{"id":248369,"date":"2022-06-04T11:53:02","date_gmt":"2022-06-04T14:53:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=248369"},"modified":"2022-06-04T11:53:02","modified_gmt":"2022-06-04T14:53:02","slug":"negligencia-hospitalar-prefeitura-e-condenada-a-pagar-r-150-mil-por-morte-de-paciente-apos-cirurgia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2022\/06\/04\/negligencia-hospitalar-prefeitura-e-condenada-a-pagar-r-150-mil-por-morte-de-paciente-apos-cirurgia\/","title":{"rendered":"Neglig\u00eancia hospitalar: Prefeitura \u00e9 condenada a pagar R$ 150 mil por morte de paciente ap\u00f3s cirurgia"},"content":{"rendered":"<p>O munic\u00edpio de Cabedelo foi condenado ao pagamento da quantia de R$ 150 mil, a t\u00edtulo de danos morais, decorrente da morte de uma mulher por complica\u00e7\u00f5es em uma cirurgia de histerectomia. A decis\u00e3o \u00e9 da Primeira C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a da Para\u00edba.<\/p>\n<p>Conforme consta no laudo pericial, em 29 de outubro de 2010 a paciente teve alta hospitalar ap\u00f3s realizar a cirurgia.<\/p>\n<p>Em 02 de novembro retornou ao Hospital Padre Alfredo Barbosa, que solicitou uma ultrassonografia com resultado de infec\u00e7\u00e3o em ferida operat\u00f3ria, ap\u00f3s uma semana da cirurgia.<\/p>\n<p>A mulher deu entrada no hospital com febre e dor na cirurgia. Todos os atendimentos no hospital se resumiram, segundo o processo, \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de curativos ou ultrassonografias.<\/p>\n<p>Apenas dois meses ap\u00f3s \u00e0 alta hospitalar foi que se iniciou o uso de antibi\u00f3tico e somente em abril de 2011 foi feita cirurgia para averiguar o corpo estranho, mas a paciente j\u00e1 estava com quadro de infec\u00e7\u00e3o generalizada (sepse) e morreu \u2013 conforme o relato da decis\u00e3o judicial.<\/p>\n<p>\u201cCaberia ao Munic\u00edpio de Cabedelo demonstrar alguma das excludentes do dever de indenizar, quais sejam, culpa exclusiva da v\u00edtima, caso fortuito, for\u00e7a maior ou fato exclusivo de terceiro, no entanto, o ente promovido n\u00e3o se desincumbiu do \u00f4nus que lhe cabia\u201d, considerou o relator do caso, o desembargador Leandro dos Santos.<\/p>\n<div id=\"ad-texto-mix-lg-1\" class=\"ads artigo d-none d-md-flex justify-content-center ad-texto-mix-lg\"><\/div>\n<p>Da decis\u00e3o cabe recurso.<\/p>\n<p><em>Com informa\u00e7\u00f5es da Ascom TJPB ***<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O munic\u00edpio de Cabedelo foi condenado ao pagamento da quantia de R$ 150 mil, a t\u00edtulo de danos morais, decorrente da morte de uma mulher por complica\u00e7\u00f5es em uma cirurgia de histerectomia. A decis\u00e3o \u00e9 da Primeira C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a da Para\u00edba. Conforme consta no laudo pericial, em 29 de outubro de 2010 a paciente teve alta hospitalar ap\u00f3s realizar a cirurgia. Em 02 de novembro retornou ao Hospital Padre Alfredo Barbosa, que solicitou uma ultrassonografia com resultado de infec\u00e7\u00e3o em ferida operat\u00f3ria, ap\u00f3s uma semana da cirurgia. A mulher deu entrada no hospital com febre e dor na cirurgia. Todos os atendimentos no hospital se resumiram, segundo o processo, \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de curativos ou ultrassonografias. Apenas dois meses ap\u00f3s \u00e0 alta hospitalar foi que se iniciou o uso de antibi\u00f3tico e somente em abril de 2011 foi feita cirurgia para averiguar o corpo estranho, mas a paciente j\u00e1 estava com quadro de infec\u00e7\u00e3o generalizada (sepse) e morreu \u2013 conforme o relato da decis\u00e3o judicial. \u201cCaberia ao Munic\u00edpio de Cabedelo demonstrar alguma das excludentes do dever de indenizar, quais sejam, culpa exclusiva da v\u00edtima, caso fortuito, for\u00e7a maior ou fato exclusivo de terceiro, no entanto, o ente promovido n\u00e3o se desincumbiu do \u00f4nus que lhe cabia\u201d, considerou o relator do caso, o desembargador Leandro dos Santos. Da decis\u00e3o cabe recurso. 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