{"id":241208,"date":"2022-02-15T10:44:52","date_gmt":"2022-02-15T13:44:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=241208"},"modified":"2022-02-15T10:44:52","modified_gmt":"2022-02-15T13:44:52","slug":"brasileiro-valoriza-mais-casa-propria-do-que-filhos-religiao-e-estabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2022\/02\/15\/brasileiro-valoriza-mais-casa-propria-do-que-filhos-religiao-e-estabilidade\/","title":{"rendered":"Brasileiro valoriza mais casa pr\u00f3pria do que filhos, religi\u00e3o e estabilidade"},"content":{"rendered":"<p>O brasileiro valoriza mais a casa pr\u00f3pria do que filhos, religi\u00e3o e estabilidade. \u00c9 isso o que mostra o Censo de Moradia QuintoAndar, feito pela startup em parceria com o Instituto Datafolha.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m mostrou que ter um im\u00f3vel \u00e9 o sonho de 87% dos entrevistados. Foram ouvidas 3.186 pessoas com mais de 21 anos de todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, entre 11 e 21 de outubro do ano passado.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia da casa pr\u00f3pria recebeu uma nota m\u00e9dia de 9,7 em uma escala de 0 a 10, empatada com ter uma profiss\u00e3o e \u00e0 frente de ter estabilidade financeira (9,6), plano de sa\u00fade (9,2), religi\u00e3o (9), filhos (7,9) e se casar (6,9).<\/p>\n<p>Bruno Rossini, diretor de comunica\u00e7\u00e3o do QuintoAndar, ressalta o fato de os entrevistados darem a mesma import\u00e2ncia para a moradia e a profiss\u00e3o. &#8220;O brasileiro se identifica com essa estabilidade da casa e do trabalho&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>A vis\u00e3o recorrente de que jovens n\u00e3o se importariam com a posse de bens, como a casa pr\u00f3pria, n\u00e3o \u00e9 corroborada pela pesquisa: 91% dos entrevistados entre 21 e 24 anos afirmam que sonham com um im\u00f3vel pr\u00f3prio. Esse percentual cai \u00e0 medida em que a idade avan\u00e7a \u2013 entre aqueles com mais de 60 anos, essa vontade est\u00e1 presente em 81% dos que responderam \u00e0 pesquisa.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o censo, 7 em 10 entrevistados vivem em lares pr\u00f3prios, sendo 62% j\u00e1 quitados e 8% financiados. Outros 27% moram em casas alugadas e 3% cedidas ou emprestadas.<\/p>\n<p>O n\u00edvel de satisfa\u00e7\u00e3o do brasileiro com o seu im\u00f3vel aumenta \u00e0 medida que a renda m\u00e9dia familiar sobe. Entre aqueles que ganhavam at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos (R$ 2.200), a nota dada ao seu lar, de 1 a 10, \u00e9 8. J\u00e1 aqueles que tinham renda maior que 10 sal\u00e1rios m\u00ednimos (R$ 11 mil) d\u00e3o nota 8,7.<\/p>\n<p>&#8220;A pesquisa traz luz sobre o que \u00e9 morar bem, e acredito que a varia\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser t\u00e3o grande tem a ver com a ressignifica\u00e7\u00e3o da casa durante a pandemia, n\u00e3o h\u00e1 como negar os efeitos do isolamento&#8221;, afirma Rossini.<\/p>\n<p>A casa na qual a maior parte dos entrevistados vive tem quarto (99%), banheiro (100%), cozinha (99%), sala de estar (71%), sala de jantar (55%), garagem (71%) e \u00e1rea de servi\u00e7o (67%).<\/p>\n<p>A su\u00edte est\u00e1 presente em 23% dos im\u00f3veis, mas sua participa\u00e7\u00e3o salta para 80% entre a classe A e cai para 6% nas classes D e E.<\/p>\n<p>A verticaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 um debate frequente nas grandes cidades, mas 88% dos brasileiros que participaram da pesquisa vivem em casas.<\/p>\n<p>O produtor cultural Vinicius Murilo de Souza, 32, morou sempre em casas na sua cidade natal, Praia Grande (SP), mas passou a viver em apartamentos quando se mudou para a capital paulista, h\u00e1 oito anos, dividindo o im\u00f3vel com outras pessoas.<\/p>\n<p>Com a chegada da pandemia, por\u00e9m, sentiu necessidade de voltar a ter mais espa\u00e7o e a viver sozinho. &#8220;Queria uma casa espa\u00e7osa, para poder circular dentro dela, e que tivesse um quintal do fundo, para ter privacidade&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s quatro meses de procura, ele encontrou uma casa para alugar no Butant\u00e3, bairro da zona oeste paulistana.<\/p>\n<p>O im\u00f3vel tem dois quartos, assim como 47% dos lares brasileiros, segundo a pesquisa do QuintoAndar. Tem ainda um quintal, presente tamb\u00e9m em 47% das moradias, e uma ed\u00edcula, que o produtor usa como escrit\u00f3rio, c\u00f4modo ainda raro, encontrado em apenas 4% dos im\u00f3veis.