{"id":273968,"date":"2023-09-01T07:59:13","date_gmt":"2023-09-01T10:59:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=273968"},"modified":"2023-09-01T07:59:13","modified_gmt":"2023-09-01T10:59:13","slug":"vacinacao-brasileira-e-modelo-para-o-mundo-mas-enfrenta-desafios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2023\/09\/01\/vacinacao-brasileira-e-modelo-para-o-mundo-mas-enfrenta-desafios\/","title":{"rendered":"Vacina\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 modelo para o mundo, mas enfrenta desafios"},"content":{"rendered":"<div class=\"row\">\n<p class=\"col-10 offset-1 animated fadeInDown dealy-900 display-8 display-md-8 alt-font font-italic my-1 text-center\" style=\"text-align: center;\"><em><strong>Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es completa 50 anos este m\u00eas<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Prevenir contra o sarampo uma crian\u00e7a da Terra Ind\u00edgena Bacurizinho, no Maranh\u00e3o. Vacinar contra a pneumonia um idoso acamado em casa, no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro. Proteger da raiva um adolescente ferido por um morcego silvestre na zona da mata mineira. Imunizar um beb\u00ea contra o t\u00e9tano ainda na barriga da m\u00e3e.<img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1552495&amp;o=node\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1552495&amp;o=node\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/p>\n<p>Aplicar centenas de milh\u00f5es de doses de vacinas por ano em mais de 5 mil munic\u00edpios. Fazer tudo isso de forma gratuita e segura foi o que tornou\u00a0o Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es [PNI] do Brasil o maior do mundo e uma refer\u00eancia at\u00e9 mesmo para pa\u00edses desenvolvidos.<\/p>\n<p>H\u00e1 50 anos, o PNI cumpre a ambiciosa miss\u00e3o de vacinar uma enorme popula\u00e7\u00e3o dispersa num territ\u00f3rio continental chamado Brasil, profundamente marcado pela diversidade de culturas e cen\u00e1rios, e tamb\u00e9m pela desigualdade de condi\u00e7\u00f5es de vida. Ao longo do m\u00eas de setembro, a\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil\u00a0<\/strong>vai relembrar as conquistas dessas cinco d\u00e9cadas, discutir os desafios do futuro e destacar a import\u00e2ncia das vacinas para a sa\u00fade coletiva do povo brasileiro e da humanidade.<\/p>\n<p>Apesar de ser considerado o maior programa de vacina\u00e7\u00e3o p\u00fablico e gratuito do mundo, com 20 vacinas que eliminaram doen\u00e7as importantes como a poliomielite, o t\u00e9tano neonatal e a rub\u00e9ola cong\u00eanita, o programa\u00a0completa meio s\u00e9culo de vida lutando para reverter retrocessos que levaram as coberturas vacinais de volta aos n\u00edveis dos anos de 1980. Pesquisadores veem com otimismo o novo momento vivido pelo programa, mas apontam que h\u00e1 um longo caminho a ser percorrido.<\/p>\n<h2>Refer\u00eancia global<\/h2>\n<p>&#8220;N\u00f3s, os brasileiros do PNI [Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es], fomos solicitados a dar cursos no Suriname, recebemos t\u00e9cnicos de Angola para serem capacitados aqui. Estabelecemos coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica com Estados Unidos, M\u00e9xico, Guiana Francesa, Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Bol\u00edvia, Col\u00f4mbia, Peru, Israel, Angola, Filipinas. Fizemos doa\u00e7\u00f5es para Uruguai, Paraguai, Rep\u00fablica Dominicana, Bol\u00edvia e Argentina&#8221;.<\/p>\n<p>O trecho, retirado do livro comemorativo dos 30 anos do PNI, organizado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, deixa claro o destaque internacional do Brasil no setor de imuniza\u00e7\u00f5es. O ano era 2003, e a imuniza\u00e7\u00e3o no pa\u00eds exibia elevados percentuais ano ap\u00f3s ano, o que levou \u00e0 elimina\u00e7\u00e3o do t\u00e9tano neonatal, da rub\u00e9ola cong\u00eanita e do sarampo do pa\u00eds nos anos seguintes. Desde 2015, por\u00e9m, uma queda consider\u00e1vel na busca pela vacina\u00e7\u00e3o fez com que o pa\u00eds revivesse o medo de doen\u00e7as que ele j\u00e1 tinha vencido: o sarampo retornou em 2018, e a volta da p\u00f3lio \u00e9 considerada uma amea\u00e7a de alto risco.