{"id":248855,"date":"2022-06-11T08:59:22","date_gmt":"2022-06-11T11:59:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=248855"},"modified":"2022-06-11T08:59:22","modified_gmt":"2022-06-11T11:59:22","slug":"ararinhas-azuis-sao-soltas-na-natureza-20-anos-depois-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2022\/06\/11\/ararinhas-azuis-sao-soltas-na-natureza-20-anos-depois-de-extincao\/","title":{"rendered":"Ararinhas-azuis s\u00e3o soltas na natureza 20 anos depois de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Oito ararinhas-azuis (<em>Cyanopsitta spixii<\/em>) ser\u00e3o soltas hoje (11) em uma \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o ambiental no interior da Bahia. A esp\u00e9cie \u00e9 considerada extinta na natureza desde o ano 2000, quando desapareceu o \u00faltimo animal selvagem, que era acompanhado por pesquisadores.,<img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1465002&amp;o=node\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1465002&amp;o=node\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/p>\n<p>As aves que ser\u00e3o soltas &#8211;\u00a0cinco f\u00eameas e tr\u00eas machos &#8211; fazem\u00a0parte de um grupo de 52 trazidas\u00a0de um criadouro da Alemanha para o Brasil, em 2020, com o objetivo de reintroduzir a esp\u00e9cie na natureza.<\/p>\n<p>O coordenador do Plano de A\u00e7\u00e3o Nacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Ararinha-Azul, Antonio Eduardo Barbosa, explica que esse primeiro grupo de oito aves foi escolhido entre os mais aptos a sobreviver na natureza.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o animais sadios, que t\u00eam\u00a0musculatura de voo, que interagem e que n\u00e3o apresentam\u00a0comportamento agon\u00edstico, isto \u00e9, que n\u00e3o brigam com outro. S\u00e3o os animais mais aptos para a soltura\u201d.<\/p>\n<p>As ararinhas-azuis ser\u00e3o soltas com oito araras-maracan\u00e3 (<em>Primolius maracana<\/em>), esp\u00e9cie com quem dividia o\u00a0<em>habitat\u00a0<\/em>natural e que tem h\u00e1bitos semelhantes aos seus.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dois anos, as ararinhas passaram por processo de adapta\u00e7\u00e3o em um viveiro instalado na cidade de Cura\u00e7\u00e1, na Bahia, que envolveu a redu\u00e7\u00e3o do contato com humanos, o conv\u00edvio com araras-maracan\u00e3, o treinamento do voo, o reconhecimento de predadores e a oferta de alimentos que ser\u00e3o encontrados na natureza.<\/p>\n<p>Para esse projeto de reintrodu\u00e7\u00e3o, foram criadas, em 2018, duas \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o nos munic\u00edpios de Cura\u00e7\u00e1 e Juazeiro: a \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) da Ararinha-Azul e o Ref\u00fagio da Vida Silvestre (Revis) da Ararinha-Azul, que, juntas, somam 120 mil hectares.<\/p>\n<p>\u201cSer\u00e1 uma soltura branda, como chamamos. A gente abre o recinto, mas quer que as aves permane\u00e7am ali. Ser\u00e1 ofertada alimenta\u00e7\u00e3o suplementar durante um ano, para que elas ainda visitem o recinto. Nessa fase experimental, queremos\u00a0conhecer a din\u00e2mica que as aves v\u00e3o apresentar\u201d, explica Barbosa.<\/p>\n<p>Essa primeira soltura servir\u00e1 para que os pesquisadores observem o comportamento da ararinha na natureza, ou seja, os locais que visitam, o que comem etc. Os animais est\u00e3o marcados com anilhas e transmissores, que permitir\u00e3o seu rastreamento por alguns meses.<\/p>\n<p>A proposta \u00e9 soltar mais 12 ararinhas em dezembro deste ano, totalizando 20 aves em liberdade na caatinga. Por enquanto, n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o do n\u00famero de animais que ser\u00e3o soltos a partir de 2023, mas pelo menos parte deles continuar\u00e1 no viveiro de Cura\u00e7\u00e1 como uma reserva para garantir a sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie, a soltura de novos indiv\u00edduos e a reposi\u00e7\u00e3o das esperadas perdas no ambiente.<\/p>\n<h2>Extin\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A ararinha-azul foi descoberta em 1819 e sofreu gradual processo de extin\u00e7\u00e3o na natureza, devido a fatores como a destrui\u00e7\u00e3o do ambiente e a captura para o com\u00e9rcio ilegal de animais silvestres.<\/p>\n<p>Em 1986, a \u00faltima popula\u00e7\u00e3o selvagem conhecida tinha apenas tr\u00eas indiv\u00edduos. O \u00faltimo indiv\u00edduo conhecido, um macho, desapareceu em 2000, decretando-se assim a extin\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie na natureza.<\/p>\n<p>A ararinha s\u00f3 n\u00e3o desapareceu por completo porque havia\u00a0cerca de 50 indiv\u00edduos vivendo em criadouros espalhados pelo Brasil e o mundo.<\/p>\n<p>Ainda na d\u00e9cada de 90, o governo brasileiro come\u00e7ou um projeto de manejo para reprodu\u00e7\u00e3o desses animais e a negocia\u00e7\u00e3o do retorno, para o pa\u00eds, de parte das aves que estavam no exterior.<\/p>\n<p>O Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio) criou, em 2012, um Plano de A\u00e7\u00e3o Nacional (PAN) para aumentar a popula\u00e7\u00e3o cativa, proteger o habitat e promover a reintrodu\u00e7\u00e3o da ararinha-azul.<\/p>\n<p>Em 2016, o criadouro alem\u00e3o Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP) e o ICMBio lan\u00e7aram o Projeto de Reintrodu\u00e7\u00e3o da Ararinha-azul, que permitiria a repatria\u00e7\u00e3o dos 52 animais quatro anos depois. Hoje, a popula\u00e7\u00e3o mundial de ararinhas \u00e9 de quase 200 indiv\u00edduos, dos quais tr\u00eas nasceram no viveiro de Cura\u00e7\u00e1.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oito ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) ser\u00e3o soltas hoje (11) em uma \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o ambiental no interior da Bahia. 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