3o naturais (homic\u00eddios, suic\u00eddios, acidentes de tr\u00e2nsito, afogamentos, quedas acidentais etc), al\u00e9m daquelas de natureza desconhecida. A causa da morte em si n\u00e3o foi objeto do estudo. Todavia, segundo a coordenadora da pesquisa, alguns dados permitem apontar que o aumento de mortes est\u00e1 diretamente relacionado \u00e0 pandemia.<\/p>\n<p>\u201cHouve um crescimento bastante relevante das mortes por causas naturais, o que \u00e9 condizente com o cen\u00e1rio de uma epidemia\u201d, apontou Kl\u00edvia Brayner.<\/p>\n<p>O IBGE destacou que, das 195.965 mortes a mais registradas em 2020 na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior, 190 mil se deram em decorr\u00eancia de causas naturais, sendo que 148.561 foram de pessoas com mais de 60 anos, grupo com maior taxa de letalidade da Covid-19. Al\u00e9m disso, desse total, 73,5% dos \u00f3bitos ocorreram em ambiente hospitalar.<\/p>\n<p>As mortes em decorr\u00eancia de causas naturais representam 91% do total de \u00f3bitos registrados no pa\u00eds em 2020. Na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior, as mortes dessa natureza tiveram aumento de 16%, enquanto os \u00f3bitos por causas n\u00e3o naturais registraram uma alta de, apenas, 1,52%.<\/p>\n<p>Maio e julho foram os meses que registraram os maiores n\u00fameros de mortes no pa\u00eds. Na compara\u00e7\u00e3o com 2019, os maiores aumentos do n\u00famero de registros mensais foram observados em maio e dezembro. A gerente da pesquisa ponderou que &#8220;julho \u00e9 um m\u00eas em que, historicamente, se v\u00ea um volume maior de \u00f3bitos mesmo&#8221;, supostamente relacionados \u00e0s baixas temperaturas do inverno brasileiro.<\/p>\n<p><strong>Aumento de mortes concentrado entre idosos<\/strong><br \/>\nDentre as 195.965 mortes registradas a mais em 2020 na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior, 148.561 foram de pessoas com mais de 60 anos de idade. Ou seja, a popula\u00e7\u00e3o idosa, mais vulner\u00e1vel \u00e0s complica\u00e7\u00f5es da Covid-19, respondeu por 75,8% do aumento do n\u00famero de \u00f3bitos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Considerando apenas os \u00f3bitos por causas naturais, houve aumento de 16,6% entre os idosos, o que corresponde a 144.704 registros na compara\u00e7\u00e3o com 2019.<\/p>\n<p>&#8220;Para as idades abaixo de 15 anos, observou-se redu\u00e7\u00e3o dos \u00f3bitos entre 2019 e 2020&#8221;, destacou o IBGE. A redu\u00e7\u00e3o de mortes nessa faixa et\u00e1ria foi de 15,1%, sendo ligeiramente maior para os homens (15,5%) e menor para as mulheres (14,6%).<\/p>\n<p>O n\u00famero de \u00f3bitos dos menores de 1 ano de idade caiu 13,9%, o que corresponde a 4,1 mil mortes a menos entre beb\u00eas.<\/p>\n<p>&#8220;Esse fato pode estar relacionado tanto com a diminui\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de mortalidade quanto com o menor n\u00famero de filhos nascidos no \u00faltimo ano&#8221;, apontou a gerente da pesquisa.<\/p>\n<p>Ela destacou, ainda, que entre crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 4 anos de idade, as redu\u00e7\u00f5es no n\u00famero de \u00f3bitos foram foram ainda mais significativas, de 23%, o que corresponde a 1.326 \u00f3bitos a menos) &#8211; um anos antes, este grupo havia registrado alta de 1,5% do n\u00famero m\u00e9dio de mortes.<\/p>\n<p>Na an\u00e1lise por g\u00eanero, o IBGE observou que &#8220;o padr\u00e3o da curva da sobremortalidade masculina, em 2020 n\u00e3o se alterou em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quela observada em 2019, j\u00e1 que os \u00f3bitos dos dois sexos sofreram aumentos&#8221;.<\/p>\n<p>O n\u00famero de mortes aumentou mais entre homens (16,7%) que entre mulheres (12,7%). Considerando \u00f3bitos de qualquer natureza, em m\u00e9dia, s\u00e3o registrados 128 \u00f3bitos masculinos para cada 100 femininos. Quando se observa apenas as mortes naturais, s\u00e3o 117 \u00f3bitos de homens para 100 de mulheres.<\/p>\n<p>J\u00e1 entre entre as mortes decorrentes de causas n\u00e3o naturais, s\u00e3o registradas, em m\u00e9dia, cinco \u00f3bitos masculinos para um feminino.<\/p>\n<p><strong>Maior aumento no Norte, puxado pelo Amazonas e Par\u00e1<\/strong><br \/>\nAo fazer a an\u00e1lise dos registros de \u00f3bitos regionalmente, o IBGE observou que todas as regi\u00f5es do pa\u00eds tiveram alta significativa na compara\u00e7\u00e3o com 2019. Os maiores aumentos foram no Norte (25,9%) e no Centro-Oeste (20,4%).<\/p>\n<p>O Nordeste (16,8%) tamb\u00e9m teve alta superior \u00e0 m\u00e9dia do pa\u00eds . Nas regi\u00f5es Sudeste (14,3%) e Sul vieram a seguir (7,5%) o aumento foi menor que a m\u00e9dia nacional.<\/p>\n<p>O aumento na Regi\u00e3o Norte foi puxado, sobretudo, pelo Amazonas (32%) e por Par\u00e1 (28%), estados com as maiores altas percentuais do n\u00famero de registros de mortes em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<p>&#8220;Em todas as 27 unidades da federa\u00e7\u00e3o houve aumento n\u00famero de mortes em 2020. As menores varia\u00e7\u00f5es foram observadas no Paran\u00e1 (10,6%), Santa Catarina (9,5%), Minas Gerais (7,9%) e Rio Grande do Sul (4%).<\/p>\n<p>Em n\u00fameros absolutos, a Regi\u00e3o Sudeste, a mais populosa o pa\u00eds, concentrou quase a metade do total de registros de \u00f3bitos em 2020 &#8211; foram 702,3 mil, o que corresponde a cerca de 46% do total de mortes no pa\u00eds. O Nordeste, regi\u00e3o com a segunda maior popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, com 388 mil \u00f3bitos registrados, respondeu por cerca de 1\/4 (25%) das mortes ocorridas no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Da mesma forma, S\u00e3o Paulo, que concentra a maior popula\u00e7\u00e3o absoluta do pa\u00eds, foi o estado com o maior n\u00famero de \u00f3bitos registrados em 2020 &#8211; 347,7 mil, o que corresponde a aproximadamente 23% de todas as mortes ocorridas no Brasil.<\/p>\n<p>G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nunca morreu tanta gente no Brasil como em 2020, ano marcado na hist\u00f3ria mundial pela pandemia da Covid-19. 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