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block w-100\"><img decoding=\"async\" class=\"flex-fill img-cover lazyload\" title=\"Unicef\" data-src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/K_SbHTyHk42BMPDkz9BMzgbsKIY=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/alta_lucianaphebo_jv.jpeg?itok=fYo_vqqx\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ) - PNI \u00e9 modelo global de sucesso. - Chefe de sa\u00fade do Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef) no Brasil, Luciana Phebo. Foto: UNICEF\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Chefe de sa\u00fade do Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef) no Brasil, Luciana Phebo.\u00a0<strong>Foto:<\/strong>\u00a0<strong>Unicef<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A chefe de sa\u00fade do Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef) no Brasil, Luciana Phebo, classifica o programa como uma refer\u00eancia global, principalmente para pa\u00edses com renda m\u00e9dia e baixa e semelhan\u00e7as socioecon\u00f4micas com o Brasil.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um programa de refer\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 para a Am\u00e9rica Latina, mas para pa\u00edses da \u00c1frica tamb\u00e9m. E o Unicef, junto com a OMS [Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade], tem tamb\u00e9m essa fun\u00e7\u00e3o de levar boas pr\u00e1ticas do Brasil para outros pa\u00edses de contextos semelhantes. O PNI n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 importante para o Brasil, \u00e9 importante para todo o mundo&#8221;.<\/p>\n<p>Luciana Phebo destaca que o Brasil disp\u00f5e de ferramentas importantes que criaram as condi\u00e7\u00f5es para um programa t\u00e3o bem sucedido, como um sistema p\u00fablico e universal de sa\u00fade, institui\u00e7\u00f5es com tecnologia para produzir vacinas, e uma rede de aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica que ainda pode melhorar, mas que conta com um alcance relevante para chegar a quem precisa das vacinas.<\/p>\n<p>&#8220;O SUS [Sistema \u00danico de Sa\u00fade] \u00e9 extraordin\u00e1rio, est\u00e1 acima do que acontece no mundo e at\u00e9 mesmo em pa\u00edses desenvolvidos, com a capilaridade, com uma gest\u00e3o unificada, com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade chegando aos munic\u00edpios mais remotos e a todo o territ\u00f3rio nacional, que \u00e9 vast\u00edssimo. Poucos pa\u00edses t\u00eam essa estrutura.&#8221;<\/p>\n<p>As quedas nas coberturas vacinais observadas desde 2015, por\u00e9m, acenderam um sinal de alerta para autoridades sanit\u00e1rias do Brasil e do exterior, e a possibilidade de que doen\u00e7as eliminadas do pa\u00eds retornem causa preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Com a pandemia, essa redu\u00e7\u00e3o se agravou e, no per\u00edodo p\u00f3s-pand\u00eamico, acontece uma pequena melhora, a curva come\u00e7a a tomar uma outra dire\u00e7\u00e3o, mas essa resposta tem que ser acelerada. E ainda n\u00e3o teve a acelera\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para garantir que n\u00e3o haja reintrodu\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as como a poliomielite ou surtos de sarampo que poder\u00e3o voltar a acontecer&#8221;.<\/p><\/blockquote>\n<h2>Reconstru\u00e7\u00e3o progressiva<\/h2>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block w-100\"><img decoding=\"async\" class=\"flex-fill img-cover lazyload\" title=\"Wilson Dias\/Ag\u00eancia Brasil\" data-src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/CbbaW1aw7egKCL0S63DS0zMlXVY=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/pzzb5260.jpg?itok=COcOFPvG\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 14\/08\/2023 - A ministra da Sa\u00fade, N\u00edsia Trindade, participa da cerim\u00f4nia de acolhimento dos profissionais do Programa Mais M\u00e9dicos para o Brasil. Foto: Wilson Dias\/Ag\u00eancia Brasil\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">\u00a0Ministra da Sa\u00fade, N\u00edsia Trindade, durante evento em Bras\u00edlia.\u00a0<strong>Foto: Wilson Dias\/Arquivo Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Em entrevista \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, a\u00a0ministra da Sa\u00fade, N\u00edsia Trindade, destaca que o governo tem atuado para reestabelecer o protagonismo do programa\u00a0e a confian\u00e7a da sociedade no Minist\u00e9rio da Sa\u00fade enquanto autoridade sanit\u00e1ria nacional. Apesar de considerar que o desafio est\u00e1 sendo vencido, ela lembra que a reconstru\u00e7\u00e3o ser\u00e1 progressiva e levar\u00e1 tempo.