{"id":246043,"date":"2022-05-02T07:19:58","date_gmt":"2022-05-02T10:19:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=246043"},"modified":"2022-05-02T07:30:58","modified_gmt":"2022-05-02T10:30:58","slug":"desemprego-e-maior-no-nordeste-entre-jovens-e-pessoas-com-baixa-escolaridade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2022\/05\/02\/desemprego-e-maior-no-nordeste-entre-jovens-e-pessoas-com-baixa-escolaridade\/","title":{"rendered":"Desemprego \u00e9 maior no Nordeste, entre jovens e pessoas com baixa escolaridade"},"content":{"rendered":"<p>Com uma taxa de desemprego atualmente nos 11,1%, mesmo que ainda alta, o Brasil j\u00e1 navega em n\u00edveis ligeiramente melhores do que os de 2019, \u00faltimo ano antes de a pandemia chegar ao pa\u00eds. Os dados de mar\u00e7o foram divulgados na sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>A recupera\u00e7\u00e3o e as oportunidades, por\u00e9m, n\u00e3o s\u00e3o iguais para esse contingente de 11,9 milh\u00f5es de brasileiros que ainda est\u00e3o \u00e0 procura de um trabalho.<\/p>\n<p>A abertura em detalhe dos n\u00fameros mostra que h\u00e1 uma grande desigualdade no mercado de trabalho seja entre as regi\u00f5es, entre as diferentes idades ou a escolaridade de cada um.<\/p>\n<p>Entre as mulheres, por exemplo, a taxa de desemprego ainda \u00e9 de 13,4%, enquanto para os homens est\u00e1 em 9,2%, de acordo com os dados do IBGE para o 4\u00ba trimestre de 2021, os mais recentes dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>No Nordeste, que tem a economia muito dependente dos servi\u00e7os e que mais sofre em se recuperar, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 de 13,8%. \u00c9 um n\u00famero bem diferente do Centro-Oeste (9,5%) e do Sul (6,8%), onde ficam os principais polos agropecu\u00e1rios do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em Santa Catarina, um dos maiores produtores de frango do pa\u00eds, a taxa de desemprego \u00e9 de apenas 5,4%, a menor do Brasil. Nos produtores de soja e milho Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, est\u00e1 na faixa dos 6%.<\/p>\n<p>Na Bahia, por outro lado, onde est\u00e3o os piores \u00edndices, 16,5% dos trabalhadores ainda est\u00e3o sem emprego.<\/p>\n<p>\u201cA recupera\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho n\u00e3o vem ocorrendo de forma homog\u00eanea entre os setores econ\u00f4micos\u201d, diz a corretora Genial Investimentos em relat\u00f3rio a clientes.<\/p>\n<p>\u201cAlguns setores (agr\u00edcola, administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e servi\u00e7os prestados a empresas) sentiram menos os efeitos da pandemia e j\u00e1 apresentam mais pessoas ocupadas atualmente do que no per\u00edodo pr\u00e9-pandemia. Por\u00e9m, outros setores, principalmente ligados \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, foram duramente afetados e ainda n\u00e3o se recuperaram\u201d, continua a an\u00e1lise.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 mais tempo procurando<\/strong><\/p>\n<p>Outro tra\u00e7o do desemprego que veio com a pandemia \u00e9 o tempo mais longo que as pessoas est\u00e3o levando at\u00e9 conseguir se recolocar no mercado.<\/p>\n<p>Um levantamento feito pelo economista Bruno Imaizumi, da LCA Consultores, mostra que a propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores sem emprego h\u00e1 mais de dois anos \u2013 justamente o tempo de dura\u00e7\u00e3o da pandemia at\u00e9 aqui \u2013 nunca foi t\u00e3o grande quanto agora.<\/p>\n<p>No \u00faltimo trimestre de 2021, 30,3% dos desempregados estavam procurando trabalho h\u00e1 dois anos ou mais, a maior propor\u00e7\u00e3o desde pelo menos 2012, quando a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD) come\u00e7ou a ser feita pelo IBGE.<\/p>\n<p>\u201cEsse \u00e9 o dado mais preocupante, porque quanto mais tempo a pessoa fica sem conseguir emprego, mais dif\u00edcil fica a recoloca\u00e7\u00e3o dela\u201d, disse Imaizumi. \u201cE \u00e9 preocupante para a economia como um todo, porque s\u00e3o pessoas que est\u00e3o aptas a trabalhar, mas v\u00e3o perdendo a produtividade.\u201d<\/p>\n<p><strong>Mais dif\u00edcil para os jovens, mais f\u00e1cil para os graduados<\/strong><\/p>\n<p>Outro tra\u00e7o marcante desta crise \u00e9 o alto desemprego entre os jovens, que comumente acabam prejudicados pela concorr\u00eancia com os mais experientes em um cen\u00e1rio de oferta apertada de vagas.<\/p>\n<p>De acordo com os dados do IBGE, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o entre aqueles com 18 e 24 anos \u00e9 de 23% e, para os adolescentes de 14 a 17, salta para 39%. J\u00e1 nas faixas de 25 a 59 anos essa taxa varia de 6% a 10%.<\/p>\n<p>A boa not\u00edcia \u00e9 que, conforme o mercado de trabalho se recupera, os mais novos tamb\u00e9m se beneficiam.<\/p>\n<p>\u201cOs jovens foram os que mais perderam durante a pandemia, mas agora tamb\u00e9m eles est\u00e3o encontrando coloca\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pido\u201d, disse Maria Andr\u00e9ia Lameiras, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) para mercado de trabalho.<\/p>\n<p>\u201cHoje eles representam 31% do total de desocupados; em alguns momentos chegaram a ser at\u00e9 34%\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Na outra ponta, os profissionais com ensino superior completo formam o grupo mais blindado contra as oscila\u00e7\u00f5es do mercado de trabalho: a taxa de desemprego entre eles \u00e9 de apenas 5,6%.<\/p>\n<p>J\u00e1 entre aqueles com ensino m\u00e9dio incompleto, o n\u00edvel de desocupa\u00e7\u00e3o salta para 18,4%.<\/p>\n<p>\u201cOs dados recentes da Pnad s\u00e3o muito bons, a desocupa\u00e7\u00e3o j\u00e1 voltou aos n\u00edveis pr\u00e9-pandemia e mostram que as pessoas de fato est\u00e3o conseguindo encontrar uma coloca\u00e7\u00e3o\u201d, diz Lameiras, do Ipea.<\/p>\n<p>\u201cO problema \u00e9 que o contingente de desempregados em 2017 ou 2018 j\u00e1 era alto. A pandemia \u00e9 um problema que j\u00e1 superamos, mas ainda temos muito a caminhar\u201d, completou.<\/p>\n<p>CNN<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com uma taxa de desemprego atualmente nos 11,1%, mesmo que ainda alta, o Brasil j\u00e1 navega em n\u00edveis ligeiramente melhores do que os de 2019,&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":246044,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[50,122],"tags":[],"class_list":["post-246043","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-nordeste"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/246043","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=246043"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/246043\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":246045,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/246043\/revisions\/246045"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/246044"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=246043"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=246043"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=246043"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}