{"id":261645,"date":"2023-01-04T08:36:01","date_gmt":"2023-01-04T11:36:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=261645"},"modified":"2023-01-04T08:36:01","modified_gmt":"2023-01-04T11:36:01","slug":"braille-acessibilidade-melhora-no-brasil-mas-ainda-precisa-avancar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2023\/01\/04\/braille-acessibilidade-melhora-no-brasil-mas-ainda-precisa-avancar\/","title":{"rendered":"Braille: acessibilidade melhora no Brasil, mas ainda precisa avan\u00e7ar"},"content":{"rendered":"<div class=\"row\">\n<p class=\"col-10 offset-1 animated fadeInDown dealy-900 display-8 display-md-8 alt-font font-italic my-1 text-center\" style=\"text-align: center;\"><em><strong>No Dia Mundial do Braille, Ag\u00eancia Brasil conversa com especialistas<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Pontos em relevo que, combinados, formam 63 sinais para serem lidos com as pontas dos dedos. H\u00e1 quase 200 anos, o braille passou a permitir a escrita e a leitura por pessoas cegas e com baixa vis\u00e3o. Hoje (4), Dia Mundial do Braille, a\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0conversou com especialistas que mostram que o pa\u00eds\u00a0melhorou a acessibilidade, mas ainda precisa avan\u00e7ar.\u00a0<img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1501800&amp;o=node\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1501800&amp;o=node\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/p>\n<p>\u201cEu costumo dizer que a humanidade teve grande conquista com a inven\u00e7\u00e3o da escrita e, durante esse tempo todo, houve tentativas de desenvolver uma escrita para cegos. A grande conquista veio com o braille. A partir desse momento, as pessoas cegas passaram a participar da hist\u00f3ria\u201d, diz a coordenadora de Revis\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Dorina Nowill para Cegos e membro do Conselho Mundial e do Conselho Ibero-americano do Braille, Regina Oliveira.<\/p>\n<p>Segundo Regina, o braille \u00e9 ferramenta fundamental para a alfabetiza\u00e7\u00e3o e a independ\u00eancia de cegos e pessoas com baixa vis\u00e3o. Ela nasceu com glaucoma e, aos 7 anos, perdeu por completo a vis\u00e3o. Ainda pequena, teve seu primeiro contato com a Funda\u00e7\u00e3o Dorina Nowill para Cegos, onde foi alfabetizada em braille.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia do Sistema Braille, de acordo com Regina, est\u00e1 tanto no acesso a informa\u00e7\u00f5es de cosm\u00e9ticos, medicamentos, contas de consumo, quanto na privacidade para consultar um extrato banc\u00e1rio, a fatura do cart\u00e3o de cr\u00e9dito, al\u00e9m dos estudos. \u201cN\u00e3o h\u00e1\u00a0outra maneira de alfabetizar a crian\u00e7a cega a n\u00e3o ser por meio do braille. Mais tarde, pode usar outros formatos, como o livro digital falado, leitores de tela, mas a\u00ed a pessoa vai ouvir, ler, s\u00f3 consegue ler por meio do braille, e isso \u00e9 bastante importante\u201d.<\/p>\n<p>O \u00faltimo Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), de 2010, mostra que existem no Brasil mais de 6,5 milh\u00f5es de pessoas com defici\u00eancia visual, sendo 506 mil cegas e cerca de 6 milh\u00f5es com baixa vis\u00e3o. Entre as pessoas cegas, 110 mil com 15 anos ou mais de idade n\u00e3o s\u00e3o alfabetizadas. Entre as pessoas com baixa vis\u00e3o, 1,5 milh\u00e3o n\u00e3o sabem ler ou escrever. Isso significa dizer que cerca de uma em\u00a0cada quatro pessoas (25%) com alguma defici\u00eancia visual era\u00a0considerada\u00a0n\u00e3o alfabetizada. Um \u00edndice maior do que o da popula\u00e7\u00e3o em geral, que em 2010 era de aproximadamente 8% para essa faixa et\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u201cInfelizmente s\u00e3o poucas as\u00a0 institui\u00e7\u00f5es especializadas para\u00a0dar suporte. O