<\/p>\n<p>&#8220;Quando come\u00e7amos a avan\u00e7ar com maior express\u00e3o, a partir de fins da d\u00e9cada de 1980, o mundo ficou impressionado com nossa capacidade de engajar a popula\u00e7\u00e3o, de estabelecer essa rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a com a vacina\u00e7\u00e3o. A experi\u00eancia bem-sucedida e a prote\u00e7\u00e3o contra diversas doen\u00e7as, percept\u00edveis nos dados de redu\u00e7\u00e3o e elimina\u00e7\u00e3o dessas doen\u00e7as, refor\u00e7aram\u00a0essa confian\u00e7a que precisamos hoje recuperar&#8221;, refor\u00e7ou.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Reconquistar as altas coberturas vacinais, portanto, em um segundo momento, pode voltar a nos colocar em uma posi\u00e7\u00e3o de refer\u00eancia que nos fa\u00e7a contribuir mais no enfrentamento ao negacionismo e \u00e0 hesita\u00e7\u00e3o vacinal. Nosso objetivo \u00e9 voltar a ser exemplo para o mundo. Retomar essa posi\u00e7\u00e3o de refer\u00eancia internacional e mobiliz\u00e1-la na nossa coopera\u00e7\u00e3o com outros pa\u00edses, incluindo a vacina\u00e7\u00e3o, \u00e9 nossa prioridade.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<h2>SUS<\/h2>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block w-100\"><img decoding=\"async\" class=\"flex-fill img-cover lazyload\" title=\"Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\" data-src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/Czk3ELRzL5fSCr523SRk-MuC4Vw=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/124a9857.jpg?itok=Ii2WlwVW\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 26.08.2023 - Minist\u00e9rio da Sa\u00fade lan\u00e7ou, no Zool\u00f3gico de Bras\u00edlia, a campanha de multivacina\u00e7\u00e3o no Distrito Federal. - Talis Rodrigues e o filho, Noau Rodrigues. Foto: Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil.  Foto: Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Minist\u00e9rio da Sa\u00fade lan\u00e7ou a campanha de multivacina\u00e7\u00e3o no Distrito Federal no final de agosto.\u00a0<strong>Foto:\u00a0Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Consultora da Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade (Opas) e ex-coordenadora do PNI, Carla Domingues destaca que o programa se fortaleceu\u00a0porque foi considerado uma pol\u00edtica de Estado, tendo se estruturado desde a ditadura militar\u00a0e passado por diferentes governos democr\u00e1ticos. A robustez conquistada, por\u00e9m, veio principalmente na d\u00e9cada de 1990, a partir da cria\u00e7\u00e3o do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n<p>&#8220;O PNI foi um exemplo de sucesso porque todos os princ\u00edpios do SUS\u00a0foram efetivamente consolidados. Come\u00e7ando pela universalidade, que define\u00a0que todas as vacinas cheguem a toda a popula\u00e7\u00e3o brasileira, seja ela dos grandes centros, cidades m\u00e9dias, popula\u00e7\u00e3o ribeirinha ou ind\u00edgena&#8221;, afirma Carla Domingues, que esteve \u00e0 frente do programa brasileiro por 13 anos.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;A hist\u00f3ria de sucesso vai at\u00e9 2016. Hoje, infelizmente, nossos indicadores est\u00e3o sendo comparados a pa\u00edses como Haiti e Venezuela. Infelizmente, deixamos de ser modelo. O grande desafio \u00e9 voltar a estabelecer essa confian\u00e7a que a gente teve por mais de quatro d\u00e9cadas, com a popula\u00e7\u00e3o brasileira sendo respons\u00e1vel e comparecendo aos postos de vacina\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p><\/blockquote>\n<p>Um ponto importante que o PNI introduziu\u00a0no pa\u00eds, explica a especialista, foi a participa\u00e7\u00e3o dos estados e munic\u00edpios nas pol\u00edticas de imuniza\u00e7\u00e3o, com atribui\u00e7\u00f5es definidas para cada uma das esferas do governo. A compra centralizada e em larga escala de vacinas para todo o pa\u00eds por parte do governo federal, tamb\u00e9m garantida a partir do programa, foi essencial para que todas as popula\u00e7\u00f5es pudessem ser vacinadas, independentemente da sa\u00fade financeira ou prioridade or\u00e7ament\u00e1ria de seus estados.