<\/p>\n<p>Ter um espa\u00e7o reservado para a atividade profissional era um requisito dele quando buscou o im\u00f3vel. &#8220;Queria ter a sensa\u00e7\u00e3o de sair de casa para trabalhar, o que faz toda a diferen\u00e7a. Quando termino as tarefas, tranco a ed\u00edcula e consigo viver a casa sem ver coisas do trabalho&#8221;, diz.<\/p>\n<p>O home office entrou na vida de Souza com a chegada da pandemia. Assim como ele, 26% dos entrevistados passaram a trabalhar mais de casa desde o in\u00edcio da crise sanit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Nesse item, a divis\u00e3o por classe social \u00e9 clara: 48% das pessoas da classe A passaram a fazer home office, enquanto apenas 21% das classes D e E afirmaram trabalhar de casa.<\/p>\n<p>Rossini analisa que a cultura de trabalhar de casa \u00e9 algo que ainda est\u00e1 florescendo, e que novas edi\u00e7\u00f5es do censo, ainda sem datas previstas, poder\u00e3o captar essa mudan\u00e7a de comportamento.<\/p>\n<p>Outro h\u00e1bito que o produtor cultural adquiriu na pandemia foi cuidar de plantas, e o quintal da nova casa, com pereira e pitangueira, era o contato com a natureza que ele procurava.<\/p>\n<p>Entre os entrevistados, 37% tamb\u00e9m passaram a cuidar mais das plantas em casa. Outros h\u00e1bitos dom\u00e9sticos que cresceram com a pandemia foram fazer ora\u00e7\u00f5es (64%), executar tarefas da casa (60%), ouvir m\u00fasica e cozinhar, ambos com 56% de preval\u00eancia.<\/p>\n<p>No futuro, Souza pensa em voltar a dividir sua casa com outra pessoa, assim como j\u00e1 fazem 85% dos brasileiros, que moram com filhos (37%), c\u00f4njuge (23%) ou os pais (10%).<\/p>\n<p>Outra companhia para a vida dom\u00e9stica s\u00e3o os animais de estima\u00e7\u00e3o, presentes em 60% dos lares nacionais. O animal mais comum \u00e9 o cachorro, que est\u00e1 em 47% das casas.<\/p>\n<p>Souza n\u00e3o pensava em ter uma casa pr\u00f3pria at\u00e9 se mudar para seu im\u00f3vel atual. Ele se identificou tanto com o novo lar que chegou a questionar a imobili\u00e1ria sobre a possibilidade de adquirir o im\u00f3vel em algum momento, mas, por enquanto, continua com a loca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Essa casa me despertou uma vontade grande de comprar, at\u00e9 por ser um lugar com o qual criei uma rela\u00e7\u00e3o t\u00e3o forte, [queria] saber que n\u00e3o tenho tempo para sair&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>A liga\u00e7\u00e3o de Souza com a sua casa tamb\u00e9m \u00e9 sentida por muitos brasileiros. Para 95% dos entrevistados, a casa \u00e9 seu lugar favorito, e 76% passam a maior parte do seu tempo nela.<\/p>\n<p>O longo per\u00edodo passado dentro da resid\u00eancia, desde o in\u00edcio da pandemia, \u00e9 um fator que o produtor cultural utiliza para explicar a rela\u00e7\u00e3o afetiva que construiu com a casa, t\u00e3o r\u00e1pido. Para ele, \u00e9 como se o im\u00f3vel atual fosse seu lar de inf\u00e2ncia, e a rua do Butant\u00e3, a mesma em que cresceu.<\/p>\n<p>&#8220;Na inf\u00e2ncia voc\u00ea vive a casa, ela \u00e9 seu castelo, seu mundo&#8221;, diz. &#8220;Na pandemia parece que isso voltou, a casa voltou a ser o lugar em que eu vivo, n\u00e3o onde eu [apenas] descanso&#8221;.<\/p>\n<p>FolhaPress<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O brasileiro valoriza mais a casa pr\u00f3pria do que filhos, religi\u00e3o e estabilidade. \u00c9 isso o que mostra o Censo de Moradia QuintoAndar, feito pela&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":241209,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[50,2],"tags":[],"class_list":["post-241208","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/241208","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=241208"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/241208\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":241210,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/241208\/revisions\/241210"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/241209"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=241208"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=241208"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=241208"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}