atendimento da sala de recursos, a meu ver, \u00e9 insuficiente. H\u00e1\u00a0poucos professores com conhecimento do\u00a0braille nas redes de ensino p\u00fablicas e privadas do pa\u00eds\u201d,\u00a0diz a professora do Instituto Benjamin Constant Margareth de Oliveira Olegario Teixeira, que integra o Grupo de Pesquisa em Educa\u00e7\u00e3o e M\u00eddia na Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (GRUPEM\/PUC-Rio),<\/p>\n<p>Houve avan\u00e7os. Desde 2019, por exemplo, pelo Programa Nacional do Livro Did\u00e1tico Acess\u00edvel (PNLD\/Acess\u00edvel), os livros did\u00e1ticos passaram a ser impressos em braille e letras ampliadas em portugu\u00eas. Os alunos cegos e com baixa vis\u00e3o passaram a receber os mesmos livros que o restante dos alunos da classe.<\/p>\n<p>Segundo Margareth e Regina, no entanto, ainda faltam tanto imprimir mais livros e materiais em braille, quanto o amplo acesso a equipamentos como a Linha Braille, que ainda \u00e9 muito cara. Essa\u00a0linha \u00e9 um equipamento que exibe em braille o que est\u00e1 na tela de computadores, tablets e celulares. \u201cPara mim, est\u00e1 no campo do sonho de consumo\u201d, diz Margareth. Regina ressalta que o Brasil \u00e9 muito rico em legisla\u00e7\u00e3o. \u201cA grande quest\u00e3o \u00e9 colocar essa legisla\u00e7\u00e3o em vigor, fazer tudo funcionar\u201d.<\/p>\n<p>Margareth refor\u00e7a que o braille n\u00e3o deve ser substitu\u00eddo por leitores de tela ou outros recursos. \u201cOs recursos digitais de inform\u00e1tica n\u00e3o substituem o braille&#8221;, complementa. Para ela, pessoas cegas t\u00eam direito ao braille. &#8220;Muitas vezes, quer ler uma partitura, uma cifra de m\u00fasica, precisa desse contato com o braille. [O sistema] facilita a compreens\u00e3o de alguns recursos, facilita, por exemplo, o estudo de l\u00edngua estrangeira\u201d, diz.<\/p>\n<p>O Sistema Braille foi criado em 1825 pelo franc\u00eas Louis Braille, cego aos tr\u00eas anos de idade devido a um acidente que causou a infec\u00e7\u00e3o dos dois olhos. A vers\u00e3o mais conhecida data de 1837.O sistema permite a comunica\u00e7\u00e3o em v\u00e1rias l\u00ednguas.<\/p>\n<p>O sistema, formado por\u00a0s\u00edmbolos alfab\u00e9ticos e num\u00e9ricos, possibilitam a escrita e leitura, por meio\u00a0da combina\u00e7\u00e3o de um a seis pontos. A leitura, com uma ou ambas as m\u00e3os, se faz da esquerda para a direita. Os pontos em relevo obedecem a medidas padr\u00e3o e a dimens\u00e3o da cela braille corresponde \u00e0 unidade de percep\u00e7\u00e3o da ponta dos dedos.<\/p>\n<p>No Brasil, o braille foi introduzido por Jos\u00e9 \u00c1lvares de Azevedo, idealizador da primeira escola para o ensino de cegos no pa\u00eds, o Imperial Instituto de Meninos Cegos, atual Benjamin Constant. No dia 8 de abril, anivers\u00e1rio de Azevedo, \u00e9 comemorado o Dia Nacional do Braille.<\/p>\n<p>FONTE: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Dia Mundial do Braille, Ag\u00eancia Brasil conversa com especialistas Pontos em relevo que, combinados, formam 63 sinais para serem lidos com as pontas dos&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":261646,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-261645","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/261645","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=261645"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/261645\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":261647,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/261645\/revisions\/261647"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/261646"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=261645"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=261645"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=261645"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}