<\/p>\n<p>&#8220;At\u00e9 a d\u00e9cada de 1970, os programas da var\u00edola, da p\u00f3lio e da rub\u00e9ola faziam suas compras, e n\u00e3o havia uma pol\u00edtica nacional de aquisi\u00e7\u00e3o de vacinas. E para doen\u00e7as como sarampo, difteria, t\u00e9tano e coqueluche, os estados que tinham recursos faziam programas estaduais. Isso n\u00e3o tinha impacto para a elimina\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as. Com compras centralizadas, distribui\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o descentralizadas, garantia de fornecimento e toda uma cadeia de transporte e log\u00edstica, voc\u00ea conseguiu implementar essa pol\u00edtica de vacina\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<h2>Calend\u00e1rios para todos<\/h2>\n<p>Toda essa estrutura permitiu que o programa sa\u00edsse das quatro vacinas\u00a0ofertadas na d\u00e9cada de 1970 para 20 vacinas dispon\u00edveis hoje, com calend\u00e1rios para crian\u00e7as, adolescentes, adultos, gestantes e campanhas de grande porte como a vacina\u00e7\u00e3o anual contra o Influenza.<\/p>\n<p>Esses motivos fizeram com que o Brasil sempre fosse convidado a apresentar suas experi\u00eancias nas reuni\u00f5es da Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade, lembra Carla Domingues, que acrescenta que o pa\u00eds tamb\u00e9m\u00a0implementou de forma c\u00e9lere as recomenda\u00e7\u00f5es e os compromissos debatidos no organismo internacional.<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil serviu de modelo quando a organiza\u00e7\u00e3o mostrava os casos de sucesso\u00a0e, principalmente, pelos desafios, sendo um pa\u00eds t\u00e3o grande, com popula\u00e7\u00f5es t\u00e3o dispersas e em condi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas t\u00e3o diferentes.&#8221;<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block w-100\"><img decoding=\"async\" class=\"flex-fill img-cover lazyload\" title=\"Divulga\u00e7\u00e3o\/SBIM\" data-src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/qFaBPUdWf0KPqDVusbKBMj9YXJk=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/imagem_do_whatsapp_de_2023-08-31_as_18.42.00.jpg?itok=LDXpbbat\" alt=\"Bras\u00edlia (DF) 31\/08\/2023 - Presidente da Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00f5es, M\u00f4nica Levi.\nFoto: Divulga\u00e7\u00e3o\/SBIM\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Presidente da Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00f5es, M\u00f4nica Levi.\u00a0<strong>Foto:\u00a0Divulga\u00e7\u00e3o\/SBIM<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A presidente da Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm), Monica Levi, concorda que, apesar de cada pa\u00eds ter suas caracter\u00edsticas, o Brasil era um modelo. Ela destaca que, da mesma forma, outras experi\u00eancias internacionais podem agregar\u00a0estrat\u00e9gias no enfrentamento de\u00a0desafios, como o antivacinismo.<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil \u00e9 um pa\u00eds que serve de modelo por ter um \u00eaxito nas coberturas vacinais por v\u00e1rios e v\u00e1rios anos, o que n\u00e3o \u00e9 mais uma realidade agora&#8221;, conta M\u00f4nica.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 importante ver como outros pa\u00edses enfrentaram as crises de confian\u00e7a e conseguiram contornar a situa\u00e7\u00e3o. Mas o que acontece em um pa\u00eds em termos de hesita\u00e7\u00e3o vacinal nem sempre \u00e9 o mesmo que em outros&#8221;, afirma a especialista apontado exemplos como o Jap\u00e3o e a Austr\u00e1lia, que enfrentaram fortes movimentos antivacina contra o imuniza\u00e7\u00e3o anti-HPV.<\/p>\n<p>A SBIm,\u00a0a Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz e o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade t\u00eam trabalhado juntos em um projeto de revers\u00e3o das baixas coberturas vacinais que obteve bons resultados no Amap\u00e1 e na Para\u00edba, envolvendo as comunidades e os l\u00edderes comunit\u00e1rios na mobiliza\u00e7\u00e3o pr\u00f3-vacinas. Esses resultados t\u00eam norteado as campanhas de multivacina\u00e7\u00e3o que devem chegar a todos os estados at\u00e9 o fim do ano.<\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 vejo melhora, mas n\u00e3o para todas as vacinas. Sou otimista e acredito que vamos conseguir recuperar nossa cobertura vacinal e voltar a ser como \u00e9ramos antes. J\u00e1 tivemos uma melhora em 2022, mas ainda n\u00e3o estamos perto de atingir o que a gente precisa. Ainda tem muito trabalho pela frente&#8221;.<\/p>\n<p>FONTE: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es completa 50 anos este m\u00eas Prevenir contra o sarampo uma crian\u00e7a da Terra Ind\u00edgena Bacurizinho, no Maranh\u00e3o. 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